03. Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST)

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    Desenvolvimento da pinheira submetida a diferentes doses deadubação nitrogenada e manejos de irrigação no semiárido pernambucano
    (2023-05-05) Santos, João Vitor Pereira dos; Lira, Raquele Mendes de; http://lattes.cnpq.br/7303795378184706
    A Annona squamosa L. (pinheira) é uma frutífera pertencente à família das Annonaceas, e juntamente com a graviola, se destacam no ramo comercial das frutíferas. O Brasil é considerado como maior produtor mundial desta cultura, tendo como destaque de produção a região Nordeste. Objetivou-se com este trabalho, avaliar o desenvolvimento da pinheira utilizando adubação nitrogenada e dois sistemas de irrigação. Estudo com ênfase na cultura da pinha, para o Semiárido Pernambucano. O estudo foi realizado na Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada com delineamento experimental em blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 5 X 2, sendo o primeiro fator (doses de ureia: D2 = 33,5 g; D3 = 67 g; D4 = 100,5 g e D5 = 134g), e a testemunha D1=0g sem aplicação de ureia, e o segundo fator sistemas de irrigação: gotejamento e micro aspersão, com quatro repetições, totalizando 40 parcelas experimentais. Aos 676 dias após o plantio (DAP) aplicou-se os tratamentos, e aos 677, 703, 740, 757 realizou-se análises do diâmetro, altura de planta, e área foliar, número de flores e frutos. Observou-se que o aumento das doses de nitrogênio até certo ponto e a irrigação por microaspersão melhora o desenvolvimento da pinheira.
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    Ocorrência de fungos fitopatogênicos na pós-colheita de frutas e hortaliças em Serra Talhada- PE
    (2023-09-21) Silva, Maria Izabela Ribeiro da; Albuquerque, Neilza Reis Castro de Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/5706869625614564; http://lattes.cnpq.br/1585907145745564
    As frutas e hortaliças são alimentos muito importantes para saúde humana, pois proporcionam inúmeros benefícios por terem em sua composição vários nutrientes essenciais ao corpo, como vitaminas, fibras e minerais. O consumo dos mesmos podem prevenir uma série de doenças e até mesmo vários tipos de cânceres. É importante destacar que mesmo com tantos benefícios, ocorrem vários problemas fitossanitários que afetam a qualidade pós colheita destes alimentos, como a ocorrência de doenças causadas por fungos fitopatogênicos. Uma grande quantidade de alimentos são perdidos na fase pós colheita no Brasil e no mundo devido a problemas fitossanitários. E para diminuir a ocorrência destes problemas é importante que sejam realizadas atividades de manejo dessas doenças com o auxílio de pesquisas em laboratório para ter resultados mais precisos na identificação e realizar o manejo específico para determinadas doenças. O trabalho foi realizado no Laboratório de Biotecnologia Vegetal da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST), com o objetivo de detectar a incidência de alguns agentes fúngicos que ocorrem na pós colheita de frutas e hortaliças, junto à construção de um banco de dados com informações referentes às espécies e seus hospedeiros, por meio da coleta de amostras, isolamentos e identificação dos fungos. As frutas e hortaliças coletadas com sintomas típicos de doenças fúngicas foram: alho, banana, goiaba, laranja, mamão, pepino, pimentão e pimenta de cheiro. A partir dos procedimentos realizados em laboratório foi possível identificar ao nível de gênero, os fungos presentes na pós colheita destes vegetais, possibilitando também a identificação da doença causada pelo mesmo. Espera-se que os dados coletados sejam utilizados para melhorar o manejo das doenças e diminuam as perdas na produção de frutos e hortaliças, bem como para ajudar nas pesquisas acadêmicas e para fins didáticos.
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    Análise cienciométrica das perspectivas de trabalhos sobre educação inclusiva no ensino de química a partir dos anais do Encontro Nacional de Ensino de Química
    (2023-09-22) Souza. Áfia Martins Pereira de; Diniz Júnior, Antônio Inácio; http://lattes.cnpq.br/4807751048303686
    A investigação na área de Educação Inclusiva é muito importante para o desenvolvimento de mecanismos que visem à aprendizagem e a inclusão. Nesse sentido, o objetivo é traçar um perfil de base cienciométrica das perspectivas de trabalhos sobre educação inclusiva a partir dos anais do Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) no período de 2004 a 2020. Os dados foram obtidos mediante uma consulta aos anais do Encontro Nacional de Ensino de Química no período de 2004 a 2020. Para a busca utilizaram-se as palavraschave: inclusão, educação inclusiva e química e inclusão, foram identificadas 208 produções, das quais 70 foram publicadas por pesquisadores da região Sudeste e 48 da região Centro-Oeste, enquanto as demais se dividiram entre as outras regiões do país. Verificamos que 2004 representou a fase inicial das pesquisas, bem como que as regiões podem de certa forma influenciar o número de publicações nas edições, mediante uma relação entre o número de inscrições e o número de publicações. Observamos que a região Norte apresentou o menor número de trabalhos sobre o foco da inclusão e a única que não abordou trabalhos direcionados para outros tipos de deficiência como baixa visão, deficiência auditiva/deficiência visual (DA/DV), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual (DI). Além disso, notamos que há uma tendência por trabalhos empíricos, em que os pesquisadores têm direcionado suas pesquisas para o nível básico, com foco em alunos com deficiência auditiva e visual, verificamos também que a produção didática é voltada principalmente para tabelas periódicas adaptadas e modelos atômicos concretos, e que as estratégias didáticas têm envolvido: materiais didáticos, experimentação e metodologias ativas, enquanto os conteúdos abordados são: tabela periódica e modelos atômicos em que observamos que estes são influenciados pelo nível de ensino. Portanto, o presente trabalho, agrega em suas contribuições a ampliação de discussões sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) ao contexto do ensino de Química, e a importância do ensino de Química para formação cidadã.
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    Intensidade de corte na pornunça em consórcio com clones de palma forrageira
    (2023-09-13) Santana, José Matheus Gomes de; Leite, Maurício Luiz de Mello Vieira; http://lattes.cnpq.br/4204641633941814; http://lattes.cnpq.br/5401881682045837
    A pornunça (Manihot sp.) é uma promissora fonte de alimento para os rebanhos do Semiárido brasileiro, por apresentar elevado valor nutritivo e ser extremamente adaptada às condições edafoclimáticas da região. Os diferentes sistemas de cultivo, como o consórcio pornunçapalma forrageira, tem grande capacidade de promover uma maior segurança alimentar para os rebanhos, sendo de suma importância para manutenção da atividade pecuária no Nordeste brasileiro. Desse modo, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico da pornunça, submetida a duas alturas de corte, em monocultivo e consorciada com dois clones de palma forrageira. A pesquisa foi conduzida em sequeiro na área experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada, em Serra Talhada – PE, microrregião do Sertão do Pajeú (Latitude7º57’24” Sul; Longitude 38º17’44” Oeste e Altitude 490 m). Utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, com parcelas subdivididas, sendo a parcela principal o sistema de cultivo [pornunça (Manihot glaziovii x Manihot esculenta) em monocultivo e pornunça consorciada com dois clones de palma forrageira (Nopalea cochenillifera (L.) Salm- Dyck, clone Doce Miúda; Opuntia stricta (L.), clone Orelha de Elefante Mexicana)]. As subparcelas foram constituídas de duas alturas de corte 40 e 80 cm, na pornunça. Uma menor intensidade de corte favoreceu o incremento das características estruturais da pornunça. Recomenda-se uma intensidade de corte na pornunça de 80 cm acima do solo, independentemente do sistema de cultivo. Para as condições edafoclimáticas semelhantes, recomenda-se o consórcio pornunça com clone Orelha de Elefante Mexicana como sendo o mais promissor.
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    Quando a amizade interrompe o silêncio: uma leitura de a máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe
    (2026-03-21) Silva, Beatriz Barbosa da; Andrade, Andreia de Lima
    Propõe-se uma análise da forma que o romance A máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe, representa a velhice e a solidão, com foco na forma como a amizade, particularmente o vínculo entre Senhor Silva, senhor Pereira, Esteves e Américo, ressignifica a existência do protagonista e lhe restitui sentido de vida. A pesquisa fundamenta-se no referencial teórico dos Age Studies, como Simone de Beauvoir (2018), Ecléa Bosi (1994), Eneida Haddad (2017) e Minayo & Coimbra Jr (2026) e dos estudos acerca da conceitualização da amizade, utilizando Aristóteles (2015) e Cícero (2021), também adota uma metodologia qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise literária. A partir da trajetória do Senhor Silva, marcada pelo luto e pela institucionalização em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A partir disso, o presente trabalho busca investigar de que maneira o romance desconstrói estereótipos relacionados à terceira idade; examinar como a narrativa dá voz e agência a personagens idosos, frequentemente marginalizados tanto na literatura quanto na sociedade; e analisar o papel da amizade e da empatia na trajetória do protagonista, compreendendo como esses elementos se tornam dispositivos de resistência à solidão e à despersonalização institucional. Nesse sentido, a amizade e a empatia surgem como forças éticas e afetivas capazes de interromper o isolamento e funcionar como dispositivos de resistência à solidão. Constata-se, portanto, que o romance não reduz a velhice à decadência, mas constrói uma representação complexa do envelhecimento, na qual sofrimento e fragilidade convivem com experiências de reconhecimento e pertencimento, especialmente quando os laços de amizade reorganizam a existência do protagonista.
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    Consanguinidade na zona rural de Serra Talhada - PE
    (2026-02-13) Silva, Beatriz Aldenice dos Santos; Gomes Junior, Plínio Pereira; http://lattes.cnpq.br/4037196872253452; http://lattes.cnpq.br/4213644312540078
    A consanguinidade constitui um fenômeno biológico e sociocultural relevante, especialmente em contextos rurais e populações historicamente isoladas, nos quais padrões endogâmicos tendem a se reproduzir intergeracionalmente. Este estudo teve como objetivo mapear e analisar a correlação entre a frequência de casamentos consanguíneos e as suas implicações potenciais para a saúde genética e reprodutiva em famílias residentes na zona rural do município de Serra Talhada-PE. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, com delineamento transversal, realizada por meio da aplicação de questionário estruturado em aproximadamente 15% dos domicílios acompanhados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), totalizando 503 entrevistas. Os dados foram organizados, codificados e analisados por meio de procedimentos estatísticos descritivos e inferenciais, considerando variáveis sociodemográficas, reprodutivas e territoriais. Os resultados evidenciaram uma distribuição espacial heterogênea da consanguinidade entre as localidades estudadas, com percentuais significativamente elevados em áreas específicas, indicando padrões endogâmicos intensos associados a fatores territoriais, históricos e socioculturais. Observou-se associação estatisticamente significativa entre consanguinidade e maior número médio de descendentes, bem como padrões diferenciados de desfechos reprodutivos, embora a consanguinidade não tenha se configurado como fator explicativo isolado para eventos abortivos, os quais apresentaram etiologia multifatorial. Conclui-se que a consanguinidade em Serra Talhada-PE deve ser compreendida como fenômeno multifatorial, articulando dimensões genéticas, sociais, territoriais e assistenciais, demandando a incorporação de estratégias contínuas de educação em saúde, aconselhamento genético e fortalecimento da atenção primária como instrumentos éticos e eficazes de mitigação de riscos genéticos em contextos culturalmente situados.
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    Fazenda larga da Macaúba JBJ
    (2026-02-09) Silva, Arthur Lucas Júlio; Souza, Evaristo Jorge Oliveira de; http://lattes.cnpq.br/0510969297765295; http://lattes.cnpq.br/3756528852216620
    A fazenda macaúba da JBJ Agropecuária tem seu foco principal na fase de cria de bovinos de corte, utilizando a F1 de Aberdeen Angus e Nelore. A fazenda é localizada na cidade de Posse em Goiás, conta com aproximadamente nove mil (9.000) cabeças de gado e um total de dez mil hectares (10.000ha) de extensão territorial. As atividades se iniciaram no bezerreiro, lugar onde eram alojados os bezerros que não estavam órfãos no campo, sendo por morte ou rejeição da mãe, também eram levados para os bezerreiros alguns animais que apresentavam deficiências que impossibilitasse de se desenvolver normalmente no campo, sendo necessário intervenção humana. No bezerreiro, os bezerros recebiam alimentação duas vezes ao dia sendo ofertado leite e ração. A rastreabilidade dos animais era feita através da chipação, onde os animais recebiam a colocação de um chip eletrônico na orelha direita, para cadastrar o chip eletrônico era preciso o peso do bezerro, número do brinco do bezerro e número do brinco da mãe. O bezerro também era medicado com panacoxx, dectomax, umbicura. Os bezerros erão medicados com zuprevo e CEF50 no momento da colocação do brinco de identificação, o brinco era colocado na orelha esquerda do bezerro. O protocolo de vacinação na fazenda foi realizado em todas as vacas da fazenda, sendo aplicado Vac-cherry, Rabmune, Solution 3,5% e Poli-Star. O gado era apartado cada vez que ia no curral, onde os vaqueiros separavam os bezerros das vacas evitando acidentes entre vacas e bezerros, as vacas do lote passavam primeiro pelo brete e logo após passavam os bezerros do lote, os bezerros passavam pelo brete e já eram recolocados de volta com as vacas. O gado recebia suplementos no pasto, a fazenda conta com três capins diferentes para os pastos, sendo 70% dos pastos formados com Brachiaria, 20% dos pastos são formados por Mombaça e de 10% formados por massai. O suplemento ofertado na fazenda se limitava a cinco suplementos diferentes, sendo eles 1G, 3G, transição, ureia 20 e ração creep. Alguns animais recebiam a marcação com ferro quente, normalmente eram animais que saiam da fazenda para uma fazenda que não fazia parte do grupo JBJ. A fazenda contava com um treinamento de manejo para reduzir o estresse entre o manejador e o gado, evitando gritaria no curral e a necessidade de objetos nas mãos do manejador responsável por mandar o gado para a seringa no curral. A ronda dos vaqueiros era diária na fazenda, eles visitavam os pastos onde estava o gado para fornecer a suplementação, auxiliar parto, medicar bezerros e se necessário levar algum animal para ser tratado pelo veterinário como a remoção do chifre quebrado de uma vaca. Os animais que iriam sair da fazenda eram levados para o curral onde passavam pelo brete para a leitura dos chips e redirecionados para a formação dos lotes para o embarque nas carretas. Devido a grande quantidade de animais para parir, alguns animais apresentam prolapso uterino, sendo necessário a recolocação do útero de volta na vaca e a sutura da parte externa da vagina. O cuidado sanitário teve uma forte atenção visando diminuir e prevenir doenças, também foi realizado a necropsia de animais que morriam sem apontamento de procedência da morte. Algumas vacas atrasavam a data planejada do parto e por isso era necessário fazer o diagnóstico de gestação através do toque. As vacas que apresentavam idade abaixo de sete anos foram submetidas ao protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). O programa de gestão escolhido pela fazenda foi o multbovinos.
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    Motivação entre diversas gerações nas organizações
    (2023-04-24) Sousa, Ana Gisele Bezerra de; Feitosa, Maria José da Silva; http://lattes.cnpq.br/6887857776351323
    Atualmente é possível encontrar nas organizações quatro tipos de gerações: geração Baby boomers, geração X, geração Y e geração Z, tendo assim então uma diversidade geracional cada uma com suas peculiaridades e suas perspectivas de vida. Para manter essas gerações engajadas e estimuladas, as organizações têm se preocupado e buscado formas de estimular a motivação dos colaboradores. O presente estudo visa compreender aspectos que estimulam a motivação dos colaboradores da geração baby boomers, da geração X, da geração Y e da geração Z nas organizações. Para tanto, foi realizado um estudo exploratório e descritivo, de abordagem qualitativa, conduzido por revisão sistemática de literatura, realizada via plataformas digitais Spell, Google acadêmico e Scielo. Os resultados mostram que existem vários fatores motivacionais comuns entre as quatro gerações, mas existem aspectos peculiares a cada geração. Portanto, é indispensável compreender os fatores motivacionais de cada geração como uma forma de conseguir alcançar melhores resultados dentro das organizações e possibilitar a satisfação do colaborador. Para futuros trabalhos recomenda-se ampliação das bases de dados e exploração mais intensa sobre aspectos motivacionais na geração Z.G
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    Revestimento de mucilagem de palma forrageira associada a fitorregulador melatonina na qualidade pós-colheita de batata-doce minimamente processada
    (2023-08-07) Sá, Sarah Alencar de; Simões, Adriano do Nascimento; Brito, Fred Augusto Lourêdo de; http://lattes.cnpq.br/1051058834812932; http://lattes.cnpq.br/1895049701533568; http://lattes.cnpq.br/9829768562128357
    A batata-doce está entre as cinco culturas mais consumidas na alimentação humana nos países em desenvolvimento, logo a cultura apresenta múltiplos fins, e consequentemente possui alta importância para a segurança alimentar. Em se tratando de perdas pós-colheita, a batata doce é cultivada como cultura marginal, com baixo investimento e produtividade, a qual sofre restrições na comercialização nos supermercados e na aceitação do consumidor. Para minimizar esses problemas, a indústria proporciona técnicas e métodos de conservação, como o processamento mínimo. Uma tecnologia alternativa e de baixo custo cada vez mais estudada e avaliada como um procedimento para elevar o tempo de vida de frutas e legumes é o emprego de coberturas comestíveis protetoras ou revestimentos alimentícios, estes sendo considerada uma das formas mais eficazes de manter a qualidade e a segurança dos frutos e vegetais. Assim a produção de um biorresvestimento obtido da mucilagem de palma forrageira (Nopalea cochenillifera Salm Dyck) adicionado de melatonina que possibilite um produto comestível, econômico e sustentável se promissor. As seguintes análises foram realizadas durante o armazenamento a temperatura de 5 ± 2 ºC: análise visual, perda de massa fresca, sólidos solúveis totais, fenóis solúveis totais, atividade antioxidante por DPPH, atividade das enzimas polifenoloxidase (PPO) e peroxidase (POD), ascorbato peroxidase (APX) e catalase (CAT). Para batata do controle e batata com mucilagem de palma, a qualidade visual não se manteve durante os dias de conservação, os teores de compostos fenólicos foram menores, a atividade enzimática das polifenoloxidase e peroxidase foram altas. Já a batata com melatonina a qualidade visual foi mantida por mais tempo ao longo da conservação refrigerada, e ainda, as raízes obtiveram altos teores de sólidos solúveis, menor perda de massa e menor atividade enzimática da PPO e CAT. A obtenção desses dados permitiru entender que o revestimento comestível com melatonina se mostra promissor na conservação e manutenção das características sensoriais da batata-doce. Para minimizar esses problemas, o uso do processamento mínimo, do revestimento comestível, e do período de 15 dias de conservação se torna viável para a manutenção da conservação, qualidades sensoriais e organolépticas da batata-doce
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    Caracterização da pesca artesanal na comunidade indígena Truká, localizada na Ilha de Assunção-Cabrobó-PE
    (2022-10-07) Santos, Ana Clara dos; Véras, Dráusio Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7132031218581637
    A pesca artesanal vive na estreita relação entre a comunidade pesqueira e a natureza, no Brasil a pesca artesanal é de suma importância na produção pesqueira nacional, tornando importante o conhecimento de características sociais, econômicas, ambientais e operacionais das comunidades pesqueiras de cada região. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a pesca artesanal na comunidade indígena Truká, localizada na Ilha de Assunção município de Cabrobó-PE, analisando o perfil socioeconômico e operacional das práticas pesqueiras utilizadas cotidianamente, por meio da realização de entrevistas semiestruturadas, com os pescadores locais. A coleta de informações foi feita através de questionários semiestruturados, aplicado a 25 pescadores e a presidente da colônia de pescadores Z-35. O trabalho foi desenvolvido entre os meses de agosto a setembro de 2022. Para seleção dos pescadores, foi utilizado o método de coleta de informações baseado na amostragem bola de neve (BAILEY, 1982). As entrevistas com os pescadores foram feitas em suas devidas residências e nos locais de pesca. Os resultados mostraram que na aldeia Truká tem cerca de 70 pescadores indígenas cadastrados na colônia Z-35, a maioria sendo homens (60%) em relação as mulheres (40%), com idade variante entre 32 a 59 anos. As pescadoras da ilha de assunção mostram sua força e capacidade para o trabalho “braçal”, reforçando a ideia de que “o lugar de mulher é onde ela quiser”, na qual conseguem uma renda da pesca igual à dos homens. Sobre o grau de escolaridade dos pescadores entrevistados observou-se que a maioria destes apresenta baixa escolaridade, quando comparado os gêneros, as mulheres possuem um grau de instrução maior. A canoa foi a embarcação mais citada para as pescarias e o principal apetrecho utilizado é a linha de mão e a rede de espera, sendo a curimatã, piau e pacu os principais recursos pesqueiros capturados. Todos os pescadores recebem o benefício do seguro defeso que acontece entre os meses de novembro até o final de fevereiro. A ausência da fiscalização acarreta a prática da pesca predatória demasiadamente, o que proporciona estado de alerta, visto que muitas espécies estão desaparecendo, a qual outros fatores também estão associados como os barramentos e a poluição. A realização desse trabalho tem por objetivo ver como a pesca artesanal se encontra na comunidade indígena, quantificando o número de pescadores que fazem parte da colônia Z-35, e quais as condições em que realizam a atividade, os meios necessários para uma melhoria, mostrando o grande potencial e importância que a comunidade indígena Truká da cidade de Cabrobó-PE tem, para o desenvolvimento dessa atividade na região.