Impactos socioeconômicos e fiscais da transição energética no Agreste pernambucano: os casos de Caetés, Tacaimbó e São Caetano
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2026-07-15
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Este trabalho avalia em que medida a transição para fontes de energia eólica e solar promove o desenvolvimento regional sustentável no Agreste de Pernambuco, investigando os limites do efeito “enclave econômico” a partir da dinâmica de externalidades econômicas como a arrecadação tributária e geração de empregos formais nos municípios de Caetés, Tacaimbó e São Caetano. Metodologicamente, a pesquisa apoia-se em uma abordagem quantitativa fundamentada em dados secundários obtidos junto ao CAGED, IBGE e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), combinando séries históricas anuais e análises mensais do primeiro semestre de 2026. Os resultados revelam que a implantação das energias renováveis na região assume características de um “enclave econômico”, estruturado em duas fases distintas. A fase de construção civil promove um expressivo incremento de curto prazo na arrecadação municipal, evidenciado pelo salto no ISS de Caetés, Tacaimbó e São Caetano; contudo, a conclusão das obras acarreta uma drástica desmobilização do emprego formal local. No âmbito fiscal, identificou-se uma importante assimetria entre os blocos: enquanto a energia eólica consolidou um fluxo permanente de receitas em Caetés, no bloco da energia solar, os dados preliminares do primeiro semestre de 2026 indicam uma instabilidade fiscal de curtíssimo prazo em Tacaimbó, com oscilações na cota-parte do ICMS nos meses imediatamente subsequentes ao início da operação, evidenciando o descasamento temporal entre a instalação física e a maturação dos fluxos tributários. Conclui-se que embora a transição energética fortaleça estruturalmente as finanças públicas no longo prazo e mitigue os riscos climáticos para os produtores rurais, impõe desafios de planejamento financeiro no curto prazo devido ao descasamento temporal dos fluxos de arrecadação tributária.
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This study assesses the extent to which the transition to wind and solar energy sources promotes sustainable regional development in the Agreste region of Pernambuco, investigating the limits of the “economic enclave” effect based on the dynamics of economic externalities, such as tax revenue and formal job creation, in the municipalities of Caetés, Tacaimbó and São Caetano. Methodologically, the research relies on a quantitative approach grounded in secondary data obtained from CAGED, IBGE and the Pernambuco State Court of Auditors (TCE-PE), combining annual historical series and monthly analyses from the first half of 2026. The results reveal that the implementation of renewable energies in the region takes on characteristics of an “economic enclave”, structured into two distinct phases. The civil construction phase promotes a significant short-term increase in municipal revenue, evidenced by the surge in ISS (Service Tax) in Caetés, Tacaimbó and São Caetano; however the completion of the works leads to a drastic demobilization of local formal employment. In the fiscal sphere, an important asymmetry was identified between the matrices: while wind energy consolidated a permanent revenue stream in Caetés, preliminary data from the first half of 2026 for the solar energy sector indicate very short-term fiscal instability in Tacaimbó. This is evidenced by fluctuations in the ICMS (State Value Added Tax) share-quota in the months immediately following the start of commercial operations, highlighting the temporal mismatch between physical infrastructure installation and the maturation of tax revenue streams. It is concluded that although the energy transition structurally strengthens public finances in the long term and mitigates climate risks for rural producers, it imposes short-term financial planning challenges due to the temporal mismatch in tax revenue flows.
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Referência
NUNES, Pedro Moura. Impactos socioeconômicos e fiscais da transição energética no Agreste pernambucano: os casos de Caetés, Tacaimbó e São Caetano. 2026. 43 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Econômicas) - Departamento de Economia, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
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