01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

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    Em busca de um sentido ético para a velhice: uma análise metaética das cartas 12 e 26 da obra “Cartas a Lucílio” de Sêneca
    (2026-02-12) Lemos, Marcia de Oliveira Remigio; Sodré, Felipe Arruda; http://lattes.cnpq.br/7872778382648001; http://lattes.cnpq.br/0490510612376206
    Este trabalho tem o objetivo de explicar o sentido ético da velhice para Sêneca. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica dos comentadores da obra “Cartas a Lucílio”, tendo como base de análise metaética das cartas 12 e 26 como fonte primária de estudo e o acréscimo de outras cartas que complementam e ampliam o pensamento do autor sobre a velhice. Na primeira parte do texto, buscamos apresentar as ações éticas que só podem ser realizadas no estágio peculiar da velhice e depois de uma longa vida ética. No segundo momento, destacamos os pressupostos éticos-existenciais que devem ser cultivados sempre e em qualquer idade, isto é, que devem ser adquiridos ao longo da vida independente da idade cronológica. Finalmente, concluímos mostrando que o velho se apresenta como referência para os mais jovens. A análise revela, que na contramão do pensamento do mundo antigo, Sêneca, de modo atual vê a velhice como um período de alegria. Além disso, destaca-se a visão de que os velhos tem uma utilidade para a família e a sociedade. Os achados de pesquisa dão conta de que, os velhos são o receptáculo da sabedoria acumulada durante toda uma vida. Como buscaram uma vida ética, são exemplos a serem seguidos e como tal, são pedagogos por excelência.
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    Os povos indígenas nos livros didáticos: entre a Lei 11.645/2008 e sua aplicação em três livros do Ensino Fundamental II
    (2025-12-15) Sousa, Bianca Moreira e; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/5131243512582167
    Este trabalho visa analisar as representações dos povos indígenas em livros didáticos de História do Ensino Fundamental II à luz da Lei 11.645/2008, em três livros didáticos do 7º ano aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Apesar de a legislação trazer avanços no reconhecimento da diversidade étnica e cultural do país, observa-se que sua aplicação nos materiais didáticos ainda apresenta limitações. O estudo adota uma abordagem qualitativa, baseada na análise documental e na análise do discurso de linha francesa, especialmente a partir do conceito do “dito em relação ao não dito”, que permite identificar os silenciamentos e as omissões presentes nos textos. Os resultados mostram que, embora existam alguns avanços, como maior visibilidade e reconhecimento da diversidade indígena, ainda predominam abordagens superficiais, com foco no período colonial e pouco articuladas com a historiografia contemporânea no ensino escolar.
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    Um “monumento penitenciário dos tempos modernos”: representações da reforma prisional em Antônio Pedro de Figueiredo (1847-1857)
    (2025-08-04) Moraes, João Gabriel Souza de; Britto, Aurélio de Moura; http://lattes.cnpq.br/5266624197764867
    Este trabalho analisa parte dos debates em torno da Reforma Prisional na província de Pernambuco. Nomeadamente, analisa a singular recepção elaborada por Antônio Pedro de Figueiredo, cuja obra jornalística emerge como observatório privilegiado para entender como a modernização penal foi traduzida, negociada e, em certa medida, apropriada pelas elites locais no limiar da segunda metade do século XIX. Sustaremos que as reflexões de Figueiredo operaram como ponte entre o vocabulário liberal-humanitário da reforma e as conveniências políticas de uma elite disposta a conciliar ordem e “progresso”. Seus artigos revelam, de um lado, um ideário disciplinador que legitima o cárcere como vitrine da modernidade jurídica; de outro, lampejos de crítica social, que questionam a miserabilidade e o pauperismo. Ao evidenciar essa ambivalência, a pesquisa preenche uma lacuna historiográfica sobre a recepção pernambucana da Reforma Prisional, mostrando que o debate penal foi indissociável das estratégias de autolegitimação de uma província que buscava afirmar-se como espaço civilizado dentro do Império.
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    “Menores policiados”: um olhar sobre a atuação das forças de segurança pública voltadas para crianças e adolescentes no Recife a partir do Diário Oficial de Pernambuco (1990 – 1992)
    (2023-09-19) Eloi, Antonio Gabriel de Melo; Miranda, Humberto da Silva; http://lattes.cnpq.br/1254987493556824; http://lattes.cnpq.br/2966684330869455
    O presente artigo tem como objetivo principal analisar as ações das forças de segurança pública de Pernambuco no atendimento ao público infanto-juvenil, tendo como palco a cidade do Recife, na década de 1990. Analisamos a partir do Diário Oficial de Pernambuco, entendendo o periódico como um veículo de comunicação do poder público destinado à população. Procurando entender as rupturas e permanências menoristas no atendimento das forças de segurança pública, voltada para as crianças e adolescentes, visto que, também é na década de 1990 que temos promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente que oferece um novo olhar sobre as infâncias.
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    Entre insígnias e brasões: a construção do Movimento Armorial sob a ótica do Diário de Pernambuco (1970-1974)
    (2024-10-04) Soares Júnior, José Benedito; Silva, Lucas Victor; http://lattes.cnpq.br/0058476610695399; http://lattes.cnpq.br/2171560150857240
    Esta pesquisa busca analisar a divulgação do Movimento Armorial nas publicações do jornal Diário de Pernambuco (DP), na cidade do Recife, no período de 1970 a 1974. Utilizando o jornal como fonte e objeto, buscamos identificar como o DP divulgava e representava o Movimento Armorial em suas edições. Buscamos também abordar o papel dos sujeitos envolvidos na divulgação do Movimento Armorial, suas posições sociais e o apoio estatal dado a esta manifestação cultural. Os dados desta pesquisa foram coletados na Hemeroteca Digital, no site da Biblioteca Nacional, sendo utilizado como filtro a palavra ‘armorial’. A análise dos dados evidenciou que os discursos produzidos pelo DP são semelhantes ao discurso estatal no campo da cultura. Esse discurso busca retratar o Movimento Armorial, em especial a Orquestra Armorial de Câmara do Recife como uma manifestação que representa as raízes da cultura brasileira.
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    Mitada, riso e movimentação neofascista nas redes: a nova direita brasileira e a memeficação da política
    (2022-09-10) Borges, Carlos Eduardo Muniz; Spenillo, Giuseppa Maria Daniel; http://lattes.cnpq.br/4350911353530987; http://lattes.cnpq.br/2289929250590316
    O trabalho apresenta uma investigação sobre o processo de aproximação de atores da chamada nova direita brasileira com setores da cibercultura, sugerindo que essa proximidade resultou em um processo denominado de memeficação da política, onde a ideologia defendida e a propaganda transmitida via memes se confundem. A pesquisa foi realizada através de uma análise do discurso manifestado por esses sujeitos nas plataformas digitais. Os discursos para análise foram obtidos por meio de observação da atuação dos usuários em redes sociais digitais, nomeadamente o Twitter e o Reddit, no período compreendido entre os dias 03 de agosto de 2022 e 15 de outubro de 2022.
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    O discurso “Atravessamos uma época em que é preciso saber ousar e saber sofrer”, de Winston Churchill: uma análise dialógica
    (2023-09-18) Campos, Jonatas Barbosa; Silva, Cláudia Roberta Tavares; http://lattes.cnpq.br/0948124881794535; http://lattes.cnpq.br/1876812219296769
    Buscando ter um modelo eficiente de denúncia de ideias totalitárias e promoção da democracia, analisamos, pelo prisma do conceito de dialogismo de Bakhtin, o discurso “Atravessamos uma época em que é preciso saber ousar e saber sofrer”, do político britânico Winston Churchill, no qual ele exaltava a democracia combatendo o nazismo. Desse modo, tentamos expor, mediante um exemplo já documentado (no caso, o de Churchill), informações relevantes para pesquisas na área de combate ao totalitarismo mediante a retórica. Os principais resultados foram os de que a descrição explícita das características de uma ditadura e a defesa da democracia são elementos essenciais daquele modelo.
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    A importância da Linguística Forense na identificação de autoria em crimes de ameaça
    (2023-04-25) Assis, Sérgio José de; Soares, Inaldo Firmino; http://lattes.cnpq.br/0543042624198336; http://lattes.cnpq.br/2637740965039357
    O presente trabalho procura analisar e trazer reflexões acerca da importância da Análise do Discurso, sobretudo, no que tange à Linguística Forense e sua contribuição para a elucidação de casos de crimes de linguagem. Para isso, usou-se como base a teoria da Semiolinguística, proposta pelo teórico Patrick Charaudeau, com o auxílio do linguista forense Welton Pereira e Silva. A metodologia utilizada no trabalho foi a pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa e descritiva-expositiva e para isso, foram selecionados alguns textos do gênero carta e/ ou mensagens contendo conteúdos ameaçadores e, a partir desses textos, observadas as características linguísticas, tentaremos chegar ao autor, imputando-lhe o tipo penal com o auxílio da sociolinguística. Considerando que o Curso de Letras é indispensável na formação de linguistas, é necessário pensar, então, na simplificação da linguagem jurídica como uma política linguística de concretização de acesso à Justiça, unindo, desse modo, o Direito ao mundo da Análise do Discurso.
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    Modalização e ideologia no discurso homofóbico pentecostal
    (2020-10-21) Silva, Lucas Henrique da; Borba, Vicentina Maria Ramires; http://lattes.cnpq.br/4023907282886164; http://lattes.cnpq.br/8477450401983633
    Este artigo aborda a discriminação a homossexuais incutida em uma pregação religiosa de denominação pentecostal. Problematiza instrumentos discursivos empregados por religiosos para expurgar pessoas de sexualidade dissidente. Esta pesquisa teve como objetivo principal demonstrar que a dita pregação carrega mecanismos geradores de crenças e atitudes resultantes de inconsistências quanto à própria origem da vertente religiosa pentecostal. Para tanto, procurou-se: desvendar fundamentos sacros que, supostamente, ensejam a formação do discurso discriminatório; identificar, na fala evangelizadora, como a modalização desvela a discriminação; prospectar efeitos ideológicos nocivos dessa prática social aos direitos básicos de homossexuais. Embasaram esta investigação os trabalhos de Fairclough (2016), Van Dijk (2008) e Thompson (1990), no tocante às noções de discurso e modalização, poder e ideologia. A metodologia compreendeu o raciocínio dedutivo, desdobrado em uma pesquisa de cunho aplicado, tendo como técnicas de investigação a coleta e a transcrição do corpus e o exame da categoria modalização e seus efeitos ideológicos nesse texto. Este trabalho é relevante por aplicar um quadro teórico discursivocrítico a um material de análise inédito, a pregação religiosa. A título social, contribui para a conscientização sobre relações assimétricas, discursivamente estabelecidas, frente a grupos minoritários. Como resultado, revelou-se uma inconsistência de interpretação dos fundamentos bíblicos referentes à origem da doutrina pentecostal: a pregação analisada, contraditoriamente ao que defende a doutrina cristã, mais se ampara em orientações judaicas, contidas nos 5 primeiros livros do Velho Testamento, do que naquelas incluídas no Novo Testamento, que registra ensinamentos de Jesus, profeta cristão, confirmando a hipótese aqui defendida.
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    A recategorização do objeto de discurso quarentena na página do Diário de Pernambuco no Twitter
    (2021-07-13) Oliveira, Letícia Júlia Silva de; Almeida, Sherry Morgana Justino de; Ranieri, Thaís Ludmila da Silva; http://lattes.cnpq.br/9800015399149501; http://lattes.cnpq.br/5332850255576710; http://lattes.cnpq.br/2641163214633763
    A pesquisa em tela tem o fito de analisar a recategorização do objeto de discurso quarentena na página Diário de Pernambuco da rede social Twitter. Para tanto, o trabalho está ancorado nos pressupostos teórico-metodológicos da Linguística Textual, nas figuras de Cavalcante et al. (2014; 2019; 2020); Mondada e Dubois (2003), bem como outros teóricos. Analisamos, durante os meses de março a julho, os tweets publicados pela página do Diário de Pernambuco, enfocando-nos no objeto de discurso quarentena, visto o contexto pandêmico em que fomos inseridos no ano de 2020. Este cenário instável deu margem à adoção dessa medida de reclusão domiciliar, visando conter o avanço da COVID-19. No entanto, nas redes sociais, tal ação governamental foi alvo de debates fervorosos, como no twitter, revelando, assim, opiniões divergentes quanto à adesão a ela. Diante desse cenário, observamos nas interações entre usuário-página, bem como usuário-usuário, intensos processos de recategorização, em que se demonstra a instabilidade característica do referente. Sob essa ótica, nota-se que os internautas manifestam seus pontos de vista a partir da transformação desse referente, ora de modo positivo, ora de modo negativo. Em suma, é possível observar uma gama de postagens de teor agressivo que visam impor determinadas categorizações. Nesse contexto marcado pela descortesia verbal on-line, é presumível que as interações em rede demonstram uma nova face do jornalismo, posto que este abre espaço para diversas manifestações que não se restringem ao campo do verbal, explorando, também, as múltiplas semioses.