01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

URI permanente desta comunidadehttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/1

Navegar

Resultados da Pesquisa

Agora exibindo 1 - 2 de 2
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Adsorção de corantes oriundos de efluentes industriais em óxido de grafeno: modelagem computacional
    (2022-10-11) Batista, Edinália Bleilla; Bastos, Cristiano Costa; http://lattes.cnpq.br/6385190604693576; http://lattes.cnpq.br/1237659961194397
    Os corantes são uma fonte de cores para diversas aplicações desde tempos remotos. Com o desenvolvimento das sociedades a demanda por esses produtos cresceu junto com o desenvolvimento da indústria do mesmo setor. A produção industrial de corantes tem grande importância no mercado, porém os resíduos gerados nas etapas finais de produção podem ser contaminantes dos efluentes onde são despejados. Para tentar contornar este problema existem opções de interesse ambiental, uma dessas opções é o uso de adsorventes para captura das moléculas de corantes. O óxido de grafeno é um recente agente adsorvente e promissor. O objetivo deste trabalho é investigar os modos de interação que ocorrem entre o agente adsorvente óxido de grafeno e a molécula de corante azul de metileno. Como metodologia foi empregada modelagem molecular através de otimização da geometria do óxido de grafeno e azul de metileno por método semiempírico RM1 e PM7. De acordo com os parâmetros físico- químicos obtidos, o RM1 foi o que melhor otimizou as moléculas estudadas (óxido de grafeno e azul de metilo), o melhor método para o violeta genciana foi o PM7. A segunda etapa foi realizado cálculo de docking molecular com o AutoDock Vina, o resultado obtido foi uma energia de acoplamento entre o azul de metileno e óxido de grafeno de -10,4 kcal.mol- -1 e -14,5 kcal.mol-1 para o violeta genciana. Tal resultado foi observado por interação quase que planar entre as duas moléculas e apresentou interações intermoleculares do tipo empilhamento π – π. Com o exposto é possível concluir que a modelagem molecular pode ser uma ferramenta poderosa para o estudo de materiais que apresentam propriedades de importâncias diversas, nesse caso de importância industrial e ambiental.
  • Item
    Produção de biogás através do bagaço de cana-de-açúcar utilizando pré-tratamento enzimático
    (2024-08-09) Silva, Leonardo César da; Santos, André Felipe de Melo Sales; Porto, Tatiana Souza; http://lattes.cnpq.br/8029060415742712; http://lattes.cnpq.br/2607034933775460; http://lattes.cnpq.br/6665852214301809
    O desenvolvimento contínuo e a crescente demanda dos produtos derivados das atividades sucroalcooleiras têm gerado desafios ambientais significativos, como a geração de resíduos agroindustriais e o consumo demasiado de combustíveis não renováveis, aumentando as emissões de gases do efeito estufa. O bagaço de cana-de-açúcar (BC) é um dos principais resíduos gerados neste setor agroindustrial, o qual pode ser aproveitado como fonte sustentável para produção de biocombustíveis como o biogás através da digestão anaeróbia. O BC é uma matéria-prima renovável composta pelos polímeros naturais de celulose, hemicelulose e lignina, que conferem ao mesmo, devido sua estrutura tridimensional complexa, uma baixa biodegradabilidade. Desse modo, devido à natureza recalcitrante do BC, é necessário a aplicação de pré-tratamento para modificar a estrutura lignocelulósica densa visando a facilitar a exposição dos polissacarídeos e açúcares fermentáveis. Os processos biológicos despontam como uma alternativa de baixo custo por meio de microrganismos e enzimas como celulases e xilanases, que modificam a estrutura lignocelulósica através de reações bioquímicas. Sendo assim, este trabalho avaliou o pré-tratamento hidrolítico do bagaço de cana-de-açúcar utilizando o fungo filamentoso Aspergillus japonicus URM5242 com o objetivo de melhorar a produção de biogás através do teste de potencial bioquímico de metano (BMP). Os bioprocessos aplicados para hidrólise enzimática (celulases e xilanases) do BC foram os processos fermentativos em estado sólido (HFES), submerso (HFSm) e sequencial (HFSeq). O teste BMP ocorreu em biorreatores (batch) de 250 mL utilizando lodo anaeróbio granular como inóculo durante um período de 35 dias, sob agitação de 60 rpm em condições mesofílicas (37±2°C). Os resultados experimentais da geração de metano (CH4) do BC sem pré-tratamento e dos hidrolisados nas fermentações foram comparados aos modelos cinéticos de primeira ordem e Gompertz modificado para comprovar a compatibilidade dos dados experimentais da produção de metano. Os resultados experimentais mostraram que a hidrólise do BC por HFSm apresentou maior produção de CH4 (104,88 NmL.g-1SV), seguido dos hidrolisados por HFES e HFSeq e o BC sem pré-tratamento, que apresentaram produções de 69,13 NmL.g-1SV, 45,16 NmL.g-1 e 15,51 NmL.g-1SV, respectivamente. O biogás produzido pelos BCs pré-hidrolisados apresentou composição média de metano de 63,21%, 60,45% e 53,43% para os bioprocessos por HFSeq, HFSm e HFES, respectivamente, enquanto o BC sem pré-tratamento apresentou 14,81%. Portanto, este estudo constatou a eficiência dos diferentes processos biológicos utilizando o fungo filamentoso Aspergillus japonicus URM5242 para o pré-tratamento enzimático do bagaço de cana-de-açúcar, visando melhorar a produção de biogás e sua concentração de metano.