TCC - Bacharelado em Ciências Econômicas (Sede)

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    Economia do crime: a relação entre desigualdade social e violência no município do Cabo de Santo Agostinho (PE) entre 2010 e 2022
    (2026-07-06) Silva, Maria Clara Santos da; Carneiro, Ana Cristina Guimarães; http://lattes.cnpq.br/7641686662966528
    O crescimento econômico é frequentemente associado à melhoria das condições de vida da população. Mas quando os benefícios desse desenvolvimento não são distribuídos de forma justa, a desigualdade social pode persistir e isso afeta a taxa de violência. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo examinar a relação entre desigualdade social e violência no município de Cabo de Santo Agostinho (PE) no âmbito da Economia do Crime. Trata-se de um estudo de caso, com abordagem quantitativa e explicativa, utilizando dados secundários do IBGE, Atlas do Desenvolvimento Humano, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) e outros bancos de dados oficiais. Foram investigados indicadores econômicos, sociais e de segurança pública, e avaliados o PIB, PIB per capita, VAB, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), Índice de Gini, população de residentes em favelas, favelas e Mortes Violentas Intencionais (MVI). Os resultados mostraram que o município experimentou um crescimento econômico significativo devido à expansão do Complexo Industrial Portuário de Suape, refletido no aumento do PIB e do PIB per capita. Mas o crescimento não foi acompanhado, na mesma medida, por uma redução das desigualdades sociais e da violência. O número de favelas aumentou, a violência letal permaneceu alta e o Índice de Gini mostrou uma ligeira diminuição, indicando que o a políticas públicas voltadas à inclusão social, à redução das desigualdades e à ampliação das oportunidades econômicas, evidenciando que o desenvolvimento econômico deve ser acompanhado por avanços sociais para produzir efeitos duradouros sobre a segurança pública.
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    “O crime compensa?”: uma análise social e econômica das políticas de segurança no estado de Pernambuco (2008-2022)
    (2024-03-07) Tonial, Erickson de Oliveira; Freitas, Petrus Alves; http://lattes.cnpq.br/1474091666288817; http://lattes.cnpq.br/4632805876888797
    Este trabalho investiga a relação entre Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) e indicadores econômicos como PIB, educação, habitação, saneamento básico e investimentos em segurança pública em Pernambuco, entre 2008 e 2022, utilizando uma metodologia de revisão literária e análise estatística de correlação para demonstrar a interação entre esses fatores. Desse modo, abordou-se a persistência da violência na história do estado de Pernambuco, relacionando-a com a desigualdade social e o desenvolvimento econômico, além da análise das classes sociais para entender as disparidades, econômicas e políticas, ressaltando a importância da formulação de políticas públicas para a promoção da justiça social. Inspirado na Teoria Econômica do Crime de Gary Becker, o estudo enfatiza os determinantes econômicos dos atos criminosos, analisando incentivos, custos e benefícios, e considera a marginalização, a desigualdade social e a falta de oportunidades como contribuintes significativos para a criminalidade. Os resultados da correlação fornecem insights sobre a possível relação entre Crimes Violentos Letais e Intencionais e os indicadores econômicos, mas devem ser interpretados com cautela. Como descrito ao longo deste trabalho, há diversas abordagens para interpretar qual a motivação e casualidade que o indivíduo tem para cometimento do crime. Em suma, esses resultados indicam que investimentos nos indicadores analisados estão associados a uma redução nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais, resultado obtido através da correlação de Pearson. Isso sugere que políticas e investimentos sociais em várias áreas podem desempenhar um papel importante na prevenção da criminalidade.
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    Exposição à violência e desempenho escolar: um estudo sobre os estudantes do ensino fundamental na rede pública no Recife
    (2018) Rocha Júnior, Luciano Gomes da; Silva, Diego Firmino Costa da; http://lattes.cnpq.br/8895265465747877; http://lattes.cnpq.br/5275206790185119
    O Índice Global da Paz ordena segundo o critério de pacificidade os países do mundo. Em sua edição 2018, dos países avaliados, a Islândia ocupa o primeiro lugar como mais pacífico, a Síria vem em último lugar na 163ª posição. O Brasil ocupa a 106ª posição, atrás de países como Lesoto e Uzbequistão. Já Recife, segundo oAtlas Mundial 2017 ocupa o 22º lugar como cidade mais violenta do mundo com taxa de 54,96 homicídios por 100 mil habitantes.A preocupação com a violência leva a debates, esforços por parte de diferentes setores, mas também leva a perguntas tais como: como são afetados os indivíduos que residem em lugares violentos? Este trabalho busca saber como adolescentes da cidade do Recife são afetados em seu desempenho escolar ao serem testemunha da violência onde vivem e estudam.A metodologia utilizada é uma análise de mínimos quadrados ordinários com dados da Fundação Joaquim Nabuco, também de Recife, sobre a educação nas escolas públicas.