TCC - Licenciatura em Letras (UAST)

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    Escrever-se na diáspora: imigração, identidade e raça em Americanah, de Chimamanda Adichie
    (2026-02-06) Silva, Ana Paula da Macena; Pereira , Kleyton Ricardo Wanderley; http://lattes.cnpq.br/8902091363038170; http://lattes.cnpq.br/0620917867032595
    Este trabalho tem como objetivo analisar o romance Americanah (2013) de Chimamanda Ngozi Adichie a partir das categorias da diáspora, identidade cultural e escritas de si, articuladas à perspectiva do feminismo negro e da interseccionalidade. Busca-se investigar de que maneira a experiência migratória de Ifemelu é permeada por opressões de gênero, raça e classe, bem como compreender o blog Raceteenth como uma forma moderna de escritas de si e enfrentamento do silenciamento histórico imposto às mulheres negras. Para aprofundar a análise, adota-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, fundamentada em uma revisão bibliográfica acerca dos temas analisados neste trabalho. As discussões acerca da imigração, diáspora e identidade cultural apoiam-se, sobretudo, nos estudos de Bhabha (1994), Sayad (1998) e Hall (2003). Para analisar as relações entre gênero, raça e classe, dialogamos com a noção de interseccionalidade a partir das formulações de Crenshaw (1989), Akotirene (2019) e bell hooks (2020). As reflexões sobre escrita de si fundamentam-se nas contribuições de Foucault (1992) e Arfuch (2010). Desse modo, o foco da pesquisa recai sobre a trajetória da protagonista Ifemelu e sobre as percepções construídas a partir de sua vivência na diáspora. Os resultados apontam a contribuição das escritas de si por permitirem à mulher negra expor as opressões que, de forma interseccional, impactam a construção de sua identidade. Desse modo, o que a presença do blog Raceteenth imprime em nossas percepções é que as mulheres negras, ao narrarem a si, podem deslocar-se da condição de objeto para a de sujeito da narrativa.
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    Terra sonâmbula: oralidade e resistência ao colonialismo em Mia Couto
    (2025-02-07) Souza, Mylena Lima Felisberto de; Cavalcanti, Ariane da Mota; http://lattes.cnpq.br/8029104330143800
    O presente trabalho de conclusão de curso propõe o estudo das representações da oralidade na obra Terra sonâmbula, do escritor contemporâneo da literatura moçambicana Mia Couto. Objetiva-se demonstrar através da análise da construção dos personagens, como a oralidade aparece como recurso estético de resistência à colonização portuguesa e à imposição da língua do colonizador, além de funcionar como estratégia estética capaz de revelar as múltiplas facetas culturais do povo moçambicano. Para desenvolver as análises do romance, tem-se como referenciais teórico-críticos principais os autores: Cabaço (2007), Cavacas (2015), Fanon (1980), Ferreira (1977), Mata (2013; 2016) e Candido (1976). O trabalho está organizado em três capítulos: inicialmente, no capítulo primeiro, apresenta-se um apanhado geral sobre Moçambique, seu histórico social e sua literatura, situando Mia Couto no campo literário moçambicano; em seguida, no segundo capítulo, discute-se a questão da oralidade na linha dos Estudos pós-coloniais; no terceiro capítulo, parte-se para a análise das representações da oralidade na construção dos personagens em Terra sonâmbula; por fim, arrolam-se as considerações finais.