TCC - Licenciatura em Pedagogia (Sede)

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    Letramento subversivo: narrativas de grafiteiras na Região Metropolitana do Recife - PE
    (2026-06-16) Rufino, Ronald Rodrigo Rêgo; Vitorino, Diego da Costa; http://lattes.cnpq.br/0527788882886043; http://lattes.cnpq.br/8008149611165468
    O presente trabalho de conclusão de curso, intitulado “LETRAMENTO SUBVERSIVO: narrativas de grafiteiras na Região Metropolitana do Recife - PE”, é uma investigação qualitativa que teve como objetivo geral analisar práticas de letramentos manifestadas por pixadores (as) e grafiteiros (as). O estudo buscou, especificamente, analisar os aspectos culturais presentes nessas escritas “subversivas”, investigar as motivações socioculturais desses (as) praticantes em relação ao graffiti e ao pixo e relatar a presença ou ausência destas práticas em suas formações escolares. A pesquisa se fundamentou teoricamente nos Novos Estudos do Letramento, com base nos modelos ideológico e autônomo de Brian Street (2010; 2014), nas práticas de letramento de Magda Soares (2004) e nas discussões sobre a cultura do Hip-hop como letramento de reexistência (Souza, 2011). Como abordagem metodológica, foi empregada a História Oral para o resgate das memórias, e a análise dos dados foi realizada à luz da Teoria das Representações Sociais (Guareschi e Jovchelovitch, 1998; de Sá, 1995). A coleta de dados utilizou a amostragem em bola de neve (Vinuto, 2014) para entrevistar as participantes KYÁ, TINT e PENE, três grafiteiras da Região Metropolitana do Recife (RMR) no Estado de Pernambuco. Os resultados da pesquisa revelaram que o graffiti e a pixação são ferramentas de (r)existência e se configuram como um "letramento de rua", que carrega denúncias políticas e afirmações de identidades de gênero e raça, estando intrinsecamente relacionados à cultura Hip-hop. Concluiu-se que as práticas de escrita e pintura nos muros do Recife promovem saberes sofisticados sobre a cidade e sobre si mesmas. Contudo, a pesquisa identificou que a escola atua como um aparelho de conservação social (Bourdieu, 2007) ao ignorar esses saberes periféricos, reforçando a necessidade de um olhar docente que valorize a pluralidade dos letramentos e a bagagem cultural dos estudantes.
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    A importância da participação familiar na realização das tarefas de casa na visão de professoras da rede pública de ensino da cidade do Recife - PE
    (2026-07-07) Silva, Maria Miriele Ferreira da; Gama, Ywanoska Maria Santos da; http://lattes.cnpq.br/1398858336713229; http://lattes.cnpq.br/4251105969089353
    A presente pesquisa tem como tema as relações entre escola - dever de casa – família, e teve como principal objetivo investigar como professoras atuantes no ciclo de alfabetização (1°, 2° e 3° ano do ensino fundamental) da rede pública de ensino, da cidade de Recife - PE, percebem o envolvimento familiar na realização das atividades para casa. Para isso, foi realizado uma busca histórica sobre as relações entre a criança, a família, a escola e os deveres de casa, utilizando autores como Oliveira (2013); Ariés (1981); Azevedo (2015); Romanelli (2014); Romanelli (2002); Libâneo (1996); Freire (1996); Andrade (2010); Nogueira (2002); Charlot (2000); a Constituição Federal (1988), etc. Para a metodologia foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com seis docentes de duas escolas municipais, e a análise de conteúdo de Bardin (2016) deu embasamento para a construção de três categorias para análise. Os resultados revelaram algo já conhecido tanto para o campo teórico como também para as docentes em sala de aula: a necessidade e importância da participação familiar nos processos de aprendizagem das crianças é real, não apenas através da participação na realização dos deveres de casa, mas sim em todos os processos escolares, pois a família exerce forte influência na construção identitária cotidiana da criança, mas existe também a persistente ausência da atuação dessas famílias nesses processos escolares, e isso dar-se por razões históricas, sociais, culturais ou econômicas. Esse trabalho nos revela a necessidade da constante reflexão e olhar atento sobre os processos educacionais, sejam eles os que ocorrem dentro de sala de aula ou fora dela.
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    Vozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica
    (2026-06-16) Silva, Maria Clara Andrade da; Carvalho, Maria Jaqueline Paes; http://lattes.cnpq.br/9755289492514554; http://lattes.cnpq.br/7703657826171125
    A presente pesquisa situa-se no campo da Educação Infantil e discute a brincadeira simbólica como experiência fundamental para a construção de sentidos, relações e formas de comunicação entre crianças pequenas. Parte-se da compreensão de que o brincar não constitui apenas um momento livre da rotina, mas uma linguagem própria da infância e uma prática essencial ao desenvolvimento infantil. O objetivo geral foi compreender como a brincadeira simbólica se organiza no cotidiano de uma turma de Educação Infantil, analisando as interações comunicativas entre criança/criança e criança/adulto nesse processo. O estudo fundamenta-se em contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1991) sobre o jogo simbólico, a função simbólica e o desenvolvimento infantil, bem como na Sociologia da Infância, especialmente a partir de Corsaro (2011), além de dialogar com autores que discutem o brincar, a cultura infantil e a mediação docente. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada em uma turma do Grupo II de uma instituição municipal de Educação Infantil do Recife, com crianças de dois e três anos de idade. Utilizou-se a observação participante como principal estratégia metodológica, com registros em diário de campo e apoio de fotografias e vídeos, analisados por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que as brincadeiras simbólicas acontecem, muitas vezes, nas brechas da rotina, entre atividades dirigidas, momentos de espera e espaços menos controlados da instituição. Mesmo diante da mediação adulta limitada, as crianças construíam narrativas, ressignificavam objetos e espaços, negociavam papéis e incorporavam referências do mundo adulto às suas próprias culturas infantis. Conclui-se que a brincadeira simbólica precisa ser reconhecida como parte legítima do planejamento pedagógico, pois revela modos infantis de pensar, comunicar, criar e produzir cultura.
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    A biblioteca pessoal como reflexo da trajetória leitora de uma professora universitária negra
    (2026-06-17) Silva, Anthony Viery de Azevêdo; Portela Júnior, Aristeu; http://lattes.cnpq.br/2261345425063739; http://lattes.cnpq.br/2626500532581566
    A pesquisa teve como objetivo geral analisar a biblioteca pessoal de uma professora universitária negra, atuante na área da Educação e das Relações Étnico-Raciais, analisando de que maneira seu acervo, suas práticas de leitura e sua trajetória leitora ao longo da vida influenciam suas preferências literárias, seus hábitos de leitura e a formação de sua identidade pessoal. Nessa proposta, buscou-se também refletir sobre os elementos e experiências que atravessam a construção de sua identidade como leitora, considerando os contextos familiares, escolares e acadêmicos que mediaram sua relação com a leitura desde a infância até a vida adulta. No que se refere à constituição do acervo pessoal, examinaram-se sua organização, as temáticas predominantes e as marcas de uso presentes nos livros, de modo a compreender como esses aspectos materializam sua trajetória identitária. A relevância do estudo reside em evidenciar como uma biblioteca pessoal pode refletir a trajetória leitora e identitária de sua proprietária, especialmente no caso de uma mulher negra no meio acadêmico, espaço historicamente marcado por desigualdades raciais e de gênero. Ao tomar o acervo particular como objeto de estudo, a pesquisa contribui para ampliar a compreensão sobre como a leitura e a posse de livros se articulam à construção da identidade, oferecendo ao campo educacional um olhar atento às dimensões subjetivas e formativas que atravessam a constituição de leitoras e leitores. Participou do estudo uma professora universitária negra, doutora em Educação, docente da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Adotando uma abordagem metodológica qualitativa, caracterizada como estudo de caso, foram utilizados como procedimentos de coleta de dados a análise documental do acervo pessoal e entrevista narrativa com a participante. Os resultados evidenciaram que sua trajetória leitora foi marcada por diferentes mediações sociais, entre as quais se destacam a influência materna e o acesso precoce à escola. Ao longo de sua vida, a leitura assumiu diferentes significados: inicialmente vinculada ao ambiente familiar e às experiências escolares e, posteriormente, consolidando-se como elemento central de sua formação acadêmica e atuação docente. A análise do acervo revelou uma biblioteca organizada a partir de escolhas temáticas relacionadas à educação, às relações étnico-raciais, ao feminismo negro e às espiritualidades de matriz africana, além da presença de marcas de uso, como dedicatórias, grifos e anotações, que evidenciam vínculos afetivos com os livros. Os dados também indicaram que as práticas de leitura da participante estão profundamente relacionadas à sua compreensão da educação como meio de transformação social e de resistência ao racismo. Desse modo, a biblioteca pessoal, mais do que um mero repositório de livros, revela como raça, gênero, trajetória leitora e identidade se entrelaçam na formação de uma educadora negra no contexto universitário brasileiro. Por fim, os dados também apontam a necessidade de pesquisas que articulem bibliotecas pessoais, trajetórias leitoras e identidade negra no campo educacional, considerando que a leitura e a constituição de acervos particulares permitem acessar dimensões fundamentais da formação identitária de um indivíduo.
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    Inclusão ou exclusão: o uso das tecnologias digitais no ensino remoto como instrumento de aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental durante a pandemia da Covid 19
    (2026-06-18) Silva, Ana Paula do Nascimento da; Salvador, Maria Aparecida Tenório; http://lattes.cnpq.br/2076591934554686; http://lattes.cnpq.br/4308902712419347
    Esse estudo teve como objetivo central identificar e compreender a inclusão e a exclusão das Tecnologias Digitais (TDs) nos anos iniciais do Ensino Fundamental, durante pandemia da COVID-19, entre 2019 e 2022. A pesquisa foi realizada em escolas na cidade do município de Paulista/PE, pelo conhecimento da pesquisadora sobre as dificuldades encontradas por esse município para manter o ensino durante a pandemia. Pesquisou-se, em documentos oficiais, o direito e o acesso à aprendizagem, às TDs como instrumentos educacionais, analisaram-se também as políticas públicas para o ensino remoto, os desafios do acesso às tecnologias, sua importância nas práticas pedagógicas, a formação docente e os impactos na continuidade da aprendizagem. Utilizou-se revisão de literatura com autores como Santiago e Batista Neto (2016), Imbernón (2010), Mantoan (2015), Moldeski, Giraffa e Casartelli (2019) e Tajra (2012), além de documentos oficiais. A metodologia de análise possibilitou a articulação das narrativas das participantes, as inferências e os teóricos escolhidos. Os resultados encontrados mostraram um problema estrutural e social que compromete os diversos setores da sociedade, em especial as escolas da educação básica.
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    Desafios e possibilidades da deficiência múltipla na escola: um levantamento bibliográfico
    (2026-06-30) Siqueira, Alana Lima de Andrade; Amorim, Maria do Rósario de Fátima Brandão de; http://lattes.cnpq.br/5330024930917910
    A presente pesquisa discute os desafios e as possibilidades da inclusão escolar de estudantes com deficiência múltipla nos anos iniciais do Ensino Fundamental, considerando os processos de permanência, participação e aprendizagem no contexto da educação inclusiva brasileira. O estudo fundamenta-se em abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, com caráter exploratório, descritivo e analítico. A investigação foi realizada por meio de levantamento sistematizado de produções científicas baseadas pelo Google acadêmico contemplando estudos publicados entre os anos de 2020 e 2026. Para análise dos dados, utilizou-se a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), possibilitando identificação de categorias temáticas relacionadas às barreiras estruturais, formação docente, práticas pedagógicas, acessibilidade, capacitismo e políticas públicas inclusivas. Os resultados evidenciam que, embora as políticas educacionais brasileiras tenham ampliado o acesso de estudantes com deficiência múltipla à escola regular, persistem fragilidades estruturais, pedagógicas e atitudinais que limitam a efetivação do direito à educação inclusiva. Observou-se que a permanência escolar desses estudantes depende não apenas da matrícula, mas da existência de condições concretas de acessibilidade, participação social, flexibilização curricular, suporte multiprofissional e valorização das singularidades dos processos de aprendizagem. A pesquisa também identificou que práticas como o Atendimento Educacional Especializado (AEE), o Plano Educacional Individualizado (PEI), o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), o ensino colaborativo e as tecnologias assistivas constituem importantes estratégias para fortalecimento da inclusão escolar. Conclui-se que a consolidação de uma escola efetivamente inclusiva exige transformação das estruturas institucionais, fortalecimento das políticas públicas e superação das práticas capacitistas historicamente presentes no contexto educacional brasileiro.
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    Educação infantil e disciplina: entre vivências e possibilidades de reflexão
    (2026-06-12) Luna, Rebeka de Azevedo; Gama, Ywanoska Maria Santos da; http://lattes.cnpq.br/1398858336713229; http://lattes.cnpq.br/9223838227632498
    O presente estudo tem como objetivo geral analisar o uso de práticas disciplinares na Educação Infantil, sejam elas punitivas ou não, considerando suas implicações no desenvolvimento infantil a partir da perspectiva docente. Parte-se da problemática de compreender de que modo tais práticas são entendidas, aplicadas e justificadas no cotidiano pedagógico. O trabalho fundamenta-se na construção histórica da infância, nas transformações das práticas disciplinares e nas contribuições de abordagens que defendem uma educação voltada ao desenvolvimento integral da criança. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de um estudo de caso realizado em um Centro Municipal de Educação Infantil na cidade do Recife-PE. Como instrumentos de coleta de dados, foram utilizados a observação em sala de aula e a realização de entrevista com a docente da turma. Para a interpretação dos dados, adotou-se a Análise de Discurso como procedimento metodológico. Os resultados evidenciam que, apesar dos avanços nas concepções contemporâneas de infância, ainda persistem práticas que revelam formas sutis de punição, como o isolamento e a punição seletiva, as quais podem impactar negativamente o desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. Observa-se, ainda, que tais práticas estão associadas a concepções tradicionais de infância, à fragilidade na formação continuada e às experiências prévias dos educadores. Diante desse cenário, destaca-se a necessidade de promover práticas pedagógicas fundamentadas no diálogo, na escuta e na mediação, favorecendo a autonomia, a autorregulação emocional e o respeito às singularidades infantis, em direção a uma educação mais humanizada.
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    Oju Obá: integrando epistemologias afro-brasileiras e saberes de terreiro na formação docente
    (2026-07-09) Souza Junior, Luiz Vanderley Clemente de; Botelho, Denise Maria; http://lattes.cnpq.br/5168554413015642; http://lattes.cnpq.br/5917996245153532
    A presente pesquisa investiga a integração dos saberes produzidos nos terreiros de Candomblé e Umbanda na formação docente, com foco no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O estudo justifica-se pela necessidade de enfrentar a lacuna histórica e o epistemicídio que marginalizam os conhecimentos de matriz africana nos currículos acadêmicos, em cumprimento à Lei nº 10.639/2003. O objetivo geral é analisar as potencialidades educativas dos terreiros como espaços de educação não formal e propor um roteiro didático para a formação de professores. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualitativa e etnográfica, utilizando observação participante e história oral temática com lideranças religiosas. O referencial teórico fundamenta-se na crítica à colonialidade e na "Pedagogia das Encruzilhadas", articulando a "ciência encantada das macumbas" com a dialogicidade freireana. Os resultados revelam que os terreiros possuem pedagogias próprias alicerçadas na corporeidade, na oralidade e na ancestralidade, configurando-se como infraestruturas de vida e resistência. A pesquisa conclui com a proposição da figura do "pesquisador-cambono" e de um roteiro pedagógico para visitas a terreiros, visando descolonizar o olhar docente e promover uma educação intercultural e antirracista.
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    Um estudo exploratório na formação inicial do pedagogo: em debate as emoções das crianças no primeiro ano do ensino fundamental
    (2026-06-18) Santos, Débora Ferreira dos; Amorim, Maria do Rosário de Fátima Brandão de; http://lattes.cnpq.br/5330024930917910; http://lattes.cnpq.br/4480363532292542
    A presente pesquisa tem como objetivo analisar a percepção de estudantes de Pedagogia, em formação inicial, acerca de sua preparação para compreender e lidar com as emoções expressas pelas crianças no primeiro ano do Ensino Fundamental. Fundamenta-se em abordagens teóricas que reconhecem a indissociabilidade entre emoção e aprendizagem, destacando as contribuições de Henri Wallon, Lev Vygotsky e Daniel Goleman. Trata-se de um estudo de caráter exploratório, com abordagem quantitativa, realizado por meio da aplicação de questionário a estudantes de um curso de Pedagogia. Os resultados evidenciam que os participantes reconhecem a importância das emoções no processo de ensino-aprendizagem e identificam sua presença no cotidiano escolar, especialmente no contexto do primeiro ano. No entanto, apontam fragilidades em sua formação inicial, destacando insegurança quanto à capacidade de interpretar e mediar as emoções das crianças. Além disso, foram identificados desafios relacionados às condições de trabalho docente, como o excesso de demandas em sala de aula e a falta de apoio institucional. Conclui-se que, embora haja uma compreensão teórica sobre a relevância da dimensão emocional, ainda persiste um distanciamento entre esse reconhecimento e a preparação prática dos futuros professores. O estudo reforça a necessidade de uma formação docente que integre aspectos cognitivos e emocionais, contribuindo para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais sensíveis e comprometidas com a formação integral da criança.
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    Mediação de leitura e educação matemática: caminhos entrelaçados na educação infantil?
    (2026-05-11) Nascimento, Filype Fernando do; Gomes, Claudia Roberta de Araújo; http://lattes.cnpq.br/6120322185504988; http://lattes.cnpq.br/4302298113743690
    Este estudo investiga a relação entre a literatura infantil e o desenvolvimento do pensamento matemático na Educação Infantil, analisando como a mediação de leitura pode atuar como uma ferramenta pedagógica para a mobilização de ideias matemáticas pelas crianças. A pesquisa parte da premissa de que a leitura de livros literários infantis é um direito inalienável e possui uma função lúdica e criativa, capaz de organizar o pensamento interno da criança, servindo também de alicerce para o olhar acerca das ideias matemáticas que, muitas vezes, são intuitivas e espontâneas no pensamento infantil, como comparação, classificação e seriação, e que, porventura, são presentes em alguns textos literários. Metodologicamente, o trabalho ancora-se numa abordagem qualitativa, consistindo em observações sistemáticas em uma sala da pré-escola (turma de 4 e 5 anos), de uma escola municipal da cidade do Recife - PE. Os dados construídos nas observações realizadas nos momentos de mediação de leitura e descritos pelo pesquisador em seu diário de campo parecem indicar que a mediação literária, quando realizada com escuta ativa e olhar atento, permite que as crianças mobilizem conceitos de ordem, sucessão e relações espaciais de forma orgânica através das narrativas. Os resultados indicam que o uso de elementos narrativos e ilustrativos, aliado a momentos lúdicos de interação e brincadeira, potencializam a construção inicial do raciocínio lógico-matemático, com indicação de noções matemáticas, sem descaracterizar a fruição estética do texto literário. Conclui-se que o papel do educador como mediador é fundamental para articular essas diversas linguagens, como defendido por Malaguzzi (1999), as cem linguagens, promovendo uma formação integral que reconhece a criança como produtora ativa de novas ideias, ampliando seu repertório sociocultural. Afinal de contas, é a escola o espaço específico que oferece a oportunidade do encontro com seus pares, de interações e brincadeiras, do confronto com diferentes experiências e subjetividades.