TCC - Licenciatura em História (Sede)
URI permanente para esta coleçãohttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/460
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Item Infâncias em litígio, maternidades contestadas: a família negra e a aplicação da Lei do Ventre Livre na Zona da Mata Sul pernambucana (1871-1888)(2026-07-13) Souza, Lídia da Silva; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000; http://lattes.cnpq.br/1147289183037950As agitações sociais e políticas da segunda metade do século XIX no Brasil, influenciou para a formação de dispositivos que promoviam a abolição parcial, entre elas está em destaque a Lei de 28 de setembro de 1871, marcada na história como a Lei do Ventre Livre. Destinada a regulamentar a condição dos filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir de sua promulgação, essa legislação revelou-se marcada por ambiguidades, conforme demonstra a historiografia social da escravidão. Ao mesmo tempo em que inaugurava novos mecanismos jurídicos de acesso à liberdade, preservava, em diversos aspectos, o poder senhorial sobre a vida dos ingênuos e de suas mães. Nesse contexto, a aplicação da lei tornou-se objeto de disputas entre escravizados e escravistas, tendo as crianças como o principal foco desses conflitos. Nesse contexto, sua aplicação tornou-se objeto de disputas entre escravizados e escravistas, tendo as crianças e suas mães no centro desses conflitos. Ao mesmo tempo, mães negras, familiares e redes de solidariedade desempenharam papel fundamental na mobilização de estratégias voltadas à proteção da unidade familiar e à conquista da liberdade. Diante disso, esta pesquisa analisa, a partir de processos cíveis produzidos na Zona da Mata Sul pernambucana entre 1871 e 1888, a aplicação da Lei do Ventre Livre, com ênfase nas ações envolvendo mães negras e seus filhos, buscando compreender as estratégias jurídicas e sociais mobilizadas por essas mulheres na defesa de seus direitos e na construção de trajetórias de liberdade.Item Movimento abolicionista: o processo de luta e suas estratégias(2025-06-18) Melo, Klebson Edmilson Cunha; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/4794117737260000Item O Demônio Familiar, de José de Alencar, no teatro abolicionista de Recife em 1884(2023-09-12) Nascimento, Luana Beatriz Ferreira Lopes do; Santos, Maria Emília Vasconcelos dos; http://lattes.cnpq.br/479411773726000; http://lattes.cnpq.br/7927375104865204O Teatro abolicionista foi uma das principais formas de ativismo do abolicionismo brasileiro, sendo ele constituído por eventos de estreita relação com a abolição organizados em teatros (Alonso, 2015; Castilho, 2016). A cidade do Recife, capital da província de Pernambuco, recebeu esses eventos nos palcos do Teatro Santo Antonio, Teatro de Variedades da Cervejaria Nova Hamburgo e no Teatro Santa Isabel. Este último foi palco das encenações da Companhia Julieta dos Santos, que em turnê pelo Império colaborou com associações abolicionistas locais e encenou peças abolicionistas. Na sua estadia em Recife, fez duas encenações de O Demônio Familiar, peça de autoria de José de Alencar, distinto articulador do escravismo no Parlamento e na imprensa. Através de publicações na imprensa, escritos políticos e biográfico de Alencar, pretendemos compreender porque a obra de um antiabolicionista fez parte do repertório de uma companhia teatral notoriamente abolicionista e foi bem recebido numa cidade que possuía um movimento bem organizado.
