Engenharia de Pesca (Sede)

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TCC - Trabalho de Conclusão de Curso

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    Efeito do aditivo aromatizante no comportamento alimentar do camarão marinho (Penaeus vannamei) em baixa temperatura
    (2025-12-12) Mendonça, Maria Eduarda de Moura; Peixoto, Silvio Ricardo Maurano; http://lattes.cnpq.br/5714254437228167; http://lattes.cnpq.br/6009937976911869
    O camarão marinho Penaeus vannamei apresenta elevada relevância no cenário aquícola mundial, porém variações térmicas podem comprometer a ingestão de alimentos, o metabolismo e o crescimento, especialmente em temperaturas abaixo da faixa ótima de cultivo. Nesse contexto, o uso de aditivos aromatizantes surge como estratégia potencial para estimular o comportamento alimentar em condições de estresse térmico. O presente estudo avaliou a resposta acústica e o consumo alimentar de juvenis de P. vannamei submetidos à temperatura de 24°C e alimentados com ração contendo diferentes níveis do aditivo aromatizante (0; 1; 3 e 5 g kg⁻¹). Os camarões, com peso médio inicial de 3,94±0,93 g, foram acondicionados em sistema de água clara e submetidos a gravação por 30 minutos utilizando monitoramento acústico passivo, com análise do número de “cliques” emitidos ao longo do período experimental. Simultaneamente, foi determinado o consumo alimentar por diferença entre oferta e sobra de ração, corrigido pela lixiviação em tanques controle sem animais. Os resultados demonstraram que o nível de 1 g.kg⁻¹ promoveu maior ingestão de alimento e maior atividade acústica nos primeiros 15 minutos de oferta, intervalo considerado crítico para a atividade alimentar, enquanto o controle e a maior dose testada (5 g kg⁻¹) apresentaram menores resposta nestes parâmetros. Foi observada correlação positiva entre o número de cliques e o consumo de ração, indicando que a atividade sonora é indicativa da ingestão de alimento sob baixa temperatura. Assim, a menor dose do aditivo (1 g.kg⁻¹) mostrou maior eficácia para romper o efeito inibitório da hipotermia sobre o comportamento alimentar, indicando que níveis excessivos podem reduzir a atratibilidade e prejudicar a atividade alimentar. O presente estudo evidencia que a aplicação moderada de aditivos aromáticos representa uma alternativa viável para mitigar os efeitos negativos da baixa temperatura sobre a ingestão alimentar em P. vannamei, possivelmente contribuindo para maior estabilidade produtiva em sistemas sujeitos a baixa temperatura.
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    Efeito da suplementação dietética com probiótico na microbiota intestinal de acará-bandeira (Pterophyllum scalare)
    (2025-12-22) Lira, Maria Eunice Souza da Silva; Silva, Suzianny Maria Bezerra Cabral da; http://lattes.cnpq.br/8569566022920336; http://lattes.cnpq.br/8388841309396064
    A produção de peixes ornamentais de água doce no Brasil tem se expandido gradativamente e, esse crescimento, vem acompanhado de doenças em decorrência do manejo inadequado, problemas nutricionais e falta de mão-de-obra qualificada. Diante desse cenário, o uso de suplementos alimentares nas dietas que promovam saúde e desempenho zootécnico tornam-se uma medida de manejo sanitário estratégica para prevenção de enfermidades. Assim, o presente estudo avaliou o efeito de dietas suplementadas com cepas probióticas do gênero Bacillus sobre a qualidade de água, desempenho zootécnico e contagem presuntiva de Bacillus no intestino de acará-bandeira (Pterophyllum scalare). Para este estudo foram utilizados juvenis de acará-bandeira (peso médio de 0,1 g). Estes animais foram estocados em unidades experimentais de 12 L, em sistema com trocas parciais de água, em um delineamento experimental inteiramente casualizado composto por três tratamentos e um grupo controle, com três repetições cada. Foram testadas três dietas experimentais: TSP (Bacillus sp.), TA (B. amyloliquefaciens), TASP (associação das duas cepas) e um grupo controle (TRL), preparado com solução salina estéril a 0,89%. As cepas probióticas do gênero Bacillus foram cultivadas até a concentração de 10⁸ UFC/mL, adicionadas à ração comercial e armazenadas a 4 °C até a oferta aos animais. Os juvenis foram alimentados três vezes ao dia (8, 12 e 16 horas) a 5% da biomassa por 30 dias. Durante o período experimental, foram monitoradas variáveis de qualidade da água e, ao final do experimento, foram avaliadas variáveis zootécnicas e realizada análise bacteriológica intestinal por meio de contagem presuntiva de Bacillus em meio seletivo MYP. Não foram determinadas diferenças estatísticas para as variáveis de qualidade de água (pH, temperatura, O.D. e nitrito) entre os tratamentos. O tratamento com B. amyloliquefaciens (TA) obteve o maior valor médio de ganho de comprimento quando comparado ao grupo controle, não existindo diferença entre os tratamentos para as demais variáveis de desempenho zootécnico avaliadas. Já o tratamento TASP apresentou maior colonização intestinal por Bacillus spp., sugerindo efeito sinérgico entre as cepas. Conclui-se que a suplementação com probióticos do gênero Bacillus favoreceu o crescimento e modulou positivamente a microbiota intestinal dos peixes, sendo mais eficiente a junção das cepas de B. amyloliquefaciens e Bacillus sp.
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    Vivências em aquicultura ornamental e aquariofilia
    (2026-02-02) Souza, Maria Eduarda Camêlo de; Costa, Gelcirene de Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/5708354454106543; http://lattes.cnpq.br/9730140024580922
    A aquicultura ornamental é um setor que movimenta um comércio mundial bilionário e promissor no Brasil, em vista da riqueza de espécies nativas potenciais para o cultivo e a aquariofilia. Entretanto, observa-se que existe uma necessidade de profissionais para atuar nesta área, seja no gerenciamento da produção, seja na elaboração de projetos e na extensão aquícola. O presente relatório tem por objetivo descrever as vivências na área de aquicultura ornamental e aquariofilia desenvolvidas no Laboratório de Aquicultura e Organismos Aquáticos Ornamentais (LAQUOR), do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Durante o estágio supervisionado foram realizadas as seguintes atividades: acompanhamento do cultivo experimental de tetra-cardinal (Paracheirodon axelrodi), com ênfase em estratégias alimentares; realização de reprodução e larvicultura do peixe betta (Betta splendens); e práticas de aquariofilia por meio de montagem e manutenção de aquários ornamentais de água doce; e participação como monitora na 82ª Exposição de Animais do Recife, atuando no apoio às ações de educação ambiental, aquariofilia e orientação ao público visitante. Essas atividades possibilitaram o conhecimento aplicado em manejo e cultivo de peixes ornamentais, produção de alimento vivo, estágios de crescimento e desempenho zootécnico aliados aos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da graduação, contribuindo para o aprimoramento técnico e profissional na área de aquicultura ornamental, bem como para a compreensão da importância das boas práticas de manejo e da integração entre ensino, pesquisa e extensão universitária.
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    Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório no Laboratório de Etologia de Peixes (LEP) e no Treinamento Proarquipélago
    (2026-02-12) Brito, Marcos André Barros de; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; Rêgo, Mariana Gomes do; http://lattes.cnpq.br/3638717883383349; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830; http://lattes.cnpq.br/9179546492458896
    O presente relatório descreve as atividades desenvolvidas no Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO), realizado entre 06 de junho e 25 de outubro de 2025, no Laboratório de Etologia de Peixes (LEP) e no Núcleo de Educação Ambiental Prof. Fábio Hazin (NEA), ambos vinculados ao Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O estágio teve como objetivo principal a participação em ações de educação ambiental voltadas à sensibilização sobre a importância dos manguezais e dos tubarões para os ecossistemas costeiros e marinho. As atividades da educação ambiental foram realizadas em várias localidades da cidade do Recife-PE, incluindo a UFRPE, espaço físico onde o NEA está situado, escolas da rede pública dos municípios de Recife e Jaboatão dos Guararapes, eventos ambientais e científicos, bem como ações na ilha de Fernando de Noronha durante a Semana do Meio Ambiente. Foram utilizadas peças do acervo do laboratório, como materiais biológicos, estruturas anatômicas e itens educativos sobre a biologia e a conservação dos tubarões. As ações abrangeram palestras, exposições interativas e atividades práticas voltadas para estudantes, professores, turistas e comunidade local. Já as atividades de educação ambiental desenvolvidas em Jaboatão dos Guararapes, foram desenvolvidas em parceria com o Instituto Orizon, contemplando quatro escolas municipais. Foi desenvolvido um “Manual do Mangue nas Escolas”, neste material foram apresentadas sugestões de atividades teóricas e práticas integradas às disciplinas da grade curricular. Também foram realizadas atividades práticas no Espaço Vida Marinha (EVMar). Ainda foram realizadas as atividades do projeto estadual Plantar Juntos, que teve como meta o plantio de 10.000 mudas de mangue até o final do ano de 2025. O estágio incluiu também a participação no treinamento do Proarquipélago que garante ao pesquisador participante em caso de aprovação no curso, a autorização concedida pela Marinha do Brasil, para a realização de expedições para o Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). O conjunto das atividades permitiu ao estagiário ampliar seus conhecimentos sobre ecossistemas costeiros, educação ambiental e logística de pesquisa em ambientes remotos, contribuindo significativamente para sua formação como futuro profissional da Engenharia de Pesca.
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    Aproveitamento dos resíduos da mariscagem como alternativa ao uso de carbonatos na aquicultura
    (2026-02-10) Oliveira Neto, Salomão Ribeiro de; Dantas, Danielli Matias de Macêdo; http://lattes.cnpq.br/3422902414863662; http://lattes.cnpq.br/0785509901273321
    O presente estudo avalia a utilização do pó de concha do marisco Anomalocardia flexuosa como alternativa ecológica e econômica aos produtos convencionais utilizados na aquicultura para correção de pH, alcalinidade e dureza da água. A mariscagem é uma prática tradicional em municípios como Igarassu - PE, desempenhada principalmente por mulheres, e gera como resíduo uma grande quantidade de conchas descartadas de forma inadequada, acarretando problemas ambientais. Por tanto, a fim de reutilizar este descarte, considerando o alto teor de carbonato de cálcio presente nas conchas (cerca de 44,48 de Ca e Mg), investigou-se o potencial do pó de concha como corretivo ambiental. A princípio, o estudo visou identificar a granulometria ideal do pó de concha para uso em sistemas aquícolas. Foram avaliadas diferentes tamanho de partículas (300, 425 e 850 µm) em unidades experimentais com água em aeração constante, medindo-se parâmetros de pH, alcalinidade e dureza em intervalos de 24, 48 e 72 horas. Os resultados indicaram que a granulometria mais fina (300 µm) proporcionou maiores elevações nos níveis de alcalinidade e dureza, com pouca variação no pH, demonstrando maior eficiência. Apesar disso, granulometrias menores exigem maior esforço e custo de processamento. O pó de concha é um eficiente alcalinizante e regulador de dureza, sem causar alterações drásticas no pH (<1,0), a concentração ideal de aplicação foi de 325 g/m³. Além disso, quando comparado com bicarbonato de sódio, o pó de concha é mais eficiente para elevar a dureza, e eleva mais a alcalinidade do que a cal sem alterar o pH da água. A validação tecnológica do pó de concha em água de piscicultura e aquaponia, confirma o potencial do uso de pó de concha para elevar a alcalinidade e dureza do sistema.
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    Análise do crescimento e determinação da idade em Diaphus brachycephalus e Diaphus perspicillatus (Myctophidae): comparação do ciclo de vida
    (2026-02-11) Morais, Maria Fernanda da Silva; Frédou, Thierry; Lima, Rayssa Rayanna Salvador de Siqueira; http://lattes.cnpq.br/2857272395428156; http://lattes.cnpq.br/8119220407894290; http://lattes.cnpq.br/7105911018918023
    Os peixes mesopelágicos desempenham papel importante na dinâmica dos ecossistemas marinhos, participando da migração vertical diária, do fluxo de carbono e da transferência de energia entre diferentes níveis tróficos. Apesar dessa relevância ecológica, o conhecimento sobre a história de vida dessas espécies ainda é limitado, especialmente na região da plataforma amazônica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo estimar e comparar a idade e o crescimento das espécies Diaphus brachycephalus e Diaphus perspicillatus (Myctophidae) na plataforma amazônica. Foram analisados 845 indivíduos, sendo 754 de D. brachycephalus (13-55 mm de comprimento padrão) coletados em oito estações e 91 de D. perspicillatus (19-73 mm) provenientes de cinco estações de amostragem. Os otólitos sagitta foram extraídos, fotografados, incorporados em resina epóxi, seccionados e lixados para a leitura dos incrementos diários. A contagem foi realizada do núcleo à borda dos otólitos. Os incrementos diários variaram de 80 a 278 em D. brachycephalus e de 64 a 294 em D. perspicillatus. O crescimento foi descrito pelo modelo de von Bertalanffy, resultando nas equações: SL = 56,12 [1 – exp{-0,0078 (t – 18,98)}] para D. brachycephalus e SL = 91,70 [1 – exp{-0,0035 (t – (-10,87))}] para D. perspicillatus. As datas de eclosão retrocalculadas para ambas as espécies variaram de janeiro a setembro. Os resultados indicam crescimento relativamente rápido e ciclo de vida curto para ambas as espécies, padrão frequentemente observado em peixes mesopelágicos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre os parâmetros de crescimento de Myctophidae na região da plataforma amazônica. Dessa forma, o estudo contribui para ampliar o conhecimento sobre os padrões de idade e crescimento de peixes mesopelágicos da família Myctophidae da região Norte do Brasil.
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    Atividades profissionais desenvolvidas na Carapitanga Indústria de Pescados do Brasil Ltda
    (2026-02-11) Arcanjo, José Domingos Carneiro de; Santos, Juliana Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/6621907859216486; http://lattes.cnpq.br/1872940166630481
    O presente relatório tem como objetivo descrever as atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado Obrigatório do curso de Engenharia de Pesca, realizado na empresa Carapitanga Indústria de Pescados do Brasil LTDA., no período de 01/10/2025 à 22/12/2025, como requisito para integralização curricular. O estágio proporcionou vivência prática nos setores operacionais e de controle da indústria de beneficiamento com ênfase nas etapas de recepção da matéria-prima, beneficiamento, acondicionamento, armazenamento resfriado de 0 a 4°C e expedição de produtos, incluindo camarões e peixes. As atividades consistiram em Avaliação organoléptica, Acompanhamento de toda rotina do cotrole de qualidade, preenchimento de planilhas e formulários dos programas de autocrontrole e foram acompanhadas pelo setor responsável pelo monitoramento dos parâmetros higiênico-sanitários e pelo cumprimento das normas estabelecidas pelos programas de autocontrole, como o APPCC, e pelas exigências do Serviço de Inspeção Federal. A experiência permitiu a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo da graduação, além da compreensão da atuação do engenheiro de pesca no contexto industrial, especialmente no que se refere à gestão da qualidade, segurança do alimento e eficiência dos processos produtivos. O estágio contribuiu de forma significativa para a formação técnica e profissional, preparando o discente para os desafios do setor pesqueiro industrial.
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    Projeto Megamar: a educação ambiental como ferramenta transformadora da realidade ambiental
    (2026-02-04) Cabral, Iara de Siqueira Campos; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830; http://lattes.cnpq.br/2060843762137777
    Este trabalho aborda o Projeto Megamar, uma iniciativa interdisciplinar focada na preservação de ecossistemas marinhos e na mitigação de impactos ambientais nas zonas costeiras. Idealizado pelo professor Fábio Házin (In memorian), sendo conduzido e coordenado por pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o projeto conta com a colaboração do Complexo Industrial Portuário de Suape, da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (FADURPE) e de parceiros estratégicos. As principais atividades envolvem o manejo da biodiversidade, a restauração de habitats degradados e a implementação de práticas sustentáveis de manejo ambiental a partir dos resultados obtidos e coletados. Além disso, o projeto enfatiza a educação ambiental como ferramenta de sensibilização das comunidades locais e a formulação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade dos recursos marinhos. Por meio de parcerias interinstitucionais, o Megamar visa gerar conhecimento científico aplicado, fomentar o desenvolvimento sustentável e reforçar a proteção da biodiversidade em regiões de grande importância econômica e ambiental, como o entorno do Complexo Portuário de Suape. O envolvimento de diversas áreas do conhecimento, como biologia, oceanografia e gestão ambiental, torna o projeto um exemplo de cooperação para o desenvolvimento de soluções integradas para os desafios ambientais contemporâneos.
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    Diversidade, distribuição e abundância da ictiofauna dermersal da Região Norte e Nordeste do Brasil
    (2026-02-11) Borba, Larysa Evellyn Bispo; Frédou, Thierry; http://lattes.cnpq.br/8119220407894290; http://lattes.cnpq.br/7787204812082853
    O crescimento contínuo do consumo de recursos pesqueiros tem ampliado a pressão sobre os ecossistemas marinhos, tornando essencial a realização de estudos que forneçam subsídios para o manejo sustentável e a conservação da biodiversidade. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar e comparar a diversidade, a distribuição e a abundância da ictiofauna demersal das regiões Norte e Nordeste do Brasil, visando ampliar o conhecimento ecológico desses ambientes. Foram utilizados dados provenientes de três cruzeiros oceanográficos de larga escala, sendo um na região Norte (AMAZOMIX) e dois na região Nordeste (ABRACOS 1 e 2), com amostragens realizadas por meio de redes de arrasto de meia-água em diferentes profundidades, associadas à coleta de variáveis ambientais, como temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido e fluorescência. A estrutura das assembleias foi avaliada por meio da frequência de ocorrência, captura por unidade de esforço e índices ecológicos de diversidade, incluindo riqueza de Margalef, equitabilidade de Pielou e índices de Hill, além da aplicação de análises multivariadas para identificar padrões espaciais e relações com o habitat. Na região Nordeste foram registradas 129 espécies de peixes demersais, com predominância de espécies raras e maior diversidade associada a ambientes com substratos recifais e mistos. Na região Norte foram identificadas 86 espécies, também com elevada proporção de espécies raras, porém com menor riqueza quando comparada à região Nordeste. Em ambas as regiões se observou alta variabilidade espacial da diversidade, sem padrões consistentes de correlação com profundidade e latitude, mas com influência significativa do tipo de substrato. Os resultados evidenciam a relevância ecológica das zonas costeiras e oceânicas das regiões Norte e Nordeste do Brasil como áreas de elevada biodiversidade, ressaltando a necessidade de estratégias de conservação e manejo sustentável para a manutenção dos ecossistemas marinhos e dos recursos pesqueiros.
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    Estágio Supervisionado Obrigatório no arquipélago de SÃO PEDRO e São Paulo(ASPSP) pelo Laboratório de Etologia Pesqueira (LEP)
    (2025) Silva, Felipe José da; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830
    O arquipélago de São Pedro e São Paulo, é o único arquipélago oceânico no planeta formado pelo manto terrestre, tornando-o um laboratório permanentemente fundeado no Oceano Atlântico. Funciona como um verdadeiro oásis, atraindo vários animais marinhos, caracterizando um local ímpar para a biodiversidade e produtividade pesqueira, portanto o monitoramento pesqueiro e a pesquisa científica, são de suma importância para compreender a dinâmica das espécies locais e migratórias. A possibilidade de realizar um estágio supervisionado obrigatório, possibilita a experiência de um profissional Bacharel em Engenharia de Pesca por executar atividades como a coleta de materiais biológicos para análise de genotoxicidade, amostras de gônadas e estômagos de organismos marinhos, coleta de dados biométricos essenciais para o entendimento das populações de espécies, além da utilização de métodos não letais como o Baited Remote Underwater Video Systems (BRUVS). Também são coletados dados de parâmetros abióticos, como temperatura da água, salinidade e profundidade, para compreender melhor as condições ambientais locais. Com isso, a oportunidade de trabalhar embarcado em atividades pesqueiras permite que o estagiário tenha um contato direto com a rotina da pesca e com a coleta de dados em campo, possibilitando um aprendizado prático e aprofundado sobre a dinâmica das atividades pesqueiras sustentáveis e a importância do monitoramento constante para a preservação dos recursos marinhos. Portanto, o estágio supervisionado no arquipélago de São Pedro e São Paulo representa uma experiência única e enriquecedora, combinando o aprendizado teórico com a prática de campo em uma das regiões mais interessantes e vitais para a pesquisa marinha no planeta.