01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Regeneração natural em área de recuperação com Corymbia citriodora (Hook.) K. D. Hill & L. A. S. Johnson na Mata Sul de Pernambuco(2026-02-04) Silva Junior, Edson Raimundo da; Feliciano, Ana Lícia Patriota; Silva, Jailson Medeiros; http://lattes.cnpq.br/2950862702633876; http://lattes.cnpq.br/9184673853412326; http://lattes.cnpq.br/1116344092673405A restauração passiva de áreas que passaram por processos de degradação, provocados pela pressão antrópica, é uma alternativa na mitigação do desmatamento no bioma Mata Atlântica. Ainda assim, a maior parte dos estudos voltados para a restauração passiva em áreas degradadas é realizada em pastagens abandonadas ou paisagens agrícolas, não havendo a mesma atenção para o acompanhamento da regeneração natural em povoamentos florestais. Diante disso, o objetivo geral da pesquisa foi avaliar a restauração florestal passiva por meio da regeneração natural em um povoamento de Corymbia citriodora (Hook.) K. D. Hill & L. A. S. Johnson inserido em área de vegetação ciliar da Mata Atlântica. Foi delimitada uma área de estudo sob processo de restauração passiva a partir de povoamento de eucalipto e uma área de floresta nativa, que foi utilizada como ecossistema de referência, ambas localizadas no município de Sirinhaém/PE. Em cada uma dessas áreas foram instaladas 15 parcelas, tamanho de 10 x 10 m, totalizando 100 m² por parcela, sendo realizadas as coletas dos dados por meio do levantamento florístico e fitossociológico em um nível de inclusão com Circunferência à Altura da Base (CAB 0,30 m) < 15,0 cm e Altura ≥ 1,0 m. Após as coletas, foram analisadas para cada uma das áreas as seguintes variáveis: altura média; CAB médio; origem, grupo ecológico, síndromes de dispersão; síndromes de polinização; diversidade e riqueza florística; similaridade florística; parâmetros fitossociológicos nas estruturas horizontal e vertical; regeneração natural total; valor de importância; e a distribuição espacial das espécies. Os resultados obtidos demonstraram que, quando comparada ao ecossistema de referência, o estrato regenerante da área de restauração passiva apresentou indivíduos com uma maior altura média e CAB médio, uma diversidade e riqueza de espécies inferiores, com maior proporção de espécies nativas e secundárias iniciais, e com a maior parte das espécies analisadas apresentando uma distribuição espacial agregada. A principal forma de dispersão das espécies identificadas na área de restauração passiva foi Zoocórica e a polinização foi Melitófila. Na fitossociologia do estrato regenerante do povoamento de eucalipto, as duas espécies com maior valor de importância e maior porcentagem de regeneração natural total foram a Miconia prasina e a Piper aduncum, ambas nativas e pioneiras. E não houve similaridade florística entre as áreas de estudo. Por fim, a partir da regeneração natural, conclui-se que a restauração passiva de fato está ocorrendo no povoamento de Corymbia citriodora, sendo necessário mais tempo para que a comunidade atinja o clímax, processo que pode ser acelerado a partir do manejo adaptativo da área.Item Sensoriamento remoto utilizado em restauração florestal: uma revisão de literatura(2025-03-21) Soares, Joseph da Silva; Lima Neto, Everaldo Marques de; Melo, Lorena de Moura; http://lattes.cnpq.br/1486808425687522; http://lattes.cnpq.br/6791561445213969; http://lattes.cnpq.br/6734386135151391A restauração florestal tornou-se uma estratégia fundamental para mitigar os impactos ambientais, promover a recuperação da biodiversidade e restaurar serviços os ecossistêmicos. No entanto, o monitoramento contínuo dessas áreas ainda enfrenta desafios tecnológicos, operacionais e econômicos, dificultando a avaliação da eficácia das iniciativas de restauração. Nesse contexto, o sensoriamento remoto surge como uma ferramenta inovadora e promissora para o monitoramento da restauração florestal, permitindo análises em larga escala com menor dependência de pesquisas de campo. Este estudo tem como objetivo analisar o uso do sensoriamento remoto no monitoramento contínuo da restauração florestal por meio de revisão bibliográfica, identificando as potencialidades, desafios no acompanhamento das áreas e na avaliação da eficácia das iniciativas de restauração. A metodologia consiste em uma revisão de literatura sobre o uso do sensoriamento remoto na restauração florestal, focando em estudos de 2000 a 2025. Foram selecionados artigos que correlacionaram sensoriamento remoto ao monitoramento de restauração, abordando eficácia, dificuldades técnicas e aplicações práticas. Os resultados indicaram que os avanços tecnológicos na área do sensoriamento remoto melhoraram a precisão do monitoramento, aprimorando a detecção de mudanças na vegetação e facilitando a avaliação do sucesso da restauração. No entanto, desafios como variações metodológicas, dificuldades de diferenciação de espécies, limitações de resolução espacial e interferência atmosférica ainda afetam a eficiência da geotecnologia. Além disso, a falta de métodos padronizados de análise de dados dificulta a comparação de resultados entre diferentes iniciativas. A integração de múltiplas fontes de dados, com algoritmos de aprendizado de máquina, tem se mostrado uma alternativa viável para superar essas limitações, otimizando a precisão das análises e tornando o monitoramento mais acessível e eficiente. Conclui-se que o sensoriamento remoto é uma ferramenta indispensável para o monitoramento contínuo da restauração florestal, contribuindo para o manejo sustentável dos ecossistemas e o desenvolvimento de ações mais efetivas.Item Análise da regeneração natural em áreas de restauração florestal na Zona da Mata Sul de Pernambuco(2023-09-14) Calixto, Shermesson Henrique Mota; Feliciano, Ana Lícia Patriota; Silva, Marília Isabelle Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/1029149032423660; http://lattes.cnpq.br/9184673853412326; http://lattes.cnpq.br/3349917891877024Na avaliação do processo de restauração, a regeneração natural é um indicador relevante para avaliar o funcionamento dos ecossistemas em recuperação. Isso ocorre porque ela representa os processos de estabelecimento das espécies e a sustentabilidade da comunidade arbórea, que é responsável pelo desencadeamento dos processos ecológicos. Este estudo teve como objetivo analisar a regeneração natural em duas áreas ciliares localizadas na Zona da Mata Sul de Pernambuco, com o intuito de inferir sobre o processo de restauração florestal dos ambientes. O trabalho foi realizado em duas áreas em processo de restauração (Palma III e Palma IV), localizadas em Sirinhaém/PE. Foram instaladas 20 parcelas (5 x 5 m) em cada área de estudo e realizado o levantamento florístico e fitossociológico para verificar composição e estrutura. Foram considerados regenerantes todos os indivíduos com altura igual ou maior que 1 m e com menos de 15 cm de circunferência à altura do peito (CAP1,30 m). Depois de identificadas as espécies, foram determinadas a origem, endemismo, grupos ecológicos, síndromes de dispersão e polinização das mesmas. Os principais resultados da análise florística mostraram que a maioria das espécies na área Palma III (PIII) são de sucessão secundária inicial, enquanto na área Palma IV (PIV) as pioneiras ocupam esse espaço. Em ambas as áreas, a maioria das espécies possui síndrome de dispersão zoocórica e síndrome de polinização por melitofilia, são nativas do bioma Mata Atlântica e não endêmicas. Na área PIII, observou-se uma dominância da espécie Guarea guidonia, representando 70,80% da densidade total do estudo e ocupando 85% das parcelas com um total de 80 indivíduos, fatores esses que resultaram em baixos índices de diversidade e equabilidade na área. A Guarea guidonia também foi a espécie dominante na área PIV, porém com uma proporção mais equilibrada de indivíduos, estando eles em 21, o que correspondeu a uma densidade total de 31,34%, estando presente em 50% das parcelas. PIV também apresentou um percentual de espécies com distribuição espacial uniforme (61%) maior que PIII (50%). Com base nos resultados, pode-se afirmar que a área PIV mostrou-se mais equilibrada em seus parâmetros fitossociológicos do que a área PIII, a qual necessita de um controle e monitoramento contínuo para favorecer o processo de restauração.
