Construção de saberes em agroecologia: memórias dos caminhos trilhados por mulheres
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2026-02-11
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Resumo
Desde a minha infância, a relação com a terra, com os saberes tradicionais e com as práticas de cuidado comunitário constituiu a base da minha formação humana e política. Cresci em um contexto marcado pela agricultura familiar, pela medicina popular e pela centralidade das mulheres na reprodução da vida, experiências que, ao longo do tempo, dialogaram diretamente com a minha inserção no curso de Bacharelado em Agroecologia, com ênfase em Campesinato e Educação Popular – BACEP, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O objetivo deste memorial é sistematizar e refletir criticamente sobre a minha trajetória formativa, acadêmica, extensionista e política ao longo do curso, com ênfase nas experiências vivenciadas nos Estágios Supervisionados Obrigatórios I e II, bem como nas atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas em territórios urbanos e rurais. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, fundamentada na sistematização de experiências, na observação participante, nos registros em diário de campo, na releitura de produções acadêmicas e na análise de relatórios e vivências realizadas durante as Vivências Universidade, Vivências Realidade Campo, imersões e estágios. Ao longo desse percurso, aprofundei minha compreensão da agroecologia enquanto ciência, prática e movimento social, articulada à educação popular, à economia solidária e ao feminismo popular. As experiências junto a mulheres agricultoras urbanas, feirantes, catadoras, artesãs e lideranças comunitárias, especialmente nos territórios da Horta Comunitária Guerreiras de Palha do Arroz, da Sementeira Esperança, do Grupo Mulher Maravilha e da Ecofeira da UFRPE, evidenciaram o protagonismo feminino na produção de alimentos, na comercialização solidária, na preservação dos saberes tradicionais e na organização coletiva dos territórios. A trajetória apresentada revela que a formação agroecológica se constrói de maneira indissociável da vida, da memória, da ancestralidade e da luta das mulheres, reafirmando o compromisso com a construção de sistemas alimentares justos, sustentáveis e socialmente enraizados, orientados pela justiça social, pelo cuidado com a vida e pela permanência digna das populações nos territórios.
Resumo em outro idioma
Since my childhood, the relationship with the land, traditional knowledge, and community-based care practices has constituted the foundation of my human and political formation. I grew up in a context marked by family farming, popular medicine, and the central role of women in the reproduction of life, experiences that, over time, directly dialogued with my enrollment in the bachelor’s degree in Agroecology, with emphasis on Peasantry and Popular Education – BACEP, at the Federal Rural University of Pernambuco (UFRPE). The objective of this memorial is to systematize and critically reflect on my formative, academic, extension, and political trajectory throughout the course, with emphasis on the experiences lived during Supervised Mandatory Internships I and II, as well as teaching, research, and extension activities developed in urban and rural territories. The methodology adopted is qualitative in nature, based on the systematization of experiences, participant observation, field diary records, the review of academic productions, and the analysis of reports and experiences carried out during University Experiences, Field Reality Experiences, immersions, and internships. Throughout this path, I deepened my understanding of agroecology as a science, practice, and social movement, articulated with popular education, solidarity economy, and popular feminism. The experiences alongside urban women farmers, market vendors, waste pickers, artisans, and community leaders—especially in the territories of the Guerreiras de Palha do Arroz Community Garden, Sementeira Esperança, Grupo Mulher Maravilha, and the UFRPE Ecofair highlighted women’s protagonism in food production, solidarity-based commercialization, preservation of traditional knowledge, and collective territorial organization. The trajectory presented reveals that agroecological education is built inseparably from life, memory, ancestry, and women’s struggles, reaffirming the commitment to building fair, sustainable, and socially rooted food systems, guided by social justice, care for life, and the dignified permanence of populations in their territories.
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Referência
MELO, Maria Clara Silva. Construção de saberes em agroecologia: memórias dos caminhos trilhados por mulheres. 2026. 76 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agroecologia) – Departamento de Educação, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
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