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    Práticas de educação ambiental no ecossistema manguezal: tendências científicas e abordagens pedagógicas
    (2025-02-21) Cidreira Neto, Ivo Raposo Gonçalves; Cavalcanti, Jacqueline Santos Silva; http://lattes.cnpq.br/9841407418433772; http://lattes.cnpq.br/5326095246015406
    Os manguezais são ecossistemas tropicais ricos em biodiversidade, com importante papel socioeconômico e ambiental, porém, enfrentam crescentes pressões antrópicas, como desmatamento e descarte inadequado de resíduos, comprometendo seus serviços ecossistêmicos. A Educação Ambiental (EA) emergiu como ferramenta estratégica para sensibilizar e mobilizar a sociedade em prol da conservação desses ambientes. Este estudo teve como objetivo compreender como o ecossistema manguezal está sendo utilizado nas práticas de educação ambiental, analisando a produção científica nacional disponível e identificando as tendências metodológicas. Foi realizada uma revisão sistemática de literatura nacional utilizando as palavras “Educação Ambiental” e “Manguezal” na base de dados do Periódicos CAPES, seguindo o protocolo PRISMA. Foram incluídos 28 artigos publicados no Brasil, analisados por meio de softwares estatísticos (R-Studio) e textuais (Iramuteq). Os dados indicaram que a maioria dos estudos está concentrada no Nordeste brasileiro (n = 21), enquanto que os estados com maiores áreas de manguezais (Maranhão, Pará e Amapá) apresentam poucos trabalhos. O público-alvo predominante foram estudantes do Ensino Fundamental II. As práticas de EA analisadas demonstraram uma abordagem interdisciplinar e o uso de metodologias ativas, com destaque para aulas de campo, produção de materiais didáticos e ferramentas digitais, como aplicativos. Estratégias como o uso de fotografias e sensibilização em relação a resíduos sólidos foram enfatizadas, destacando a importância de práticas alinhadas às realidades locais. As redes de coautoria e co-ocorrência de palavras-chave evidenciaram a importância de pesquisadores como Rafaela Camargo Maia e o papel central de temas como "transdisciplinaridade" e "protagonismo estudantil". Os resultados reforçam que a educação ambiental crítica, inspirada no pensamento de Paulo Freire, promove autonomia e protagonismo, essenciais para a conservação socioambiental. A pesquisa concluiu que as práticas de EA no contexto dos manguezais devem ser expandidas para áreas com menor cobertura de estudos e priorizar abordagens que integrem comunidades locais, saberes tradicionais e recursos pedagógicos inovadores. Este campo apresenta potencial crescente para promover mudanças significativas na conscientização ambiental e conservação dos manguezais.