01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

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    Do microscópio às redes sociais: o diagnóstico parasitológico como ferramenta de comunicação em saúde na medicina veterinária
    (2026-02-12) Ramos, Rayanne D’arc Marinho; Alves, Leucio Câmara; http://lattes.cnpq.br/6563157522654726
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    Trabalho de conclusão do programa de residência em saúde animal integrada à saúde pública, na área de concentração em medicina veterinária preventiva, com ênfase em doenças parasitárias: Prevalência da infecção por Leishmania sp. em cães domiciliados no município de Ilha de Itamaracá, Pernambuco
    (2026-02-26) Araújo, Dannielly Virgínia de; Melo, Renata Pimentel Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/2756533380815255; http://lattes.cnpq.br/9513958660532060
    A Residência em Medicina Veterinária, realizada no período de março de 2024 a fevereiro de 2026, no Programa de Residência em Saúde Animal Integrada à Saúde Pública da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), teve como objetivo proporcionar formação prática e integrada na área de medicina veterinária preventiva - doenças parasitárias, destacando-se atividades nas áreas de clínica veterinária, diagnóstico laboratorial, vigilância em saúde e saúde coletiva, fundamentada no conceito de Uma Só Saúde. Trata-se de uma residência lato sensu, com enfoque na atuação do médico-veterinário frente às zoonoses e aos agravos de relevância para a saúde pública. As atividades foram desenvolvidas em diferentes cenários de prática, incluindo o Laboratório de Doenças Parasitárias (LDP), os ambulatórios especializados de Leishmaniose Canina e Dirofilariose Canina (Hospital Veterinário Universitário da UFRPE), setores de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Sanitária, além da Atenção Primária à Saúde. Inserido nesse contexto, foi desenvolvido um estudo com o objetivo de avaliar a prevalência da infecção por Leishmania spp. em cães domiciliados no município de Ilha de Itamaracá, Pernambuco, área considerada endêmica para a leishmaniose. Foram analisadas 305 amostras de soro canino, inicialmente submetidas ao teste imunocromatográfico como método de triagem, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. Das amostras analisadas, 49 (16,1%) apresentaram resultado reagente no teste de triagem e, posteriormente, foram submetidas ao ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA) como método confirmatório. Os resultados do ELISA demonstraram que 40,8% (20/49) das amostras foram reagentes, 55,1% (27/49) não reagentes e 4,1% (2/49) indeterminadas. Diante disso, observou-se prevalência de 6,55% (20/305) da infecção por Leishmania sp. em cães da Ilha de Itamaracá. Os achados evidenciam a circulação do agente etiológico na população canina avaliada, reforçando o papel do cão como importante reservatório da leishmaniose canina. A vivência proporcionada pela residência contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento técnico, científico, ético e humano, aprimorando o raciocínio clínico e diagnóstico, a atuação multiprofissional e a compreensão do papel estratégico do médico-veterinário na abordagem em Uma Só Saúde. Além disso, os resultados do estudo reforçam a importância de ações integradas de vigilância, diagnóstico e controle da leishmaniose, fundamentais para a prevenção e o enfrentamento dessa zoonose de grande impacto na saúde pública.
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    Pesquisa de genes esbl em Serratia marcescens multirresistente isolada de furão pequeno (Galictis cuja) – relato de caso
    (2026-02-23) Tiné, Marcella Ribeiro; Cavalcanti, Erika Fernanda Torres Samico Fernandes; http://lattes.cnpq.br/5256493441853885; http://lattes.cnpq.br/9234768668750061
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    Relatório de estágio supervisionado obrigatório realizado na sede do distrito sanitário III e na gerência de vigilância ambiental e controle de zoonoses- Recife/PE: o desafio da vigilância da raiva de ciclo silvestre: a educação em saúde na efetividade do fluxograma da GEVACZ em Recife/PE
    (2025-12-18) Fernandes, Laísa Lins; Brandespim, Daniel Friguglietti; https://lattes.cnpq.br/0279327020788151; https://lattes.cnpq.br/6493073575758674
    O Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) constitui um componente curricular obrigatório do 11º período do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Com carga horária de 420 horas, tem como objetivo principal proporcionar ao discente uma experiência prática supervisionada, integrando os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da graduação e viabilizando a conclusão da carga horária total do curso para a obtenção do grau de bacharel. Conforme preceito regulamentar, a atividade é concluída com a elaboração e apresentação de um relatório final perante banca examinadora. Este relatório tem por finalidade discorrer sobre as atividades desenvolvidas pela discente Laísa Lins Fernandes, realizadas sob orientação do Prof. Dr. Daniel Friguglietti Brandespim e sob supervisão direta da servidora do GEVACZ (Gerência de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses), Émilla Ferreira . O período de estágio foi dividido em duas etapas: a primeira, na sede do Distrito Sanitário III, compreendeu o intervalo de 01 a 24 de outubro de 2025; a segunda, ocorreu no período de 27 de outubro a 12 de novembro de 2025. Em ambos os cenários, a carga horária cumpriu o regime de 40 horas semanais, executadas de segunda a sexta-feira, com jornada diária de 8 horas.Este documento também se propõe a analisar a relevância da educação em saúde como ferramenta estratégica para a vigilância da raiva e a descrever o fluxograma de atenção e controle desta zoonose no município do Recife. A experiência vivenciada revelou-se fundamental para a compreensão do papel imprescindível do médico veterinário no âmbito da Saúde Pública, destacando sua atuação na interface dos conceitos de Saúde Única.
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    Peste: uma ameaça silenciosa
    (2024-11-21) Silva, Joyce Caroline do Nascimento; Mendonça, Carla Lopes de; http://lattes.cnpq.br/3128979736085796; http://lattes.cnpq.br/5748327533451160
    A peste é uma zoonose vetorial causada pela bactéria Yersinia pestis que apresenta um histórico de mortalidade datado desde o século 1 d.C. e que ainda apresenta riscos à Saúde Pública. Apesar de no Brasil não haver registros de novos casos há 19 anos, no mundo ela ainda é uma preocupação latente com casos recentes em países como Madagascar, China e Estados Unidos. O presente trabalho teve por objetivo realizar um levantamento bibliográfico sobre a Peste sob a perspectiva da Saúde Pública. Realizou-se uma pesquisa qualitativa sobre a Peste utilizando bancos de dados científicos, além de sites oficiais dos sistemas de saúde, ambos nacionais e internacionais, totalizando 662 arquivos dos quais 66 foram utilizados. Prevalente em áreas elevadas como chapadas e agrestes tem nos roedores os principais reservatórios do agente etiológico. A transmissão vetorial deste agente ocorre principalmente através da picada de pulgas infectadas, em seu ciclo epizoótico oferece risco ocupacional principalmente para agricultores, e no ciclo domiciliar os roedores sinantrópicos são epidemiológicamente importantes. Apresenta-se em três formas clínicas distintas: Bubônica, Septicêmica e Pulmonar sendo esta última a mais letal. O diagnóstico é principalmente realizado por meio de sorologia e a terapia, emprega antibióticos, que são eficazes quando realizado em tempo hábil. As atividades de monitoramento sorológico atualmente realizadas no Brasil garantem o status atual de silêncio epidemiológico. Contudo a possibilidade da reemergência da peste é real, principalmente levando em consideração as alterações climáticas consequentes ao aquecimento global, ratificando a necessidade do contínuo monitoramento.
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    Diagnóstico parasitológico em animais silvestres mantidos em instituições de conservação ex situ em Recife/PE
    (2022-09-30) Feitoza, Bárbara Feliciano; Oliveira, Jaqueline Bianque de; http://lattes.cnpq.br/2856383385211373; http://lattes.cnpq.br/1503294609593660
    Os animais silvestres, são hospedeiros de uma grande variedade de parasitos, incluindo aqueles com potencial zoonótico. O objetivo desse estudo foi realizar o diagnóstico parasitológico dos animais silvestres mantidos no Zoológico do Parque Estadual Dois Irmãos (PEDI) e no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS Tangará), em Pernambuco, Brasil. De 2021 até 2022, em total, foram analisadas 288 amostras fecais, sendo 162 (123 aves, 36 mamíferos e três répteis) amostras provenientes do CETRAS e 126 (69 aves, 56 mamíferos e um réptil) do Zoológico do PEDI, onde em 21,9% foram detectados ovos de helmintos e/ou oocistos de protozoários. Os parasitos gastrointestinais identificados nas amostras fecais foram: Capillaria sp., Strongyloides sp., Toxocara sp., Trichuris vulpis, Ancylostoma sp., Kalicephalus sp., Porrocaecum sp., Ascaridida, Oxyurida, Trichostrongylidae, Isospora sp. e Cystoisospora sp. Helmintos obtidos de primatas não humanos (PNH) e em necropsias de aves foram identificados como ascarídeos das espécies Ascaris lumbricoides e Ascaridia hermaphrodita, respectivamente. Os ectoparasitos identificados foram carrapatos Amblyomma longirostre e Amblyomma sp., ácaros Trombiculídeos, piolhos mastigadores Halipeurus sp. e larvas de moscas Philornis sp. Destacase o parasitismo por espécies de elevado potencial patogênico, como A. hermaphrodita, Toxocara canis e Capillaria sp. Além disso, Ascaris lumbricoides, Toxocara sp. e Ancylostoma sp. se destacam por seu potencial zoonótico, o que requer medidas para evitar a transmissão entre os animais e os profissionais que lidam diretamente com eles. Os resultados obtidos auxiliam os profissionais responsáveis pela sanidade e manejo dos animais nas duas instituições de conservação ex situ.
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    O impacto do ectima contagioso na caprinovinocultura em Pernambuco: uma análise socioeconômica e comportamental da doença sob a perspectiva de Saúde Única
    (2025-03-20) Silva, Rafaela Cristini da Costa; Maia Filho, Luiz Flávio Arreguy; http://lattes.cnpq.br/2508376486299377; http://lattes.cnpq.br/7052266252404887
    Doenças zoonóticas são aquelas que podem ser transmitidas, de forma natural, de animais para humanos e se apresentam como um problema de saúde pública mundial. Além dos riscos à saúde animal e humana, as zoonoses trazem grandes impactos socioeconômicos para a sociedade como um todo. Grande parte dessas doenças acaba sendo negligenciadas nos países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina; uma dessas enfermidades é o ectima contagioso, uma doença viral e extremamente contagiosa que ocorre em caprinos e ovinos ao redor do globo, causando perda econômica nas regiões em que a caprinovinocultura é amplamente difundida. No Brasil, principalmente no Nordeste, a caprinovinocultura possui grande relevância econômica, sendo a fonte de renda de muitas famílias que vivem fora das grandes cidades; sendo assim, o ectima contagioso pode, a princípio, gerar grande impacto na região. Contudo, a doença segue negligenciada, tendo como principais dificuldades de enfrentamento a falta de diagnóstico e tratamento corretos, além de poucos estudos sociais e econômicos que permitam mensurar, de fato, os custos de enfrentamento à doença e os prováveis impactos socioeconômicos do ectima contagioso. Além disso, encontra-se em estágio muito inicial, em todo o Brasil, a construção de intervenções de saúde pública orientadas pela Saúde Única, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal, das plantas e do meio ambiente. O presente trabalho busca levantar dados, informações e eventuais aspectos comportamentais envolvidos que possam subsidiar posteriores análises dos impactos econômicos e socioeconômicos da doença no estado de Pernambuco, bem como considerar linhas de intervenção promissoras, inspiradas na Saúde Única e na Economia Comportamental – com vistas à geração de impactos socioeconômicos positivos e a redução das perdas econômicas dessas famílias, decorrentes do ectima contagioso.
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    Esporotricose no contexto da saúde única
    (2023-10-31) Nascimento, Wellington de Souza; Afonso, José Augusto Bastos; http://lattes.cnpq.br/9754109726295756; http://lattes.cnpq.br/8738450850987099
    As micoses de implantação, ou subcutâneas, são um grupo de doenças causadas por fungos que se caracterizam pela inoculação do agente através de trauma transcutâneo. São chamadas de micoses de implantação pois algumas dessas doenças podem afetar outros tecidos do organismo, além do tecido subcutâneo. Como é o caso da esporotricose, uma micose de implantação causada por fungos dimórficos do gênero Sporothrix. Assim, objetiva-se avaliar os aspectos epidemiológicos da esporotricose no contexto da Saúde única através de uma revisão bibliográfica. A revisão sobre esporotricose foi realizada através de pesquisa nos seguintes bancos de dados renomados da literatura nacional e internacional: BDTD Nacional, Scopus, Periódicos CAPES, PubMed, Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, sendo utilizado esporotricose e saúde pública como principais palavras-chaves, tanto no português quanto no inglês. Sendo recuperados grande quantidade de arquivos, foram selecionados 47 arquivos que mais se encaixavam com a temática da pesquisa. Classicamente a esporotricose é transmitida pela inoculação do fungo através de traumas causados pelo contato com matéria orgânica contaminada como solo, galhos e troncos de árvores e espinhos, porém a partir da década de 1990, ela passa a ter grande relevância na saúde pública do Brasil, quando foi descrito o primeiro surto de doença em humanos tendo como principal inoculador o gato doméstico, no estado do Rio de Janeiro. Apresenta maior prevalência em regiões de clima tropical e temperado. No Brasil, assim como grande parte do mundo, a doença é negligenciada e não faz parte dos agravos e doenças de notificação compulsória. As manifestações clínicas em humanos estão relacionadas ao local onde as lesões se encontram e sua extensão, sendo as lesões cutâneas mais comuns e as lesões pulmonares mais comuns no comprometimento extracutâneo. Em animais é representada majoritariamente por gatos, que apresentam lesões ulcerativas e/ou nodulares principalmente na região nasal, tórax e extremidades. A implementação de uma vigilância em saúde eficaz e padrão surge como uma necessidade para que haja dados reais sobre a doença no território nacional. Se faz necessário que haja um trabalho conjunto no âmbito humano, animal e ambiental para adoção de ações e medidas sustentadas nesses três pilares para o melhor entendimento da doença. O fornecimento do diagnóstico gratuito e rápido para os gatos surge como incentivo a população de procurar serviços oficiais de saúde para identificação da doença. Somando a isso, a conscientização dos profissionais de saúde e da população em geral é de extrema importância para que o controle seja efetivo.
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    Monkeypox (Varíola dos macacos) no Brasil: recorte epidemiológico de casos em Pernambuco de 2022 a 2023
    (2024-02-22) Cordeiro, Amanda Estefanir; Souza, Maria Isabel de; http://lattes.cnpq.br/4438209268573845; http://lattes.cnpq.br/4326277618190307
    A Varíola dos macacos ou Monkeypox é uma infecção de origem viral causada por um vírus de caráter zoonótico, pertencente ao gênero Orthopoxvírus e família Poxviridae. Neste trabalho objetivou-se descrever o surto de varíola dos macacos sob a perspectiva da Saúde Pública a nível nacional e com foco em Pernambuco no período de 11 meses (agosto de 2022 a julho de 2023). Para tal, realizou-se um levantamento bibliográfico baseando-se em diferentes publicações oficiais disponíveis em bases de dados da literatura científica nacional e internacional, com ênfase em dados do Ministério da saúde e do CIEVS Nacional e de Pernambuco. O surto aqui descrito apresentou um padrão de disseminação geográfica superior aos já identificados, logo na primeira semana do boletim epidemiológico inicial, 24 países notificaram casos suspeitos e confirmados. No Brasil, observou-se um maior número de casos confirmados na região Sudeste, sendo o estado de São Paulo e de Minas Gerais os responsáveis pelos maiores índices, seguido pelo Nordeste e Centro-oeste, respectivamente. O perfil de contaminados corresponde ao sexo masculino com 96,2% (77.685/80.722) dos casos confirmados no cenário mundial, com mediana de idade de 34 anos. A faixa etária com maior número de casos confirmados em Pernambuco ficou entre 30 e 39 anos, seguida por pessoas entre 20 e 29 anos, tidas como parda, seguidas por branca e preta. Atualmente a positividade na maioria dos países é confirmada por laboratórios nacionais de referência através de PCR (reação em cadeia da polimerase). Não há tratamento antiviral específico comprovado e assim como para a maioria das doenças virais, o tratamento baseia-se no controle dos sintomas observados. Não há vacinas específicas contra a infecção, todavia, investigações epidemiológicas indicam que a vacina da varíola induz até 85% de proteção contra o Monkeypox vírus.
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    Ectima contagioso e a caprinovinocultura em Pernambuco: estudo preliminar para políticas públicas com novas abordagens
    (2023-09-15) Santana, Ítala Nascimento de; Maia Filho, Luiz Flávio Arreguy; http://lattes.cnpq.br/2508376486299377; http://lattes.cnpq.br/7702088790644666
    As doenças zoonóticas representam um grande problema de saúde pública em todo o mundo e, além dos grandes riscos impostos à saúde humana, também geram impactos econômicos, diretos e indiretos, significativos. Algumas dessas doenças já foram controladas ou eliminadas na maioria dos países desenvolvidos, mas permanecem endêmicas e, muitas vezes, negligenciadas em países em desenvolvimento. Uma dessas doenças é o ectima contagioso, uma doença zoonótica viral e altamente contagiosa que acomete principalmente caprinos e ovinos e pode ser responsável por perdas econômicas significativas no Brasil e, principalmente, na região Nordeste, onde a caprinocultura e a ovinocultura são atividades de grande relevância econômica. As dificuldades no enfrentamento ao ectima contagioso muitas vezes decorrem da ausência de diagnóstico e monitoramento da doença, além disso, seus custos sociais e econômicos ainda são pouco explorados. Nesse contexto, a realização de análises econômicas pode servir como suporte para a tomada de decisão das partes interessadas e permitir a avaliação e comparação de intervenções. Assim, o objetivo deste trabalho foi conduzir estudos preliminares que possam subsidiar análises futuras dos impactos socioeconômicos e de fatores comportamentais decorrentes ou envolvidos no adoecimento por ectima contagioso entre populações animal e humana em Pernambuco e, com base no conjunto de informações reunidas, apontar linhas de intervenção inspiradas na abordagem da Saúde Única e na Economia Comportamental. Para isso, o trabalho adota uma metodologia qualitativa, de natureza aplicada, com o objetivo de compreender e descrever os possíveis riscos socioeconômicos impostos pela doença em um contexto territorial e socioeconômico bem definido e construir uma perspectiva abrangente sobre as possibilidades de enfrentamento, utilizando como procedimentos a pesquisa bibliográfica e documental. Com base nos achados do trabalho, é possível afirmar que estimar os custos associados ao ectima contagioso é fundamental para determinar sua relevância como problema econômico, social e de saúde pública e que a utilização de abordagens como a Saúde Única e a Economia Comportamental pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias eficazes para a prevenção e controle da doença.