01.1 - Graduação (Sede)

URI permanente desta comunidadehttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/2

Navegar

Resultados da Pesquisa

Agora exibindo 1 - 10 de 4005
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) realizado no CORe – Oncologia Veterinária e no Hospital Veterinário Universitário da UFRPE, município de Recife - PE, Brasil. Esternotomia mediana para exérese de cisto branquial mediastinal em cão: relato de caso
    (2023-04-20) Figueirêdo, Ana Elizabeth Ferreira; Cavalcanti, Grazielle Anahy de Sousa Aleixo; http://lattes.cnpq.br/3165940085830406; http://lattes.cnpq.br/7972833658685803
    O Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) é referente à última disciplina do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde o aluno irá desenvolver 420 horas de atividades curriculares e desenvolver um trabalho de conclusão de curso. O ESO foi realizado sob a orientação da Profa. Dra. Grazielle Anahy de Sousa Aleixo, e fragmentado em duas etapas em locais distintos, sendo a primeira etapa no setor de cirurgia do CORe – Oncologia Veterinária, e a segunda no bloco cirúrgico do Hospital Veterinário Universitário da UFRPE, sendo ambos localizados no Município de Recife, estado de Pernambuco. Foram atendidas diversas espécies de animais, domésticas e silvestres, durante a vivência do estágio, totalizando 83 pacientes. No decorrer da permanência no CORe foi acompanhado um caso de Cisto Branquial Mediastinal em um cão, relatado no presente trabalho. O sistema branquial é um aparelho presente de forma transitória durante a vida embrionária e defeitos oriundos do aparato branquial podem ser manifestados na forma de cistos, fístulas, seios e ectopias. Os cistos branquiais são raros em cães, sendo ainda menos frequente os casos de cistos branquiais mediastinais e desta maneira, destaca-se a importância deste relato. A excisão cirúrgica total é o tratamento de eleição para essa anormalidade embrionária, evitando quadros de recidivas. O presente estudo objetivou relatar o caso de um cão, macho, da raça Border Collie, de sete anos, portador de um cisto branquial presente na cavidade torácica. No tratamento foi realizada uma esternotomia mediana para localização da massa e total exérese cirúrgica, tendo o procedimento ocorrido sem intercorrências e com adequada recuperação pós-operatória. O diagnóstico definitivo pôde ser fechado após análise imunohistoquímica, que indicou que o tumor era oriundo do aparato embrionário branquial, expressando um bom prognóstico para o paciente. O estágio supervisionado permitiu aplicar os conhecimentos teóricos na prática da rotina médico veterinária, proporcionando o aprofundamento dos ensinamentos sobre clínica cirúrgica e agregando experiência profissional para o futuro médico veterinário.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Relatório do Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO), realizado nos setores de anatomopatologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Avaliação histopatológica transcirúrgica de tumores oculares em equinos
    (2023-09-18) Silva, João Victor Santos da; Souza, Francisco de Assis Leite; http://lattes.cnpq.br/5304030174444186; http://lattes.cnpq.br/8538723136798057
    O Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) constitui um dos requisitos para a conclusão de curso e obtenção do diploma de Bacharel em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE), realizado durante o período de 1 de junho a 18 de agosto de 2023, no total cumpriu-se regime de 40 horas semanais, totalizando uma carga horária de 420 horas de estágio, que foi realizado no setor de anatomopatologia do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais supervisionado pela professora Dra.Roselene Ecco no qual foi acompanhado 73 necropsias e 81 biópsias de animais de companhia, silvestres e de produção. A segunda parte do estágio foi realizada no Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal da Paraíba, sob a supervisão do professor Dr. Ricardo Barbosa de Lucena, onde foram acompanhadas 36 necropsias, 36 biópsias e 80 exames citopatológicos. O segundo capítulo se refere ao Trabalho de Conclusão de Curso que é intitulado “Avaliação histopatológica transcirúrgica de neoplasias palpebrais em equinos do estado de Pernambuco” e teve como objetivo analisar a aplicabilidade do método de avaliação histopatológico transcirúrgico por corte congelação de equinos atendidos no Setor de Oftalmologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Para ser realizada a pesquisa, foram acompanhados pacientes que passaram por cirurgias de remoção de tumores realizadas pela equipe do Laboratório de Oftalmologia Experimental do Hospital Veterinário Escola da UFRPE. Neste período foram avaliados um total de oito tumores e 16 margens provenientes de sete equinos selecionados para o estudo. Dos tumores, sete foram classificados como carcinoma de células escamosas e um como melanocitoma. Comparativamente, o diagnóstico histopatológico transoperatório e o pós-operatório obtiveram 100% de concordância quando analisados o diagnóstico morfológico da neoplasia e a avaliação do acometimento das margens cirúrgicas. Os resultados obtidos a partir da realização dessa pesquisa confirmam que a avaliação histopatológica transcirúrgica é um método eficiente para realização do diagnóstico e avaliação do comprometimento de margens cirúrgicas em tumores palpebrais de equino.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Perfil dos egressos do Bacharelado em Engenharia Agricola e Ambiental da UFRPE/Sede (2014.2 a 2023.1)
    (2025-03-21) Silva, Gabrielli Renata Barbosa da; Santos Júnior, José Amilton; Laurenti, Renato; http://lattes.cnpq.br/8853216777317634; http://lattes.cnpq.br/2839547928353699; http://lattes.cnpq.br/7391096703425088
    A Engenharia Agrícola e Ambiental integra conhecimentos da engenharia e das ciências agrárias com foco em soluções sustentáveis para a produção agropecuária e a gestão ambiental. No Brasil, essa formação teve início na década de 1970, com a Universidade Federal de Viçosa introduzindo o curso com enfoque ambiental em 2000. Na UFRPE, o curso foi implantado em 2002, inicialmente como Engenharia Agrícola, sendo renomeado em 2003. Apesar de sua importância, a área apresenta alta taxa de evasão, com taxa de sucesso em torno de 35% na UFRPE, reflexo de dificuldades acadêmicas, financeiras e de inserção no mercado. Este trabalho tem como objetivo analisar a formação e a trajetória profissional dos egressos da UFRPE, com base em dados institucionais e plataformas digitais, visando propor melhorias que fortaleçam o curso e contribuam para o desenvolvimento sustentável regional e nacional.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Relatório de estágio supervisionado obrigatório realizado na École Nationale Vétérinaire d'Alfort (ENVA), Maisons-Alfort, França. Correção de ureter ectópico intramural unilateral em cadela pela técnica de ablação à laser via cistoscopia guiada: Relato de caso
    (2023-04-20) Nunes, Letícia Palha Marques; Aleixo, Grazielle Anahy de Sousa; http://lattes.cnpq.br/3165940085830406; http://lattes.cnpq.br/5738972632095079
    O estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) é realizado no último semestre (11°) do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Essa disciplina deve ser cumprida em um total de 420 horas, e a partir da vivência desse período, é realizado um trabalho de conclusão de curso, onde são descritas as atividades do estágio e um relato de caso ou revisão de literatura. O ESO foi realizado no Centre Hospitalier Universitaire Vétérinaire d’Alfort (CHUVA), em Maisons-Alfort, na França. Entre todos os casos vivenciados no estágio na área de Cirurgia Veterinária, foi escolhido o de uma cadela de raça buldogue francês com ureter ectópico intramural unilateral diagnosticado por ultrassonografia abdominal, e corrigido pela técnica cirúrgica de ablação à laser guiado por cistoscopia. Com a realização da cirurgia, houve uma diminuição bastante considerável na incontinência urinária no período de dois meses do pós-cirúrgico.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Septicemia decorrente de infecção uterina em pequenos ruminantes, relação entre o aspecto anatomopatológico e o isolamento microbiológico: relato de três casos
    (2022-10-10) Gomes, Katharina Medeiros Costa; Oliveira, Andréa Alice da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/2519790342576901; http://lattes.cnpq.br/9648372776294851
    Objetivou-se com este trabalho relatar as atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado obrigatório (ESO), disciplina obrigatória para conclusão do curso de medicina veterinária, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. O estágio foi realizado na Área de Patologia Animal no Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco, localizado na Av. Dom Manoel de Medeiros S/N, em Dois Irmãos, Recife-PE. Sob a supervisão da Profª. Dra. Márcia de Figueiredo Pereira durante o período de 30/06/2022 a 14/09/2022. Durante o período do ESO foi possível participar da rotina do laboratório de histopatologia, acompanhando e auxiliando na realização de exames necroscópicos, coleta e processamento de amostras destinadas às análises citológicas e histopatológicas e contribuindo na descrição de seus laudos. A partir da experiência vivida, foi redigido um relato de caso abordando os exames necroscópicos realizados em pequenos ruminantes com diagnóstico de septicemia por infecção uterina ocasionada por Escherichia coli.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO), realizado na área de clínica cirúrgica no Hospital Veterinário Vetmais e Hospital Veterinário da UFRPE, localizados em Recife-PE. : retalho de rotação subdérmico para reconstrução de região periorbital em cão, após exérese de sarcoma de tecidos moles – relato de caso
    (2022-06-06) Lima, Letícia Cibele; Aleixo, Grazielle Anahy de Sousa; http://lattes.cnpq.br/3165940085830406; http://lattes.cnpq.br/3181417757707949
    O Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) é desenvolvido como requisito para obtenção do grau em Bacharel em Medicina Veterinária, foi dividido entre duas instituições, iniciando no Hospital Veterinário VetMais sob supervisão da Médica Veterinária Tássia Pires. Em seguida finalizado no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), sob supervisão do Dr. Robério Silveira de Siqueira Filho. Ambos no setor de clínica cirúrgica de pequenos animais, somando 420h ao todo, sob orientação da Profa. Dra. Grazielle Anahy de Sousa Aleixo. Este relatório objetiva apresentar as atividades vivenciadas durante o ESO, período fundamental na formação dos médicos veterinários da UFRPE. Um caso específico do estágio foi selecionado para ser relatado no presente trabalho. Durante o ESO foram acompanhadas mais de 200 cirurgias, cada uma delas sendo essencial para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Através destes procedimentos pude praticar o que aprendi durante o curso e melhorar minhas habilidades na área, o que tornou o estágio uma fase imprescindível na minha formação como Médica Veterinária.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Intussuscepção gastroesofágica em cão – relato de caso
    (2020-11-05) Waterloo, Mateus de Melo Lima; Pereira, Márcia de Figueiredo; Oliveira, Andrea Alice da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/2519790342576901; http://lattes.cnpq.br/2176602807865729; http://lattes.cnpq.br/8561470699795969
    A disciplina do Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) tem caráter obrigatório no Curso de Bacharelado em Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco, totalizando 420 horas. O estágio teve início no dia 17 de agosto de 2020 e término no dia 30 de outubro de 2020, sendo realizado no Laboratório PATHOVET – Anatomia Patológica & Patologia Clínica Veterinária Ltda, localizada em Fortaleza/Ceará. O estágio consistiu em acompanhar e realizar atividades de rotina de laboratório em diagnóstico patológico veter- inário, como processamento e análise de exames citopatológicos e histopatológicos, além de exames necroscópicos e colheita de amostras post mortem, e elaboração de laudos diagnósticos para as três atividades. Também é relatado um caso acompanhado ainda durante a graduação, referente ao diagnóstico necroscópico de uma intussuscepção gastroesofágica em um cão. Assim, objetivou-se neste trabalho relatar as experiências de estágio e o caso de interesse citado.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Avaliação de lesões em carcaças de cordeiro após vacinação de clostridiose
    (2024-10-01) Franklin, Mateus Barbosa; Souza, Andreia Fernandes de; Monnerat, João Paulo Ismério dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3851426263880079; http://lattes.cnpq.br/6354486109796073; http://lattes.cnpq.br/0514620818375213
    A ovinos - criação no Brasil tem crescido significativamente, com um aumento no rebanho nacional, especialmente na região Nordeste. Com a crescente demanda por carne ovina, a qualidade do produto final torna-se essencial, o que inclui cuidados com o manejo sanitário e a vacinação. Objetivou-se com esse estudo caracterizar as alterações nas carcaças de cordeiros de padrão racial Santa Inês após vacinação da clostridium. Foram utilizados 40 cordeiros de padrão racial Santa Inês, com quatro meses de idade e média de 25 kg. Os animais foram submetidos à vacinação utilizando a vacina Polistar via subcutânea (2,0mL) em duas regiões: a tábua do pescoço e a escápula. O experimento durou 70 dias, sendo realizadas quatro mensurações regulares das supurações vacinais nos dias 07, 14, 28 e 49 e uma observação da lesão que ocorreu no dia do abate aos 70 dias. A análise revelou que a região do pescoço apresentou uma redução mais rápida e significativa da supuração em comparação à escápula. Apenas 10% das carcaças vacinadas no pescoço e 15% da escápula mostraram lesões, sem diferença significativa entre as regiões. A vacinação de clostridiose deve ser realizada na tábua do pescoço e o tempo entre vacinação e o abate deve ser superior a 70 dias para que não ocorram lesões na carcaça.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Efeito dos níveis de cobre de fonte orgânica sobre a morfologia da mucosa intestinal de pintainhas poedeiras
    (2024-09-12) Lima, Rafael Victor Nunes; Rabello, Carlos Bôa Viagem; Abreu, Katariny Lima de; http://lattes.cnpq.br/2239792686447463; http://lattes.cnpq.br/4760288746238700; http://lattes.cnpq.br/1403304789117998
    Este estudo objetivou avaliar o efeito da ingestão de níveis de cobre orgânico na forma de complexo-aminoácidos sobre as variáveis morfológicas dos segmentos intestinais de pintainhas de postura. Foram utilizadas 648 pintainhas da linhagem Dekalb White com um dia de idade, distribuídas em 6 tratamentos com 6 repetições e 18 aves por unidade experimental. Os tratamentos consistiram em níveis de inclusão de cobre complexado á aminoácidos (Cu-CAA) em: 0, 1,5, 3,0, 4,5, 6,0 e 7,5 mg/kg, com inclusão de fitase em 600 FTU/kg. Aos 35 dias de idade, uma ave por UE foi selecionada para eutanásia. Os animais foram necropsiados e realizada a coleta do intestino delgado, sendo clivados, lavados e fixados em formol tamponado a 10%. O procedimento histológico compreendeu as fases de desidratação, clarificação, impregnação e, posterior emblocagem e microtomia com cortes de 5 µm de espessura. Após microtomia e disposição em lâmina, o material foi corado com coloração de rotina de hematoxilina e eosina. As avaliações quanto as variáveis morfológicas foram realizadas através de imagens digitalizadas com aumento de 4x para os cortes de duodeno e 10x para os demais cortes, sendo avaliados altura do vilo (AL), profundidade da cripta (PC), largura da cripta (LC), relação vilo:cripta (VC), área de superfície (AS), volume parcial da mucosa (Vv) e percentual de vilos normais e com perda de epitélio (PN e PEC, respectivamente). Os dados foram submetidos às premissas estatísticas e a análise de variância e, em caso de diferença significativa, as médias foram submetidas a estimativa de ingestão de cobre a partir de regressão polinomial. Os dados de PN e PEC foram avaliados pelo teste Qui-Quadrado. A histologia indicou que houve efeito dos níveis de inclusão de cobre orgânico sobre os segmentos intestinais. Na porção duodenal, houve efeito quadrático somente para a PC, indicando ponto máximo de 0,066 mg/ave/dia. No jejuno, a inclusão de cobre afetou significativamente (p<0,05) a AL, VC, AS e Vv, com efeito quadrático e estimativas de 0,083; 0,083; 0,078 e 0.079 mg/ave/dia de ingestão de Cu-CAA. Já no íleo, houve influência sobre a AL, PC, VC, AS e Vv, com estimativas de 0,074; 0,105; 0,041; 0,077 e 0,069 mg/ave/dia. A LC não apresentou efeito significativo para nenhum segmento intestinal. Para os as variáveis de PN e PEC, todos os segmentos intestinais apresentaram maiores valores de PEC do que PN, sendo observado alterações de Grau 3, principalmente nos tratamentos 0 e 7,5 mg/kg. De modo geral, o estudo revelou que a suplementação de Cu-CAA, influencia positivamente a mucosa intestinal de pintainhas, promovendo alterações na mucosa intestinal de pintainhas poedeiras e que rações isentas ou com níveis acima ao estudado podem promover danos ao epitélio, como perda de epitélio e de tecido conjuntivo, ocasionado pela desregulação do turnover celular da mucosa. Assim, níveis moderados de suplementação de cobre complexado a aminoácidos em 3,0 a 3,5 mg/kg são recomendados para otimizar o desenvolvimento e a saúde intestinal das pintainhas poedeiras, evitando danos ao epitélio e desregulação do turnover celular, objetivando uma melhor resposta absortiva dos nutrientes da dieta.
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Aspectos do capim-elefante e cunhã em capineira sob monocultivo e consórcio
    (2024-02-28) Botelho, Brenda Vergetti Albuquerque; Cunha, Márcio Vieira da; http://lattes.cnpq.br/8936474723708253; http://lattes.cnpq.br/3310231726934781
    O capim-elefante (Cenchrus purpureus Schum. Syn. Pennisetum purpureum Schum) é amplamente utilizado em locais de clima tropical, devido a sua adaptabilidade e alta produtividade nas mais diversas condições edafoclimáticas do país (exceto ambientes com longos períodos sem chuvas, como o semiárido, por exemplo, mas em contrapartida é uma gramínea exigente em fertilidade. Visando menores custos e menores impactos ambientais, vem crescendo a necessidade de se estudar respostas de gramíneas consorciadas com leguminosas, sendo as leguminosas mais compatíveis com capim elefante, aquelas de hábito volúvel, como a cunhã (Clitoria ternatea L.). O objetivo da presente pesquisa foi avaliar as respostas produtivas e morfológicas do capim-elefante e da cunhã sob monocultivo e consórcio, em capineira. O presente experimento foi conduzido na Estação Experimental de Cana-de-açúcar do Carpina (EECAC/UFRPE). Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos utilizados foram: Elefante B (porte alto), Mott (porte baixo), Cunhã (Clitoria ternatea L.), Elefante B + Cunhã e Mott + Cunhã. O monocultivo de capim-elefante recebeu 100 kg de N ha-1 e as demais apenas, 60 kg K ha-1 e 70 kg P ha-1, A intensidade de corte foi de 0 cm do capim-elefante (rente ao solo) e 20 cm da cunhã e a frequência de colheita de 60 dias. A produção de forragem das gramíneas não diferiu entre os sistemas consorciados e os monocultivos, com médias de 4459 kg MS ha-1, 3982 kg MS há-1, 3049 kg MS ha-1 e 3686 kg MS ha-1 para Elefante B, Mott, Elefante B + Cunhã e Mott + Cunhã, respectivamente. A época chuvosa proporcionou maior produção de forragem, 25% a mais que a época seca, além de maior proporção de cunhã, altura de planta e proporção de folhas. O Elefante B em monocultivo foi mais alto que no consórcio, mas apenas na época chuvosa, com média de 128 cm. A cunhã também apresentou maior altura no monocultivo (41,64 cm). Em monocultivo, o Mott teve maior proporção de folha (52,95%), que o Elefante B (46,42%). Além disso, o capim-elefante em monocultivo teve maior proporção de colmo. A proporção de material senescente no consórcio (18,93%) foi maior que em monocultivo (15,12%). A cunhã possui elevada relação folha/colmo, principalmente no consórcio com o Capim-elefante B, no qual também apresentou maior proporção de vagem. O consórcio de capim-elefante com cunhã em capineiras promove mudanças morfológicas nas plantas, mas não compromete a produtividade de forragem. A inclusão de cunhã em capineiras de capim-elefante pode substituir o uso de adubação nitrogenada nestes sistemas de produção, sem comprometer a produção de forragem.