Bacharelado em Ciências Biológicas (Sede)

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    Produção e purificação de protease por Mucor subtilissimus UCP 1262 para a hidrólise de ddgs visando aplicação em rações para frangos de corte
    (2026-02-12) Silva, Larissa Rodrigues da; Porto, Ana Lúcia Figueiredo; Neves, Anna Gabrielly Duarte; http://lattes.cnpq.br/4056921095855696; http://lattes.cnpq.br/4989617783837981; http://lattes.cnpq.br/6713813439375620
    As proteases constituem o maior grupo de enzimas industriais, sendo amplamente empregadas nos setores alimentício, farmacêutico, de detergentes e de nutrição animal. Os fungos filamentosos destacam-se como importantes produtores dessas enzimas, devido à elevada capacidade de secreção extracelular e à possibilidade de utilização de resíduos agroindustriais como substratos. Isso contribui para a biodisponibilidade de nutrientes presentes nos resíduos, facilitando seu uso para ração na pecuária de corte, além de possibilitar redução de custos e contribuir para a sustentabilidade do processo. O presente trabalho teve como objetivo produzir e purificar uma protease extracelular do fungo Mucor subtilissimus UCP 1262, utilizando os grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) como substrato fermentativo, visando à avaliação de seu potencial de aplicação no melhoramento de rações de aves de corte. A produção enzimática foi realizada por fermentação em estado sólido (FES) utilizando 10g de DDGS como substrato, 60% de umidade nos tempos de 48h, 72h e 96h a 30°C. Outrossim, o melhor tempo para a produção da enzima foi em 48 horas por apresentar a maior atividade específica 15,63 U/mg, sendo a menor atividade no tempo de 72 horas com atividade de 13,03 U/mg. Após determinar a atividade específica dos extratos brutos, foram realizadas pré purificações com solventes orgânicos, acetona e etanol 70% e salting-out com sulfato de amônio (NH4)2SO4. Já a pré-purificação por precipitação com acetona apresentou maior atividade específica, obtendo o valor de 316,9 U/mg. Na etapa de purificação, a enzima foi purificada sequencialmente em coluna de troca iônica DEAE-Sephadex A50 e coluna de exclusão molecular Sephadex G-200. A enzima parcialmente purificada foi utilizada nos ensaios de hidrólise do DDGS, conduzidos nas concentrações de 0,5% e 1%. A liberação de frações proteicas e peptídicas foi monitorada por espectrofotometria a 280 nm e 215 nm. Os resultados indicaram que a protease fúngica apresentou melhor desempenho na concentração de 0,5% de DDGS, com maior liberação de frações proteicas após 2 horas de reação, apresentando desempenho comparável à tripsina. Por outro lado, a tripsina apresentou um aumento contínuo na liberação de peptídeos ao longo do tempo, atingindo o valor máximo de absorbância a 215 nm após 6 horas de reação, o que indica uma hidrólise progressiva das proteínas do DDGS. É importante destacar que essa é uma avaliação de aplicação preliminar, sendo observadas variações nos perfis de absorção tanto a 280 nm quanto a 215 nm, indicando a presença de frações peptídicas de diferentes tamanhos e composições, cujas ligações peptídicas absorvem em comprimentos de onda distintos. O grau de hidrólise e a caracterização detalhada dos peptídeos gerados deverão ser aprofundados em estudos futuros. Ainda assim, a protease produzida pelo Mucor subtilissimus UCP 1262 demonstrou potencial para aplicação no melhoramento nutricional de rações à base de DDGS, destacando-se por sua eficiência hidrolítica, viabilidade econômica e caráter sustentável.
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    Análise da composição do óleo essencial de Lippia alba após elicitação com ácido acético e restrição hídrica
    (2025-08-04) Silva, João Paulo Izidio da; Sperandio, Marcus Vinicius Loss; Silva, Mirella Larissa Lima da; http://lattes.cnpq.br/4157291425794314; http://lattes.cnpq.br/4157291425794314; http://lattes.cnpq.br/4463500285793848
    As plantas são essenciais para a vida na Terra, no entanto são altamente sensíveis à condições limitantes, como restrição hídrica. Este trabalho analisa um experimento realizado em casa de vegetação da UFRPE com o objetivo de analisar a composição do óleo essencial em plantas de Lippia alba (Verbenaceae) cultivadas sob restrição hídrica, utilizando-se de ácido acético como elicitor exógeno e buscando uma correlação entre a aplicação do elicitor e a composição do óleo essencial. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, com posterior coleta, extração do óleo essencial e identificação dos componentes realizados no laboratório de produtos naturais e bioativos da UFRPE. Dentre os compostos mais abundantes identificados, têm-se os monoterpenos majoritários Geranial (45%) e Neral (28%), além dos outros monoterpenos encontrados em menor quantidade, como Limoneno (7%) e Carvona (3%), correspondendo a aproximadamente 90% do rendimento do óleo essencial. O grupo dos sesquiterpenos, por outro lado, correspondeu a aproximadamente 5% do rendimento do óleo essencial, e os compostos encontrados foram β- cariofileno (1,3%), Germacreno D (1%) e β-selineno (0,2%). Diante disso, pode-se concluir que os compostos monoterpênicos apresentaram resultados diferentes mediante o tratamento no qual foram submetidos, como o caso do Geranial, que apresentou sensibilidade à restrição hídrica, mas não a elicitação com ácido acético, ou o Neral, que não apresentou respostas estatisticamente significativas independente do tratamento realizado. Em relação aos sesquiterpenos, foi visto sensibilidade para todos os fatores testados, principalmente para o tratamento combinado entre restrição hídrica e elicitação, influenciando na produção dos compostos do metabolismo secundário. A Análise de Cluster Hierárquico (AHC) indicou que a elicitação com ácido acético 0,5% é capaz de modular o perfil dos principais componentes do óleo essencial de L. alba, ocorrendo maior diferenciação do perfil do óleo essencial com a elicitação com ácido acético 0,5% e restrição hídrica. O ácido acético apresentou resultados eficazes na modulação de metabólitos em parceira com restrição hídrica, sendo um potencial agente para a mitigação da seca e conversação da biodiversidade.
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    Comportamento e manejo de serpentes do gênero Lachesis Daudin, 1803 (Squamata: Viperidae) em mídia social no Brasil
    (2025-08-08) Gomes, Yuri Drakan de Lima Vieira; Santos, Ednilza Maranhão dos; http://lattes.cnpq.br/5812920432455297; http://lattes.cnpq.br/6042417493692298
    A presente pesquisa teve como objetivo analisar informações sobre o comportamento, o manejo e a percepção pública das serpentes do gênero Lachesis no Brasil, com base em vídeos publicados na plataforma YouTube entre os anos de 2014 e 2025. A escolha do gênero se deve à sua relevância médica, ecológica e cultural, além da escassez de estudos comportamentais realizados em vida livre, causada por seus hábitos crípticos e baixa densidade populacional. Utilizando ferramentas metodológicas da iEcology e do conservation culturomics, foram selecionados 101 vídeos que retratavam interações entre humanos e serpentes do gênero, com especial atenção à caracterização de comportamentos defensivos, reprodutivos, alimentares e de locomoção, bem como à identificação dos ambientes e formas de manejo registradas. Os resultados revelaram a predominância de comportamentos defensivos e de fuga por parte das serpentes, contrariando a imagem popular de animais agressivos. Também foi observada uma elevada frequência de práticas de manejo inadequadas, evidenciando a carência de informação técnica acessível à população. Além disso, cerca de 11% dos vídeos apresentavam identificação equivocada da espécie, fator que reforça a necessidade de ações de educação ambiental e divulgação científica. As métricas de engajamento digital mostraram que vídeos com conteúdo emocional ou narrativo, como relatos de acidentes, apresentaram maior número de comentários e visualizações, mesmo quando publicados por canais com menor número de seguidores. A pesquisa destaca o potencial das plataformas digitais como fontes complementares de dados ecológicos e etológicos, e como ferramentas estratégicas para a conservação, educação ambiental e redução de conflitos entre humanos e serpentes. O uso de vídeos espontaneamente publicados por usuários comuns permitiu acessar informações em escalas geográficas e temporais amplas, contribuindo para a compreensão da relação sociedade-natureza. Conclui-se que o cruzamento entre ciência, tecnologia e cultura digital oferece novas possibilidades metodológicas para a herpetologia contemporânea e para a formulação de políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade e à convivência segura com a fauna silvestre.
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    Riscos do uso de pesticidas organofosforados no desenvolvimento fetal: uma revisão narrativa
    (2025-08-08) Santos, Ana Beatriz Nascimento dos; Cadena, Pabyton Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/0655014992762819; http://lattes.cnpq.br/3675659358428821
    O uso de pesticidas no Brasil, especialmente os pertencentes à classe dos organofosforados, tem se intensificado nas últimas décadas, posicionando o país entre os maiores consumidores globais desses compostos. Esse cenário é consequência de um modelo agrícola baseado na monocultura, o que amplia a exposição tanto ambiental quanto ocupacional da população, sendo gestantes e seus bebês um dos grupos mais vulneráveis. Dentre os pesticidas organofosforados, o malathion é um dos mais utilizados, tanto na agricultura quanto em ações de controle de vetores em saúde pública. Mesmo sendo classificado como de baixa toxicidade, estudos indicaram que a exposição a esse composto, especialmente no período gestacional, pode estar associada a diversos efeitos tóxicos ao desenvolvimento fetal. Diante disso, esta revisão narrativa teve como objetivo analisar os impactos da exposição a pesticidas organofosforados sobre o desenvolvimento fetal e discutir suas implicações para a saúde pública no Brasil. Além disso, foi observado que os efeitos mais significativos deste pesticidas está relacionado à inibição da acetilcolinesterase, o que pode acarretar em efeitos tóxicos que podem comprometer o neurodesenvolvimento e desencadear prejuízos duradouros à saúde do feto, no entanto, ainda existe uma lacuna significativa na literatura quanto aos seus impactos durante a gestação. Com isso, concluiu-se que, apesar da lacuna a respeito dos efeitos tóxicos dos organofosforados, incluindo o malathion durante o desenvolvimento fetal, a exposição gestacional a estes pesticidas representa um relevante risco à saúde pública.
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    Análise do perfil inflamatório na regeneração muscular em ratos: efeitos de microenxertos contendo células-tronco mesenquimais associadas ao exercício físico
    (2025-08-05) Xavier, Maria Vitória da Silva; Palma, Mariza Brandão; http://lattes.cnpq.br/5056572269695104; http://lattes.cnpq.br/0020041031586518
    A regeneração muscular esquelética é um processo altamente coordenado e dinâmico, essencial para a recuperação de tecidos danificados após lesão. Esse processo envolve mecanismos celulares e moleculares que incluem necrose, inflamação, proliferação celular, angiogênese e remodelamento estrutural. No entanto, em casos de lesão extensa, a regeneração pode ser comprometida, levando à formação de fibrose e prejuízo funcional. Diante disso, estratégias terapêuticas como o uso de células-tronco mesenquimais (CTMs) e a prática de exercício físico moderado têm sido investigadas com o objetivo de potencializar a reparação muscular por meio da modulação da resposta inflamatória. Neste contexto, o presente trabalho avaliou os efeitos da aplicação de microenxertos contendo CTMs associada ou não ao exercício físico sobre o perfil inflamatório na regeneração muscular de ratos Wistar submetidos à indução de lesão. Para isso, foram utilizados 120 animais, alocados aleatoriamente em quatro grupos experimentais: GC1 (sem exercício e sem CTM), GC2 (sem exercício e com CTM), GC3 (com exercício e sem CTM) e GC4 (com exercício e com CTM), cada grupo contou com 24 animais (6 animais por grupo), totalizando 120. A análise histológica foi realizada no músculo gastrocnêmio anterior direito coletado nos dias 3, 7, 14, 21 e 30 (intervalos de eutanásia) após a lesão, corados com hematoxilina e eosina (HE), com o objetivo de caracterizar aspectos morfológicos como necrose, hemorragia, infiltrado inflamatório e fibrose. A avaliação qualitativa demonstrou que o grupo GC4, tratado com CTMs e submetido ao exercício físico moderado, apresentou uma resposta inflamatória mais eficiente e controlada ao longo do tempo, com redução progressiva da necrose e da infiltração leucocitária, menor grau de fibrose e aumento da presença de mioblastos em fases tardias, indicando um ambiente propício à regeneração muscular funcional. O GC1, grupo controle negativo, apresentou padrão inflamatório intenso e prolongado, com elevada necrose tecidual, hemorragia persistente e fibrose evidente, o que reflete uma regeneração deficiente. O grupo GC2 apresentou redução discreta da inflamação e da necrose em relação ao GC1, evidenciando os efeitos terapêuticos isolados das CTMs, embora sem potencial reparativo pleno. Já o GC3 apresentou um aumento do processo inflamatório nos primeiros dias, possivelmente como resultado do estresse físico induzido pelo exercício, seguido de reorganização estrutural nos estágios finais. A análise comparativa entre os grupos evidenciou que a combinação entre CTMs e exercício físico foi a estratégia mais eficaz para modular a inflamação e otimizar a regeneração muscular. Assim, os dados obtidos reforçam o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais, especialmente quando aplicadas em sinergia com protocolos de exercício físico controlado, representando uma abordagem promissora para intervenções em lesões musculares extensas.
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    Crocodilomorfos fósseis do Brasil
    (2025-08-08) Silva, Gaibel Vieira Assumpção da; Oliveira, Gustavo Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/0511197435512022; http://lattes.cnpq.br/2050302497535683
    O Brasil abriga um dos registros fósseis de Crocodylomorpha mais ricos e diversos do mundo, sendo crucial para a compreensão da história evolutiva do clado em escala global. Embora estudos seminais tenham consolidado o conhecimento inicial sobre esses táxons, o contínuo avanço das pesquisas nas últimas décadas tornou imperativa uma nova e abrangente sistematização dos dados. Este trabalho teve como objetivo principal atualizar e analisar a diversidade de crocodilomorfos fósseis do Brasil, integrando uma catalogação da diversidade de espécies válidas e uma síntese paleoecológica com uma análise cienciométrica inédita da produção científica nacional e internacional sobre o tema. Para isso, foi realizada uma extensa revisão bibliográfica para compilar as 57 espécies válidas e sua distribuição em 12 unidades geológicas. Paralelamente, foi conduzida uma análise cienciométrica sobre uma base de 161 artigos científicos, utilizando os softwares R para mapear a estrutura intelectual, as redes de colaboração e o impacto da pesquisa na área. Os resultados revelam um mosaico de irradiações adaptativas espetaculares, como a dominância de Notosuchia terrestres com dietas especializadas (e.g., Baurusuchidae, Sphagesauridae) nos ecossistemas do Cretáceo Superior do Grupo Bauru (Região Sudeste), e a coexistência de Caimaninae gigantes, como o hipercarnívoro Purussaurus brasiliensis e os predadores não seletivos de pequenos animais Mourasuchus spp., no mega-pantanal amazônico do Mioceno (Região Norte). A análise cienciométrica confirmou um campo de pesquisa em plena expansão desde os anos 2000, com forte colaboração nacional e internacional, e um foco geográfico proeminente no Grupo Bauru. Conclui-se que o registro brasileiro documenta episódios evolutivos chave, como a origem de linhagens de Neosuchia no Gondwana, a sobrevivência de Sebecidae à extinção K-Pg e a diversificação dos Alligatoridae na América do Sul. Ao unir a síntese paleontológica com a análise quantitativa, este estudo não apenas consolida a posição do Brasil como um centro fundamental para o estudo dos Crocodylomorpha, mas também aponta para a necessidade de investigações em bacias menos exploradas, cujo potencial para novas descobertas permanece vasto.
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    Avaliação preliminar de uma formulação contendo proteínas laticíferas de Calotropis procera e gentamicina no controle da listeriose experimental
    (2026-02-13) Ribeiro, Victor Vinicius Pereira; Lima Filho, José Vitor Moreira; http://lattes.cnpq.br/9476972124107533; http://lattes.cnpq.br/4982962698333194
    O conhecimento histórico sobre plantas medicinais, fundamentado no empirismo, destaca o potencial terapêutico de substâncias presentes no látex de diferentes espécies. Esse recurso natural representa uma alternativa estratégica frente ao crescimento da resistência bacteriana, um problema de saúde pública que torna ineficazes antibióticos tradicionais, como a gentamicina. Um exemplo crítico é a Listeria monocytogenes, patógeno de origem alimentar altamente resistente e letal para grupos vulneráveis, capaz de manipular mecanismos imunes celulares para invadir o organismo. Diante do aumento de surtos e da capacidade de adaptação dessa bactéria, o presente estudo investigou o potencial de proteínas obtidas do látex de Calotropis procera no controle de infecções graves causadas por uma cepa patogênica de L. monocytogenes. O estudo utilizou camundongos fêmeas Swiss para testar a eficácia de um extrato proteico rico em proteínas e enzimas do látex vegetal (LP), obtido após dialises sucessivas e purificação cromatográfica. O desenho experimental consistiu na infecção oral dos animais, seguida de tratamentos intraperitoneais com diferentes doses de LP ou LP combinada com o antibiótico gentamicina. Após 72 horas, os animais foram eutanasiados para quantificar a carga bacteriana no sangue, fígado e baço, contagem de leucócitos. O peso dos animais e de órgãos alvos da infecção também foi acompanhado. Os resultados mostram que o tratamento com LP não reduziu a carga bacteriana nos órgãos, mas atuou como um potente imunoestimulante, elevando a quantidade de linfócitos nos grupos tratados em relação aos controles não tratados. Clinicamente, a dose de 1 mg/kg de LP diminuiu significativamente a perda de peso dos animais e melhor manutenção da homeostase. Os resultados mostraram, de forma preliminar, que a associação de LP com gentamicina pode produzir um efeito adjuvante imunoestimulante promissor, desde que administrada em doses que não comprometam o equilíbrio metabólico.
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    Revisão sistemática sobre os aspectos ecológicos, etnobotânicos e potencial medicinal de Piper umbellatum L.
    (2026-02-12) Albuquerque, Flávia Aparecida de Oliveira Bezerra; Sperandio, Marcus Vinicius Loss; http://lattes.cnpq.br/4157291425794314; http://lattes.cnpq.br/7795164978567436
    O gênero Piper pertence à família Piperaceae, que possui aproximadamente 2000 espécies, com ampla distribuição nas regiões pantropicais. A espécie Piper umbellatum L., também denominada caapeba, está distribuída geograficamente em todas as regiões do Brasil pertence aos domínios fitogeográficos da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além do Brasil, essa espécie é uma planta neotropical que apresenta ampla distribuição no México, América Central, América do Sul e índias Ocidentais e foi introduzida em regiões da África e do Sudeste Asiático. A relevância deste estudo se justifica, no interesse científico por elucidar e compreender os aspectos ecológicos, polinizadores, interações ecológicas da espécie e sua distribuição em diferentes ambientes. Além de sua composição química e usos tradicionais já relatados, descritos na literatura durante o período de 2015-2025, na busca por conhecimentos para propor formas de conservação e manejo sustentável de Piper umbellatum L. O objetivo deste trabalho foi avaliar os dados de distribuição geográfica, interações ecológicas, compostos químicos, atividades biológicas e usos etnobotânicos descritos na literatura referentes à espécie P. umbellatum L. A metodologia baseou-se na análise sistemática da literatura sobre a espécie P.umbellatum L., proveniente das bases de dados Pubmed, Scielo, Scopus e Web of Science. Os critérios de inclusão foram baseados em artigos publicados nos últimos 10 anos (2015-2025), disponíveis em inglês, utilizando os operadores booleanos AND e OR. Através das buscas nas diferentes bases de dados, foram recuperados os seguintes resultados: 3 artigos (Pubmed), 1 artigo (Scielo), 14 artigos (Scopus) e 6 artigos (Web of science), totalizando 24 artigos. Dos 24 artigos obtidos foram excluídos 2 artigos, por não atenderem a proposta do estudo. Os resultados da pesquisa indicaram que P. umbellatum L. apresenta extensa dispersão geográfica, atribuída à sua capacidade adaptativa de prosperar em diversos habitats. Do ponto de vista químico, a espécie possui compostos químicos em suas estruturas vegetais, incluindo alcalóides, piperumbellactamas A-D extraído dos ramos. No caule ocorrem flavonóides, alcalóides e triterpenos. Nas folhas, raízes e caule foram registrados Germacreno D e Sesquiterpenos. Nas inflorescências foram encontrados alcalóides, glicosídeos cardiotônicos e triterpenos, destacando-se ainda compostos particularmente notáveis, como sitosteróis e 4- nerolidilcatecol. As atividades biológicas descritas para essa espécie abrangem efeitos antioxidantes, antimicrobianos, antiinflamatórios, filaricidas, inseticidas, problemas hepáticos e fungicidas. Nos aspectos ecológicos, a pesquisa destacou lacunas significativas de conhecimentos sobre dados relacionados à polinizadores específicos e visitantes florais. No entanto, a espécie P. umbellatum L. exibe interações ecológicas como planta hospedeira para Pyrgonota bifoliata e nematóides parasitas (Meloidogine e Helicotylenhus). Além de sua dependência por características relacionadas ao solo e disponibilidade de luz. Os aspectos etnobotânicos ressaltaram a diversidade e a importância do conhecimento tradicional, abordando seus usos para distúrbios renais, ginecológicos, gastrointestinais, dermatológicos. Conclui-se que é necessário futuras pesquisas que priorizem estudos ecológicos que investiguem sobre as interações ecológicas e relação dos polinizadores, visitantes florais e dispersores com a espécie, bem como plano de manejo adequado para controle de sua distribuição. Pesquisas que integrem abordagens ecológicas, químicas e etnobotânicas apoiando estratégias de manejo e uso sustentável para a conservação da espécie Piper umbellatum L.
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    Análise da diversidade viral em dados de (meta)transcriptomas de amostras de mangue-vermelho (Rhizophora mangle)
    (2026-02-10) Serpa, Bruna Caitano; Blawid, Rosana; http://lattes.cnpq.br/5904522485457534; http://lattes.cnpq.br/0370020999914399
    Os manguezais são ecossistemas costeiros altamente produtivos, caracterizados por intensa ciclagem de nutrientes e elevada diversidade microbiana, incluindo comunidades virais ainda pouco compreendidas. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a diversidade e a ocorrência de vírus em dados (meta)transcriptômicos de diferentes tecidos de Rhizophora mangle. Foram analisadas 20 das 48 amostras provenientes de raízes, caule, folha e meristema. As amostras foram submetidas à montagem de genomas por meio da metodologia do de novo assembly, bem como à aplicação de ferramentas de alinhamento de sequências. Os resultados indicaram uma predominância de vírus pertencentes à classe Megaviricetes, cujos membros têm como hospedeiros principalmente algas e protistas aquáticos. Não foram detectados fitovírus, ou seja, vírus que infectam plantas, indicando que a comunidade viral identificada não está relacionada à infecção direta dos tecidos vegetais, mas provavelmente reflete a dinâmica ecológica do ecossistema de manguezal. A presença desses vírus é interpretada como uma associação indireta com R. mangle, possivelmente mediada pela presença de microalgas aderidas às superfícies vegetais e aos microambientes associados. Dessa forma, o estudo contribui para o conhecimento sobre a diversidade viral em manguezais e reforça a importância ecológica dos vírus eucarióticos na dinâmica de ecossistemas costeiros.
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    Polimorfismo no gene CCR5 Delta 32 em pacientes com a doença de Parkinson em uma população pernambucana
    (2023-09-14) Lins, Karla Rhayanne dos Santos; Souza, Paulo Roberto Eleutério de; http://lattes.cnpq.br/1971832245117283; http://lattes.cnpq.br/7927424732955907
    A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa progressiva, cuja etiologia ainda não está completamente esclarecida, porém sabe-se que é uma doença de origem multifatorial. Neste sentido, vários genes têm sido estudados quanto à sua associação com o surgimento da doença. Entre estes, o receptor CCR5 tem sido apontado como um possível fator causador da doença, uma vez que estudos prévios comprovam relação deste receptor com neurônios e células da glia, resultando na manutenção das atividades neuronais normais. Além disso, verificou-se que a deleção de 32 pares de bases no receptor do gene CCR5 esteja relacionada com alteração na sua expressão, podendo influenciar na atividade neuronal normal. Desta forma, o presente estudo objetivou avaliar se existe relação entre a deleção CCR5Δ32 com a progressão da doença de Parkinson, em pacientes diagnosticados com a DP numa população de Pernambuco. Um total de 213 amostras de DNA de pacientes com a DP, armazenadas no Laboratório Genoma da UFRPE, oriundos do ambulatório do serviço Pró-Parkinson do Hospital das Clínicas UFPE foram avaliados. A amplificação do gene CCR5 foi realizada através da técnica da PCR convencional, e analisada em gel de agarose 2%. Nossos resultados não mostraram associação do polimorfismo com nenhum dos sintomas motores e não motores da doença de Parkinson (p>0,05). Porém, a interpretação dos resultados deve ser considerada contendo algumas limitações devido à baixa frequência do alelo CCR5Δ32 na população de estudo. Além disso, este é o primeiro estudo a avaliar a relação deste gene com a progressão da DP. Desta forma, mais pesquisas, em outras populações de estudo, são necessárias para investigar o papel desse polimorfismo na patogênese da doença.