Variabilidade espacial do teor de Carbono Orgânico do solo em áreas de manga (Mangifera indica L.) no Submédio do Vale do São Francisco

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2026-07-16

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Este trabalho analisou a variabilidade espacial do teor de carbono orgânico do solo em áreas cultivadas com manga no Submédio do Vale do São Francisco, em três propriedades localizadas nos municípios de Petrolina, Cabrobó e Petrolândia, no estado de Pernambuco. A pesquisa teve como objetivo caracterizar a distribuição espacial do carbono orgânico nas camadas de 0–20 cm e 20–40 cm, utilizando estatística descritiva e técnicas geoestatísticas, como semivariograma e krigagem, a fim de subsidiar o manejo localizado do solo. As amostras de solo foram coletadas em malha georreferenciada e posteriormente submetidas à análise química para determinação do carbono orgânico. Os dados foram avaliados por meio de medidas estatísticas, como média, mediana, desvio-padrão e coeficiente de variação, além da análise da dependência espacial. Foram testados diferentes modelos de semivariograma, permitindo identificar o comportamento espacial do atributo em cada área e profundidade estudada. Com base nesses resultados, foram elaborados mapas de distribuição do carbono orgânico, evidenciando a variabilidade existente dentro dos pomares. De forma geral, observou-se que os maiores teores médios de carbono orgânico ocorreram na camada superficial de 0–20 cm, enquanto houve redução dos valores na camada de 20–40 cm, indicando menor acúmulo de matéria orgânica em profundidade. Entre as áreas avaliadas, Petrolândia apresentou os maiores valores médios de carbono orgânico, seguida de Petrolina e Cabrobó, demonstrando diferenças importantes entre os sistemas de manejo e as condições locais. A análise geoestatística mostrou dependência espacial do atributo em todas as áreas, o que confirma a existência de padrões de distribuição no solo e reforça a necessidade de estratégias específicas de manejo. Os mapas gerados por krigagem permitiram visualizar zonas com maiores e menores concentrações de carbono orgânico, mostrando que a distribuição desse atributo não é homogênea nas áreas estudadas, destacando a localidade de Petrolândia com os maiores teores de Carbono orgânico no solo. Concluiu-se que há redução considerável do carbono orgânico na camada subsuperficial, que a distribuição desse atributo varia entre as áreas produtivas de manga, e que a geoestatística é uma ferramenta importante para diagnosticar essa variabilidade. Dessa forma, os resultados reforçam a utilidade de mapas de variabilidade espacial para orientar estratégias de manejo, conservação do solo e incremento da matéria orgânica em pomares de manga.

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This study analyzed the spatial variability of soil organic carbon content in mango-growing areas in the Submédio do Vale do São Francisco, across three farms located in the municipalities of Petrolina, Cabrobó, and Petrolândia, in the state of Pernambuco, Brazil. The research aimed to characterize the spatial distribution of organic carbon in the 0–20 cm and 20–40 cm soil layers using descriptive statistics and geostatistical techniques, such as semivariogram analysis and kriging, in order to support site-specific soil management. Soil samples were collected in a georeferenced grid and subsequently subjected to chemical analysis to determine organic carbon content. The data were evaluated using statistical measures such as mean, median, standard deviation, and coefficient of variation, as well as spatial dependence analysis. Different semivariogram models were tested, allowing the spatial behavior of the attribute to be identified in each area and depth studied. Based on these results, organic carbon distribution maps were produced, highlighting the variability existing within the orchards. In general, the highest mean organic carbon contents were observed in the surface layer of 0–20 cm, while lower values were recorded in the 20–40 cm layer, indicating less accumulation of organic matter at greater depth. Among the evaluated areas, Petrolândia showed the highest mean organic carbon values, followed by Petrolina and Cabrobó, revealing important differences among management systems and local conditions. Geostatistical analysis showed spatial dependence of the attribute in all areas, confirming the existence of distribution patterns in the soil and reinforcing the need for specific management strategies. The kriging maps made it possible to visualize zones with higher and lower organic carbon concentrations, showing that the distribution of this attribute is not homogeneous in the studied areas, highlighting the Petrolândia location as having the highest soil organic carbon levels. It was concluded that there is a considerable reduction in organic carbon in the subsurface layer, that the distribution of this attribute varies among mango production areas, and that geostatistics is an important tool for diagnosing this variability. Therefore, the results reinforce the usefulness of spatial variability maps to guide management strategies, soil conservation, and the increase of organic matter in mango orchards.

Descrição

Referência

Alcântara, Ednaete Bezerra de . Variabilidade espacial do teor de Carbono Orgânico do solo em áreas de manga (Mangifera indica L.) no Submédio do Vale do São Francisco. 2026. 62 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agronomia) – Unidade Acadêmica de Serra Talhada, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Serra Talhada, 2026.

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