TCC - Bacharelado em Agroecologia (Sede)
URI permanente para esta coleçãohttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/3135
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Item Construção de conhecimentos em agroecologia: memórias dos caminhos que percorri e das transformações que vivi(2025-03-17) Sampaio, Malu Rocha; Andrade, Horasa Maria Lima da Silva; http://lattes.cnpq.br/4314101991387960; http://lattes.cnpq.br/3812230754378461Desde que ouvi falar em agroecologia, me senti profundamente encantada pelos seus princípios e diretrizes, tendo como ideal a busca por formas de existir em consonância e respeito com as naturezas e seus ciclos, os territórios e suas particularidades, as culturas nas suas inúmeras expressões, as tradições com seus ensinamentos e a sociedade e toda sua diversidade. O objetivo deste trabalho é descrever o meu percurso, enquanto estudante do curso de Bacharelado em Agroecologia, com ênfase em Campesinato e Educação Popular – BACEP, e como ele foi se moldando a partir do que eu sou, dos territórios que frequentei, das práticas, descobertas, relações, afinidades e inúmeros aprendizados que fui construindo ao longo dessa intensa caminhada. Foi utilizada a metodologia imersiva, tendo em vista os processos educativos vinculados sempre às práticas reais do cotidiano, sejam elas durante as atividades em campo, as imersões, os estágios, os programas que fiz parte, entre outros. Observando todo esse caminhar, percebo o quanto mergulhei nas relações de produções que buscam formas mais autônomas e sustentáveis; escoamento da produção e garantia de melhores rendas; acesso a políticas públicas; e processos de cooperação e autogestão.Item Construção de saberes em agroecologia: memórias dos caminhos trilhados por mulheres(2026-02-11) Melo, Maria Clara Silva; Andrade, Horasa Maria Lima da Silva; http://lattes.cnpq.br/4314101991387960; http://lattes.cnpq.br/3206495038029278Desde a minha infância, a relação com a terra, com os saberes tradicionais e com as práticas de cuidado comunitário constituiu a base da minha formação humana e política. Cresci em um contexto marcado pela agricultura familiar, pela medicina popular e pela centralidade das mulheres na reprodução da vida, experiências que, ao longo do tempo, dialogaram diretamente com a minha inserção no curso de Bacharelado em Agroecologia, com ênfase em Campesinato e Educação Popular – BACEP, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O objetivo deste memorial é sistematizar e refletir criticamente sobre a minha trajetória formativa, acadêmica, extensionista e política ao longo do curso, com ênfase nas experiências vivenciadas nos Estágios Supervisionados Obrigatórios I e II, bem como nas atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas em territórios urbanos e rurais. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, fundamentada na sistematização de experiências, na observação participante, nos registros em diário de campo, na releitura de produções acadêmicas e na análise de relatórios e vivências realizadas durante as Vivências Universidade, Vivências Realidade Campo, imersões e estágios. Ao longo desse percurso, aprofundei minha compreensão da agroecologia enquanto ciência, prática e movimento social, articulada à educação popular, à economia solidária e ao feminismo popular. As experiências junto a mulheres agricultoras urbanas, feirantes, catadoras, artesãs e lideranças comunitárias, especialmente nos territórios da Horta Comunitária Guerreiras de Palha do Arroz, da Sementeira Esperança, do Grupo Mulher Maravilha e da Ecofeira da UFRPE, evidenciaram o protagonismo feminino na produção de alimentos, na comercialização solidária, na preservação dos saberes tradicionais e na organização coletiva dos territórios. A trajetória apresentada revela que a formação agroecológica se constrói de maneira indissociável da vida, da memória, da ancestralidade e da luta das mulheres, reafirmando o compromisso com a construção de sistemas alimentares justos, sustentáveis e socialmente enraizados, orientados pela justiça social, pelo cuidado com a vida e pela permanência digna das populações nos territórios.
