01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)
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Item Avaliação da atividade antioxidante e quelante de íons da fração de peptídeos extraídos da microalga Chlorella vulgaris(2026-02-10) Matoso, Tamires Laís Nascimento; Bezerra, Raquel Pedrosa; Silva, Sabrina Swan Souza da; http://lattes.cnpq.br/8504258200413633; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/3310316271685774As doenças neurodegenerativas representam um desafio crescente à saúde pública, tendo como marcos patológicos o estresse oxidativo e o acúmulo desregulado de íons metálicos. Diante desse cenário, a busca por compostos naturais com propriedades quelantes e antioxidantes torna-se essencial. Este trabalho investigou o potencial biotecnológico de frações peptídicas de baixo peso molecular (< 3 kDa) derivadas da microalga Chlorella vulgaris como agentes neuroprotetores. Após a obtenção da biomassa e ultrafiltração, as proteínas foram quantificadas pelo método BCA. A atividade biológica foi avaliada compreendendo a capacidade de quelação de Ferro e Cobre, além da neutralização dos radicais ABTS e DPPH. A estabilidade funcional das frações foi testada sob diferentes faixas de pH e variações térmicas (60°C, 80°C e 100°C) pelo tempo de 30, 60 e 90 minutos, aplicando-se uma metodologia de correção pelo branco dos tampões para isolar o efeito das frações peptídicas. Os resultados revelaram uma forte atividade antioxidante, com destaque para o ensaio DPPH, no qual a fração apresentou um IC50 < 31,25 µg/ml, sugerindo a predominância de fração peptídica hidrofóbica, característica favorável à permeabilidade em membranas biológicas. No ensaio ABTS, o processo de purificação elevou a eficácia de 14,9% para 77% em concentrações reduzidas. Quanto à quelação metálica, as frações demonstraram alta afinidade por ferro, ultrapassando a marca de 80% de inibição, mantendo a estabilidade estrutural e funcional em condições fisiológicas e de processamento térmico. A análise de pH revelou eficácia máxima em pH 7,0. Em meios moderadamente ácidos, especificamente na faixa de pH 4 a 6, a fração conseguiu preservar cerca de 35% da sua efetividade. A manutenção da atividade sob altas temperaturas comprova a viabilidade dessas moléculas. Portanto, a fração peptídica de C. vulgaris atua de forma preventiva e corretiva contra o dano oxidativo, consolidando-se como ingrediente nutracêutico sustentável e uma alternativa promissora aos quelantes sintéticos na prevenção de doenças neurodegenerativas.Item Síntese, docking molecular e atividade antioxidante de 1,2,4-oxadiazol e O-glicosídeos 2,3-insaturados(2025-12-22) Silva, Catarina Santos da; Freitas Filho, João Rufino de; https://lattes.cnpq.br/9252404584350850; https://lattes.cnpq.br/2793899009892108Este trabalho teve como objetivo sintetizar, caracterizar e avaliar a atividade antioxidante de 1,2,4-oxadiazóis e realizar o docking molecular de O-glicosídeos 2,3-insaturados tendo o 1,2,4-oxadiazol como aglicona. Inicialmente foram sintetizados uma série de arilamidoximas (54a-g) com rendimentos de 12% e 92% e posteriormente utilizados na síntese de 1,2,4-oxadiazóis (56a-e) sob o método de superbase com lactato de metila e NaOH, obtendo rendimentos favoráveis (62% - 82%) após purificação em cromatografia em coluna. A síntese do tri-O-acetil-D-glical (58), foi realizada com rendimento de 74%, permitiu a preparação dos O-glicosídeos 2,3-insaturados (59b-e), que apresentaram rendimentos de 65% a 68%, exceto o composto 59e, cuja reação não resultou em produto isolável. Os compostos foram caracterizados por Infravermelho (IV) e Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de 1H. Os compostos 56a-d foram submetidos a teste de eliminação de radicais livres DPPH• e ABTS•+ e verificou-se baixa atividade antioxidante. Quanto ao docking molecular, os compostos 59b-e foram avaliados frente à sua interação com a enzima Xantina Oxirredutase (PDB ID: 1N5X). Os compostos apresentaram complexos estáveis com a enzima alvo, se destacando o composto 59a-e com a menor energia de ligação (∆H = -8,90 Kcal/mol-1) quando comparada aos demais compostos analisados, no entanto, todos os compostos analisados mostraram-se bons potenciais antioxidantes.Item Investigação dos efeitos anti-UV e antioxidante de extratos de cianobactérias da coleção CCAPE (Coleção de Cultura de Cianobactérias e Algas de Pernambuco)(2023-04-20) Nascimento, Luana Cláudia Barros; Gama Júnior, Watson Arantes; http://lattes.cnpq.br/8692563615933473; http://lattes.cnpq.br/5227051951077900As cianobactérias são organismos cosmopolitas, e dentre as propriedades que garantem a sobrevivência delas está a produção de fotoprotetores, sendo o aminoácido do tipo micosporinas (MAAs) e citoneminas os mais comuns. A citonemina é um pigmento hidrossolúvel encontrado na bainha extracelular de polissacarídeos, crostas ou colônias de cianobactérias e os MAAs são um grupo de mais de 20 moléculas hidrofílicas, podem ser encontrados no citoplasma e na bainha externa das cianobactérias. Ambos fotoprotetores têm um grande potencial em aplicações nas indústrias cosméticas, devido às capacidades fotoprotetora e antioxidantes, podendo ser um produto de cuidados da pele, como protetores solares e produtos antienvelhecimento. Com isso, o objetivo do trabalho é conhecer e investigar o potencial das cianobactérias terrestres isoladas da Mata Atlântica em produzir substâncias fotoprotetores (anti-UV) e suas atividades antioxidantes. Foram identificadas, fotografadas e descritas seis espécies de cianobactérias Komarekiella sp., Nostoc sp.1, Nostoc sp.2, Nostoc interbryum, Chroococcidiopsis thermalis e Plectolynbya sp. que são pertencentes às ordens Nostocales, Chroococcidiopsidales e Synechococcales. As cepas foram expostas à radiação UVA e luz branca pelo período de 24 horas. A biomassa foi liofilizada e seguiu para extração em acetona 100% (clorofila, carotenoides e citonemina) e metanol 20% (aminoácidos do tipo micosporinas), todos os extratos foram analisados por espectofotometria de luz. Os extratos metanólicos foram testados quanto à atividade antioxidante por ABTS. Na análise de fotoprotetores, notou-se que a espécie Nostoc sp.1 (CCAPE 85) teve uma produção signifitiva de MAAs em todos os comprimentos de onda após exposição UVA. Na análise antioxidante, o extrato metanólico das espécies (CCAPE-72), Plectolynbya sp. (CCAPE-76), Nostoc sp.1 (CCAPE-85) e Nostoc interbryum (CCAPE-77) tiveram uma atividade antioxidante significativa apósexposição à radiação UVA. As espécies Komarekiella sp. (CCAPE-72), Chroococcidiopsis thermalis(CCAPE-73), Plectolynbya sp. (CCAPE-76), Nostoc interbryum (CCAPE-77), Nostoc sp.1 (CCAPE-85) e Nostoc sp.2 (CCAPE-89) tiveram uma maior atividade antioxidante acima de 30% em leituraapós 20 minutos da reação com ABTS. A espécie Nostoc sp.1 (CCAPE-85) teve a maior produção signifitiva de MAAs em todos os comprimentos de ondas, como também de atividade antioxidante em exposição UVA e, por isso, pode ser uma alternativa promissora na indústria cosmética, visto que produz fotoprotetores de interesse (MAAs) e apresenta relevante atividade antioxidante. Os resultados contribuem para uma melhor compreensão da taxonomia dessas cianobactérias da CCAPE, com a caracterização morfológica das cepas e identificação em nível de gênero e/ou espécie. Os dados de antioxidante e fotoprotetores demonstram o potencial das cianobactérias de ambientes terrestres para produção desses compostos e a importância de expô-las à radiação UVA para ativar ou aumentar a produção dessas substâncias.Item Avaliação dos efeitos da melatonina sobre a prole de ratas submetidas ao consumo crônico de álcool durante a gestação(2023-09-12) Oliveira, Eduarda Gomes Monteiro de; Teixeira, Valéria Wanderley; http://lattes.cnpq.br/1716101030381501; http://lattes.cnpq.br/1716101030381501De acordo com pesquisas do ano de 2021, o padrão de consumo de etanol da população brasileira é de aproximadamente 26,5%, destes, incluem se os bebedores abusivos e consumidores esporádicos. Os homens seguem sendo os maiores consumidores, porém, as mulheres são mais vulneráveis aos efeitos nocivos dessa substância. A exposição das células ao álcool pode gerar danos a diversos órgãos, desde o sistema nervoso, rins e principalmente ao fígado, sendo ele o principal órgão da biotransformação do etanol. A melatonina, um hormônio produzido e secretado principalmente pela glândula pineal, vem sendo utilizada como antioxidante e um potente anti-inflamatório no combate a danos causados por estresse oxidativo nos hepatócitos. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar se a melatonina administrada durante a gestação pode prevenir os efeitos nocivos produzidos pelo álcool sobre o fígado da prole. Para isto, foram utilizadas 15 ratas albinas (Rattus norvegicus albinus), da linhagem Wistar, pesando aproximadamente 250 ± 30g. Provenientes do biotério do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Utilizou-se 12 filhotes de 60 dias de vida por grupo que foram eutanasiados para coleta do fígado (histologia e histoquímica) e realização de análises como: número, peso e comprimento dos filhotes. Formaram-se os seguintes grupos: Controle - filhotes de ratas que não receberam álcool; Álcool - filhotes de ratas que ingeriram álcool; Álcool + Mel – filhotes de ratas submetidas ao consumo de álcool e tratadas simultaneamente com melatonina. Foi administrado o álcool etílico nas ratas durante a prenhez via gavagem intragástrica na dosagem de 3g/Kg de álcool. A melatonina foi administrada em injeções diárias de 0,8 mg/Kg, sempre no horário das 18:00h às 19:00h, por via intraperitoneal. Os resultados obtidos mostraram não haver nenhuma má formação nos filhotes. Verificou-se redução do peso e comprimento dos filhotes nos animais do grupo Álcool, porém não houve diferença no número da prole. A análise histopatológica mostrou parênquima hepático com congestão das veias porta, centro lobular e os capilares sinusoides nos filhotes do grupo Álcool. Esses efeitos não foram evidenciados nos fígados dos animais dos grupos Controle e Álcool + Mel. A histoquímica para glicogênio revelou uma redução significativa do teor de glicogênio novamente apenas nos animais do grupo Álcool. Enquanto os animais dos grupos Controle e Álcool + Mel não manifestaram estas alterações. Na análise para colágeno foi evidenciado que nos animais do grupo Álcool, apresentaram um aumento na deposição de colágeno ao entorno das veias Centro lobular e porta, caracterizando um quadro de fibrose perivascular. Essas alterações não foram detectadas nos animais dos grupos Controle e Álcool + Mel. A análise morfométrica do fígado revelou uma diminuição significativa no percentual do índice organossomático nos animais do grupo álcool, além de redução do parênquima lobular e aumento do parênquima não lobular com isto, estes dados obtidos no presente trabalho, tem demonstrado que a melatonina foi capaz de prevenir lesões no fígado da prole de ratas submetidas ao consumo crônico de álcool durante a gestação e lactação, manteve o teor de glicogênio e colágeno semelhante aos animais do grupo controle, bem como o peso e comprimento dos filhotes.Item Síntese e docking molecular de 1,2,4-oxadiazol como potencial agente antioxidante(2024-07-30) Silva, Ryan Henrique Gomes da; Freitas Filho, João Rufino de; http://lattes.cnpq.br/9252404584350850; http://lattes.cnpq.br/6976073462477884O presente trabalho teve como objetivo sintetizar e caracterizar 1,2,4-oxadiazóis 29a-c, e avaliar sob métodos in vitro e computacionais a sua capacidade antioxidante. Para isso, realizou-se a síntese de um importante precursor, as arilamidoximas 27a-c sob o método de agitação magnética, obtendo excelentes rendimentos (84,9% – 95,7%). Em seguida, foi descrita a síntese dos 1,2,4-oxadiazóis 29a-c sob um método livre de solvente, o qual não faz usos de solventes, bases ou sais, obtendo de baixos a moderados rendimentos (30,6% – 56,2%). E ainda, esses heterocíclicos foram caracterizados por IV, RMN de 1H e ponto de fusão. E assim, com a aplicação do teste de eliminação de radicais livres de DPPH• e ABTS•+ verificou-se que, os 1,2,4-oxadiazóis apresentaram melhor resultado de redução desses radicais no método de ABTS•+ do que em DPPH•, com destaque para o composto 29b (CE50 = 4,055 μg.mL-1), que apresentou capacidades de eliminação de radicais livres promissoras muito semelhante ao antioxidante padrão o TROLOX (CE50 = 4,1 μg.mol-1), usado como controle positivo. Quanto aos procedimentos computacionais, utilizou-se o método de docking molecular para verificar a estabilidade energética e os tipos de interação dos complexos formados com os compostos 29a-c e uma enzima pró-oxidante, a Xantina Oxidoredutase (PDB ID: 1N5X) que está envolvida no processo de liberado de superóxidos, logo, partindo dos cálculos de LGA do programa AutoDock 4.2.6, observou-se que os 1,2,4-oxadiazóis utilizados como ligantes formaram complexos estáveis com a enzima alvo, ressaltando o composto 29c (ΔH = –7,69 kcal.mol-1) que gerou um complexo com energia mais estável próximo do ligante inibidor original, Tei-6720 (ΔH = –8,63 kcal.mol-1), indicando esses compostos como potenciais antioxidantes.Item Análise da composição química do óleo essencial de espécies de Plectranthus cultivadas sob condições de estresse e avaliação Do seu potencial acaricida sobre o Tetranychus urticae(2024-07-31) Silva, Beatriz Steffanie Gomes da; Moraes, Marcílio Martins de; http://lattes.cnpq.br/6957579091162269; http://lattes.cnpq.br/4696332206790980As plantas são organismos vivos capazes de produzir metábolitos secundários como mecanismo de defesa e desenvolvimento. O que estimula a ativação do metabolismo secundário são alterações nas condições naturais necessárias para sobrevivência da planta, denominadas de estresses bióticos ou abióticos. Os óleos essenciais (OEs) são misturas complexas de constituintes oriundos do metabolismo secundário das plantas, e apresentam diferentes propriedades biológicas, desde para fins medicinais a controle de pragas. Assim, o objetivo do presente trabalho foi investigar a variação da composição química dos OEs de duas espécies do gênero Plectranthus (P. barbatus e P. ornatus) sob condições controladas de estresse e o potencial antioxidante e acaricida frente ao Tetranychus urticae (ácaro rajado). As espécies foram separadas em grupos e submetidas em condições diferentes de estresse: Predação manual (PM), salicilato de metila (SM), jasmonato de metila (MJ), salino (S), escassez hídrica (E), radiação ultravioleta (UV), e o grupo sem nenhum estresse (controle). Os OEs foram obtidos por meio de hidrodestilação e a composição química foi determinada por cromatografia gasosa acoplada a espectro de massas (CG-MS). Os dados foram submetidos a análises multivariadas (PCA, heatmap e rede molecular). A atividade acaricida foi avaliada de forma comparativa através da CL90 do controle positivo Azamax e a atividade antioxidante pelos métodos ABTS.+ e DPPH.. Para ambas espécies, a composição química identificada nos grupos controle obteve predominância de constituintes derivados dos sesquiterpenos, tendo como constituinte majoritário o (E)-cariofileno. Entretanto, nos grupos estressados, os monoterpenos se apresentaram em maiores percentuais, diminuindo significativamente o percentual do composto majoritário do controle. Essa variação foi confirmada por todas análises multivariadas utilizadas. Os OEs de ambas espécies apresentaram baixa atividade acaricida contra o ácaro rajado, tendo como taxas de mortalidade iguais a 12,00% (P. barbatus) e 22,72% (P. ornatus). A P. barbatus desempenhou melhor atividade antioxidante por ABTS.+ (62,74μg/ml) enquanto a P. ornatus apresentou para DPPH. (163,50μg/ml). Entretanto, comparado aos controles positivos Trolox (4,13μg/ml) e ácido ascórbico (1,62μg/ml), respectivamente, as atividades apresentadas pelas duas espécies foram relativamente baixas. Portanto, foi possível verificar que os OEs dessas espécies apresentam atividades antioxidantes e acaricida, ainda que baixas, e que diferentes condições de estresse alteram a composição química da planta.Item Avaliação da atividade antioxidante e oxidação lipídica em linguiça adicionada de cúrcuma (Curcuma longa L.) durante o armazenamento(2024-03-04) Matos, Raísa Mayara Alves de; Costa, Ana Carolina dos Santos; http://lattes.cnpq.br/8927435119035218; http://lattes.cnpq.br/7735107065493452A linguiça é um derivado cárneo muito consumido por sua praticidade, baixo custo e fácil acesso. Entretanto, devido à sua composição química e a elevada perecibilidade faz-se necessária a adição de conservantes, que retardem as reações oxidativas e aumentem a vida de prateleira. Tendo em vista o impacto negativo que os aditivos sintéticos promovem à saúde, a utilização de conservantes naturais pode ser uma alternativa para reduzir a oxidação lipídica e aumentar o tempo de vida útil. Nesse contexto, a utilização da cúrcuma, como antioxidante natural, pode ser uma opção para atuar na estabilidade lipídica de linguiças durante o armazenamento. Assim, o objetivo desta pesquisa de PIBIC utilizada para equiparação de Estágio Supervisionado Obrigatório do curso de Bacharelado em Gastronomia da UFRPE foi avaliar pH, cor, fenólicos totais, atividade antioxidante e oxidação lipídica de linguiça ovina adicionada de cúrcuma durante o armazenamento sob refrigeração à temperatura de 2 ± 2°C para análises nos tempos (1, 7 e 14 dias). Foram desenvolvidas 4 formulações de linguiças para investigação (LCT, LCS, LC2 e LC4). Observou-se que o pH de todas as linguiças encontraram-se dentro da normalidade, durante os 14 dias de armazenamento refrigerado, com destaque para a formulação LC4 que obteve o menor pH. Em relação aos parâmetros cromáticos, todas as formulações apresentaram um aumento dos valores de L*, a* e b* ao final do armazenamento, exceto a formulação LCT que apresentou um menor valor de L* no 14° dia. Foram utilizados os métodos ABTS e FRAP para analisar a atividade antioxidante e o método TBARs para analisar a atividade oxidante. Como resultado, observou-se a maior presença de conteúdo fenólico nas amostras de linguiça adicionadas de cúrcuma (LC2 e LC4), bem como um maior valor de atividade antioxidante também presente nestas amostras no tempo 1. No entanto, na análise do TBARs, a amostra com conservante sintético (LCS) obteve uma melhor eficácia quando comparada às amostras com conservante natural. Nesse sentido, sugere-se que sejam realizadas novas pesquisas com adição de outras especiarias com potencial antioxidante, a fim de encontrar uma alternativa viável para substituição dos conservantes sintéticos.Item Uso de micronutrientes e acido salicílico como meio de reduzir os impactos do deficit hídrico na cana-de-açúcar(2023-09-04) Batista, Jackelyne Gomes Pereira; Oliveira, Emídio Cantídio Almeida de; http://lattes.cnpq.br/1078501992095596; http://lattes.cnpq.br/1681172566920873Item Composição química, atividade acaricida, propriedade antioxidante, inibição da acetilcolinesterase e toxicidade do óleo essencial das folhas de Sparattanthelium botocudorum(2024-03-05) Silva, Mirian Luzinete da; Camara, Cláudio Augusto Gomes da; http://lattes.cnpq.br/5615678215435460; http://lattes.cnpq.br/4499498152298785Sparattanthelium botocudorum é uma espécie endêmica do Brasil, conhecida comumente como “Canela-brava” este arbusto está distribuído no litoral da Paraíba e no estado de Pernambuco. Mediante a escassez de estudos químico e biológico desta planta a pesquisa teve por objetivo determinar a composição química do óleo essencial das folhas bem como a avaliação das propriedades acaricida, antioxidante e toxicidade frente a Artemia salina. O óleo essencial, extraído das folhas frescas, através da técnica de hidrodestilação com auxílio de um aparelho do tipo Clevenger, teve um rendimento 0,40 % m/m e sua caracterização química, através da Cromatografia Gasosa acoplada ao Espectrômetro de Massas (CG-EM), forneceu como constituintes majoritários foram os sesquiterpenos o Germanecreno D com (38,28 %), E-Nerolidol (18,95 %), [beta]-Cariofileno (14,49 %) e Biciclogermacreno (14,18 %) e o único monoterpeno Z-[beta]-Ocimeno identificado no OE com o percentual de 0,37 %. Os bioensaios de contato residual foram realizados, com objetivo de identificar os efeitos do óleo sobre o ácaro rajado, demonstraram uma toxicidade promissora. O bioensaio de contato residual, em que os ácaros são colocados em folhas já tratadas, apresentou a CL50 = 16, 5 μL/mL. Além disso, o óleo também se mostrou com propriedade ovicida com uma CL50 estimada de 1,20 μL/mL. E sobre a atividade de repelência o óleo apresentou um melhor potencial com a concentração de CL30 8,8 μL/mL. Após avaliação da atividade de inibição da enzima acetilcolinesterase verificou que o óleo essencial das folhas da S. botocudorum inibiu a enzima uma vez que a CL50 obtida foi de 2,9 μg/mL abaixo da CL50 do controle positivo que é 5,95 μg/mL. Além disso, OE apresentou propriedade antioxidante pra o radical livre DPPH˙ estimando uma CE50 = 110,3 μg/mL, enquanto para o radical livre ABTS˙+ foi de CE50 = 49,23 μg/mL. Por fim, o óleo exibiu uma concentração de toxicidade de 700 μg/mL para o teste de toxicidade frente a A. salina que comparado com o que descrito na literatura não teve toxicidade. Diante disso, o estudo mostrou que óleo essencial apresentou efeitos semelhantes e promissores comparado a acaricidas já comercializados, e que os bioensaios demonstraram diferentes vias de atuação logo atuam com mecanismos distintos sobre praga e de apresenta propriedade biológica de atividade antioxidante.Item Estudo morfométrico das placentas de ratas submetidas ao consumo crônico de álcool durante a gestação, tratadas ou não com melatonina exógena(2021-02-25) Nascimento, Bruno José do; Teixeira, Álvaro Aguiar Coelho; http://lattes.cnpq.br/1539131079574469; http://lattes.cnpq.br/8213260513385508A taxa global de consumo de álcool durante a gravidez é elevada, correspondendo a 9,8%. A exposição ao etanol durante a gestação prejudica a placentação, restringindo a transformação vascular e reduzindo as células trofoblásticas invasivas. A melatonina é considerada importante para a manutenção da função da placenta e crescimento fetal. Com isto, este trabalho teve como objetivo avaliar se a melatonina exógena administrada durante a gestação pôde prevenir os efeitos deletérios produzidos pelo álcool, nas placentas e fetos de ratas. Utilizou-se 30 ratas albinas (Rattus norvegicus albinus), da linhagem Wistar, virgens, com 90 dias de idade, pesando aproximadamente 250g ± 30g, procedentes do Biotério Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Foram formados os seguintes grupos experimentais com 10 animais cada: Grupo I: 5 ratas prenhes que não receberam álcool e eutanasiadas no 20º dia de gestação e 5 ratas que não foram eutanasiadas para análise dos filhotes (controle); Grupo II – 5 ratas prenhes submetidas ao consumo crônico de álcool, eutanasiadas no 20º dia de gestação e 5 ratas que não foram eutanasiadas para análise dos filhotes (álcool) e Grupo III – 5 ratas prenhes submetidas ao consumo crônico de álcool e tratadas simultaneamente com melatonina, eutanasiadas no 20º dia de gestação e 5 ratas que não foram eutanasiadas para análise dos filhotes (álcool + mel). A análise histopatológica e morfométrica do grupo III não demostraram alterações histológicas significativas, assemelhando-se ao grupo I, caracterizando-se pela observação da região da decídua basal e a região do disco placentário bem desenvolvido, com a zona do labirinto, região mais externa e mais espessa, caracterizada pela presença de vasos maternos e fetais, além de trofoblastos sinciciais. Na zona juncional, também chamada de espongioblastos ou trofospongio observou-se trofoblastos indiferenciados e células trofoblásticas gigantes (binucleadas). Com relação ao peso dos fetos e da placenta, verificou-se redução significativa no grupo que recebeu apenas álcool. Estas alterações não foram observadas no grupo III. Em conclusão, o presente trabalho apresenta o potencial de ação protetora da melatonina contra os danos na decídua, zona juncional e labirinto placentário de ratas gestantes alcoólicas. Deste modo, em casos de mulheres gestantes alcoólatras, a administração da melatonina durante a gestação pode servir como medida preventiva contra possíveis efeitos adversos na gestação e no feto.
