01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Flora da Estação Ecológica de Tapacurá, São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil: Rubiaceae Juss(2025-03-10) Rodrigues, André Celso Bezerra; Souza, Sarah Maria Athiê de; http://lattes.cnpq.br/6263631714467637; http://lattes.cnpq.br/9882749470535757A Estação Ecológica de Tapacurá (EET), localizada em São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil, é uma área destinada a pesquisas em Botânica, Zoologia e Ecologia. A reserva compreende três fragmentos de Floresta Atlântica: Mata do Toró, Mata do Alto da Buchada e Mata do Camocim. Este estudo teve como objetivo inventariar as espécies da família Rubiaceae presentes na área, contribuindo para o conhecimento florístico regional. Foram realizadas coletas durante os períodos seco e chuvoso, com registros fotográficos, bem como foram visitadas as coleções dos acervos pernambucanos, descrições morfológicas, elaboração de uma chave de identificação, além da indicação da distribuição geográfica e comentários sobre os táxons. O material coletado foi processado e tombado no Herbário Professor Vasconcelos Sobrinho (PEUFR). No total, foram registradas 18 espécies distribuídas em 15 gêneros, sendo oito pertencentes à subfamília Ixoroideae, sete à Rubioideae e duas à Cinchonoideae. As espécies identificadas estão distribuídas em nove tribos, com destaque para Gardenieae, a mais representativa, com três espécies. A maioria dos gêneros apresentou uma única espécie, exceto Alseis Schott, Palicourea Aubl. e Posoqueria Aubl., que possuem duas espécies cada. Dentre as espécies registradas, destaca-se Alseis pickelii Pilg. & Schmale, endêmica do Nordeste. Geophila repens foi registrada pela primeira vez na área de estudo, sendo inédita para a localidade. A maior parte das espécies (55,6%) foi categorizada como ocasional e quase 30% delas foram enquadradas na categoria de raridade. Os caracteres morfológicos que foram considerados úteis para a diferenciação das espécies na área de estudo foram o hábito, formato das estípulas, tipos e cor de inflorescências, tipo e cor dos frutos. Os dados obtidos poderão subsidiar futuras pesquisas sobre a diversidade de Rubiaceae, bem como auxiliar na preservação e conservação da biodiversidade da EET.Item Estoque de serrapilheira como indicador de qualidade em três ambientes ciliares de floresta tropical úmida na Mata Atlântica(2019-12-13) Reis, Marina Isabel Lima de Oliveira; Silva, Ana Carolina Borges Lins e; Fonsêca, Nathan Castro; http://lattes.cnpq.br/4924065580196245; http://lattes.cnpq.br/7518216414237885; http://lattes.cnpq.br/0666969331135228A supressão das florestas no mundo para usos comerciais vem causando uma perda sem precedentes da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos que a natureza provém ao homem. Entretanto, é notável o aumento da restauração desses ecossistemas para recuperação dos serviços perdidos, sendo necessária a avaliação da efetividade destes processos por bioindicadores da qualidade ambiental, como a serrapilheira. Este estudo objetivou quantificar o estoque de serrapilheira em três áreas ripárias de floresta tropical, de forma a subsidiar o aprimoramento das estratégias de recuperação dos ecossistemas. O trabalho foi realizado na Usina São José Agroindustrial, localizada no município de Igarassu, em Pernambuco, com extensão total de 246 km2. Foram selecionados três ambientes ciliares: um restaurado, outro em sucessão secundária avançada e outro de floresta madura conservada, e em cada um foram alocadas 5 parcelas de 10 x 10 m em cada um dos lados do rio. A coleta de serrapilheira depositada no piso florestal foi realizada com a utilização de um gabarito nas dimensões de 0,5 m x 0,5 m. Após a coleta o material foi submetido à secagem em estufa a 60 graus Celsius por 72 horas. Em seguida, cada amostra foi separada e pesada por frações (folhas, galhos, partes reprodutivas e miscelânea). As três áreas diferiram quanto ao estoque de serrapilheira, apresentando 8,7 t/ha (+-1,39) para Área Madura, 7,0 t/ha (+-1,03) para a Área em Sucessão Avançada e 5,0 t/ha (+-1,69) para Área Restaurada, com valores similares aos encontrados em outras florestas tropicais. A fração folha predominou nas amostras, representando 72% da serrapilheira na Área Madura, 60% na Área em Sucessão Avançada e 55% na Área Restaurada, provavelmente por ser a maior fonte de nutrientes para o solo. Conclui-se que a área restaurada está em bom processo de retorno dos serviços ecossistêmicos, sendo necessárias manutenção e monitoramento da restauração para que a área alcance a vegetação de uma floresta madura.Item Estudo de compactação de solos coesos em tabuleiro costeiro cultivados com cana-de-açúcar: experimentação e modelagem(2019-06-28) Mendonça, Edwardo Antonio dos Santos; Lima, Renato Paiva de; http://lattes.cnpq.br/0597097892809102; http://lattes.cnpq.br/5751088127061977O preparo inicial do solo, seguido pelo tráfego de veículos cada vez mais pesados, que atuam em variadas condições de umidades para operações de cultivo e colheita, podem ocasionar mudanças na estrutura do solo ao longo dos ciclos de cultivo. O objetivo desse trabalhos foi avaliar a influência do cultivo da cana-de-açúcar da distribuição de tamanho de poros do solo. Para este estudo, três áreas com diferentes usos da terra foram selecionadas: Mata Atlântica, solo recém revolvido e cultivo de cana-de-açúcar. Amostras com estrutura preservada foram coletadas utilizando anéis cilíndricos com diâmetro e altura de 5 cm. Em cada área, foram coletadas amostras nas camadas de 0-10, 10-20 e 20-30 cm de profundidade, com quatro repetições, nas quais foram medidas a porosidade total, a macroporosidade, mesoporosidade e microporosidade. Práticas de preparo de solo e o sucessivo cultivo da cana-de-açúcar reduziram a porosidade total e o microposidade do solo em relação a um condição de vegetação natural (Mata Atlântica). O preparo do solo aumentou o volume de mesoporos como uma consequência da redução da macroporosidade. O cultivo da cana-de-açúcar tende a elevar a macroporosidade perdida com o preparo do solo, em um processo de transformação de mesoporos em macroporos. Como resultado das transformações na distribuição do tamanho de poros do solo, é esperado que a aeração seja reduzida com preparo do solo, mas que seja recuperada à níveis próximos aos encontrados na Mata Atlântica durante o ciclo da cana-de-açúcar. O preparo do solo pode resultar em maior mecanismos de distribuição de água no solo relação ao solo de Mata Atlântica e ao cultivo de cana-de-açúcar, assim como o armazenamento de água no solo pode ser reduzido por ação do preparo do solo e do cultivo de cana-de-açúcar.
