01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

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    Os povos indígenas nos livros didáticos: entre a Lei 11.645/2008 e sua aplicação em três livros do Ensino Fundamental II
    (2025-12-15) Sousa, Bianca Moreira e; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/5131243512582167
    Este trabalho visa analisar as representações dos povos indígenas em livros didáticos de História do Ensino Fundamental II à luz da Lei 11.645/2008, em três livros didáticos do 7º ano aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Apesar de a legislação trazer avanços no reconhecimento da diversidade étnica e cultural do país, observa-se que sua aplicação nos materiais didáticos ainda apresenta limitações. O estudo adota uma abordagem qualitativa, baseada na análise documental e na análise do discurso de linha francesa, especialmente a partir do conceito do “dito em relação ao não dito”, que permite identificar os silenciamentos e as omissões presentes nos textos. Os resultados mostram que, embora existam alguns avanços, como maior visibilidade e reconhecimento da diversidade indígena, ainda predominam abordagens superficiais, com foco no período colonial e pouco articuladas com a historiografia contemporânea no ensino escolar.
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    Implementação de sistema de aquaponia para uso de povos tradicionais do semiárido pernambucano
    (2025-08-05) Costa, Daniel Crispim Borba; Medeiros, Mateus Vitoria; http://lattes.cnpq.br/2723228592205339; http://lattes.cnpq.br/8853503875600288
    Este trabalho descreve as atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), realizado em parceria com o Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA) e a comunidade indígena Pankará, situada na Aldeia Serrote dos Campos, município de Itacuruba – PE. O objetivo central do estágio foi a revitalização, ativação e operação de um sistema de aquaponia agroecológica como tecnologia social voltada à promoção da soberania alimentar, educação ambiental e produção sustentável no semiárido pernambucano. O projeto foi executado em etapas sequenciais, contemplando o diagnóstico da estrutura existente, o reaproveitamento de materiais, a montagem dos componentes, a ciclagem biológica do sistema, o povoamento com Tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), o cultivo de hortaliças em camas de cultivo e substratos alternativos, além da capacitação técnica dos comunitários envolvidos. O trabalho foi conduzido com base em princípios de baixo custo, autonomia local, sustentabilidade hídrica e valorização dos saberes tradicionais. A metodologia incluiu o acompanhamento diário dos parâmetros de qualidade da água, manejo alimentar, monitoramento de mortalidade, além do registro fotográfico e anotações de campo. A atuação extensionista possibilitou, além dos ganhos produtivos diretos, a integração entre conhecimento técnico-científico e práticas culturais locais, fortalecendo a presença da universidade pública em territórios historicamente marginalizados. Apesar de desafios relacionados à logística, infraestrutura e escassez hídrica, o sistema operou com eficiência e apresentou bons resultados preliminares. O presente relatório evidencia o potencial da aquaponia como estratégia viável e replicável em comunidades do semiárido, ao mesmo tempo em que contribui com a formação profissional do discente, ampliando sua vivência prática, sensibilidade social e capacidade de atuação interdisciplinar. A experiência reafirma a importância do diálogo entre ciência, cultura e território para a construção de soluções sustentáveis e inclusivas.
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    Relatório do Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO), realizado na Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, Cruz das Almas/BA e na Secretaria Municipal de Saúde de Petrolândia/PE
    (2019-01-22) Souza, Paula Fernanda Costa de; Silva, Jean Carlos Ramos; http://lattes.cnpq.br/8705354960174177; http://lattes.cnpq.br/1371275414174117
    Este relatório apresenta as atividades desenvolvidas e acompanhadas durante o Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) em Medicina Veterinária, que foi realizado no período de 18/09/2018 a 11/12/2018 na Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), localizada no município de Cruz das Almas, Bahia, na área de Defesa Sanitária Animal, e na Secretaria Municipal de Saúde de Petrolândia, em Pernambuco, na área de Vigilância Sanitária e Epidemiológica. Dentre as atividades desenvolvidas estão os levantamentos de pecuária extrativista da região, busca de inadimplentes da campanha de vacinação contra Febre Aftosa, promoção de educação infantil e monitoramento de rebanho na ADAB, e atendimento de denúncias, fiscalização de comércios e eventos e monitoramentos epidemiológicos da população geral e indígena da aldeia Brejinho da Serra, Petrolândia, Pernambuco.
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    Identidade nacional pela obra de Victor Meirelles: “A primeira missa no Brasil’’ e seu mito fundador
    (2023-05-28) Lima, Beatriz Sandrelly Gusmão de Souza; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/0721619317307816
    O artigo apresentado tem como tema principal a análise da obra de Victor Meirelles “A primeira missa no Brasil”, de 1861, por meio da discussão historiográfica sobre a construção do mito da criação da identidade nacional do Brasil. A obra apresenta uma missa sendo realizada no início da colonização portuguesa, tendo ao centro a cruz, a Igreja Católica Romana e os europeus. São colocados em segundo plano, na condição de observadores passivos, os indígenas. Essa representação suscita o debate relativo ao apagamento dos povos indígenas na criação da identidade nacional brasileira no século XIX, promovido por Dom Pedro II por meio das instituições elaborando as narrativas artísticas e historiográficas consideradas oficiais, a Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Dessa forma, compreende-se a ideia de identidade nacional como uma criação promovida com base em interesses políticos, sociais e econômicos, os quais contemplavam o projeto de centralização e consolidação do Segundo Reinado. A pesquisa foi feita a partir da discussão trazida por João Pacheco de Oliveira sobre os tipos de mortes indígenas e a participação destes no percurso da historiografia da fundação da identidade nacional, o debate sobre o “mito fundador” como precursor da história nacional.
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    A Igreja Reformada no Brasil holandês (1630-1654): história e historiografia
    (2025-03-17) Souza, Élder Perboire Emerenciano de; Miranda, Bruno Romero Ferreira; http://lattes.cnpq.br/8746246350935536; http://lattes.cnpq.br/2368367368583961
    O artigo em questão analisa a atuação da Igreja Reformada no Brasil neerlandês (1630-1654), ao destacar a relação entre os predicantes reformados e os indígenas, especialmente os Potiguara, e a influência religiosa e política da Companhia das Índias Ocidentais (West-Indische Compagnie, WIC). É abordada a estruturação da Igreja Reformada, a evangelização dos povos nativos e a historiografia do período. Ressalta, ainda, figuras como Pedro Poti e Antônio Paraupaba. O trabalho contribui para a compreensão das interações religiosas e culturais do Brasil neerlandês.
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    Extinção do Aldeamento de Cimbres: reelaboração espacial e transformações das identidades indígenas na Serra do Ororubá (Pesqueira/PE), 1850-1879
    (2024) Nascimento, Alice Victória do Monte; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/9502249666929102
    Nesse texto buscamos apresentar as intervenções das políticas indigenistas no século XIX, com foco no Aldeamento de Cimbres, analisando como as mudanças locais, reestruturando de forma contínua aquele ambiente, construíram relações complexas e provocaram mudanças importantes nas identidades indígenas. Com esse propósito, a partir de uma revisão bibliográfica e análise de documentos oficiais, utilizando os conceitos de territorialização e ressocialização, nos debruçamos sobre as especificidades do processo para a extinção do Aldeamento de Cimbres, na Serra do Ororubá, em Pesqueira/PE. Por fim, realizamos um breve balanço sobre as formas de permanência dos indígenas após a extinção do Aldeamento.
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    Os indígenas aldeados e a guerra na documentação administrativa da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais no Brasil (1630-1647)
    (2019-07-20) Silva, Lucas de Lima; Miranda, Bruno Romero Ferreira; http://lattes.cnpq.br/8746246350935536; http://lattes.cnpq.br/1677345577430632
    Neste artigo, abordaremos a atuação dos indígenas aldeados enquanto força militar auxiliar na expansão e salvaguarda do território conquistado pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais à América Portuguesa no século XVII. Os questionamentos subjacentes que culminaram na realização desta pesquisa baseiam-se nos conceitos, discussões teóricas e métodos característicos de um Domínio Histórico que emergiu na Historiografia Nacional a partir das últimas décadas do século XX: a “Nova História Indígena”. Os trabalhos deste campo têm legado uma reavaliação importante do impacto das ações de indivíduos e grupos ameríndios sobre processos e eventos históricos, à luz de reinterpretações de certos conceitos, bem como a partir da crítica a historiografias anteriores. Para a concretização da proposta, analisaremos essencialmente fontes administrativas neerlandesas no intuito de identificar a extensão – quantitativa e qualitativa – do emprego militar de indígenas aldeados, a relação destes com a atividade bélica durante o período citado e a centralidade do sistema de aldeamento colonial para as práticas de neerlandeses e indígenas diante da guerra.
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    Disputas, mistura e transformações identitárias: o processo de formação do lugar de Águas Belas e do Aldeamento dos Carnijó, em Pernambuco, entre as décadas de 1650 e 1760
    (2022-05-31) Santos Neto, José Cordeiro dos; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/3864055213140532
    Entre 1654, após a expulsão dos holandeses, e 1760, durante o chamado período pombalino (1750-1777), diversos processos foram realizados no interior da capitania de Pernambuco, que interferiram diretamente na organização e no modo de vida dos povos indígenas. Os indígenas que habitavam a região do atual município de Águas Belas, no agreste pernambucano, vinham passando por processos de contato, reelaboração das identidades, formação de alianças e conflitos por terra, se apropriando dos mecanismos coloniais, de acordo com as limitações impostas e os seus interesses. Dessa forma, o presente artigo tem como principal objetivo a análise e interpretação desses processos relacionais e das disputas por terra, entre as décadas de 1650 e 1760, na formação do lugar de Águas Belas e do aldeamento dos Carnijó.
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    A importância de conteúdos digitais para o ensino de História: articulação política indígena e revisão historiográfica
    (2024-09-23) Lima Filho, Henrique Rodrigues; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/8646187137396793
    O presente artigo teve como objetivo apontar as ações dos povos indígenas no tempo presente como protagonistas na construção histórica do país. Discutimos a Lei nº 11.645/2008 determinando o ensino de história e culturas dos povos indígenas nas escolas do Brasil e que é fundamental em todo o processo de ensino sobre essa temática. Realizamos uma breve revisão historiográfica de autores importantes para pensar o tema. Por fim, tratamos das ações no tempo presente dos povos indígenas enfatizando conteúdo publicado em redes sociais, com potencial de se tornar subsídios para ser utilizado no ensino da história indígena no Brasil.
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    Os indígenas e a guerra luso-neerlandesa (1630-1654): uma análise da historiografia
    (2024-03-05) Silva, Gabriel Vinícius Oliveira da; Miranda, Bruno Romero Ferreira; http://lattes.cnpq.br/8746246350935536; http://lattes.cnpq.br/9368777654940870
    As invasões neerlandesas em território brasileiro (1624-1654), se demonstram como um ponto forte dentro do campo historiográfico do nosso período colonial, devido a sua característica única de ser um capítulo que, apesar de considerado breve dentro de uma análise da História Colonial, também se configura como um de seus episódios mais bem documentados e, consequentemente, trabalhado. Dentro desse rico período, usualmente chamado de Brasil holandês, alguns assuntos parecem mais recorrentes, a exemplo dos diferentes tipos de colonização, a especificidade da chamada ‘Guerra Brasílica’ e seus principais personagens, entre outros. Tudo é amplamente debatido e muitos trabalhos de qualidade podem ser encontrados, definindo uma riqueza de conteúdos a todos aqueles interessados na temática. A questão indígena, nesse sentido, aparece como uma das mais relevantes e definidoras na caracterização do período. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo realizar as seguintes perguntas: Como são trabalhados os indígenas dentro da historiografia do Brasil holandês? O objetivo do presente artigo é averiguar como os principais autores da temática tratam das populações indígenas e de seu envolvimento nas guerras luso-neerlandesas.