TCC - Bacharelado em Ciências Econômicas (Sede)

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    Viabilidade econômica da migração do ambiente de contratação regulada para o ambiente de contratação livre no setor elétrico brasileiro
    (2026-06-18) Nascimento, Tárcila Milleny Castilho do; Melo, André de Souza; http://lattes.cnpq.br/8808755622712441
    Este trabalho analisa o funcionamento do Mercado Livre de Energia Elétrica no Brasil, também denominado Ambiente de Contratação Livre (ACL), sob uma perspectiva econômico-institucional e regulatória. O estudo tem como objetivo compreender os principais mecanismos de formação de preços, as modalidades contratuais disponíveis, bem como os benefícios e riscos associados à migração de consumidores do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o ACL. A metodologia adotada baseia-se em pesquisa bibliográfica, análise documental da regulação vigente e estudo de caso aplicado a uma unidade consumidora, considerando seu perfil de consumo e demanda. Os resultados evidenciam que a contratação no mercado livre pode proporcionar redução de custos e maior previsibilidade orçamentária, desde que sejam observados aspectos como gestão de riscos, volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e adequada definição do volume contratado. Conclui-se que o ACL representa uma alternativa economicamente viável para determinados perfis de consumidores, desde que apoiada por análises técnicas e econômicas consistentes, além do acompanhamento regulatório contínuo.
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    Economia circular: um modelo autossustentável de usina de etanol de milho integrado ao confinamento de gado
    (2026-07-08) Ferreira, Alysson Johnny Lima Silva; Oliveira, Isabel Cristina Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4745142041015422
    A crescente demanda por fontes de energia renováveis e por modelos produtivos mais sustentáveis tem impulsionado a adoção dos princípios da economia circular em diversos setores da economia. Nesse contexto, o presente trabalho analisa a aplicação desses princípios na cadeia agroindustrial do etanol de milho, destacando seu potencial para promover ganhos econômicos, ambientais e operacionais. A pesquisa aborda a evolução da produção de etanol de milho no Brasil, seus diferenciais em relação ao etanol de cana-de-açúcar e o aproveitamento de coprodutos como DDG (Dried Distillers Grains), óleo de milho e biogás, elementos que ampliam a geração de valor e reduzem desperdícios ao longo do processo produtivo. Também são analisados aspectos relacionados à competitividade do setor, incluindo produtividade agrícola, custos de produção, flexibilidade logística e oportunidades de expansão da atividade. Os resultados observados indicam que a integração entre produção de biocombustíveis, aproveitamento de resíduos e geração de coprodutos contribui para a formação de um modelo produtivo alinhado aos fundamentos da economia circular, fortalecendo a sustentabilidade e a competitividade da agroindústria. Conclui-se que o etanol de milho apresenta potencial para ampliar sua participação na matriz energética nacional, especialmente quando associado a estratégias de inovação, eficiência operacional e valorização integral dos recursos utilizados. Metodologicamente, a pesquisa utiliza modelagem econômico-financeira em planilha estruturada, com projeção de receitas, custos, investimentos, tributação e indicadores de viabilidade, como VPL, TIR, ROI, payback e análise de sensibilidade.
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    Implantação de usinas de energia renovável: um estudo de caso sobre os impactos socioeconômicos no município de Assú (interior do Rio Grande do Norte)
    (2026-07-03) Correia, Marcus Vinicius Lima; Carneiro, Ana Cristina Guimarães; http://lattes.cnpq.br/7641686662966528
    A transição para uma matriz energética limpa reconfigurou a economia de várias regiões do Brasil, atraindo investimentos bilionários para o semiárido nordestino. Nesse contexto, este trabalho investiga os impactos socioeconômicos locais da instalação de megaprojetos fotovoltaicos, utilizando como estudo de caso empírico o complexo Mendubim, no município de Assú (RN). A pesquisa adotou uma abordagem de métodos mistos (quali-quantitativa) para testar a hipótese de que a injeção isolada de capital externo não garante, por si só, o desenvolvimento sustentável da cidade receptora. A análise quantitativa de dados oficiais indicou uma dinâmica compatível com o efeito boom and bust (ciclo de rápida expansão e retração) no mercado de trabalho local, marcado pela forte contratação na fase de obras e demissão em massa logo no início da operação da usina. Os dados demonstraram que o aumento no PIB do município foi um fenômeno temporário, gerado pelo alto investimento da construção do parque solar, que não se refletindo em melhorias da qualidade de vida da população. Com a análise complementar dos registros do Cadastro, conclui-se que o atual modelo de expansão da energia solar, focado em importar tecnologia e exportar energia limpa sem criar cadeias produtivas locais, repete a antiga dinâmica de "enclave" no interior do país. Para que a riqueza gerada se reverta em emancipação real, é indispensável que o Estado atue com políticas públicas voltadas à educação básica e ao fortalecimento da economia local.
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    Dinâmica histórica e determinantes das exportações de Pernambuco: diagnóstico de competitividade, análise de sensibilidade e respostas a choques externos (1997-2024)
    (2026-06-19) Lima, Elton Venancio de; Soares, Ana Paula Amazonas; http://lattes.cnpq.br/0216127558312955; http://lattes.cnpq.br/6321176121990468
    Este trabalho analisa a trajetória das exportações do Brasil e de Pernambuco entre 1997 e 2024, com ênfase nas transformações recentes de seus destinos e produtos no contexto de mudanças no comércio internacional. O estudo aborda o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e a ascensão da China como principal parceiro comercial. O objetivo é examinar como os principais segmentos da pauta pernambucana se reorganizaram e de que forma respondem às novas dinâmicas globais. A metodologia evolui de uma análise histórica descritiva para uma modelagem de séries temporais baseada no método de Defasagens Distribuídas Autorregressivas (ARDL), com desagregação temporal via técnica de Chow-Lin, aplicação de Testes de Fronteira (Bounds Test) e do Mecanismo de Correção de Erros (ECM). Os resultados indicam dois momentos distintos: até 2015, a predominância de produtos tradicionais; e após 2016, a ascensão de bens de maior valor agregado, como combustíveis e veículos. O estudo evidencia que a diversificação e a agilidade de resposta dos polos regionais oferecem resiliência contra o protecionismo e subsídios à formulação de estratégias de fortalecimento setorial.
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    Impactos socioeconômicos e fiscais da transição energética no Agreste pernambucano: os casos de Caetés, Tacaimbó e São Caetano
    (2026-07-15) Nunes, Pedro Moura; Araújo, Chiara Natércia França; http://lattes.cnpq.br/7273384016233113
    Este trabalho avalia em que medida a transição para fontes de energia eólica e solar promove o desenvolvimento regional sustentável no Agreste de Pernambuco, investigando os limites do efeito “enclave econômico” a partir da dinâmica de externalidades econômicas como a arrecadação tributária e geração de empregos formais nos municípios de Caetés, Tacaimbó e São Caetano. Metodologicamente, a pesquisa apoia-se em uma abordagem quantitativa fundamentada em dados secundários obtidos junto ao CAGED, IBGE e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), combinando séries históricas anuais e análises mensais do primeiro semestre de 2026. Os resultados revelam que a implantação das energias renováveis na região assume características de um “enclave econômico”, estruturado em duas fases distintas. A fase de construção civil promove um expressivo incremento de curto prazo na arrecadação municipal, evidenciado pelo salto no ISS de Caetés, Tacaimbó e São Caetano; contudo, a conclusão das obras acarreta uma drástica desmobilização do emprego formal local. No âmbito fiscal, identificou-se uma importante assimetria entre os blocos: enquanto a energia eólica consolidou um fluxo permanente de receitas em Caetés, no bloco da energia solar, os dados preliminares do primeiro semestre de 2026 indicam uma instabilidade fiscal de curtíssimo prazo em Tacaimbó, com oscilações na cota-parte do ICMS nos meses imediatamente subsequentes ao início da operação, evidenciando o descasamento temporal entre a instalação física e a maturação dos fluxos tributários. Conclui-se que embora a transição energética fortaleça estruturalmente as finanças públicas no longo prazo e mitigue os riscos climáticos para os produtores rurais, impõe desafios de planejamento financeiro no curto prazo devido ao descasamento temporal dos fluxos de arrecadação tributária.
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    Polo Tecnológico do Recife como instrumento de inovação no setor público e na prestação de políticas públicas
    (2026-07-13) Lopes, Celso Gabriel Correia; Maia Filho, Luiz Flávio Arreguy; http://lattes.cnpq.br/2508376486299377; http://lattes.cnpq.br/4588811713458498
    O presente trabalho analisa o Polo Tecnológico do Recife (Porto Digital) como instrumento de inovação no setor público e de desenvolvimento econômico, tecnológico, urbano e social. A pesquisa, baseada em revisão bibliográfica e análise de dados secundários, utiliza como referência as teorias da inovação, da Tríplice Hélice, dos clusters tecnológicos e da dependência de trajetória para compreender a articulação entre Estado, universidades e setor privado na construção do ecossistema de inovação pernambucano. Os resultados demonstram que o Porto Digital consolidou-se como uma política pública estratégica, promovendo a expansão de empresas de base tecnológica, a geração de empregos qualificados, o fortalecimento da economia do conhecimento e a revitalização do patrimônio histórico do Recife. Contudo, apesar dos avanços econômicos e urbanos, permanecem desafios relacionados à desigualdade social e à ampliação da inclusão dos benefícios da inovação. Conclui-se que o Porto Digital representa uma experiência relevante de desenvolvimento baseado em inovação, evidenciando o papel do Estado na articulação de estratégias capazes de integrar tecnologia, desenvolvimento regional e transformação urbana.
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    Criminalidade e investimento público em educação e cultura: uma análise exploratória espacial
    (2026-06-30) Pessoa, Iuri Cavalcante; Silva, Diego Firmino Costa da; http://lattes.cnpq.br/8895265465747877
    Este estudo analisa a relação espacial entre os investimentos públicos em educação e cultura e a criminalidade nos municípios do estado de Pernambuco, no período de 2010 a 2020, sob a perspectiva da Teoria Econômica do Crime. Utilizou-se como indicador de criminalidade e variável explicada a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por cem mil habitantes e, como variável explicativa, o gasto municipal per capita em educação e cultura como indicador do gasto em educação. A metodologia empregada baseou-se na Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), utilizando o Índice de Moran Global, Local e Bivariado para identificar padrões de autocorrelação espacial e associações entre as variáveis. Os resultados evidenciaram autocorrelação espacial positiva e estatisticamente significativa para as variáveis de gasto público e criminalidade, indicando a formação de agrupamentos espaciais entre municípios com características semelhantes. Entretanto, o Moran Bivariado Global não identificou associação espacial estatisticamente significativa entre os gastos em educação e cultura e a criminalidade ao nível de 5%, embora tenham sido observadas evidências de associação espacial negativa ao nível de 10% nos anos de 2016 e 2019. As análises locais revelaram a existência de clusters espaciais concentrados, sobretudo na Região Metropolitana do Recife, com predominância de associações do tipo Baixo-Alto, indicando municípios com menores gastos em educação e cultura próximos a municípios com elevados níveis de violência. Conclui-se que, embora não tenha sido identificada uma relação espacial global robusta entre as variáveis, os resultados locais sugerem que os investimentos em educação e cultura podem estar associados à dinâmica espacial da criminalidade em áreas específicas, reforçando a importância de políticas públicas integradas e da incorporação da dimensão espacial em estudos sobre violência.
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    Impactos do Pix na utilização de produtos bancários dos anos de 2020 a 2023: uma análise dos municípios de Pernambuco
    (2026-07-10) Arruda, Arthur Hilário Queiroz de; Araujo, Ewerton Felipe de Melo; http://lattes.cnpq.br/4743993419797561
    Este trabalho teve como objetivo analisar a relação entre a utilização do Pix e o acesso a produtos bancários nos municípios de Pernambuco. O estudo partiu da hipótese de que a expansão do Pix pode contribuir para o aumento da inclusão financeira, atuando como porta de entrada para o uso de outros serviços financeiros. Para a análise, foram utilizados dados municipais organizados em painel, o que possibilitou observar a evolução das variáveis ao longo do tempo e controlar a heterogeneidade entre os municípios. As variáveis analisadas incluíram a quantidade de transações Pix, o PIB per capita dos municípios pernambucanos e os saldos de produtos bancários, como depósitos à vista, depósitos a prazo, poupança e financiamento imobiliário. A estratégia empírica consistiu na estimação de modelos de dados em painel nas especificações empilhada, de efeitos fixos e de efeitos aleatórios. Os resultados indicaram associação positiva e estatisticamente significativa entre a quantidade de transações Pix e os produtos bancários analisados. Em conjunto, os achados sugerem que a disseminação desse meio de pagamento esteve associada ao aumento da utilização de produtos bancários nos municípios pernambucanos, contribuindo para o debate sobre inovação financeira, desenvolvimento regional e acesso a serviços financeiros formais.
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    O impacto das práticas ASG em indústrias como impulsionadoras do desenvolvimento local: um estudo de caso da fábrica de Baterias Moura
    (2026-07-09) Lima, Gabriel Allan Felix de Mesquita; Carneiro, Ana Cristina Guimarães; http://lattes.cnpq.br/7641686662966528
    Este estudo analisa a influência das práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) do polo industrial do Grupo Moura no desenvolvimento de Belo Jardim (PE). Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso quantitativo e documental, baseado na triangulação de dados secundários oficiais deflacionados pelo IPCA para dezembro de 2025, além do uso de variáveis de controle regional. Os resultados ecológicos evidenciam a maturidade da logística reversa do chumbo e o avanço da cobertura vegetal local para 57,91%, sendo compatíveis com o desacoplamento físico real e oferecendo evidências favoráveis contra a hipótese de greenwashing. No pilar socioeconômico, a folha de pagamento da indústria responde por 33% da massa salarial do município, e os resultados sugerem que sua atuação está associada ao fortalecimento do emprego formal (com expansão de 8,20%) e à retenção de capital humano no interior. Contudo, emerge o paradoxo do enclave industrial e fiscal: embora o setor secundário retenha 38,21% do VAB e o PIB Real tenha expandido 99,23%, o caixa público apresenta dependência crônica de recursos exógenos, visto que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) supera em quase três vezes a arrecadação tributária própria. Conclui-se que a agenda ASG está associada à externalidades territoriais legítimas, mas o impacto fiscal para o desenvolvimento autônomo municipal é limitado pela estrutura tributária.
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    Causalidade de Granger entre índice de preços e os agregados monetários
    (2026-07-07) Silva, Adriano Lira da; Araújo, Chiara Natércia França; http://lattes.cnpq.br/7273384016233113
    O presente trabalho investiga a direção da relação de causalidade entre os agregados monetários (M0, M1 e M2) e a inflação no Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2025. O recorte temporal abrange a economia brasileira já sob o regime de metas de inflação consolidado no período pós-Plano Real e compreende episódios recentes de grande relevância monetária, como o choque pandêmico de 2020, o ciclo inflacionário de 2021–2022 e o subsequente aperto da política monetária. A análise parte da hipótese de que, nesse contexto, a relação entre moeda e preços não se apresenta de forma estritamente unidirecional, conforme postulado pela Teoria Quantitativa da Moeda, admitindo-se a possibilidade de causalidade bidirecional ou de endogeneidade monetária. Busca-se, assim, identificar a direção da transmissão entre os agregados monetários — do papel-moeda e das reservas bancárias (M0) aos meios de pagamento (M1) e à liquidez ampla (M2) — e a inflação, verificando se predomina a transmissão da moeda para os preços, o sentido inverso ou uma dinâmica bidirecional. Para tanto, utiliza-se a metodologia de Vetores Autorregressivos (VAR), complementada por testes de Causalidade de Granger, aplicados a séries mensais obtidas junto ao Banco Central do Brasil e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O teste de Dickey-Fuller Aumentado classificou os agregados monetários como integrados de ordem um — I(1) — e o IPCA como estacionário em nível — I(0). O modelo VAR foi estimado com doze defasagens, selecionadas pelo Critério de Informação de Akaike, com todas as séries em primeiras diferenças; como o IPCA já expressa a variação mensal dos preços, sua primeira diferença (ΔIPCA) mede a variação da inflação — isto é, sua aceleração ou desaceleração —, e não o nível. Os testes de Causalidade de Granger indicam que todos os agregados monetários causam, no sentido de Granger, as demais variáveis do sistema, e a análise da equação da inflação mostra que M0, M1 e M2 exercem efeito significativo sobre a variação da inflação, com estruturas de defasagens distintas. A variação da inflação também apresentou causalidade de Granger sobre os agregados monetários, configurando uma relação de bidirecionalidade. Esses resultados são consistentes com a hipótese de endogeneidade da moeda e com o comportamento do Banco Central sob o regime de metas de inflação, no qual a política monetária reage às pressões inflacionárias observadas.