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    Ritual na construção da identidade do povo Mandjaku do setor do Caió, Guiné-Bissau e no candomblé tradição nagô do Recife, Pernambuco
    (2026-02-24) Costa, Vladimir da; Benzaquen, Júlia Figueredo; Cabanillas, Natalia; http://lattes.cnpq.br/0354485947485345; http://lattes.cnpq.br/0325443406402140; http://lattes.cnpq.br/7032911028101106; Cardoso, Maria Grazia Cribari; Campos, Zuleica Dantas Pereira
    Rituais sempre tiveram um papel central na vida das sociedades humanas. Eles não são só tradições ou costumes vão além disso. São essenciais para construir quem somos, tanto como indivíduos quanto como grupos. Este estudo, Ritual na construção da identidade do povo Mandjaku do Setor do Caió, Guiné-Bissau, e no Candomblé de tradição nagô do Recife (Pernambuco), analisa como essas práticas moldam a vida social e fortalecem os laços de pertencimento étnico e espiritual em dois contextos cheios de significado. O Katchituran, um ritual de passagem entre os Mandjaku do Setor do Caió, que marca a transição dos jovens para uma nova fase. Ele não apenas celebra a mudança, mas reafirma valores ancestrais e reforça a ligação com a comunidade. No Candomblé, o Ritual de Yawô é o ponto de partida para quem quer se integrar à comunidade de axé. É um processo de iniciação que envolve recolhimento, aprendizado, preparação espiritual, obrigações sagradas e festas públicas. Entre todos os rituais do Candomblé, esse talvez seja o mais profundo quando se fala de identidade e da continuidade da tradição nagô em Recife. Assim como o Katchituran, o Ritual de Yawô mostra o quanto a ancestralidade, a música, a dança e a liturgia são fundamentais para formar o senso de pertencimento espiritual e comunitário. A pesquisa segue uma abordagem qualitativa e etnográfica, combinando entrevistas semiestruturadas, observação participante parcial e análise de documentos. Os trabalhos de campo aconteceram principalmente em dois lugares: Caió (com interlocuções online) e o Terreiro de Mãe Amara, em Recife (presencialmente). Ao mergulhar em como o ritual, a música e a dança servem como pilares da identidade entre os Mandjaku e no universo do Candomblé, este estudo não só busca compreender essas práticas, mas também valorizar sua importância no mundo de hoje, onde a diversidade cultural ainda é espaço de afirmação, memória e resistência.
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    Desenvolvimento culinário de um terreiro de religiosidade afrodescendente no auxílio da alimentação dos seus frequentadores na cidade do Paulista-PE
    (2026-02-04) Sena, Alynne Oliveira de; Correia, Bruno Celso Vilela; http://lattes.cnpq.br/2359425137602779
    O presente Trabalho de Conclusão de Curso analisa o papel da alimentação no contexto de um terreiro de religiosidade afrodescendente, enfatizando sua função para além do âmbito ritual, enquanto prática de cuidado, acolhimento e auxílio alimentar aos seus frequentadores. A pesquisa, de caráter qualitativo e etnográfico, foi desenvolvida a partir de observações de campo realizadas no Ilê Asè Omo Ogundê, localizado na cidade do Paulista - Pernambuco, contemplando rituais do Candomblé e da Jurema Sagrada. Os resultados evidenciam que a comida atua como elemento central na organização da vida coletiva do terreiro, fortalecendo vínculos comunitários, promovendo a partilha e garantindo a segurança alimentar dos participantes. Conclui-se que o terreiro se constitui como um espaço religioso e social, no qual a alimentação desempenha papel estruturante na manutenção das tradições, na transmissão de saberes e na construção de redes de cuidado e pertencimento.
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    Um olhar sobre o axé: as religiões de matriz africana na ótica de Raul Lody
    (2019) Cunha, Nairam Santana da; Silva, Fabiana de Fátima Bruce da; http://lattes.cnpq.br/1540421518242292; http://lattes.cnpq.br/5851482934828713
    A História Cultural nos permitiu ampliar o campo das investigações das atividades humanas com o uso da fotografia como fonte e instrumento de pesquisa do saber histórico, resguardado na cena registrada. Então, sob a ótica iconográfica do antropólogo Raul Lody (1952), este trabalho propõe-se a discutir o axé no Candomblé. Para tanto, utiliza-se como fonte documental prioritária as imagens fotográficas, buscando analisar a sua importância na construção histórica dessas religiões, não reproduzindo o que é apresentado, mas propondo-se a explorar essas imagens criticamente, estabelecendo conexões e reafirmando sua identidade com documentos que as justifiquem. Trata-se de uma pesquisa centrada no diálogo entre a fotografia com as práticas religiosas e o uso dessa fonte na construção histórica da fé dos afrodescendentes.