TCC - Bacharelado em Ciências Econômicas (Sede)

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    Causalidade de Granger entre índice de preços e os agregados monetários
    (2026-07-07) Silva, Adriano Lira da; Araújo, Chiara Natércia França; http://lattes.cnpq.br/7273384016233113
    O presente trabalho investiga a direção da relação de causalidade entre os agregados monetários (M0, M1 e M2) e a inflação no Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2025. O recorte temporal abrange a economia brasileira já sob o regime de metas de inflação consolidado no período pós-Plano Real e compreende episódios recentes de grande relevância monetária, como o choque pandêmico de 2020, o ciclo inflacionário de 2021–2022 e o subsequente aperto da política monetária. A análise parte da hipótese de que, nesse contexto, a relação entre moeda e preços não se apresenta de forma estritamente unidirecional, conforme postulado pela Teoria Quantitativa da Moeda, admitindo-se a possibilidade de causalidade bidirecional ou de endogeneidade monetária. Busca-se, assim, identificar a direção da transmissão entre os agregados monetários — do papel-moeda e das reservas bancárias (M0) aos meios de pagamento (M1) e à liquidez ampla (M2) — e a inflação, verificando se predomina a transmissão da moeda para os preços, o sentido inverso ou uma dinâmica bidirecional. Para tanto, utiliza-se a metodologia de Vetores Autorregressivos (VAR), complementada por testes de Causalidade de Granger, aplicados a séries mensais obtidas junto ao Banco Central do Brasil e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O teste de Dickey-Fuller Aumentado classificou os agregados monetários como integrados de ordem um — I(1) — e o IPCA como estacionário em nível — I(0). O modelo VAR foi estimado com doze defasagens, selecionadas pelo Critério de Informação de Akaike, com todas as séries em primeiras diferenças; como o IPCA já expressa a variação mensal dos preços, sua primeira diferença (ΔIPCA) mede a variação da inflação — isto é, sua aceleração ou desaceleração —, e não o nível. Os testes de Causalidade de Granger indicam que todos os agregados monetários causam, no sentido de Granger, as demais variáveis do sistema, e a análise da equação da inflação mostra que M0, M1 e M2 exercem efeito significativo sobre a variação da inflação, com estruturas de defasagens distintas. A variação da inflação também apresentou causalidade de Granger sobre os agregados monetários, configurando uma relação de bidirecionalidade. Esses resultados são consistentes com a hipótese de endogeneidade da moeda e com o comportamento do Banco Central sob o regime de metas de inflação, no qual a política monetária reage às pressões inflacionárias observadas.
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    Breve história econômica do Plano Real: dos bastidores ao legado econômico (1980-2010)
    (2025-08-08) Silva, André Samuel Salvador da; Freitas, Petrus Alves; http://lattes.cnpq.br/1474091666288817; http://lattes.cnpq.br/7408561026805446
    Este trabalho analisa a trajetória do Plano Real, desde os antecedentes históricos que motivaram sua criação até os impactos sociais e econômicos observados na década de 2000. A pesquisa parte da crise da dívida externa e da hiperinflação dos anos 1980 para compreender como essas condições impulsionaram reformas estruturais na década seguinte, sob forte influência do Consenso de Washington e do ideário neoliberal. No centro da análise está o Plano Real, implementado a partir de 1994, e suas implicações na estabilidade macroeconômica, na política fiscal, no regime cambial e nos processos de privatização. O estudo também discute como essa estabilização criou as bases para transformações sociais posteriores, incluindo a redução da pobreza e o surgimento de uma chamada nova classe social. Através de fontes bibliográficas variadas, o trabalho propõe uma leitura crítica dos limites e contradições do modelo adotado. Por fim, argumenta-se que, embora o Plano Real tenha sido decisivo para o controle da inflação e para a retomada da credibilidade econômica do país, ele também impôs limites e contradições que ainda reverberam na sociedade brasileira até os dias de hoje.
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    A independência do Banco Central e a inflação: uma análise da relação entre autonomia e estabilidade de preços no Brasil
    (2025-02-26) Bandeira, João Pedro de Melo; Gomes, Sónia Maria Fonseca Pereira Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9795791528582607; http://lattes.cnpq.br/8227603670360507
    Esta monografia pretende testar a teoria da Independência do Banco Central. Para tanto, busca-se avaliar as possíveis relações entre independência do BACEN com variáveis econômicas relevantes, especialmente a inflação. O foco principal é examinar se existe uma relação entre maior autonomia da autoridade monetária e a estabilidade dos preços. Aplicou-se um modelo de Mínimos Quadrados Ordinários para o período entre os anos de 1995 e 2024 e encontrou-se sinais de que maiores níveis de rotatividade podem estar associados a uma inflação mais alta, quando usasse a rotatividade como proxy para grau de independência real. No entanto, não parece existir relação entre a inflação e o índice de independência legal do Banco Central (BCI) para os dados brasileiros podendo indicar que a autonomia formal da instituição, embora essencial para a previsibilidade econômica e a credibilidade da política monetária, não garante, por si só, o controle da inflação. Outro aspecto importante é que o caso brasileiro tende a mostrar que a estabilidade da política monetária e a independência do Banco Central são fatores relevantes para um ambiente econômico previsível, mas insuficientes para conter a inflação se não forem acompanhados por uma política fiscal responsável e por um contexto macroeconômico favorável.
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    Como as políticas econômicas adotadas no Brasil influenciaram o comportamento da inflação na economia a partir do Plano Real?
    (2023-05-02) Araújo, Carlos Daniel Ribeiro de; Souza, Poema Isis Andrade de; http://lattes.cnpq.br/2017359154121135; http://lattes.cnpq.br/3096597320830083
    A presente monografia analisa como as políticas econômicas adotadas no Brasil influenciaram o comportamento da inflação na economia, a partir do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, 1995 até o governo de Michel Temer, em 2018 através de uma revisão bibliográfica e análise exploratória de dados secundários. Há uma análise das ações feitas nos governos vigentes e quais os desdobramentos resultantes. Logo, o estudo conclui que as políticas fiscais e monetárias implementadas em FHC e nos governos subsequentes, foram, em grande parte do tempo, efetivas em manter a inflação sob controle, mas também aponta que fatores externos, como as crises financeiras que ocorreram no México e da grande crise de 2008 das subprimes, e também flutuações nas commodities, afetaram a economia e a inflação. A pesquisa sugere que é necessário um acompanhamento constante das políticas econômicas dos governos para que haja uma maior assertividade na estabilidade da inflação no futuro.