TCC - Bacharelado em Gastronomia (Sede)

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Resultados da Pesquisa

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    Sistematização de bolos da doçaria pernambucana a partir de ingredientes e técnicas
    (2026-07-06) Santana Junior, Almerio Flavio de; Siqueira, Amanda de Morais Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0925121801904264; http://lattes.cnpq.br/0105094614364997
    A doçaria pernambucana reúne um conjunto de bolos tradicionais que expressam aspectos históricos, culturais e técnicos da gastronomia regional, constituindo importante manifestação do patrimônio alimentar brasileiro. Apesar de sua relevância, essas preparações são frequentemente estudadas de forma isolada, havendo poucos trabalhos voltados à identificação dos elementos que as caracterizam enquanto conjunto culinário. Este estudo teve como objetivo realizar uma sistematização de bolos tradicionais da doçaria pernambucana, por meio da identificação e organização de seus ingredientes e técnicas de preparo, visando compreender os elementos que estruturam esse conjunto de preparações enquanto expressão do patrimônio alimentar regional. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva, fundamentada em levantamento bibliográfico e análise documental de obras históricas, publicações científicas, registros patrimoniais, receituários e documentos institucionais. Como procedimento metodológico, foram selecionados oito bolos tradicionais pernambucanos — Bolo Barra Branca, Bolo de Bacia, Bolo de Noiva Pernambucano, Bolo de Rolo, Bolo Engorda-marido, Bolo Luiz Felipe, Bolo Pé-de-moleque e Bolo Souza Leão — cujos dados foram organizados em matrizes comparativas elaboradas para identificar a recorrência de ingredientes e técnicas culinárias entre as preparações selecionadas. Os resultados evidenciaram a recorrência de determinados grupos de ingredientes, como derivados da cana-de-açúcar, frutas tropicais e seus derivados, massa de mandioca, ovos, produtos lácteos, especiarias e bebidas alcoólicas, bem como de técnicas culinárias, entre elas o preparo do açúcar em calda, o banho-maria, os cremes assados, a extração vegetal, a fermentação da massa de mandioca, a maceração, a maturação e o método cremoso. A sistematização desses elementos permitiu reconhecer padrões que caracterizam a base deste conjunto de preparações como representativo da doçaria pernambucana e dotado de identidade culinária própria, fornecendo subsídios para sua documentação, preservação, valorização patrimonial e para futuras iniciativas de pesquisa, ensino e inovação gastronômica.
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    A influência das redes sociais na gastronomia: uma revisão integrativa
    (2026-02-11) Diogo, Guilherme Geremias; Nascimento, Erika de Arruda; http://lattes.cnpq.br/2558038251103641
    A gastronomia constitui um campo social intrincado, onde cultura, identidade, consumo e práticas simbólicas ligadas à alimentação se interconectam. Nos últimos anos, as mídias sociais digitais começaram a ter um papel fundamental na promoção e na validação da gastronomia, afetando tanto a formação de identidades culinárias quanto as atitudes dos consumidores. O objetivo deste estudo foi examinar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências científicas a respeito do impacto das redes sociais na promoção e no consumo da gastronomia. A metodologia empregada envolveu a pesquisa de artigos para fundamentação teórica prévia, e posteriormente envolveu a análise integrativa de artigos científicos publicados de 2020 a 2025, resultando em 6 artigos selecionados, escolhidos através das bases de dados Google Acadêmico, Scopus, Web of Science e EBSCO . A estratégia de busca foi estruturada a partir do seguinte conjunto de operadores boleanos: “gastronomia NOT turismo AND YouTube AND Instagram AND TikTok AND redes sociais”. Os resultados sugerem que as redes sociais funcionam como plataformas de visibilidade e legitimação simbólica, promovendo a valorização de práticas culinárias, o envolvimento do público e a utilização do storytelling como estratégia de comunicação. No entanto, também destacam os problemas associados à propagação de padrões de beleza idealizados e à divulgação de informações nutricionais imprecisas. Conclui-se que o impacto das redes sociais na gastronomia é um fenômeno complexo, que exige dos profissionais da área abordagens críticas e éticas, uma vez que tais plataformas influenciam simultaneamente dimensões culturais, simbólicas, econômicas e comunicacionais do campo gastronômico. Além disso, observa-se que, embora a literatura analisada apresente contribuições relevantes, ainda há lacunas teóricas e empíricas que indicam a necessidade de novos estudos para aprofundar a compreensão dessas dinâmicas e elucidar de forma mais consistente os efeitos das redes sociais sobre as práticas gastronômicas contemporâneas.
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    Afroempreendedorismo feminino na gastronomia: cultura, resistência e identidade em um restaurante do Recife
    (2026-02-11) Lima, Stephany Maria de Oliveira; Calabria, Ericka Maria de Melo Rocha; Tscha, Elizabeth Regina; http://lattes.cnpq.br/9598413463162759; http://lattes.cnpq.br/3564220946174205
    Nos últimos anos o afroempreendedorismo têm ganho números expressivos, por meio da abertura de negócios próprios, sendo o setor de serviços de alimentação uma das principais possibilidades de empreendimentos e cabendo às mulheres forte atuação. Este trabalho tem como objetivo analisar como o afroempreendedorismo feminino no ramo gastronômico se estabelece como um mecanismo de resistência cultural, protagonismo feminino e valorização da ancestralidade da culinária afrobrasileira. Para isso realiza-se uma pesquisa bibliográfica e um estudo de caso em um restaurante do Recife para investigar como as práticas culinárias de origem africana são reinterpretadas no cenário atual, conectando cultura, identidade, religiosidade e empreendedorismo. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, empregando procedimentos que englobam a análise de publicações online, observação direta no local e avaliação de comentários em plataformas digitais. Os resultados mostram que a culinária afro-brasileira vai além do aspecto alimentar, assumindo uma função simbólica e política, atuando como um veículo para a transmissão de conhecimentos ancestrais que foram historicamente preservados por mulheres negras. Nesse cenário, o protagonismo feminino se evidencia tanto na gestão do negócio quanto na transmissão dos saberes culinários, destacando o papel fundamental das mulheres negras na formação da gastronomia brasileira. Pode-se concluir que o empreendedorismo gastronômico afrocentrado é uma estratégia de resistência às hierarquias raciais e de gênero, além de promover a valorização cultural, a visibilidade social e as disputas simbólicas no campo da gastronomia. A pesquisa destaca a relevância de reconhecer o afroempreendedorismo feminino tanto como uma atividade econômica quanto como uma ação política e cultural.
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    Garçom, um caldinho por favor! A cultura de beber caldinho no Recife
    (2025-08-11) Lyra, Ana Rita Cunha Pinheiro de; Correia, Bruno Celso Vilela; http://lattes.cnpq.br/2359425137602779; http://lattes.cnpq.br/2901718049175286
    O caldinho é uma iguaria, tradicionalmente presente em praias, bares e mercados populares, e será investigada sob uma perspectiva gastronômica e sociocultural. Esta iguaria ultrapassa sua função nutricional e se configura como símbolo de identidade, pertencimento e de uma futura resistência cultural, se não houver apoio do poder público. Este trabalho analisa o caldinho como elemento da cultura alimentar recifense, por meio de uma revisão bibliográfica, abordando aspectos históricos, formas de preparo, variações regionais e a importância econômica do comércio informal. A pesquisa utilizou fontes acadêmicas e jornalísticas, destacando o papel do caldinho nas práticas cotidianas e nos vínculos sociais. Conclui-se que o caldinho representa mais do que um alimento, é a fonte geradora de rende de milhares de trabalhadores. Mas não somente gerador de renda, o caldinho é um agregador social, um dos primeiros alimentos de crianças em idade para introdução alimentar, pois é considerado uma fonte de nutrientes, como é o caso do caldinho de feijão. Já o mingau de cachorro é considerado um excelente remédio para gripes e resfriados e o cabeça de galo como revigorante para dias de ressaca. O caldinho, nos mais variados sabores e nos mais diferenciados ambientes de consumo é um marcador das tradições populares e da memória afetiva urbana da cidade do Recife.
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    Levantamento de ingredientes da caldeirada de Itapissuma, Pernambuco, Brasil
    (2025-08-11) Borba, Caio Luccas Albuquerque; Shinohara, Neide Kazue Sakugawa; http://lattes.cnpq.br/7105928729564845; http://lattes.cnpq.br/2620139475845686
    Este trabalho se concentra na caldeirada de Itapissuma, prato emblemático do litoral norte de Pernambuco, Brasil, como um complexo fenômeno de patrimônio alimentar. O objetivo deste trabalho foi analisar a caldeirada quanto a catalogação de ingredientes a fim de interpretar as dimensões socioculturais que conferem identidade e significado ao prato. A pesquisa, de abordagem qualitativa e etnográfica, foi realizada no polo gastronômico de Itapissuma e fundamentou-se na observação direta, em conversas informais com cozinheiras/os e na análise de conteúdo. A interpretação dos dados foi guiada por um arcabouço teórico que articula os conceitos de "descrição densa" (Clifford Geertz) e "fato social total" (Marcel Mauss). Os resultados revelam uma sofisticada gramática cultural, composta por um núcleo identitário fixo (arraia, camarão, marisco, etc.), que funciona como pilar da memória e da identidade coletiva, e por uma flexibilidade criativa nos ingredientes variáveis (siri mole, polvo, lagosta), que demonstra a conexão viva do prato com a ecologia, a economia e os eventos sociais locais. Conclui-se que a tradição da caldeirada se perpetua não pela rigidez, mas por sua capacidade de adaptação inteligente, consolidando-se como uma expressão resiliente do patrimônio alimentar pernambucano frente às pressões de padronização.
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    O cuscuz na culinária recifense: perfil de consumo e sua inserção na gastronomia de Recife
    (2024-10-01) Silva, Nikolle Miguel da; Correia, Bruno Celso Vilela; http://lattes.cnpq.br/2359425137602779
    Este estudo analisa o cuscuz como símbolo cultural e gastronômico na Região Metropolitana do Recife, com foco em sua crescente popularidade e diversidade de pratos nos bares e restaurantes locais, além de uma pesquisa analisando os métodos de preparo, frequência de consumo e importância para a população da Região Metropolitana do Recife . Foram investigados três estabelecimentos: Bar do Cuscuz, Fome de Cuscuz: Cuscuzeira Cafeteria e Creperia, e Garagem Tapiocaria. A pesquisa revela que o cuscuz se consolida como um prato versátil, capaz de se adaptar a diferentes gostos e preferências, a análise dos cardápios, métodos de preparo e receptividade dos clientes mostra que o cuscuz tem um consumo frequente e elevado, sendo um alimento democrático, acessível e altamente valorizado. O estudo também destaca a fusão de ingredientes tradicionais, como o queijo coalho e a carne de sol, com inovações nos acompanhamentos e apresentação, evidenciando a constante evolução do prato. Além disso, a presença crescente de novos restaurantes especializados no cuscuz reforça sua importância na identidade cultural e gastronômica da região. O cuscuz transcende sua função de alimento, simbolizando a conexão entre gerações e a preservação de tradições. A pesquisa conclui que o cuscuz, além de ser um ícone da culinária nordestina, é um elemento essencial na dieta diária dos habitantes, unindo simplicidade, tradição e inovação.
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    Identidade gastronômica das escolas de samba no Rio de Janeiro: as mulheres e a confecção das feijoadas
    (2023-09-21) Andrade, Jéssica Alexandre Mello de; Correia, Bruno Celso Vilela; http://lattes.cnpq.br/2359425137602779; http://lattes.cnpq.br/4121967947276809
    Esta pesquisa teve como objetivo a apresentação da feijoada como caráter identitário das Escolas de Samba da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, destacando o papel feminino à manutenção desse símbolo da cozinha nacional. Já que a gastronomia brasileira, em determinados momentos, adota referências internacionais abstendo-se de sua própria história. A elucidação interdisciplinar desse campo científico fortalece os saberes gastronômicos de modo que o exercício profissional seja mais consciente a respeito das relações e culturas que está desenvolvendo. Para isso foi realizada uma pesquisa através de revisão sistêmica de artigos, livros, textos jornalísticos, documentários e textos técnicos publicados sobre a origem das feijoadas, sua significância e presença nas Escolas de Sambas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, concentrando-se nas agremiações do Grupo Especial. O presente trabalho descreve a relação brasileira com o feijão até sua formatação como prato de destaque nacional: a feijoada. Preocupou-se, também, em desmistificar os discursos que criaram mitos populares a respeito da origem do prato estudado. E, em narrar de forma cronológica a criação da cultura sambista e das Escolas de Samba como espaços afro-diaspóricos e fomentos à cultura negra. Que encontrou no Rio de Janeiro formas de se materializarem e desenvolverem. Destacando o papel matriarcal desses processos através das Tias Baianas, figuras emblemáticas para o samba e essenciais para sua ligação com a alimentação. Portanto, a pesquisa buscou salientar a identidade gastronômica atrelada ao universo sambista e carnavalesco. E, em como essas culturas tem se perpetuado ainda que a profissionalização das Escolas e o embranquecimento, com seu caráter aculturativo, tenham influenciado algumas dinâmicas. A democratização de narrativas sobre as relações étnico-raciais no Brasil se reflete também na gastronomia, apropriando ou subalternizando saberes ancestrais de culturas escravizadas. O apagamento histórico da contribuição indígena, tal qual a mitigação dos fatos que impossibilitariam a criação da feijoada nas senzalas, reforça a necessidade das ciências, aqui representada pela gastronomia, de elucidar e valorizar as pluralidades culturais brasileiras. Abstendo-se de romantismos e ludicidades, ainda que a linguagem da alimentação crie referências para memórias afetivas e expresse valores de identidade. Esta pesquisa aponta que sutis apagamentos culturais e históricos, promovidos por hierarquização racial, vão dando lugar a mercantilização e esvaziam também valores gastronômicos ao descaracterizar tradições. E, o Rio de Janeiro como síntese de referências comporta uma "Pequena África" e suas tradições, fazendo-se necessário a conservação dessas, e não apenas sua reprodução sem fundamentação.