01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

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    Preconceito linguístico e a formação de professores de língua portuguesa: uma análise sociolinguística das práticas pedagógicas
    (2025-12-18) Oliveira, Lauciene Souza da Costa; Fernandes, Marcela Moura Torres Paim; https://lattes.cnpq.br/7491110175871163; https://lattes.cnpq.br/5684390784484808
    O presente artigo analisa como a literatura acadêmica sobre o preconceito linguístico tem contribuído para a formação dos professores de língua portuguesa no que se refere às suas práticas pedagógicas. Utilizou-se como metodologia a revisão bibliográfica e um mapeamento sistemático de teses e dissertações (BDTD) defendidas entre os anos de 2021 e 2025. O panorama revela que os conhecimentos teóricos sobre variação e preconceito linguístico estão presentes nas formações iniciais e continuadas (Bagno, 2007; Bortoni-Ricardo, 2017), porém existe uma discrepância entre o conhecimento teórico e a efetivação nas práticas pedagógicas, sendo possivelmente motivado pela ideologia e crenças dos professores de uma língua única, e pela insuficiência dos respaldos interventivos contidos nos documentos oficiais (BNCC/PCN) e materiais didáticos. Todavia, os dados evidenciam que o Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) é um forte aliado para desenvolver propostas didáticas de intervenção que contemplem a análise linguística e combatam o preconceito linguístico. Adicionalmente, os estudos apontam a necessidade de focar na formação continuada de natureza reflexiva e interventiva como caminho essencial para transformar a prática docente. Conclui-se que o mero conhecimento da literatura acadêmica não é suficiente, mas exige uma transformação de crenças, valores, além da responsabilidade social em relação às variedades linguísticas.
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    A piada da censura: L. L. e o discurso cômico controverso
    (2023-04-28) Silva, Karen Aryadna Nascimento da; Falcão, Carolina Cavalcanti; http://lattes.cnpq.br/9887570122994623
    O presente trabalho tem como objetivo discutir a normalização que foi dada frente aos discursos do humorista L. L. e a forma com que rapidamente são comentados e compartilhados como apenas uma piada. Percebeu-se o aumento desse tipo de comédia Stand Up e como o espaço digital tem papel de influência. Dessa forma, L. L. utiliza o espaço digital como forma a promover uma “livre manifestação”, como se não houvesse qualquer regulação ética na sociedade. Partindo da compreensão sobre o papel político da comédia e a função social do humor, propõe-se uma Análise de Conteúdo (AC) das postagens de L. L. buscando abordar o entendimento das problemáticas sociais que envolvem seu discurso na Internet, tendo como termo central, o significante "censura". Com essa análise, a pesquisa sugere que o comediante se utiliza de duas estratégias para transmitir sua mensagem. A primeira é a controvérsia, através do uso da palavra censura, como um vetor de ganho de audiência e visibilidade na economia das redes. A segunda, o uso da palavra censura também com um discurso ativo, quando ele sofre tentativas de interdição de seu discurso.
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    A influência do sexismo na prática de futsal: o futsal feminino no ambiente escolar
    (2020-10-16) Felipe, Daniele de Andrade; Lindoso, Rosângela Cely Branco; http://lattes.cnpq.br/3076590717855221
    A Educação Física é uma unidade curricular que ajuda a refletir sobre várias questões entre elas o sexismo, ainda são um pouco escassas as pesquisas que tratam especialmente as relações de gênero e a discriminação nas práticas esportivas. Situações de discriminação, preconceito, desigualdade e estereotipia são notórias na prática do futsal feminino. Frente à importância do conhecimento das diferenças existentes nos esportes e a inserção das mulheres nesse cenário, este trabalho teve como objetivo analisar as compreensões de gênero, sexismo e discriminação em meninas que praticam futsal identificando se o preconceito existente para essa prática e se isso influencia ou não a participação delas nessa atividade. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, o trabalho se valeu de livros, periódicos, revistas e sites da internet. Utilizou-se, também, uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, os dados foram adquiridos por um questionário com dez perguntas realizadas a 115 alunas que participam das aulas de educação física em uma escola pública e uma escola privada da cidade de Recife. As alunas possuem prévias aproximações com a noção das relações de gênero existentes na sociedade. No país, onde o esporte é uma identidade nacional, o sexo feminino ainda não possui evidência, sendo mais um lugar a ser conquistado pelas mulheres. A ocupação desse lugar, por conseguinte, promoverá mais respeito e reduzirá a discriminação. Existe muito que se debater acerca do futsal feminino porque é um espaço que ainda precisa de mais atenção por parte dos investigadores sociais.
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    Ativismo anti-gordofobia em Pernambuco: reconstrução identitária de pessoas gordas
    (2021-07-21) Ramos, Anna Gabriela Martins de Arruda Pedreira; Portela Júnior, Aristeu; http://lattes.cnpq.br/2261345425063739
    A pesquisa se propõe a investigar as dinâmicas usadas para construção de uma nova identidade de pessoas gordas a partir da atuação dos grupos ativistas Sou Plus PE e Gorda Sim, situados no estado de Pernambuco, através de entrevistas semi-estruturadas com as fundadoras destes coletivos. Para isso, se faz uma rápida retomada histórica da construção da imagem do sujeito gordo até os dias atuais, passando pelo debate da beleza, da estigmatização do corpo gordo, ciberativismo, ativismo em rede, identidades, além de citar sobre os progressos do ativismo gordo no âmbito político no estado.
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    Bullying gordofóbico na escola: questões de enfrentamento, questões de negligência
    (2019-12-10) Ramos, Ellayne Pereira; Ferreira, Hugo Monteiro; http://lattes.cnpq.br/9846855940173584; http://lattes.cnpq.br/0045483921122793
    Aqui serão apresentadas teorias e práticas acerca do fenômeno do bullying gordofóbico. Tal fenômeno ocorre nos ambientes educativos. Tratasse de uma pesquisa de cunho etnográfico que foi realizada numa escola municipal da rede do Jaboatão dos Guararapes - PE. Durante os anos de 2018 a 2019. No estudo, buscou-se identificar quais os mecanismos de enfrentamento que a escola tem utilizado para combater o bullying gordofóbico nesses espaços, ou se a escola simplesmente não faz uso de suas ferramentas e acaba por corroborar com negligência em tais espaços.