01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

URI permanente desta comunidadehttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/1

Navegar

Resultados da Pesquisa

Agora exibindo 1 - 5 de 5
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Modelagem computacional de rotas de deslocamento pré-coloniais: explorações a partir de otimização por enxame de partículas
    (2026-02-11) Rodrigues, Gabriela Maia; Nascimento, André Câmara Alves do; Souza, Lucas Bonald Pedrosa de; http://lattes.cnpq.br/7986880612118252; http://lattes.cnpq.br/0622594061462533; http://lattes.cnpq.br/8995856929625184
    A modelagem de caminhos antigos tem se destacado como uma abordagem relevante na arqueologia, permitindo inferir padrões de mobilidade e interação humana a partir da análise espacial. Simulações mais fiéis às condições locais podem fomentar novas descobertas e ações de preservação do patrimônio. Este trabalho investiga métodos sistemáticos para modelar a mobilidade antiga em terrenos complexos, apresentando um estudo aplicado ao Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco. O objetivo é comparar conceitualmente o método tradicional de Caminho de Menor Custo (Least-Cost Path - LCP) com o uso de meta-heurísticas de otimização, com ênfase no Particle Swarm Optimization (PSO), para a estimativa de trajetos eficientes entre pontos de interesse arqueológico. A pesquisa utiliza três variáveis ambientais determinantes para a locomoção em relevo acidentado: declividade, visibilidade e insolação, integradas à superfície de custo. Enquanto o LCP tradicional se baseia em algoritmos determinísticos sobre matrizes de fricção, condicionados à discretização direcional da vizinhança, o PSO emprega uma busca estocástica realizada por um enxame de partículas, oferecendo maior flexibilidade para explorar soluções e potencial para evitar mínimos locais. Os experimentos indicaram comportamento convergente e estável do algoritmo PSO, com calibração consistente dos pesos associados às variáveis ambientais, evidenciando a influência persistente da insolação na definição das rotas e a maior relevância da declividade em trajetos de maior extensão, refletindo prováveis estratégias de economia de esforço em escala regional. A comparação com o método tradicional de LCP evidenciou diferenças qualitativas nos traçados, com a abordagem multicritério produzindo rotas mais equilibradas frente às restrições topográficas e ambientais da paisagem semiárida. A proposta não busca substituir os métodos consolidados de LCP em Sistemas de Informação Geográfica, mas ampliar o campo de experimentação metodológica, considerando cenários nos quais o custo do movimento pode ser inferido ou ajustado a partir de evidências arqueológicas. Espera-se que o desenvolvimento dessas abordagens contribua para os debates sobre mobilidade em paisagens do passado, indicando direções para aplicações futuras em estudos arqueológicos e históricos.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Mapping and profiling access to Brazil’s continued provision benefit: a data-driven analysis using clustering and regional indicators
    (2025-08-08) Alcoforado, Hudo Leonardo da Silva Guedes; Andrade, Ermeson Carneiro de; http://lattes.cnpq.br/2466077615273972; http://lattes.cnpq.br/7614893755924839
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Relação entre a cobertura vegetal e a temperatura superficial do solo urbano de Ouricuri/PE
    (2025-08-06) Souza, Lucas Filgueira de; Lima Neto, Everaldo Marques de; http://lattes.cnpq.br/6791561445213969; http://lattes.cnpq.br/6637562847657514
    A urbanização desordenada tem levado à redução da cobertura vegetal e ao consequente aumento das temperaturas nas áreas urbanas. O uso de geotecnologias e indicadores ambientais em áreas urbanas fornece subsídios para compreender os efeitos da cobertura vegetal sobre o microclima local. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a variação espaço-temporal do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e da temperatura superficial (LST) no perímetro urbano de Ouricuri PE, cidade inserida no semiárido pernambucano. Para isso, no primeiro momento a aquisição de dados vetoriais da cobertura do solo. Para o cálculo do NDVI e LST, foram obtidas imagens de satélite do sensor OLI/TIRS, do Landsat 8, dos meses de junho e novembro de 2024. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e correlação de Pearson entre o NDVI e Temperatura Superficial, a partir de 113 pontos amostrais, distribuídos em locais representativos da infraestrutura urbana. Os resultados indicaram variação sazonal expressiva: em junho, predominou vegetação rala, típica de Caatinga (NDVI 0,201–0,3), enquanto em novembro houve redução dessa classe, com destaque para a resiliência da vegetação moderada a densa (NDVI > 0,3). As temperaturas médias registradas foram de 35,63 °C em junho e 43,31 °C em novembro, com acréscimo superior a 7,5 °C entre os períodos. Essa diferença na temperatura média entre os dois períodos evidenciou a influência direta da sazonalidade climática do semiárido, que pode estar relacionada a maior radiação solar, menor umidade relativa e escassa cobertura de nuvens no período seco. A análise de 113 pontos amostrais da malha urbana revelou correlação negativa entre NDVI e temperatura superficial, com r = -0,17 em junho e r = -0,35 em novembro, evidenciando maior influência da cobertura vegetal na mitigação do calor no período seco. Assim, Os resultados obtidos permitem uma compreensão mais detalhada da dinâmica espaço-temporal da vegetação e da temperatura em um ambiente urbano semiárido. Assim, a pesquisa contribuiu para o avanço das pesquisas científicas sobre a aplicação de geotecnologias em contextos urbanos e pode subsidiar futuros estudos sobre planejamento urbano e a gestão de florestas urbanas.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Correlação espacial entre renda per capita, área construída e cobertura florestal urbana em Recife - PE
    (2022-09-30) Paulo, Fernanda Vanilly de Lira; Lima Neto, Everaldo Marques de; http://lattes.cnpq.br/6791561445213969; http://lattes.cnpq.br/0175688410552482
    Visto que as cidades são sistemas socioecológicos complexos, é altamente importante estudar a interrelação entre indicadores socioeconômicos e naturais dentro do meio urbano. Os estudos que relacionam cobertura florestal urbana com renda encontraram uma relação positiva, porém a maioria se concentra em cidades de países desenvolvidos. Em contrapartida, países subdesenvolvidos tendem a apresentar um padrão irregular de ocupação do solo e desigualdades sociais. Desta forma, este trabalho tem por objetivo verificar se há correlação espacial entre a renda per capita, cobertura florestal e área construída na cidade do Recife, estado de Pernambuco, e, se houver, analisar se esta correlação é positiva ou negativa, com a finalidade de fornecer subsídios para um planejamento ambiental urbano mais justo do ponto de vista socioambiental. O mapa de cobertura do solo foi confeccionado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, utilizando um ortomosaico de 2013. Os bairros foram utilizados como unidade espacial básica e para os dados de renda, foi utilizado o produto interno bruto (PIB) per capita, em reais. Foram realizadas as seguintes análises: autocorrelação espacial global univariada, autocorrelação espacial local univariada, correlação espacial global bivariada e correlação espacial local bivariada. As variáveis testadas foram o percentual de cobertura florestal, percentual de área construída e valor em reais da renda per capita por bairro. A cidade do Recife apresentou uma cobertura de 1% de atividades agrícolas e aquícolas, 4,5% de água, 2,6% sem cobertura vegetal, 2,5% de área úmida, 49,6% de área construída, 37,6% de cobertura florestal e 2,1% de vegetação herbácea. O Índice de Moran para a autocorrelação espacial global univariada foram 0,339, 0,476 e 0,243 para área construída, cobertura florestal e renda, respectivamente. Para a autocorrelação espacial local univariada observou-se um aglomerado significativo de área construída HH nas regiões norte e central-norte, representando 31% dos bairros do Recife; um cluster LL (39%) formado por bairros com baixíssima cobertura florestal, e para renda per capita, existe um padrão de concentração na área central-norte da cidade (cluster HH), cercado por clusters LH e existência de clusters LL nas áreas noroeste, sudoeste e sul (periferias). Os índices de Moran para a correlação espacial global bivariada foram: cobertura florestal x renda (-0,119); cobertura florestal x área construída (-0,334); renda x área construída (0,100). Para a correlação espacial local bivariada foram encontrados clusters significativos para: cobertura florestal x renda (cluster LH 28% na região central-norte da cidade); cobertura florestal x área construída (cluster LH 29%, nas regiões central-norte e norte); renda x área construída (cluster LH 22% na região norte). Dessa forma, conclui-se que o município de Recife apresentou correlação negativa entre floresta e renda, floresta e área construída e correlação positiva entre renda e área construída, refletindo um padrão espacial que favorece populações de baixa renda quanto à proximidade com a cobertura florestal, porém esse favorecimento se deve majoritariamente à existência de remanescentes florestais que ao longo do processo histórico de urbanização da cidade foi sendo deslocado para as regiões periféricas.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Localização das empresas do setor de tecnologia em Pernambuco: uma análise exploratória de dados espaciais
    (2022-10-13) Santana, Mariana Maria Freitas de; Silva, Diego Firmino Costa da; http://lattes.cnpq.br/8895265465747877; http://lattes.cnpq.br/3786228704990357
    A presente pesquisa tem por finalidade analisar de que maneira as empresas de tecnologia estão localizadas, para além da Região Metropolitana do Recife. Para isso, foram consideradas três variáveis: total de empresas do setor de tecnologia no estado, total de pessoal ocupado e volume de salários e remunerações pagos. Os dados foram obtidos através do IBGE para o período entre 2006 e 2019. A metodologia utilizada foi a Análise Exploratória de Dados Espaciais, que consiste em detalhar e visualizar as distribuições espaciais dos dados estudados, identificando, por exemplo, se há localizações atípicas (outliers espaciais) e padrões de associações espaciais (clustering e clusters espaciais). Mais especificamente, os métodos utilizados foram a autocorrelação espacial global univariada, que utiliza apenas um indicador para toda a região analisada a fim de descobrir se os dados da são distribuídos aleatoriamente ou se estão atrelados a algum padrão espacial sistemático, através do coeficiente I de Moran. Já o outro método é a autocorrelação espacial local univariada, que verifica se os padrões globais de autocorrelação espacial podem estar associados com padrões locais. Os resultados indicaram a princípio que o setor de tecnologia está perdendo sua característica de aglomeração na Região Metropolitana do Recife, migrando para cidades mais afastadas do centro como Caruaru, Petrolina e Serra Talhada.