TCC - Bacharelado em Ciências Econômicas (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Bitcoin como moeda no Brasil: uma análise das funções e características monetárias a partir de indicadores de adoção (2019–2025)(2026-07-02) Ataíde, Marcos Antônio Porto de; Coelho Júnior, Álvaro Furtado; http://lattes.cnpq.br/1248468009730949O presente estudo investiga em que medida o bitcoin pode ser considerado moeda no Brasil, a partir da análise de suas funções e características monetárias entre agosto de 2019 e dezembro de 2025. A pesquisa combina revisão da teoria monetária com análise empírica baseada em indicadores de adoção, séries de preços e métricas comparativas de escala em relação ao sistema de pagamentos brasileiro. Inicialmente, examinam-se o conceito, as funções, as características e a evolução histórica da moeda, bem como as contribuições de François Quesnay (1694–1774), Adam Smith (1723–1790), David Ricardo (1772–1823), Jean-Baptiste Say (1767–1832), John Stuart Mill (1806–1873) e John Maynard Keynes (1883–1946) para a compreensão da demanda por moeda. Na sequência, apresentam-se a origem, o funcionamento básico e as propriedades que tornam o Bitcoin monetariamente relevante. Em seguida, utilizam-se dados da Receita Federal do Brasil, do Banco Central do Brasil, do Mercado Bitcoin, do BTCMap, do Yahoo Finance e do Mapa de Empresas para avaliar o desempenho monetário do bitcoin no país. Os resultados indicam que a arquitetura do Bitcoin favorece diversas características monetariamente relevantes, embora a estabilidade de valor permaneça sua principal fragilidade. Essas condições técnicas, contudo, não se converteram em uso monetário generalizado. Como intermediária de trocas, a utilização do bitcoin mostrou-se incipiente e circunscrita: embora a infraestrutura catalogada de aceitação tenha crescido, sua capilaridade permaneceu reduzida e sua escala residual diante do sistema de pagamentos vigente. Como unidade de conta, o bitcoin não se generalizou, pois os preços e contratos permaneceram predominantemente denominados em reais, enquanto a elevada volatilidade dificultou a denominação estável de valores. Como reserva de valor, apresentou desempenho relativamente mais favorável, porém condicional, marcado por valorização real expressiva no período completo, elevada volatilidade e perdas intermediárias profundas. Conclui-se que, no período analisado, o bitcoin se comportou predominantemente como ativo financeiro dotado de atributos monetários parciais, e não como moeda em sentido pleno no contexto brasileiro.Item Bitcoin: soberania financeira ou armadilha fiduciária?(2023-12-20) Barbosa, Lucas dos Santos; Carazza, Luís Eduardo Barbosa; http://lattes.cnpq.br/1625397086677760; http://lattes.cnpq.br/6178087346414083O Bitcoin busca desafiar o sistema fiduciário resolvendo diversos problemas associados ao modelo centralizado. Porém, inúmeros problemas de escalabilidade são verificáveis devido à capacidade limitada de processamento da blockchain. Diante disso, os usuários buscam novas alternativas para a criptomoeda, e a Lightning Network (LN) surge como uma solução que proporciona transações rápidas e econômicas. No entanto, a LN é fortemente centralizada e controlada por poucas entidades, suscitando em preocupações sobre privacidade, segurança, modificações tarifárias e regulamentações governamentais. Outra abordagem popular é a negociação de contratos de Bitcoins em corretoras, bancos, instituições de pagamento e empresas de carteiras custodiais. Embora mais cômodo, esse método acarreta desafios relacionados à privacidade e reserva fracionária. Conclui-se que as estas formas convencionais de utilização do Bitcoin são contrárias às premissas propostas no whitepaper e estão conduzindo a moeda para uma forma de moeda fiduciária. Diante deste panorama, a conscientização dos usuários sobre os benefícios do Bitcoin de forma descentralizada é necessária, estimulando a prática de transações peer-to-peer (P2P) e do armazenamento em autocustódia.Item Interferência estatal e moeda: o papel do bitcoin(2021-12-17) Vasconcelos, Wallysson Raymar do Amaral; Carazza, Luís Eduardo Barbosa; http://lattes.cnpq.br/1625397086677760; http://lattes.cnpq.br/3867316727024211O bitcoin foi a primeira, das mais de quatro mil moedas digitais que existem, a surgir. Atualmente esse ativo digital é o mais famoso do mundo. Porém, ainda há quem não entenda a tecnologia do bitcoin, muito menos como ela pode revolucionar o sistema financeiro. Sabendo o que é uma moeda digital e como ela funciona o cidadão poderá ter uma maior liberdade para escolher seu investimento podendo alocar, inclusive, seus recursos financeiros de forma que lhe traga o melhor benefício. Através disso, tem-se como objetivo geral apresentar os principais padrões monetários históricos e analisar como o bitcoin está inserido na atualidade. Tendo isso em mente, foi possível a elaboração dos seguintes objetivos específicos: apresentar alguns acontecimentos monetários já vividos; apresentar as vantagens de uma boa condução na política monetária e; saber se as moedas digitais podem ser uma possível via para o cidadão em caso de crise inflacionária. Para a presente pesquisa utilizou-se o modelo descritivo-explanatório. Houve a realização de um levantamento bibliográfico sobre a história da moeda, suas funções e características, sobre a visão de Friedman e a visão clássica a respeito da política monetária, o que é inflação, o que bitcoin e relatos históricos sobre os principais acontecimentos monetários do mundo. Entende-se que os governos tiveram participação significativa nos principais casos apresentados na pesquisa. Sugere-se que há abertura para que pesquisas posteriores analisem não só os desdobramentos do bitcoin, mas de outras moedas digitais para que se possa avaliar se o comportamento dos outros ativos digitais é igual ou semelhante ao do bitcoin.
