TCC - Licenciatura em História (Sede)
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Item Movimento abolicionista: o processo de luta e suas estratégias(2025-06-18) Melo, Klebson Edmilson Cunha; Santos, Maria Emilia Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000Item Antes de “A Compadecida”: formação jurídica e atuação artística de Ariano Suassuna entre 1945 e 1955(2026-02-10) Silva, André Matheus Santiago da; Silva, Lucas Victor; http://lattes.cnpq.br/0058476610695399; http://lattes.cnpq.br/4462652817126462Este trabalho investiga a trajetória inicial de Ariano Suassuna situada entre 1945 e 1955, período anterior à sua consagração nacional com o lançamento da encenação de A Compadecida. A pesquisa busca contribuir para o exame de sua formação jurídica na Faculdade de Direito do Recife (FDR), sua produção literária e teatral, e sua atuação como crítico cultural e professor. Através da análise de peças, poemas e artigos publicados no Diário de Pernambuco, o estudo revela como Suassuna desenvolveu seu um projeto artístico comprometido com a valorização do que denominou de “cultura popular” nordestina, com uma visão religiosa de mundo e com a crítica ao Direito positivo. Na sua trajetória formativa, destacamos influências culturais e intelectuais variadas: do erudito ao popular, da península Ibérica ao Sertão do Nordeste, da literatura de cordel aos livros jurídicos e filosóficos da FDR. Também evidencia sua participação ativa na cena cultural pernambucana como crítico de arte, como professor e sobretudo como membro do Teatro do Estudante de Pernambuco. Conclui-se que, já nesse período, Suassuna articulou valores estéticos, éticos e políticos que marcariam toda a sua produção posterior, ao mesmo tempo em que se observa uma descontinuidade formal em sua dramaturgia, marcada pela transição da tragédia para a comédia.Item Comércio marítimo estrangeiro no Brasil colonial: arribadas e socorro de embarcações em Fernando de Noronha em (c. 1749–c. 1757)(2026-02-10) Pessoa, Levi Muniz Tavares; Almeida, Suely Creusa Cordeiro de; https://lattes.cnpq.br/5060116886139677; https://lattes.cnpq.br/0965657314160708A pesquisa tem objetivo de analisar um aspecto específico do comércio marítimo no Brasil do século XVIII: as arribadas de navios estrangeiros e as diligências realizadas sobre embarcações ancoradas nos portos da colônia. Considerando os lucros substanciais proporcionados pelo comércio marítimo, o estudo examina as trocas comerciais entre comerciantes portugueses e embarcações estrangeiras após a promulgação do alvará de 1714, que delimitou o comércio apenas entre portugueses. Foram analisados dois casos de diligências às embarcações estrangeiras que demandaram auxílio em Fernando de Noronha e realizaram comércio com mercadores locais, evidenciando não só hospitalidade, mas a prática ilegal de venda de fazendas.Item Entre a mandinga e o labor: capoeiras, vadiagem e resistência nos habeas corpus do Recife pós-abolição (1890-1905)(2025-12-04) Ponciano, Lenice Alice Mendes; Santos, Maria Emilia Vasconcelos dos; https://lattes.cnpq.br/4794117737260000; https://lattes.cnpq.br/0903477569391852Este artigo analisa a presença dos capoeiras no Recife pós-abolição (1890–1905), explorando suas relações com o mundo do trabalho e as formas de controle social na Primeira República. Dialoga com a historiografia do trabalho e do pós-abolição, especialmente com as contribuições de E. P. Thompson, Hebe Mattos, Ana Rios, Álvaro Pereira do Nascimento, Antônio Liberac e Israel Ozanam, para compreender como categorias como “vadiagem” e “trabalho” foram mobilizadas na criminalização das práticas culturais negras. A partir da perspectiva da história social e da micro-história, e tomando o conceito de resistência como chave interpretativa, o estudo evidencia a agência dos capoeiras diante da repressão jurídica. Os processos de habeas corpus, analisados como construções discursivas e arenas de disputa, revelam que esses sujeitos, longe de meros agentes da desordem, integravam o universo da classe trabalhadora e utilizavam a capoeira como meio de afirmação social e política. O trabalho contribui para repensar as relações entre direito, trabalho e resistência racializada no pós-abolição.Item Crime sem tipificação: repressão à homossexualidade na obra de Viveiros de Castro (1890-1894)(2026-02-10) Soares Junior, Luiz Henrique Faria; Britto, Aurélio de Moura; https://lattes.cnpq.br/5266624197764867; https://lattes.cnpq.br/5191520804568743O artigo investiga os fundamentos sociais, jurídicos e pretensamente científicos mobilizados para a repressão à homossexualidade no Brasil durante a transição do Império para a República (1890-1894). A problemática central reside na análise dos usos "inventivos" do Código Penal de 1890 por operadores do direito, uma vez que a nova legislação omitiu a tipificação direta da pederastia, antes presente nas Ordenações Filipinas. A ossatura do trabalho estrutura-se na análise da obra Attentados ao pudor (1894), do jurista Viveiros de Castro, evidenciando como a doutrina jurídica incorporou preceitos da medicina positivista e da psiquiatria europeia. Analisa-se como a transformação do "pecado" em "patologia" ou "degenerescência" foi estratégica para a manutenção do controle social, permitindo que práticas homoafetivas fossem punidas sob a rubrica de crimes contra a moralidade pública e como esse deslocamento discursivo serviu ao projeto civilizatório da elite republicana, que buscava higienizar a sociedade e vigiar as "classes perigosas". Por fim, refletimos como o saber médico-legal funcionou como um dispositivo de biopoder, oferecendo subsídios científicos para que magistrados exercessem a repressão sobre corpos dissidentes, consolidando uma ordem social baseada na disciplina e na exclusão do que era considerado desviante.Item Eurípedes Simões de Paula e a gramática da História Estrutural na USP: a recepção e a reelaboração da tradição braudeliana na Revista de História (1950–1964)(2026-02-10) Figueiredo, Matheus Henrique Barreto; Britto, Aurélio de Moura; https://lattes.cnpq.br/5266624197764867; https://lattes.cnpq.br/0164376167065945Este artigo analisa a atuação de Eurípedes Simões de Paula como resenhista na Revista de História da Universidade de São Paulo entre 1950 e 1964, compreendendo as resenhas bibliográficas como práticas discursivas dotadas de densidade normativa no processo de institucionalização da historiografia universitária paulista. Parte-se da hipótese de que a recepção da chamada História estrutural, associada à tradição braudeliana, foi mediada por agentes e instâncias editoriais responsáveis pela estabilização de critérios de legitimidade disciplinar. A partir da articulação entre a noção de operação historiográfica, de Michel de Certeau, e a abordagem das virtudes epistêmicas, de Herman Paul, propõe-se uma chave interpretativa centrada na análise dos termos axiológicos mobilizados nas resenhas. Sustenta-se que tais termos operam como dispositivos normativos, prescrevendo disposições intelectuais e expectativas de ofício. A análise empírica demonstrativa, baseada em um corpus de quarenta e duas resenhas, evidencia a recorrência de apreciações que valorizam a pesquisa de longa duração, a centralidade do arquivo, a ordenação técnica da documentação e a capacidade de produzir sínteses e totalidades. Esses padrões permitem identificar a paciência analítica e a sensibilidade estrutural como virtudes epistêmicas centrais na gramática historiográfica estabilizada no período.Item Corsários ingleses contra o Porto de Pernambuco: um capítulo da Guerra Anglo-Espanhola na América Portuguesa (1585-1595)(2025-12-19) Costa, Vanessa Vitória Campos; Lopes, Gustavo Acioli; https://lattes.cnpq.br/4871749798523527; https://lattes.cnpq.br/8497815574642277O presente artigo analisa um ataque corsário inglês ao Porto de Pernambuco em 1595, comandado pelo almirante inglês James Lancaster, com o intuito de compreendê-lo enquanto uma manifestação da Guerra Anglo-Espanhola (1585-1604) na América portuguesa. O objetivo geral desse estudo consiste em examinar a ofensiva como parte de um conflito global, utilizando a metodologia da História Comparada para articular esse evento local com a estrutura mais ampla da guerra de corso fomentada pela Coroa inglesa. As fontes históricas principais deste trabalho são os relatos de viagem ingleses editados por Richard Hakluyt. Os resultados demonstram que a incursão visava saquear produtos importantes para o cenário da economia atlântica, trazendo para a capitania de Pernambuco o conflito anglo-espanhol. Dessa forma, o estudo argumenta que a ofensiva inglesa não foi um ato de pirataria isolado, mas um capítulo integrado à rivalidade entre impérios coloniais pelo Atlântico.Item “O chão do meu terreiro é o umbigo do mundo”: o protagonismo de Mãe Biu na construção do Quilombo do Portão do Gelo(2025-12-10) Mendes, Sandy Grazzielly Cavalcante; Silva, Welligton Barbosa da; https://lattes.cnpq.br/1213688229016782; https://lattes.cnpq.br/9235316074316174O presente artigo pretende discutir a formação histórica do Quilombo do Portão do Gelo, situado na cidade de Olinda, destacando sua importância enquanto espaços de resistência negra e reconstrução identitária. O estudo irá analisar como, inicialmente os quilombos eram compreendidos apenas como territórios rurais de fuga do sistema escravista e de que maneira esses territórios passaram a ser reavaliados pela historiografia. Em relação direta, o artigo visa trazer destaque para a trajetória de Severina Paraíso da Silva, a Mãe Biu, enfatizando as estratégias tomadas para garantir a preservação do seu povo, sendo a protagonista no processo de consolidação do Terreiro Xambá. É nesse cenário que os autores como Clóvis Moura e Beatriz Nascimento são fundamentais nessa reconstrução: Moura, a partir de uma abordagem marxista, analisando os quilombos rurais e Nascimento aplicando o conceito a partir dos territórios urbanos. É tomando como fonte de análise, sobretudo, as produções daqueles que testemunham diariamente os feitos e efeitos da atuação de Mãe Biu que o artigo irá analisar sua atuação na dimensão religiosa, política e comunitária, a fim de exaltar sua capacidade de articular fé, memória e resistência. Assim, busca-se compreender como sua liderança consolidou o território Xambá como referência de ancestralidade e fortalecimento identitário no contexto urbano que segue vivo até a atualidade com os xambazeiros.Item O peso da pluma: exigências morais para escrivães na América Ibérica no século XVIII(2025-12-10) Sobral, Juliana Ribeiro; Menezes, Jeannie da Silva; https://lattes.cnpq.br/0863557395682263; https://lattes.cnpq.br/1947397245969353O presente trabalho tem como objetivo analisar as exigências morais que cercam o ofício de escrivania na América Ibérica no século XVIII. Para tanto foi necessário percorrer brevemente o processo histórico dos escrivães até o momento em análise, bem como selecionar quais as categorias de escrivães estariam sujeitos à análise deste artigo, por mais que seja possível entender que são características culturais que podem abarcar os demais tipos de ofícios ligados à escrita e notas. Para nos aproximar de uma compreensão sobre os requisitos morais vinculados a este ofício utilizamos como fonte um dos manuais de escrivania de grande circulação escrito no período em estudo, intitulado: El escribano perfecto: espejo de escribanos teórico-práctico, publicado em 1788.Item Os povos indígenas nos livros didáticos: entre a Lei 11.645/2008 e sua aplicação em três livros do Ensino Fundamental II(2025-12-15) Sousa, Bianca Moreira e; Dantas, Mariana Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/8568216121012333; http://lattes.cnpq.br/5131243512582167Este trabalho visa analisar as representações dos povos indígenas em livros didáticos de História do Ensino Fundamental II à luz da Lei 11.645/2008, em três livros didáticos do 7º ano aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Apesar de a legislação trazer avanços no reconhecimento da diversidade étnica e cultural do país, observa-se que sua aplicação nos materiais didáticos ainda apresenta limitações. O estudo adota uma abordagem qualitativa, baseada na análise documental e na análise do discurso de linha francesa, especialmente a partir do conceito do “dito em relação ao não dito”, que permite identificar os silenciamentos e as omissões presentes nos textos. Os resultados mostram que, embora existam alguns avanços, como maior visibilidade e reconhecimento da diversidade indígena, ainda predominam abordagens superficiais, com foco no período colonial e pouco articuladas com a historiografia contemporânea no ensino escolar.
