01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Revisão sistemática sobre os aspectos ecológicos, etnobotânicos e potencial medicinal de Piper umbellatum L.(2026-02-12) Albuquerque, Flávia Aparecida de Oliveira Bezerra; Sperandio, Marcus Vinicius Loss; http://lattes.cnpq.br/4157291425794314; http://lattes.cnpq.br/7795164978567436O gênero Piper pertence à família Piperaceae, que possui aproximadamente 2000 espécies, com ampla distribuição nas regiões pantropicais. A espécie Piper umbellatum L., também denominada caapeba, está distribuída geograficamente em todas as regiões do Brasil pertence aos domínios fitogeográficos da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além do Brasil, essa espécie é uma planta neotropical que apresenta ampla distribuição no México, América Central, América do Sul e índias Ocidentais e foi introduzida em regiões da África e do Sudeste Asiático. A relevância deste estudo se justifica, no interesse científico por elucidar e compreender os aspectos ecológicos, polinizadores, interações ecológicas da espécie e sua distribuição em diferentes ambientes. Além de sua composição química e usos tradicionais já relatados, descritos na literatura durante o período de 2015-2025, na busca por conhecimentos para propor formas de conservação e manejo sustentável de Piper umbellatum L. O objetivo deste trabalho foi avaliar os dados de distribuição geográfica, interações ecológicas, compostos químicos, atividades biológicas e usos etnobotânicos descritos na literatura referentes à espécie P. umbellatum L. A metodologia baseou-se na análise sistemática da literatura sobre a espécie P.umbellatum L., proveniente das bases de dados Pubmed, Scielo, Scopus e Web of Science. Os critérios de inclusão foram baseados em artigos publicados nos últimos 10 anos (2015-2025), disponíveis em inglês, utilizando os operadores booleanos AND e OR. Através das buscas nas diferentes bases de dados, foram recuperados os seguintes resultados: 3 artigos (Pubmed), 1 artigo (Scielo), 14 artigos (Scopus) e 6 artigos (Web of science), totalizando 24 artigos. Dos 24 artigos obtidos foram excluídos 2 artigos, por não atenderem a proposta do estudo. Os resultados da pesquisa indicaram que P. umbellatum L. apresenta extensa dispersão geográfica, atribuída à sua capacidade adaptativa de prosperar em diversos habitats. Do ponto de vista químico, a espécie possui compostos químicos em suas estruturas vegetais, incluindo alcalóides, piperumbellactamas A-D extraído dos ramos. No caule ocorrem flavonóides, alcalóides e triterpenos. Nas folhas, raízes e caule foram registrados Germacreno D e Sesquiterpenos. Nas inflorescências foram encontrados alcalóides, glicosídeos cardiotônicos e triterpenos, destacando-se ainda compostos particularmente notáveis, como sitosteróis e 4- nerolidilcatecol. As atividades biológicas descritas para essa espécie abrangem efeitos antioxidantes, antimicrobianos, antiinflamatórios, filaricidas, inseticidas, problemas hepáticos e fungicidas. Nos aspectos ecológicos, a pesquisa destacou lacunas significativas de conhecimentos sobre dados relacionados à polinizadores específicos e visitantes florais. No entanto, a espécie P. umbellatum L. exibe interações ecológicas como planta hospedeira para Pyrgonota bifoliata e nematóides parasitas (Meloidogine e Helicotylenhus). Além de sua dependência por características relacionadas ao solo e disponibilidade de luz. Os aspectos etnobotânicos ressaltaram a diversidade e a importância do conhecimento tradicional, abordando seus usos para distúrbios renais, ginecológicos, gastrointestinais, dermatológicos. Conclui-se que é necessário futuras pesquisas que priorizem estudos ecológicos que investiguem sobre as interações ecológicas e relação dos polinizadores, visitantes florais e dispersores com a espécie, bem como plano de manejo adequado para controle de sua distribuição. Pesquisas que integrem abordagens ecológicas, químicas e etnobotânicas apoiando estratégias de manejo e uso sustentável para a conservação da espécie Piper umbellatum L.Item Caracterização fitoquímica, bioquímica e físico-química de hidrogel à base do extrato de Chlorella vulgaris(2026-02-09) Santos, Thalya Natasha da Silva; Bezerra, Raquel Pedrosa; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/7445147781630717A microalga Chlorella vulgaris tem despertado grande interesse biotecnológico devido à sua ampla diversidade de compostos bioativos. Nesse contexto, avaliou-se a composição fitoquímica e bioquímica do extrato aquoso de C.vulgaris cultivada em condições mixotróficas, bem como a análise e a caracterização físico-química de um hidrogel à base da sua biomassa. Foram realizadas análises fitoquímicas qualitativas para fenóis, flavonóides, taninos, terpenos, alcalóides, saponinas, esteróis, quinonas, cumarinas, glicosídeos e polissacarídeos e bioquímicas quantitativas para, proteínas, lipídios, pigmentos, e avaliações físico-químicas envolvendo testes organolépticos e de pH, e análise microbiológica da formulação. Os resultados evidenciaram a presença de fenóis, flavonoides, taninos, terpenos, saponinas, glicosídeos e polissacarídeos, bem como 23,08% de lipídios e 217.2±3.13 de clorofila a e b. Ademais, o hidrogel desenvolvido não apresentou alterações de cor e odor ao longo do tempo analisado, entretanto, observou-se elevação do pH nas amostras controle e de bancada e refrigeração, com valores entre 6,5 a 7,5. Ainda, houve a detecção de Staphylococcus aureus, indicando a necessidade de ajustes na formulação para atender às exigências microbiológicas vigentes. Portanto, a biomassa de C. vulgaris apresenta potencial para aplicação em sistemas tópicos, sendo recomendados estudos adicionais para a otimização da formulação e a validação de sua segurança e eficácia.Item Avaliação da atividade antioxidante e quelante de íons da fração de peptídeos extraídos da microalga Chlorella vulgaris(2026-02-10) Matoso, Tamires Laís Nascimento; Bezerra, Raquel Pedrosa; Silva, Sabrina Swan Souza da; http://lattes.cnpq.br/8504258200413633; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/3310316271685774As doenças neurodegenerativas representam um desafio crescente à saúde pública, tendo como marcos patológicos o estresse oxidativo e o acúmulo desregulado de íons metálicos. Diante desse cenário, a busca por compostos naturais com propriedades quelantes e antioxidantes torna-se essencial. Este trabalho investigou o potencial biotecnológico de frações peptídicas de baixo peso molecular (< 3 kDa) derivadas da microalga Chlorella vulgaris como agentes neuroprotetores. Após a obtenção da biomassa e ultrafiltração, as proteínas foram quantificadas pelo método BCA. A atividade biológica foi avaliada compreendendo a capacidade de quelação de Ferro e Cobre, além da neutralização dos radicais ABTS e DPPH. A estabilidade funcional das frações foi testada sob diferentes faixas de pH e variações térmicas (60°C, 80°C e 100°C) pelo tempo de 30, 60 e 90 minutos, aplicando-se uma metodologia de correção pelo branco dos tampões para isolar o efeito das frações peptídicas. Os resultados revelaram uma forte atividade antioxidante, com destaque para o ensaio DPPH, no qual a fração apresentou um IC50 < 31,25 µg/ml, sugerindo a predominância de fração peptídica hidrofóbica, característica favorável à permeabilidade em membranas biológicas. No ensaio ABTS, o processo de purificação elevou a eficácia de 14,9% para 77% em concentrações reduzidas. Quanto à quelação metálica, as frações demonstraram alta afinidade por ferro, ultrapassando a marca de 80% de inibição, mantendo a estabilidade estrutural e funcional em condições fisiológicas e de processamento térmico. A análise de pH revelou eficácia máxima em pH 7,0. Em meios moderadamente ácidos, especificamente na faixa de pH 4 a 6, a fração conseguiu preservar cerca de 35% da sua efetividade. A manutenção da atividade sob altas temperaturas comprova a viabilidade dessas moléculas. Portanto, a fração peptídica de C. vulgaris atua de forma preventiva e corretiva contra o dano oxidativo, consolidando-se como ingrediente nutracêutico sustentável e uma alternativa promissora aos quelantes sintéticos na prevenção de doenças neurodegenerativas.Item Modulação biométrica, bioquímica e oxidativa em Lippia alba submetidas a elicitação foliar com quitosana(2025-08-04) Moura, Yasmim Maria de Albuquerque; Sperandio, Marcus Vinícius Loss; Silva, Mirella Larissa Lima da; http://lattes.cnpq.br/3563112330979569; http://lattes.cnpq.br/4157291425794314; http://lattes.cnpq.br/8855372682458126A Lippia alba é uma espécie de arbusto aromático amplamente utilizada na medicina popular no tratamento de distúrbios gastrointestinais e respiratórios devido às suas propriedades terapêuticas. Esse potencial farmacológico é resultante do acúmulo de metabólitos secundários no interior de suas folhas, o que também confere seu aroma cítrico característico. Na agricultura, uma das principais ferramentas para potencializar a produção de metabólitos específicos é a elicitação, sendo a quitosana um dos compostos mais estudados atualmente. No presente trabalho, foram analisados parâmetros como a altura, número de folhas, diâmetro do caule e biomassa, além da atividade proteica e enzimática. Foram obtidas 24 estacas a partir do banco de germoplasma da UFRPE/SEDE e cultivadas em sistema hidropônico, seguida por aclimatação em areia e substrato comercial (1:1). As plantas foram transferidas para vasos e submetidas à elicitação após 30 dias. O experimento utilizou três tratamentos: controle com água destilada, ácido acético a 0,5% e quitosana a 4,0 g/L-1. A coleta das plantas foi realizada 15 dias após a elicitação. As folhas e raízes foram separadas e armazenadas para posteriores análises bioquímicas, incluindo a quantificação dos pigmentos foliares e a determinação das concentrações de malondialdeído (MDA) e peróxido de hidrogênio (H₂O₂). Adicionalmente, foram analisadas a atividade de enzimas antioxidantes catalase (CAT), ascorbato peroxidase (APX) e superóxido dismutase (SOD). Os resultados obtidos apontam que a elicitação com quitosana teve efeito modulador positivo em parâmetros de crescimento, tais como altura e massa fresca. Houve uma visível redução nos teores de pigmentos fotossintéticos. Adicionalmente, apesar das plantas elicitadas apresentarem teores elevados de MDA, os níveis de H₂O₂, a atividade enzimática e a concentração de proteínas mantiveram-se estáveis entre os tratamentos. Também foi observado que o ácido acético isolado teve efeitos moduladores nas plantas elicitadas. Dessa forma, a elicitação com quitosana continua como uma potencial ferramenta para melhoramento do rendimento de culturas vegetais, apresentando resultados positivos em plantas de L. alba.Item Efeitos da secagem convectiva e ultrassom nas características físico-químicas, capacidade de reidratação, umidade, textura e colorimetria da uva cv. BRS Vitória(2025-03-21) Cunha, Evelyne Luise de Oliveira; Maciel, Maria Inês Sucupira; http://lattes.cnpq.br/2091651168946523; http://lattes.cnpq.br/8296331777022317No Brasil a uva produzida destina-se a dois mercados específicos: vinhos/sucos e uva de mesa (fruta fresca). A uva é uma das frutas mais consumidas na sua forma in natura e considerada uma matéria prima economicamente importante devido a seu uso na elaboração de produtos como a uva-passa. Como a maioria das frutas, a uva sofre deterioração com muita facilidade e, diante desse problema, surgiram algumas técnicas de conservação dos alimentos, dentre as quais a secagem é uma das mais utilizadas. Assim, o objetivo deste trabalho foi estudar a influência do pré-tratamento com ultrassom na cinética de secagem da uva cv. BRS Vitória visando à produção de uva-passa e avaliar o ajuste dos modelos matemáticos aos dados para predizer valores de umidade e de tempo do processo, além de avaliar as características físico-químicas, textura, capacidade de reidratação e análise colorimétrica do produto final. O efeito do ultrassom em meio líquido (água e etanol) como pré-tratamento na estrutura das uvas e no tempo de secagem foi estudado experimentalmente durante a secagem convectiva com temperatura de 60 °C. Verifica-se que o uso do pré-tratamento em meio etanólico favoreceu o processo de secagem, pela rápida transferência de energia em forma de calor, reduzindo assim o tempo de secagem em 900 minutos, atingindo o equilíbrio em menos tempo. Os resultados das análises físico-químicas para sólidos solúveis no fruto desidratado em diferentes formas de pré-tratamento não apresentaram valores fora dos parâmetros de qualidade. Os valores médios de umidade para o fruto desidratado foram de 32,19% e 29,90%, respeitando os parâmetros da legislação. Sobre os dados obtidos para atividade de água (aw), as passas foram consideradas estáveis, apresentando valores de 0,61, 0,58 e 0,55 conforme padrão para passas. Os resultados para análise colorimétrica mostram que a uva-passa é mais escura, com nuances avermelhadas e azuladas. Os resultados para reidratação mostram a capacidade de reidratação mais rápida na uva-passa com pré-tratamento em US+ETANOL. Os critérios de avaliação com base nos modelos ajustados aos dados experimentais, apresentaram coeficientes de determinação (R²) maior que 0,98, onde o modelo Logarítmico obteve melhor ajuste aos dados experimentais, com maior valor de R² e menor valor da REQM na temperatura de secagem estudada. Estes resultados comprovam a boa concordância do modelo aos dados experimentais.Item Microrganismos fotossintetizantes como potencial fonte de moléculas bioativas contra Leishmania spp.: uma revisão(2023-08-14) Silva, Sabrina Swan Souza da; Bezerra, Raquel Pedrosa; Andrade, Alexsandra Frazão de; http://lattes.cnpq.br/8560904255362766; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/8504258200413633As leishmanioses são doenças infecciosas causadas por parasitos protozoários do gênero Leishmania e representam um grave problema de saúde pública de impacto mundial, afetando milhares de pessoas todos os dias. As drogas atualmente disponíveis para tratamento são baseadas em antimoniais pentavalentes que possuem efeitos colaterais adversos com casos de resistência e ineficácia sendo relatados com frequência. Assim, os microrganismos fotossintéticos (microalgas e cianobactérias) são uma ampla fonte de compostos que podem ser utilizados no tratamento de diversas doenças, e que devido ao seu rápido crescimento aliado às suas mínimas exigências nutricionais, possuem custo reduzido na produção, tornando-os fortes candidatos como matéria-prima para o desenvolvimento de novos medicamentos. A pesquisa foi realizada em bases de dados como Google Scholar, ScienceDirect, National Center for Biotechnology Information (NCBI) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os termos isoladamente e em combinação para identificar os artigos: cyanobacteria, microalgae, photosynthetic microorganisms, bioactives, antileishmanial, antiprotozoal. Os critérios de inclusão para esta revisão foram artigos originais descrevendo a atividade antiparasitária de extratos ou compostos isolados de cianobactérias e microalgas frente à infecção por Leishmania. Além disso, as referências bibliográficas dos artigos incluídos foram checadas para identificar possíveis artigos elegíveis. No total, 11 artigos foram selecionados e analisados com base nas espécies de microrganismos, compostos bioativos e sua concentração mínima para reduzir 50% da população de parasitos (IC50). As cianobactérias foram o grupo mais estudado, com ênfase no gênero Lyngbya, enquanto houve apenas um estudo utilizando três gêneros de microalgas (Nannochloris spp., Picochlorum sp. e Desmochloris sp.). Os estudos in vitro encontrados relataram o uso de peptídeos como principal bioativo com atividade anti-Leishmania, sendo o peptídeo ticonamida A, o que apresentou menor valor de IC50 (1,14 μM), e os peptídeos almiramida B e almiramida C, os mais seletivos para o parasito, com valores de IS de 21.7 e 17.4, respectivamente. Diante disso, peptídeos de microrganismos fotossintéticos são uma fonte promissora para o desenvolvimento de futuros produtos farmacológicos contra a Leishmania.Item Plano relatório Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) - Obtenção de extrato da casca de pitaya rico em compostos fenólicos(2022) Lima, Amanda Barbosa; Maciel, Maria Inês Sucupira; http://lattes.cnpq.br/2091651168946523; http://lattes.cnpq.br/2263843235163321A pitaya destaca-se como um fruto promissor na produção mundial de frutas por ser exótica, possuir coloração atraente, sabor agradável, conter compostos bioativos e grande potencial econômico. Por apresentar elevada perecibilidade necessita de processamento, e geralmente é comercializada na forma de polpa, geleias, doces, gerando resíduos, o que ocasiona sérios problemas econômicos e ambientais. É preciso aproveitar os resíduos para desenvolvimento de novos produtos, agregando valor e utilização. O objetivo dessa pesquisa foi extrair compostos fenólicos da casca da pitaya (Hylocereus polyrhizus) por extração assistida por ultrassom. Os frutos foram coletados em uma fazenda no município de Garanhuns-PE, transportados para o LAFQA(DCC/UFRPE), onde foram lavados, higienizados e feita a retirada da casca. As cascas foram liofilizadas durante 48h sob pressão de 20 milibar. Em seguida, foi feita a caracterização físico-química, quanto umidade, proteínas, lipídios, carboidratos, cinzas, sólidos solúveis, acidez titulável, pH, atividade de água, carotenóides totais, compostos fenólicos totais, ácido ascórbico e cor. Para se determinar a melhor condição de extração dos compostos fenólicos foi realizado 1 planejamento experimental 22, composto por 8 pontos fatoriais (níveis ± 1) e 3 pontos centrais (nível 0), totalizando 11 ensaios. As variáveis independentes foram concentração de etanol, taxa de solvente/amostra e tempo de imersão no ultrassom. A variável dependente foi o conteúdo de compostos fenólicos totais. A extração foi realizada utilizando sonda ultrassônica com 100 W, 30 kHz, em ambiente protegido de luz a 25°C, com água e etanol a 30%, 50% e 70%, como solvente. As análises estatísticas foram feitas em triplicata, com desvio padrão pelo auxílio do Excel, análise de variância (ANOVA) e superfície de resposta realizada com o auxílio do software Statistic 7.0 ao nível de 5% de significância. A caracterização da casca da pitaya ficou dentro dos parâmetros apresentados em outros trabalhos. Umidade (92,93±0,25 g/100g), proteína (0,44±0,04 g/100g), lipídios (0,06±0,01 g/100g), carboidratos (5,33±0,22 g/100g), cinzas (1,22±0,01 g/100g), sólidos solúveis (3,33±0,15 °Brix), acidez titulável (0,11±0,00 g/100g de ácido málico), pH (5,24±0,08), atividade de água (0,99±0,00), carotenóides totais (3,57±0,00μg /100g), ácido ascórbico (7,77±0,46 mg/100 g), cor (CIELAB) L*(30,11±0,62), a*(28,20±0,18) e b*(5,71±0,21). O Ensaio 2 apresentou a maior quantidade de compostos fenólicos totais (550±3,62 mg EAG/g) e em segundo lugar foi o Ensaio 1(494,06±0,78 mg EAG/g). As variáveis utilizadas (concentração de etanol, taxa de solvente/amostra e tempo de imersão no ultrassom) não apresentaram influência significativa, o modelo não foi preditivo. Estes resultados comprovam que o extrato de casca de pitaya é considerado rico em compostos fenólicos e que apresenta um grande potencial de utilização. Estudos futuros sobre a microencapsulação e estabilidade são necessários para a sua utilização na indústria de alimentos.Item Otimização e caracterização físico-química de café produzido pelo método de extração a frio (Cold Brew)(2021-12-07) Lopes, Camila Cristina da Silva; Arruda, Luciana Leite de Andrade Lima; http://lattes.cnpq.br/6140791519234633; http://lattes.cnpq.br/6822570935662148Estudos relacionados com o café têm sido desenvolvidos no Brasil, principalmente relacionados com a presença de compostos bioativos (cafeína, polifenóis, ácidos clorogênicos e trigonelina), aliados a novas formas de extração. A extração a frio do café elabora uma bebida filtrada conhecida como Cold Brew, com boa aceitação sensorial e extração de compostos bioativos. Esta pesquisa tem como objetivos estabelecer condição otimizada desde a elaboração do Cold Brew, em função da espécie de grão utilizado e tempo de infusão, para a extração de compostos bioativos. Foi utilizado café cv Typica, produzido em Tirunfo, e café conillon, da marca Santaclara®. Ambos foram torrados e moídos em estabelecimento comercial de Recife, com torra média e moagem média-fina, tempo de extração de 12, 24 e 48 horas 16º±1ºC, do café moído 100% m/m arábica, 100% m/m conillon e blend 50% m/m arábia e 50% m/m conillon, sendo a bebida extraída filtrada. As bebidas extraídas por infusão a frio de cada tratamento foram analisadas, em triplicata, para determinação da concentração de polifenóis totais e taninos totais, e percentual de inibição do radical DPPH. Os resultados demonstram que, as variáveis aplicadas na extração a frio do café promoveram alterações na concentração de compostos fenólicos e atividade antioxidante do Cold Brew, sendo importante ressaltar que a busca por extrações de menor custo e tempo podem ser obtidas com a utilização do blend de cafés arábica e conillon com tempo de extração de 24 horas.
