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    Diário de Bitita na sala de aula: memória, literatura e história no Programa Residência Pedagógica
    (2025-03-19) Lessa, Anna Victória Souto; Silva, Lucas Victor; http://lattes.cnpq.br/0058476610695399; http://lattes.cnpq.br/2730881181807163
    O presente artigo apresenta uma experiência desenvolvida no âmbito do Programa Residência Pedagógica (PRP) na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Silva Jardim, com foco na proposta efetivada na disciplina eletiva do Ensino Médio “Diário de Bitita: identidade e memória”. A proposição teve como objetivo explorar a intersecção entre Literatura e História, utilizando a obra Diário de Bitita, de Carolina Maria de Jesus, como instrumento para reflexão sobre identidade, memória, desigualdade social, racismo e gênero no Brasil. A metodologia adotada incluiu análise textual, debates, dinâmicas interativas e práticas artísticas, como teatro-fórum e produção de histórias em quadrinhos. Os resultados indicam que a abordagem possibilitou um engajamento significativo dos estudantes, promovendo debates críticos e a valorização de memórias e identidades historicamente marginalizadas. No entanto, desafios estruturais impostos pelo Novo Ensino Médio e a fragmentação curricular foram identificados como limitações ao aprofundamento dos conteúdos. Conclui-se que o PRP é uma ferramenta essencial para a formação docente, proporcionando experiências que fortalecem o ensino de História em uma perspectiva crítica e inclusiva.
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    Carolina Maria de Jesus: fome, pobreza, política e racismo no livro "Quarto de Despejo"
    (2025-03-10) Silva, Paula Alícia Pereira da; Teixeira, Renata Pimentel; http://lattes.cnpq.br/1789141041884024
    Este estudo se dedica a destacar a importância, a representatividade e, ainda, discutir o esquecimento de Carolina Maria de Jesus no Brasil, tendo como foco sua obra Quarto de Despejo, publicada em 1960 e traduzida para diversos idiomas, e a refletir sobre a desvalorização da literatura feminina afro-brasileira. A partir de uma abordagem histórica e literária investiga-se o contexto da marginalização enfrentada por Carolina na favela do Canindé em São Paulo, onde trouxe à tona questões raciais, sociais, políticas e de classe que são o ponto principal da sua obra. Esta pesquisa discute os fatores que contribuíram para esse esquecimento, com destaque para o racismo estrutural e as limitações do sistema brasileiro. O estudo também destaca a importância do livro como um ato de resistência, dando voz a uma mulher subalternizada e rompendo com os padrões da literatura tradicional. Reflete – a partir de pensadoras como Adichie (2009); Lorde (1984); Martins (2007), entre outras/os - sobre a relevância contínua da obra no combate às desigualdades sociais e raciais no Brasil. Por meio desta análise, busca-se destacar a importância de Carolina Maria de Jesus na construção de uma literatura verdadeiramente plural e inclusiva no Brasil.
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    A importância da escrevivência na escrita de Carolina Maria de Jesus
    (2024-03-04) Santo, Elisama Gomes de Lima; Almeida, Sherry Morgana Justino de; http://lattes.cnpq.br/4792303415046420
    Este artigo analisa a obra Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, por meio dos conceitos de Escrevivência, de Conceição Evaristo, a partir do pensamento de Constância Duarte (2020), e Lugar de fala, de Djamila Ribeiro (2021) para melhor entender como uma mulher negra, pobre, mesmo tendo pouco estudo e sofrido diversos intempéries da vida, com destaque para a miserabilidade social e para os diversos preconceitos como o racial, de gênero, linguísticos e social, conseguiu escrever uma literatura que desafiou convenções literárias tradicionais, valorizou e deu voz às pessoas marginalizadas e oprimidas. Sua obra deu visibilidade a pessoas que se encontravam às margens da sociedade, cuja realidade era negligenciada, ao mesmo tempo em que nos permite refletir sobre a representatividade da mulher negra como escritora no Brasil. Além disso, o artigo se ampara teoricamente na tese de Aline Arruda (2015) sobre a obra de Carolina Maria de Jesus.