01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)

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    Regeneração natural em área de recuperação com Corymbia citriodora (Hook.) K. D. Hill & L. A. S. Johnson na Mata Sul de Pernambuco
    (2026-02-04) Silva Junior, Edson Raimundo da; Feliciano, Ana Lícia Patriota; Silva, Jailson Medeiros; http://lattes.cnpq.br/2950862702633876; http://lattes.cnpq.br/9184673853412326; http://lattes.cnpq.br/1116344092673405
    A restauração passiva de áreas que passaram por processos de degradação, provocados pela pressão antrópica, é uma alternativa na mitigação do desmatamento no bioma Mata Atlântica. Ainda assim, a maior parte dos estudos voltados para a restauração passiva em áreas degradadas é realizada em pastagens abandonadas ou paisagens agrícolas, não havendo a mesma atenção para o acompanhamento da regeneração natural em povoamentos florestais. Diante disso, o objetivo geral da pesquisa foi avaliar a restauração florestal passiva por meio da regeneração natural em um povoamento de Corymbia citriodora (Hook.) K. D. Hill & L. A. S. Johnson inserido em área de vegetação ciliar da Mata Atlântica. Foi delimitada uma área de estudo sob processo de restauração passiva a partir de povoamento de eucalipto e uma área de floresta nativa, que foi utilizada como ecossistema de referência, ambas localizadas no município de Sirinhaém/PE. Em cada uma dessas áreas foram instaladas 15 parcelas, tamanho de 10 x 10 m, totalizando 100 m² por parcela, sendo realizadas as coletas dos dados por meio do levantamento florístico e fitossociológico em um nível de inclusão com Circunferência à Altura da Base (CAB 0,30 m) < 15,0 cm e Altura ≥ 1,0 m. Após as coletas, foram analisadas para cada uma das áreas as seguintes variáveis: altura média; CAB médio; origem, grupo ecológico, síndromes de dispersão; síndromes de polinização; diversidade e riqueza florística; similaridade florística; parâmetros fitossociológicos nas estruturas horizontal e vertical; regeneração natural total; valor de importância; e a distribuição espacial das espécies. Os resultados obtidos demonstraram que, quando comparada ao ecossistema de referência, o estrato regenerante da área de restauração passiva apresentou indivíduos com uma maior altura média e CAB médio, uma diversidade e riqueza de espécies inferiores, com maior proporção de espécies nativas e secundárias iniciais, e com a maior parte das espécies analisadas apresentando uma distribuição espacial agregada. A principal forma de dispersão das espécies identificadas na área de restauração passiva foi Zoocórica e a polinização foi Melitófila. Na fitossociologia do estrato regenerante do povoamento de eucalipto, as duas espécies com maior valor de importância e maior porcentagem de regeneração natural total foram a Miconia prasina e a Piper aduncum, ambas nativas e pioneiras. E não houve similaridade florística entre as áreas de estudo. Por fim, a partir da regeneração natural, conclui-se que a restauração passiva de fato está ocorrendo no povoamento de Corymbia citriodora, sendo necessário mais tempo para que a comunidade atinja o clímax, processo que pode ser acelerado a partir do manejo adaptativo da área.
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    Composição da dipterofauna forense utilizando carcaça de tucano-toco (Ramphastos toco statius Muller, 1776) em fragmento de Mata Atlântica, Campus/ UFRPE, Recife/PE
    (2022-10-20) Silva, Nayara Eliza Feliciano; Santos Arlene Bezerra Rodrigues dos; Oliveira, Marco Aurélio Paes de; http://lattes.cnpq.br/9909174806823080; http://lattes.cnpq.br/3921810982238132; http://lattes.cnpq.br/9874312742680663
    A entomologia forense utiliza o estudo dos insetos e de outros tipos de artrópodes para emprego na área jurídica, sobretudo em procedimentos envolvendo suicídios, morte eventual e crimes. Logo após a morte, o corpo passa por fenômenos transformadores chamados de estágios de decomposição, os quais são diretamente influenciados por fatores abióticos e bióticos. Os insetos por sua vez, possuem uma percepção olfativa para estes odores putrefatos de alta aptidão, visto que são motivados pelos compostos liberados no processo de deterioração, sendo os primeiros a chegarem às carcaças e cadáveres, em especial, os Dípteros. O presente trabalho objetivou analisar a composição da dipterofauna forense utilizando uma carcaça em início de esqueletização de Tucano-Toco (Ramphastos toco Statius Muller, 1776) em fragmento de Mata Atlântica, Campus UFRPE, no bairro de Dois Irmãos, Recife/ Pernambuco. O experimento foi desenvolvido em duas principais etapas: a coleta dos espécimes em campo e a identificação no Laboratório de Entomologia Forense/LEF/Área de Zoologia/ Departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ao longo do mês de setembro do corrente ano. Durante as análises, totalizou-se 728 exemplares, englobando 11 famílias, 9 gêneros e 20 espécies. As famílias catalogadas foram Sarcophagidae, Calliphoridae, Muscidae, Fanniidae, Phoridae, Piophilidae, Anthomyiidae, Syrphidae, Ulidiidae, Dolichopodidae e Tachinidae onde Fannia pusio e Ophyra sp. apresentaram-se como a espécie e o gênero predominantes no estudo, indicando índices faunísticos elevados. Precipitações eventuais no período de coleta e a carcaça em estágio de esqueletização são fatores que podem ter influenciado diretamente no quantitativo de indivíduos capturados.
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    Comparação do deslocamento diário do sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) entre a caatinga e a Mata Atlântica
    (2026-02-09) Fernandes Júnior, Carlos Roberto Monteiro Machado; Schiel, Nicola; Barboza, Rafael Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/7409892572999631; http://lattes.cnpq.br/5314455811830714; http://lattes.cnpq.br/8585378972289405
    Compreender como o ambiente molda o comportamento espacial é essencial para interpretar a adaptação de primatas a contextos ecológicos distintos. Este estudo compara a distância diária percorrida por saguis-de-tufo-branco, Callithrix jacchus, na Caatinga e na Mata Atlântica, avaliando a influência das condições ambientais sobre o uso do espaço. A pesquisa foi realizada entre novembro de 2022 e julho de 2023, com o monitoramento de 22 indivíduos adultos distribuídos em sete grupos sociais (quatro na Caatinga e três na Mata Atlântica), totalizando 77 dias válidos de acompanhamento (47 na Caatinga e 30 na Mata Atlântica). O deslocamento foi registrado por meio de seguimento direto dos grupos durante o período de atividade diária, com marcação das coordenadas geográficas a cada cinco minutos utilizando aparelho de GPS. O comprimento do trajeto diário foi calculado pela soma das distâncias lineares entre pontos consecutivos. A comparação entre os biomas foi realizada por meio de teste t para amostras independentes, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados indicaram diferença estatisticamente significativa entre os ambientes (t = –3,51; p = 0,0007), com maiores distâncias médias na Caatinga (549,7 ± 256,8 m/dia; mínimo = 117,3 m; máximo = 1.122,3 m) em comparação à Mata Atlântica (371,9 ± 186,3 m/dia; mínimo = 124,6 m; máximo = 821,1 m). Além da média superior, a Caatinga apresentou maior variabilidade nos deslocamentos, sugerindo maior amplitude na exploração espacial em um ambiente caracterizado por forte sazonalidade e menor densidade vegetal. Na Mata Atlântica, os deslocamentos mais curtos e consistentes indicam uso do espaço potencialmente mais regular e energeticamente eficiente, associado à maior disponibilidade hídrica e à complexidade estrutural da vegetação. Os resultados evidenciam a plasticidade comportamental de Callithrix jacchus e reforçam que o bioma influencia significativamente suas estratégias de mobilidade e forrageamento, contribuindo para a compreensão de sua ecologia espacial e para o planejamento de estratégias de conservação ajustadas às particularidades ambientais de cada bioma.
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    Flora da Estação Ecológica de Tapacurá, São Lourenço da Mata, Pernambuco - Brasil: Myrtaceae Juss.
    (2022-10-07) Silva, Kerolayne Emilly da; Buril, Maria Teresa; Costa, Swami Leitão; http://lattes.cnpq.br/8008491041167674; http://lattes.cnpq.br/5077385212493886; http://lattes.cnpq.br/8619917360310176
    Apesar de estar presente em diferentes biomas, é na Mata Atlântica que a família Myrtaceae Juss. destaca-se com grande riqueza de espécies. A família é uma das mais diversas entre as angiospermas, apresentando distribuição pantropical com aproximadamente 6.000 espécies distribuídas em 140 gêneros. No Brasil, é representada por 1195 espécies, das quais 788 táxons são endêmicos do país. Possui tanto importância ecológica quanto econômica, abrangendo o ramo industrial para produção de móveis, perfumes e de fármacos. De forma geral, as espécies brasileiras são utilizadas para fornecer lenha para produção de peças e objetos de pequeno porte, sendo as espécies frutíferas de maior potencial econômico. Existe uma subestimação do real número de espécies de Myrtaceae para a região Nordeste sendo este resultado da escassez de estudos taxonômicos para esta região. Diante disso, esse estudo teve como objetivo realizar o levantamento florístico da família Myrtaceae na Estação Ecológica de Tapacurá, São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil, com o intuito de gerar subsídios para auxiliar na identificação das espécies existentes nesta área. Por meio de coletas e consultas a herbários e de plataformas online foram registradas 17 espécies, das quais Eugenia apresentou-se como gênero mais representativo com sete espécies (E. astringens, E. candolleana, E. duarteana, E. gaudichaudiana, E. hirta, E. luschnathiana e E. umbrosa) seguido por Myrcia (M.guianensis, M. splendens, M. tomentosa) e Campomanesia (C. aromatica, C. dichotoma e C. eugenioides) com três espécies cada, Myrciaria (M. ferruginea e M. glazioviana) e Psidium (P. guineense e P. oligospermum) duas espécies cada. A espécie Eugenia duarteana foi reportada aqui pela primeira vez no domínio da Mata Atlântica e no estado de Pernambuco.
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    Flora da Estação Ecológica de Tapacurá, São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil: Rubiaceae Juss
    (2025-03-10) Rodrigues, André Celso Bezerra; Souza, Sarah Maria Athiê de; http://lattes.cnpq.br/6263631714467637; http://lattes.cnpq.br/9882749470535757
    A Estação Ecológica de Tapacurá (EET), localizada em São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil, é uma área destinada a pesquisas em Botânica, Zoologia e Ecologia. A reserva compreende três fragmentos de Floresta Atlântica: Mata do Toró, Mata do Alto da Buchada e Mata do Camocim. Este estudo teve como objetivo inventariar as espécies da família Rubiaceae presentes na área, contribuindo para o conhecimento florístico regional. Foram realizadas coletas durante os períodos seco e chuvoso, com registros fotográficos, bem como foram visitadas as coleções dos acervos pernambucanos, descrições morfológicas, elaboração de uma chave de identificação, além da indicação da distribuição geográfica e comentários sobre os táxons. O material coletado foi processado e tombado no Herbário Professor Vasconcelos Sobrinho (PEUFR). No total, foram registradas 18 espécies distribuídas em 15 gêneros, sendo oito pertencentes à subfamília Ixoroideae, sete à Rubioideae e duas à Cinchonoideae. As espécies identificadas estão distribuídas em nove tribos, com destaque para Gardenieae, a mais representativa, com três espécies. A maioria dos gêneros apresentou uma única espécie, exceto Alseis Schott, Palicourea Aubl. e Posoqueria Aubl., que possuem duas espécies cada. Dentre as espécies registradas, destaca-se Alseis pickelii Pilg. & Schmale, endêmica do Nordeste. Geophila repens foi registrada pela primeira vez na área de estudo, sendo inédita para a localidade. A maior parte das espécies (55,6%) foi categorizada como ocasional e quase 30% delas foram enquadradas na categoria de raridade. Os caracteres morfológicos que foram considerados úteis para a diferenciação das espécies na área de estudo foram o hábito, formato das estípulas, tipos e cor de inflorescências, tipo e cor dos frutos. Os dados obtidos poderão subsidiar futuras pesquisas sobre a diversidade de Rubiaceae, bem como auxiliar na preservação e conservação da biodiversidade da EET.
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    Diversidade e dinâmica da sucessão ecológica de dípteros e coleópteros associados a carcaça de porco doméstico (Sus scrofa Linnaeus, 1758) em fragmento de Mata Atlântica, Recife - PE
    (2025-08-07) Ferreira, Melissa de Almeida; Santos, Arlene Bezerra Rodrigues dos; http://lattes.cnpq.br/3921810982238132; http://lattes.cnpq.br/8443464249709549
    Este trabalho teve como objetivo investigar a diversidade e a dinâmica da sucessão ecológica dos dípteros e coleópteros associados a uma carcaça de porco doméstico (Sus scrofa Linnaeus, 1758) em um fragmento urbano de Mata Atlântica localizado no Campus Sede da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no bairro de Dois Irmãos, Recife - PE. O experimento foi conduzido entre os dias 5 e 19 de maio de 2025, cobrindo todas as fases da putrefação cadavérica: cromática, gasosa, coliquativa e de esqueletização. Foram coletados e identificados 460 dípteros adultos, 271 coleópteros e 282 larvas de dípteros, totalizando 54 espécies distribuídas em 15 famílias. A análise ecológica revelou padrões claros de sucessão, com variações na diversidade e na composição das espécies entre as fases de putrefação. As famílias Calliphoridae e Sarcophagidae foram predominantes nas fases iniciais, enquanto Muscidae e Histeridae apresentaram maior abundância nas fases intermediárias e finais. O índice de diversidade de Shannon-Wiener (H’) indicou maior diversidade de dípteros na fase cromática e de coleópteros na fase gasosa. Enquanto, as larvas de dípteros foram mais diversas durante a fase coliquativa. A análise de similaridade revelou alta substituição faunística (turnover) entre os estágios, refletindo alterações nas condições microambientais e na disponibilidade de recursos. O estudo contribui para o aprimoramento de bancos de dados entomológicos aplicáveis à entomologia forense no Nordeste brasileiro, especialmente em ambientes de Mata Atlântica urbana, fornecendo subsídios importantes para estimativas do intervalo pós-morte (IPM) e para a aplicação pericial em contextos legais.
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    Diversidade taxonômica de formigas (Hymenoptera: Formicidae) em sistema agroflorestal situado em um fragmento de Mata Atlântica pernambucana
    (2025-03-19) Farias, José Guilherme Crespo de; Dantas, Priscylla Costa; Dueñas Cáceres, Juan Sebastián; http://lattes.cnpq.br/4170454372593251; http://lattes.cnpq.br/6273432811214707; http://lattes.cnpq.br/9769406284131482
    Estudos sobre formigas (Hymenoptera: Formicidae) em sistemas agroflorestais (SAFs) são escassos na literatura nacional, principalmente na Mata Atlântica do Estado de Pernambuco. Este trabalho buscou analisar a comunidade de formigas associada a uma área do Sistema Agroflorestal (SAF) no Campus Sede da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no município de Recife. A área consiste em um plantio multiestratificado de espécies florestais e agrícolas. Para o estudo das comunidade de formigas associadas a este espaço, foram instaladas 18 armadilhas “pitfall ” nas linhas de cultivo. As armadilhas permaneceram por dois dias e o procedimento foi repetido três vezes entre os meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024, até obter uma boa representação da riqueza de formigas do SAF. Os espécimes coletados foram identificados taxonômica e funcionalmente, com auxílio de chaves de identificação e apoio de especialistas. Após a identificação taxonômica foram designados grupos funcionais a cada táxon. Adicionalmente, foram estimados valores de constância de dominância. Foram identificados 12 gêneros, os quais foram incluídos no catálogo base de gêneros de formigas do SAF. As informações ecológicas obtidas oferecem uma ideia inicial das dinâmicas desses organismos dentro desta área de SAF, no bioma Mata Atlântica do Estado. Os grupos funcionais de maior riqueza foram: onívoros epigéicos (4 gêneros), predadores epigéicos (2 gêneros) e oportunistas (2 gêneros), sendo Wasmannia Forel, 1893 o gênero mais constante e o táxon dominante. O presente estudo torna-se o primeiro trabalho de referência de comunidade de formigas do SAF da UFRPE, destacando-se como fonte de conhecimento novo para um sistema de produção de base agroecológica no bioma Mata Atlântica, para o qual se tem poucas referências de estudos entomológicos que permitam entender com maior claridade os serviços ambientais oferecidos pelos sistemas agroflorestais em áreas em recuperação. Espera-se que como este, novos trabalhos sejam realizados para a obtenção de dados comparáveis com SAFs localizados em outras regiões com o mesmo bioma, e futuramente para oferecer comparações com as dinâmicas apresentadas em sistemas estabelecidos em outras regiões do Brasil.
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    Paisagem sonora em fragmentos florestais da Mata Atlântica de Pernambuco e a sua relação com o uso e cobertura do solo
    (2024-10-04) Campelo, Paulo Eduardo da Silva; Santos, Ednilza Maranhão dos; http://lattes.cnpq.br/5812920432455297; http://lattes.cnpq.br/8076489218715545
    A maior parte da Mata Atlântica remanescente enfrenta uma crescente pressão resultante de ações antrópicas, incluindo a degradação de áreas protegidas e fragmentação de habitats, o monitoramento dos impactos humanos atrelado a novas tecnologias, como o uso de gravadores autônomos, surge como um método de baixo custo e não invasivo para avaliar a biodiversidade. O monitoramento acústico permite mostrar a atividade acústica de comunidades de animais e sons da paisagem. Assim, o presente estudo teve como objetivo geral caracterizar a paisagem sonora em diferentes remanescentes da Mata Atlântica da Área de Proteção Ambiental Aldeia Beberibe, no estado de Pernambuco, e avaliar a sua relação com o uso e cobertura do solo foram utilizados gravadores autônomos para a coleta de dados acústicos de seis fragmentos florestais. Para a análise do monitoramento acústico passivo, os dados aqui apresentados foram coletados nos meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024. Foi realizada a descrição da paisagem sonora das áreas de estudo, analisadas no software Kaleidoscope (Wildlife Acoustic), através do qual foram calculados três índices acústicos para realizar uma comparação entre as áreas de estudo. Os índices acústicos utilizados foram: Índice de Paisagem Sonora de Diferença Normalizada (NDSI), Índice de Uniformidade Acústica (AEI) e o Índice de Entropia Total (H). Foi realizada a caracterização da paisagem dos seis fragmentos estudados através das características do Uso e Cobertura do Solo. Também foi realizada uma análise de correlação entre as seis áreas de estudo, com três variáveis independentes: Quantidade de habitat (ha), Área urbanizada e o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). No geral, obteve-se 176.099 registros de biofonia (90,25%), 18.464 registros de geofonia (9,46%) e 558 registros de antropofonia (0,29%) dentre o total de registros das seis áreas de estudo. A biofonia e a antropofonia foram as variáveis que contribuíram de fato para diferenciar os fragmentos florestais estudados. Os resultados mostraram que os índices acústicos são ótimos medidores para a detecção de riqueza da biodiversidade e para identificação de ambientes antropizados. Os resultados do Índice de Paisagem Sonora de Diferença Normalizada (NDSI), variou de acordo com a composição da paisagem sonora e caracterização da cobertura e uso do solo das áreas estudadas. Os outros dois índices utilizados para avaliar a diversidade acústica, o Índice de Uniformidade Acústica (AEI) e o Índice de Entropia (H), não apresentaram correlação com as características de Uso e Cobertura do Solo. Ressalta-se a importância de um esforço amostral maior para estabilizar um padrão para esses índices, frisando a importância da continuidade do monitoramento acústico nos fragmentos e, dessa forma, sendo possível avaliar as características reais da paisagem sonora.
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    Análise faunística de dípteros de interesse forense associados à carcaça de coelho (Oryctolagus cuniculus Linnaeus, 1758) em fragmento de Mata Atlântica, Dois Irmãos, Recife/Pernambuco
    (2025-03-21) Silva, Vanessa Ferreira da; Santos, Arlene Rodrigues Bezerra dos; http://lattes.cnpq.br/3921810982238132; http://lattes.cnpq.br/3326176614318841
    Os insetos, que representam 70% das espécies do Reino Animalia, são altamente adaptáveis e desempenham funções ecológicas essenciais. A ordem Diptera, especialmente relevante na decomposição cadavérica, tem grande importância ecológica e forense. Estudos faunísticos são cruciais para entender a entomofauna local, auxiliar na identificação de insetos em carcaças e contribuir para investigações forenses. Este trabalho objetivou realizar uma análise faunística de dípteros de interesse forense associados à carcaça de Oryctolagus cuniculus Linnaeus, 1758, em um fragmento de Mata Atlântica, localizado em Dois Irmãos, Recife/Pernambuco. Os dípteros foram coletados entre 12 e 20 de fevereiro de 2025, capturados na carcaça e arredores, e enviados ao Laboratório de Entomologia Forense (LEF) para triagem e identificação. Larvas foram acondicionadas em potes com serragem e dieta específica para acompanhamento do desenvolvimento. A identificação taxonômica foi feita com estereoscópio binocular e chaves dicotômicas, e os dados foram analisados com atributos ecológicos e testes estatísticos. Ao final das coletas, foram capturados 201 dípteros adultos, pertencentes a nove famílias, sete gêneros e 30 espécies. As famílias registradas foram Fanniidae (32,8%), Sarcophagidae (27,9%), Calliphoridae (18,4%), Ulidiidae (7,5%), Muscidae (5,5%), Sepsidae (3,5%), Phoridae (2,5%), Richardiidae (1,5%) e Drosophilidae (0,5%). Além disso, foram coletadas 174 larvas, das quais 163 atingiram a fase adulta, distribuídas entre as famílias Sarcophagidae (48,5%), Calliphoridae (28,2%) e Fanniidae (23,3%). As espécies Fannia pusio (Wiedemann,1830), Oxysarcodexia fringidea (Curran, Walley,1934) e Fannia canicularis (Linnaeus, 1761) foram predominantes no estudo. As coletas mostraram variações na ocorrência das espécies ao longo dos diferentes estágios de putrefação. O período gasoso apresentou maior abundância e maior índice de diversidade de Shannon. Enquanto o período cromático uma menor abundância e um menor índice de diversidade de Shannon. A correlação de Pearson para avaliar a relação entre temperatura e abundância das famílias coletadas indicou que a temperatura não influenciou diretamente a variação na abundância dos indivíduos. Portanto, a pesquisa contribui na formação de um banco de dados regional crucial para a entomologia forense em Pernambuco.
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    Diversidade de besouros escarabeíneos (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae) da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE/Sede
    (2024-10-04) Assis Júnior, José Fernando de; Liberal, Carolina Nunes; http://lattes.cnpq.br/7390869942259612; http://lattes.cnpq.br/8327288458916924
    Os besouros escarabeíneos são chamados de “rola-bostas”, este nome foi dado devido ao comportamento peculiar de alguns indivíduos, esses besouros modulam e rolam algumas bolas feitas com as fezes de outros animais. No Brasil são registradas 786 espécies incluídas em 69 gêneros, no estado de Pernambuco são encontradas 16 espécies distribuídas em 8 gêneros. As consequências do comportamento e ciclo de vida desses indivíduos incluem vários serviços ambientais, como o aumento da taxa de ciclagem de nutrientes no ambiente, fertilização e aeração do solo, redução da transmissão de alguns parasitas de vertebrados, por matar larvas e ovos, dispersão secundária de sementes e contribuição de biomassa para níveis tróficos superiores. Entretanto, perturbações ambientais podem alterar drasticamente a estrutura da comunidade, diminuir a diversidade e acarretar a perda das funções ecossistêmicas dos besouros escarabeíneos. O presente estudo teve como objetivo conhecer a diversidade de besouros escarabeíneos da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Com aproximadamente 147 hectares de extensão, o Campus Sede da UFRPE possui áreas compostas por vegetação do bioma mata atlântica. Foram realizadas 3 coletas em cada estação, duas coletas em agosto e outubro de 2023, além de quatro coletas nos meses de janeiro, março, abril e maio de 2024, totalizando 6 coletas. Para capturar os besouros escarabeíneos, delimitou-se 10 pontos na Universidade Federal Rural de Pernambuco, com distância mínima entre os pontos de 100m. A área foi mapeada utilizando o programa AlpineQuest e em cada um dos pontos foi instalado um conjunto com duas armadilhas de queda (pitfall) distantes 3m entre si, totalizando 20 armadilhas na área de estudo. Por conta da queda de árvores e abertura do dossel, a estrutura vegetacional foi modificada, sendo necessária a alteração de alguns pontos para a coleta nos meses chuvosos. Para a análise ecológica, utilizamos o Perfil de Diversidade de Rényi, o teste de Shapiro-Wilk, o teste de Levene e o teste de Tukey para complementar os resultados da Análise de Variância. Analisando as iscas e as estações, observamos que a diversidade de espécies foi maior nos pitfalls de fezes e na estação chuvosa. A análise de variância para a abundância de espécies demonstrou que houve interação entre os fatores isca e estação, em outras palavras, o impacto de um fator depende do nível de outro fator, o que não foi observado na análise de variância para a riqueza de espécies.