01. Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (Sede)
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Item Mudanças climáticas e saúde do trabalhador: proposta de instrumento para análise das condições de trabalho dos agentes de combate às endemias no distrito sanitário iv na cidade do Recife (PE)(2026-02-23) Azevedo, Jessyca Carolina de Lima; Almeida, Wêslley Natam Martins; http://lattes.cnpq.br/0355798712384934; http://lattes.cnpq.br/8903176476278046O presente Trabalho de Conclusão de Residência tem como finalidade descrever e analisar as atividades desenvolvidas pelo médico veterinário residente no Programa de Residência em Área Profissional de Saúde em Medicina Veterinária, com ênfase em Medicina Veterinária Preventiva - Saúde Coletiva, no biênio de 2024 a 2026, bem como apresentar a proposta de um instrumento voltado à análise acerca dos impactos das mudanças climáticas nas condições e, consequentemente, na atuação de trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). Trata-se de uma modalidade de pós-graduação lato sensu voltada à qualificação de profissionais para atuação em áreas estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa teve duração de 24 meses, compreendendo o período de março de 2024 a março de 2026, com carga horária total de 5.760 horas, distribuídas em regime de 60 horas semanais, sendo 1.152 horas destinadas às atividades teóricas e teórico-práticas e 4.608 horas às atividades práticas. No período inicial da residência, entre março e abril de 2024, foram cursadas as disciplinas obrigatórias, seguidas de vivências práticas nos serviços do SUS. As experiências ocorreram no município de Camaragibe durante o primeiro ano e, no segundo ano, no Distrito Sanitário IV, na Secretaria Executiva de Atenção Básica e na Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde do município do Recife. O trabalho está organizado em dois capítulos: o primeiro apresenta o relato das atividades desenvolvidas nos cenários de prática, e o segundo contempla a pesquisa intitulada “Mudanças climáticas e saúde do trabalhador: proposta de instrumento para análise das condições de trabalho dos agentes de combate às endemias no Distrito Sanitário IV da cidade do Recife”, abordando seus objetivos, metodologia e contribuição para a área da Saúde Coletiva. Espera-se que este trabalho contribua para o fortalecimento das práticas de vigilância em saúde e da integração entre saúde ambiental e saúde do trabalhador, valorizando a experiência formativa da residência e oferecendo subsídios para o planejamento e a gestão das ações no âmbito do SUS.Item Incêndios florestais: uso de visualização geométrica para análise de risco(2025-08-15) Ramos, Raffael Vieira; Bocanegra, Silvana; Alves, Rayanna Barroso de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4596111202208863; http://lattes.cnpq.br/9128046332218001Este trabalho apresenta um modelo de diagrama voltado à avaliação do risco de incêndios florestais em diferentes municípios brasileiros, utilizando uma metodologia empírica de visualização geométrica que possibilita o monitoramento temporal do risco e potencializa ações de prevenção, tomada de decisão e resposta rápida pelos órgãos responsáveis. Para tanto, foi adaptado um modelo originalmente proposto pela Universidade Politécnica da Catalunya e utilizado em parceria com o Instituto de Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD-PE) para a COVID-19. Os resultados evidenciam que o modelo identifica períodos críticos e áreas prioritárias, comprovando sua aplicabilidade na gestão do risco de incêndios florestais.Item Avaliação de emissões de gases de efeito estufa no CEASA/PE(2024-07-24) Soares, Guilherme Bastos; Pragana, Rossanna Barbosa; http://lattes.cnpq.br/8705453663044944; http://lattes.cnpq.br/7776540361160364As emissões de gases de efeito estufa (GEE) sempre ocorreram naturalmente na Terra, mas a preocupação global com as emissões antropogênicas começou a partir do ano de 1979, com a realização da primeira conferência mundial do clima. Após isso, vários acordos foram construídos com o intuito de reduzir as emissões desses gases, como a Eco-92, o Protocolo de Kyoto e o acordo de Paris, que estabeleceram metas para a redução das emissões de GEE. A contabilização desses gases é uma forma de quantificar as emissões pelas atividades desenvolvidas em uma empresa ou organização, por isso, o estudo teve como objetivo mapear as atividades desenvolvidas no CEASA/PE, buscando métodos para quantificar as emissões geradas, como através da ferramenta de cálculo do GHG Protocol, que condensa os fatores de emissão calculados para cada processo de acordo com o ano em que as emissões serão contabilizadas já para os cálculos das emissões evitadas no processo de compostagem foi utilizada a ferramenta AMS-III.F, realizando uma comparação com as emissões advindas de processo de aterramento de resíduos. Com os cálculos realizados foi possível observar que a CEASA teve um total de 13.481,24 toneladas de CO2-eq emitidas no ano de 2023, com o processo de compostagem no CEASA-PE evitando a emissão de 8.108 tCO2-eq, quando comparado ao aterramento dos mesmos resíduos. Além disso, observa-se que se caso todos os resíduos orgânicos fossem compostados pelo centro, as emissões evitadas poderiam chegar até 22.656,9 tCO2-eq, demonstrando o potencial da compostagem para redução de emissões de GEE. Ademais, o estudo observa que a compostagem é um importante contribuinte para a redução das emissões de GEE, sendo necessária a implementação de processos de compostagem mais amplos e controlados, recomendado-se que hajam mais estudos relacionados ao transporte dos resíduos para otimizar a eficácia na redução dos projetos de compostagem.Item Política Estadual de Mudanças Climáticas: instrumentos, resultados e interação com questões florestais(2022-10-10) Caetano, Matheus Braga Cordeiro; Meunier, Isabelle Maria Jacqueline; http://lattes.cnpq.br/9202793669201466; http://lattes.cnpq.br/4973571977743177As mudanças climáticas que o planeta vem enfrentando são resultado da intensificação do chamado efeito estufa. Nesse sentido, os países firmaram acordos, estabelecendo medidas que os envolvidos devem adotar para definir estratégias de mitigação e adaptação. As florestas desempenham um papel importante na mitigação, pois atuam como sumidouros de carbono atmosférico, sendo essencial que estratégias de conservação e expansão das áreas florestais sejam estabelecidas. O Brasil e seus estados vêm desenvolvendo suas estratégias nacionais e locais de enfrentamento. Este trabalho tem como objetivo descrever as políticas públicas sobre mudanças climáticas no estado de Pernambuco, a fim de identificar os principais marcos legais que fundamentam o enfrentamento das mudanças climáticas na região. Além disso, este trabalho analisa os pontos de interação das políticas climáticas e medidas de conservação e reflorestamento, buscando identificar possíveis resultados, estágio de implementação e quais projetos foram executados ou estão em andamento vinculados à área florestal que contribuem para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A pesquisa qualitativa foi desenvolvida com base em pesquisa bibliográfica e documentos oficiais. O estado de Pernambuco tem sua política estadual de clima e instrumentos como o Plano Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC/PE) e o Plano Estadual de Descarbonização de Pernambuco (PDPE), além de outras políticas que possuem coerência programática. Identificou-se que, para o setor florestal, os planos estabelecem metas voltadas à conservação e reflorestamento. Dos objetivos para o setor florestal do PEMC/PE, verificou-se apenas a expansão de 22 unidades de conservação. Mecanismos como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), propostos como opções para o setor, não tiveram sucesso, não tendo sido desenvolvidos projetos ao longo dos doze anos de política climática por falta de apoio financeiro para o desenvolvimento dos projetos. Existem apenas dois programas em desenvolvimento em Pernambuco que podem contribuir para a estratégia de mitigação, mas ainda estão em fase de implementação. A ausência de mecanismos de acompanhamento, a falta de apoio financeiro para a implementação de políticas e a baixa coordenação institucional constituem grandes barreiras para o avanço da política climática e para a mitigação pela conservação e reflorestamento.
