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    O patrimônio em livros didáticos de história dos anos iniciais do ensino fundamental
    (2023-09-15) Leal, Bianka Karollayne Marques; Silva, Lucas Victor; http://lattes.cnpq.br/0058476610695399
    A escola tem papel fundamental na construção de sujeitos críticos capazes de valorizar os bens históricos da humanidade. E, dentro do ambiente escolar, o livro didático é uma ferramenta pedagógica quase onipresente. Nesta monografia analisamos a concepção de patrimônio como conteúdo histórico escolar presente em duas coleções de livros didáticos de História dos anos iniciais do Programa Nacional do livro Didático (PNLD) 2019: "Buriti Mais História" e “Aprender Juntos", visando investigar as concepções de patrimônio existentes e como as atividades de ensino, as atividades de consolidação e avaliação da aprendizagem propostas nos livros tratam os conteúdos relacionados a temática patrimonial. Também investigamos o diálogo realizado entre a obra didática e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Guia do Programa Nacional do Livro Didático 2019 e o Edital do PNLD 2019 no que diz respeito à abordagem da temática do patrimônio. Trata-se de pesquisa documental, bibliográfica e de caráter qualitativo. Utilizou-se, na coleta de dados, o método análise de conteúdo inspirado em Bardin (1979). O levantamento teórico se fundamenta por meio de autores como Bittencourt (2009), Paim (2010), Cainelli (2010), Gil (2021), dentre outros. A partir desta investigação pode-se perceber que a Base Nacional Comum Curricular é quem dita em que ano, como e com que frequência surge o patrimônio histórico nos livros didáticos, que há poucas páginas com menções/ atividades presentes nas obras didáticas se compararmos ao número total existente, e ainda que embora carreguem abordagens investigativas, valorizam, sobretudo o tratamento histórico de patrimônios distantes no tempo e no espaço dos estudantes uma vez trazem pouquíssimas atividades voltadas aos patrimônios locais.
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    A abordagem da Primeira Lei da Termodinâmica nos livros didáticos de química no ensino médio: uma análise crítica e comparativa da literatura de vários autores
    (2025-12-19) Silva, Luiz Mandu da; Freitas, Kátia Cristina Silva de; https://lattes.cnpq.br/5859266863241551; https://lattes.cnpq.br/9025732300975567
    O presente trabalho de conclusão de curso analisa como a Primeira Lei da Termodinâmica (conservação da energia, relação entre variação de energia interna ΔU, calor Q e trabalho W) é apresentada em livros didáticos de Química do ensino médio de diversos autores. O objetivo é identificar convergências e divergências conceituais, didáticas e pedagógicas, além de apontar lacunas e propor melhorias para o ensino médio. Percebe-se nos livros didáticos uma divisão clara: alguns abordam o tema dentro do carater sócio-cultural com situações do cotidiano, enquanto outros abordam de forma isolada, sem grandes prejuízos ao texto, caso a parte social e cultural seja retirada. Conclui-se que há ainda muito que melhorar no que tange à forma de ser trabalhado o assunto nos livros didáticos, cabendo aos professores elaborarem um conteúdo adicional para melhor explicar seus alunos, através de atividades mais atrativas em sala de aula, ou até fora dela.
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    Os povos indígenas nos livros didáticos: entre a Lei 11.645/2008 e sua aplicação em três livros do Ensino Fundamental II
    (2025-12-15) Sousa, Bianca Moreira e; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/5131243512582167
    Este trabalho visa analisar as representações dos povos indígenas em livros didáticos de História do Ensino Fundamental II à luz da Lei 11.645/2008, em três livros didáticos do 7º ano aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Apesar de a legislação trazer avanços no reconhecimento da diversidade étnica e cultural do país, observa-se que sua aplicação nos materiais didáticos ainda apresenta limitações. O estudo adota uma abordagem qualitativa, baseada na análise documental e na análise do discurso de linha francesa, especialmente a partir do conceito do “dito em relação ao não dito”, que permite identificar os silenciamentos e as omissões presentes nos textos. Os resultados mostram que, embora existam alguns avanços, como maior visibilidade e reconhecimento da diversidade indígena, ainda predominam abordagens superficiais, com foco no período colonial e pouco articuladas com a historiografia contemporânea no ensino escolar.
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    Como transformar questões relativas a aspectos da estequiometria em problemas do tipo escolar? Uma análise de livros didáticos de química do PNLD 2018
    (2021-11-25) Lins, Hayanne Petruska Ferreira da Silva; Batinga, Verônica Tavares Santos; http://lattes.cnpq.br/7759044153725982; http://lattes.cnpq.br/9796774903859883
    Esse trabalho tem como objetivo transformar enunciados de questões relacionadas com a Estequiometria presentes em livros didáticos de química do Ensino Médio, aprovados no PNLD 2018, em problemas. Para isso foram lidos e analisados os enunciados das 249 questões de seis livros didáticos de Química a partir de elementos que constituem a conceituação e características de exercícios e problemas, buscando categorizá-las conforme a diferenciação entre problemas e exercícios de Schnetzler e Santos (2010). Em seguida foram utilizadas as estratégias de Lopes (1994) e Freire e Silva (2013) para transformar exercícios em problemas com base na Abordagem de Resolução de Problemas. Os resultados apontam que 98,79% das questões analisadas se caracterizam como exercícios porque apresentam os seguintes aspectos no seu enunciado: presença de dados explícitos para resolução, resultado pré-estabelecido, foco disciplinar, possibilidades de respostas (certo ou errado), privilegiam a aplicação de algoritmos, fórmulas e equações para sua resolução, visando operacionalizar conceitos, a memorização e reprodução do conhecimento químico. Percebe-se que estratégias específicas podem ser adotadas para transformar enunciados de questões caracterizadas como exercícios em problemas de Química do tipo escolar. Por fim, o estudo pode contribuir para que os professores possam aprender a elaborar novos recursos didáticos (problemas) a partir do livro didático de Química e usá-los nas aulas de Estequiometria. Também em perceber que problemas e exercícios apresentam finalidades educativas distintas no processo de ensino e aprendizagem de conceitos científicos.
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    Oralidade e retextualização no livro didático de língua portuguesa
    (2023-09-05) Bezerra, Shirley Thaisa; Luna, Ewerton Àvila dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/0502123155013190; http://lattes.cnpq.br/6470743471142059
    Com o objetivo de buscar alternativas estratégicas para que o ensino da oralidade se torne cada vez mais eficaz, o trabalho com o eixo da oralidade nas aulas de Língua Portuguesa tem sido objeto de pesquisa de muitos linguistas. Nesse contexto, Marcuschi (2008) apresenta a atividade de retextualização como uma ferramenta profícua para um ensino-aprendizagem mais efetivo das relações existentes entre oralidade e escrita e, principalmente, da própria oralidade em si. Levando isso em consideração, nossa pesquisa tem o objetivo de analisar como o trabalho com a oralidade é realizado, a partir das atividades de retextualização, em livros didáticos, já que, como é sabido, os livros didáticos são um dos principais recursos didáticos utilizados pelos professores de língua materna. Para isso, definimos como corpus do nosso trabalho a coleção Tecendo Linguagens: língua portuguesa (OLIVEIRA et al., 2015), aprovada pelo PNLD 2017. Baseando-nos nos pressupostos teóricos postulados por Marcuschi (2008), Dionísio e Marcuschi (2007), Dolz e Schneuwly (2004), identificamos as atividades de retextualização e examinamos como o tratamento das relações entre a oralidade e a escrita é contemplado na coleção, visando observar a abordagem do ensino da oralidade. Constatamos que as atividades de retextualização já são utilizadas de maneira significativa na coleção, embora tais propostas de atividades, muitas vezes, não explorem tanto quanto poderiam o processo de transformação de textos, deixando, com isso, de propiciar aos alunos uma observação consciente das operações envolvidas em processos de retextualização de diferentes gêneros textuais, sobretudo, os que envolvem os gêneros orais.
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    Literatura afro-brasileira no livro didático da EJA: por uma prática pedagógica antirracista
    (2025-08-13) Alves, Allan Fernando Souza Vitor; Lima, Hérica Karina Cavalcanti de; http://lattes.cnpq.br/7078742576743942; http://lattes.cnpq.br/6925372145131829
    Este estudo analisa a presença e a abordagem da literatura afro-brasileira nos livros didáticos de Língua Portuguesa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) aprovados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) 2025, com foco na coleção Nova EJA Moderna – Leitura e Escrita (volumes 1 e 2), adotada em uma instituição onde o pesquisador desenvolveu parte de sua trajetória docente durante os estágios supervisionados obrigatórios. De caráter qualitativo, a pesquisa apresenta abordagem exploratória e documental, utilizando análise de conteúdo para examinar autoria, representatividade étnico-racial, temáticas e formas de abordagem literária presentes nos materiais selecionados. Os resultados indicam que a literatura afro-brasileira aparece de forma pontual, superficial e desarticulada, sem intencionalidade pedagógica clara ou aprofundamento estético e político, destacando-se a escassez de textos de autoria negra e a ausência de propostas críticas de leitura que favoreçam o reconhecimento da identidade negra e o pertencimento dos estudantes da EJA. Conclui-se que, apesar de tímidos avanços, os livros didáticos analisados reproduzem uma lógica excludente incompatível com os preceitos da Lei nº 10.639/03 e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o que reforça a necessidade da elaboração de projetos pedagógicos antirracistas efetivos para o ensino da literatura na EJA. Este estudo contribui para o debate sobre a importância da literatura afro-brasileira como instrumento de representatividade, valorização cultural e justiça racial no contexto da educação de jovens e adultos.
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    Capoeira e ensino de História: uma incursão pelos livros didáticos da educação básica
    (2024-09-02) Vasconcelos, Djalma Barros e Silva; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/5285236021130806
    Até meados do século XX, a capoeira era uma prática marginalizada na sociedade. As pesquisas historiográficas sobre essa arte marcial revelam que os primeiros registros sobre ela estão predominantemente em documentos policiais. Com o tempo, a percepção e o tratamento da capoeira mudaram drasticamente: ela foi inicialmente proibida, depois legalizada e, eventualmente, reconhecida como patrimônio cultural. No entanto, a forma como a capoeira é abordada nos livros didáticos continua a desempenhar um papel crucial na perpetuação ou transformação dos paradigmas relacionados a essa arte. Com isso em mente, analisei a abordagem da capoeira em diversos livros didáticos utilizados na Rede Pública de Pernambuco.
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    As implicações da BNCC no livro didático de História do 2º ano ensino fundamental-anos iniciais: um estudo comparativo sobre obras do Programa Nacional do Livro Didático editais 2016 e 2019
    (2025-02-17) Holanda Júnior, Valmério Cirilo de; Andrade, Juliana Alves de; http://lattes.cnpq.br/9273063697259288; http://lattes.cnpq.br/9606938847498302
    Nas etapas iniciais de escolarização, o conteúdo histórico é de suma importância para a aquisição de um pensamento crítico por parte das crianças o que faz com que o livro didático seja um dos principais materiais de trabalho utilizados no cotidiano escolar. Posto isso, este trabalho teve como objetivo analisar os efeitos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC-2018) nos livros didáticos de História do 2º ano do ensino fundamental-anos iniciais. Para tanto, analisamos os volumes do 2º ano da coleção Projeto Buriti-História selecionados pelo Programa Nacional do Livro Didático na edição antes da BNCC (2016) e pós-BNCC (2019). Neste estudo, de natureza qualitativa e quantitativa, foi utilizado como método para coleta de dados a pesquisa documental e a análise de conteúdo (BARDIN, 2002). O estudo se amparou teoricamente em Choppin (2004), Bittencourt (2009), Sacristán (1988), Arroyo(2014). A partir dessa análise pode-se concluir que as normativas curriculares da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trouxeram mudanças significativas no que se refere a presença de narrativas regionais e locais no livro. Ou seja, a valorização da formação cidadã e o aprendizado significativo dos conteúdos históricos ganham contornos nacionais, distanciando-se de experiências fora do eixo sul-sudeste. Entretanto, verificamos que a abordagem de História no livro didático do Ensino Fundamental Anos Iniciais pós BNCC, não se dá de maneira articulada com as concepções atuais sobre o Ensino de História.
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    Perspectivas teóricas sobre a implementação da Lei 10.639/2003: abordando o ensino das relações étnico-raciais nos livros didáticos de química
    (2025-03-20) Silva, Vanessa Araújo da; Lima, Analice de Almeida; Batista, Maria de Fátima Oliveira; http://lattes.cnpq.br/8195873385841154; http://lattes.cnpq.br/2273105974559580; http://lattes.cnpq.br/4925017833973638
    A pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender e evidenciar a lacuna existente na abordagem das contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros nos materiais didáticos de Química. O estudo tem como objetivo analisar a presença e o tratamento dos conteúdos relacionados à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nos livros didáticos da coleção Ciências da Natureza e Suas Tecnologias – Multiversos Ciências da Natureza (1ª ed.), da Editora FTD, distribuída pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD 2020) para o ensino médio. Busca-se identificar avanços ou permanências no que se refere à invisibilidade histórica da população negra nesses materiais, considerando sua conformidade com as diretrizes legais e educacionais. A pesquisa levanta a seguinte questão: até que ponto os livros didáticos aprovados pelo PNLD evoluíram na inclusão dessa temática? E como essa evolução — ou sua ausência — impacta a desconstrução de estereótipos e preconceitos no contexto do ensino brasileiro? Para atingir os objetivos propostos, utilizou-se uma abordagem qualitativa de Minayo (2001), com base no método exploratório-descritivo. A discussão fundamenta-se em autores como Gomes (2023), Domingues (2007), Benite (2018) e Pinheiro (2018), abordando temas como o papel do movimento negro na educação, a articulação entre políticas públicas e práticas pedagógicas, e a influência dos livros didáticos no ensino de Química. Os resultados indicam que, apesar da obrigatoriedade legal prevista na Lei 10.639/2003, ainda persistem lacunas significativas na formulação curricular e nos conteúdos apresentados, o que demonstra a necessidade urgente de uma revisão nos materiais didáticos, com vistas à construção de uma educação mais inclusiva e antirracista.
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    Livros didáticos de português e as dificuldades de inclusão de estudantes neurodivergentes
    (2024-09-24) Santos, Maria Alinne Lima Guimarães dos; Lima, Hérica Karina Cavalcanti de; http://lattes.cnpq.br/7078742576743942
    Este trabalho tem como objetivo analisar a inclusão de alunos (as) neurodivergentes no processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, com foco na análise de uma coleção de livros didáticos dos Anos Finais do Ensino Fundamental, aprovada no PNLD (2020-2023). A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa de cunho documental para observar se e como os livros contemplam as necessidades dos estudantes neurodivergentes e se oferecem orientações adequadas aos docentes. Para tanto, analisou uma coleção de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental, aprovada no PNLD. A partir dessa análise, buscou-se refletir sobre as práticas pedagógicas inclusivas e a adaptação dos materiais didáticos para promover uma educação mais equitativa. O estudo foi inspirado nas vivências durante estágios no Ensino Fundamental, onde se observou a dificuldade de docentes ao lidarem com alunos neurodivergentes sem orientações específicas nos materiais didáticos. A pesquisa apontou para a ausência de orientações para o trabalho com estudantes neurodivergentes e contribui para a reflexão sobre o papel do livro didático na educação inclusiva, sugerindo melhorias na sua adaptação para atender às necessidades cognitivas diversas.