TCC - Licenciatura em Letras (Sede)

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    A doçura adstringente dos afetos: uma análise da metáfora do pseudofruto na poética do álbum CAJU, de Liniker
    (2025-12-01) Silva, Diego Nelson da; Almeida, Sherry Morgana Justino de; http://lattes.cnpq.br/5332850255576710; http://lattes.cnpq.br/1199839101058364
    O presente artigo analisa como a poética do álbum CAJU (2024), de Liniker, mobiliza a metáfora do ciclo do caju para construir sentidos afetivos, compreendendo a canção como expressão literária. A pesquisa, de base bibliográfica e analítica, propõe uma chave de leitura que justapõe a concepção temporal de "um dia" da personagem poética à estrutura cíclica do fruto, examinando suas etapas (polpa, travo, castanha, cajuína) para compreender a "simultaneidade afetiva" da obra. A análise fundamenta-se em teóricos da performance (Martins, 2021; Guénon, 2012) e da canção (Tatit, 2004; Wisnik, 1989). Conclui-se que a metáfora do caju é o dispositivo estruturante que permite à voz poética "exibir as palavras" e narrar o afeto a partir da subjetividade de uma mulher negra e travesti, transgredindo e atualizando tradições da literatura brasileira.
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    Fraseologismos dos ciclos da vida nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil: uma análise dialetológica e semântico-lexical de raspa de tacho
    (2024-10-01) Alves, Lígia Sotero; Paim, Marcela Moura Torres; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/9945809150167482
    O presente estudo tem como objetivo descrever e analisar o fraseologismo raspa do tacho, e suas variações, numa perspectiva dialetal, fraseológica e semântico - lexical, tendo em vista uma abordagem semântico - lexical, sob um viés cognitivo. Para tanto, lançamos mão dos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil - ALiB, fazendo uso dos seus pressupostos teórico - metodológicos, descritos por Cardoso (2010) e Paim (2019), assim como da sua rede de pontos, para constituição do corpus utilizado. No recorte feito, foram considerados 38 municípios, que constituem os pontos localizados no estado de São Paulo. Nessas localidades, foram recolhidas, in loco, a fala de 152 informantes, que estavam divididos em duas faixas - etárias, 18 a 30 anos e 50 a 65 anos, e entre homens e mulheres. Esses informantes possuíam nível de escolaridade fundamental, com exceção da capital do estado, na qual foram considerados, também, informantes do nível de escolaridade universitário. A partir dos dados coletados, foram identificadas 186 lexias, entre as quais destacamos sua produtividade e a ocorrência das estruturas fraseológicas raspa, resto e fundo do tacho. A difusão dos fraseologismos identificados no espaço geográfico permitiu a formação de uma possível subárea dialetal. Além disso, foi possível analisar a construção dessas estruturas, tendo em vista o seu caráter polilexical, sua idiomaticidade, congruência e relativa fixidez, de acordo com as proposições da vertente francesa dos estudos fraseológicos (Mejri, 2002), (Paim; Sfar; Mjeri, 2018) e (Paim, 2020). Por fim, discutimos a construção dessa expressão numa perspectiva do processo de formação de metáforas, que se fazem presentes na linguagem cotidiana dos indivíduos, tomando como base os pressupostos teóricos da semântica cognitiva (Lakoff; Johnson, 2009 [1986]), ( Hilferty, 1993) e (Ferrari, 2022).
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    O Projeto Atlas Linguístico do Brasil e a variação lexical em sala de de aula: uma proposta didática
    (2024-10-03) Cardoso, Natália Rocha; Paim, Marcela Moura Torres; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/0273906462701995
    O presente artigo tem como objetivo apresentar uma proposta didática de variação linguística para alunos dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio com base nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), ampliando, assim, a quantidade de materiais didáticos disponíveis para auxiliar o professor em sua prática. Para tanto, foi dado o enfoque nas variações diatópica, diageracional e diassexual, a partir das questões 131, 135,188 e 191 do questionário semântico-lexical do ALiB: o filho mais moço, finado, sutiã e ruge. Como arcabouço teórico para apoiar as discussões referentes aos conceitos de variação e ensino, à história da Dialetologia, assim como para auxiliar no planejamento da sequência didática, foram utilizadas as obras de Possenti (1996), Mota e Cardoso (2006), Cardoso (2010), Oliveira (2017), Paim (2019), Almeida e Bortoni-Ricardo (2023). Outrossim, também foi feita a consulta a dicionários online como Michaelis (2024), assim como a documentos oficiais como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018). Dessa forma, foi possível pensar, a partir de gêneros textuais multimodais, uma sala de aula onde se destaca a importância da diversidade do português brasileiro de modo a desmistificar o conceito de língua homogênea, assim como promover debates sobre o preconceito linguístico. Espera-se, portanto, que os alunos possam compreender os conceitos e eliminar estigmas sobre o uso da língua.
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    O ensino de língua portuguesa no Brasil: um estudo sobre a curricularização através da historicidade de documentos oficiais
    (2024-09-24) Sousa, Marielle Fernanda Marques de Miranda; Luna, Ewerton Ávila dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/0502123155013190; http://lattes.cnpq.br/8007354196079289
    Percebe-se que a trajetória dos documentos norteadores e basilares para o ensino de Português possuem em sua composição de gênero e de linguística-discursiva tradições que, mesmo após séculos, se mantém. Desse modo, no decorrer deste trabalho, pretende-se analisar e contextualizar os currículos dos documentos oficiais que contemplam, de algum modo, o ensino de Língua Portuguesa do século XVIII até o século XXI. Considerando que a língua varia e muda em consonância com a historicidade de uma comunidade, ou seja, a língua é capaz de transformar-se, mas também, de manter determinadas tradições internalizadas (Kabatek, 2004). Desse modo, tenciona-se, com base nas pesquisas de Kabatek (2006) e de outros teóricos sobre a historicidade do texto e da língua, propor um panorama histórico no que concerne às permanências e as mudanças observadas dentro dos documentos oficiais sobre como a disciplina de língua portuguesa vem sendo abordada no Brasil. Observou-se, ao longo dos anos, um crescimento exponencial nos documentos oficiais sobre a curricularização, inicialmente com textos mais prescritivos e resumidos como as leis e os decretos, mas que na atualidade passou-se a ter um teor mais orientador para o ensino de língua como os parâmetros e bases.
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    Oralidade e retextualização no livro didático de língua portuguesa
    (2023-09-05) Bezerra, Shirley Thaisa; Luna, Ewerton Àvila dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/0502123155013190; http://lattes.cnpq.br/6470743471142059
    Com o objetivo de buscar alternativas estratégicas para que o ensino da oralidade se torne cada vez mais eficaz, o trabalho com o eixo da oralidade nas aulas de Língua Portuguesa tem sido objeto de pesquisa de muitos linguistas. Nesse contexto, Marcuschi (2008) apresenta a atividade de retextualização como uma ferramenta profícua para um ensino-aprendizagem mais efetivo das relações existentes entre oralidade e escrita e, principalmente, da própria oralidade em si. Levando isso em consideração, nossa pesquisa tem o objetivo de analisar como o trabalho com a oralidade é realizado, a partir das atividades de retextualização, em livros didáticos, já que, como é sabido, os livros didáticos são um dos principais recursos didáticos utilizados pelos professores de língua materna. Para isso, definimos como corpus do nosso trabalho a coleção Tecendo Linguagens: língua portuguesa (OLIVEIRA et al., 2015), aprovada pelo PNLD 2017. Baseando-nos nos pressupostos teóricos postulados por Marcuschi (2008), Dionísio e Marcuschi (2007), Dolz e Schneuwly (2004), identificamos as atividades de retextualização e examinamos como o tratamento das relações entre a oralidade e a escrita é contemplado na coleção, visando observar a abordagem do ensino da oralidade. Constatamos que as atividades de retextualização já são utilizadas de maneira significativa na coleção, embora tais propostas de atividades, muitas vezes, não explorem tanto quanto poderiam o processo de transformação de textos, deixando, com isso, de propiciar aos alunos uma observação consciente das operações envolvidas em processos de retextualização de diferentes gêneros textuais, sobretudo, os que envolvem os gêneros orais.
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    O roteiro de viagem nos séculos XIX ao XXI: o percurso de uma tradição discursiva levado para a sala de aula
    (2023-09-04) Pinto, Ellen da Silva; Gomes, Valéria Severina; http://lattes.cnpq.br/8893406062883304; http://lattes.cnpq.br/8922891067630618
    “O Roteiro de Viagem no Jornal do Século XIX ao XXI: A Jornada de uma Tradição Discursiva na Sala de Aula" tem como objetivo promover reflexões sobre a historicidade do roteiro de viagem e sua aplicação no contexto educacional. Embasado nos conceitos de Tradição Discursiva (Kabatek, 2006; Koch 1997, Longhin, 2014) e nos princípios delineados no livro "Tradições discursivas do português brasileiro | Vol. 7",2018. O estudo analisa narrativas de viagem de diferentes períodos (séculos XIX, XX e XXI), presentes em documentos pessoais e na esfera digital. No que tange à metodologia, o artigo propõe uma abordagem pedagógica pautada no Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, 2003; Zavam, Dolz e Gomes, 2022), visando à aplicabilidade em ambiente escolar. A abordagem visa enriquecer o processo de ensino, proporcionando aos alunos perspectivas diversas que englobam dimensões linguísticas, culturais e históricas. Com essa abordagem, a pesquisa almeja inserir o gênero roteiro de viagem como tópico de investigação socio-histórica, contribuindo para uma compreensão ampliada da evolução linguística e textual.
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    O mal tem forma de mulher? Corpos femininos e o seu poder corruptivo no imaginário literário
    (2023-04-14) Inojosa, Letícia Leite; Moreno, Amanda Brandão Araújo; http://lattes.cnpq.br/0149408155954168; http://lattes.cnpq.br/9282740067538157
    Neste trabalho, buscamos analisar, a partir de obras de diferentes tempos e localidades - a saber, Raposas - contos fantásticos orientais (2020); Raposas - contos populares orientais (2017), ambos de Lua Bueno; Contos Fantásticos Coreanos, de Im Bang e Yi Ryuk (2021); Herdeiros de Drácula, de Richard Dalby (2017); Lendas Brasileiras, de Câmara Cascudo (2000); e Cuentos completos I, de Silvina Ocampo (1999) -, como a construção de personagens femininas na esteira da literatura fantástica representa e reforça construções sociais que atrelam à mulher específicos papéis de acordo com seus comportamentos e aparência, como bruxas ou prostitutas. A partir das leituras, percebemos que tal representação faz parte de uma estrutura significativa enraizada na sociedade e que homens e mulheres, no papel de autores, ressoam em suas escritas diferentes perspectivas quando tratam do mesmo tema. Balizam nossas análises, entre outros autores, os aportes de Todorov (2008), Campra (2008), Roas (2011), Beauvoir (1970), Zolin (2009) e Adichie (2015).
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    Letramento no ensino fundamental II: os desafios e as dificuldades de uma professora em formação docente inicial
    (2022) Nascimento, Chilene da Silva; Melo, Sandra Helena Dias de; http://lattes.cnpq.br/9741642922205953; http://lattes.cnpq.br/3258909381953638
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    Experiências formativas: memórias permeadas pela música
    (2025-07-15) Pereira, Argissa de Andrade; Luna, Ewerton Ávila dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/0502123155013190; http://lattes.cnpq.br/2042432866209820
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    Percurso acadêmico de Selma Alecsandra Xavier: os altos e baixos dos seus 10 anos de UFRPE no curso de Letras
    (2025-03-10) Xavier, Selma Alecsandra; Teixeira, Renata Pimentel; http://lattes.cnpq.br/1789141041884024
    O presente Memorial faz parte dos requisitos para a obtenção do título da graduação em Licenciatura Plena em Letras Português e Espanhol e tem como objetivo percorrer a trajetória acadêmica da discente Selma Alecsandra Xavier, sob uma perspectiva de natureza autobiográfica; reavendo lembranças do início tumultuado, do período pandêmico, em meados do percurso, do encontro com a sala de aula durante os estágios, em suma, dos desafios e das descobertas pessoais no decurso destes 10 anos de Universidade Federal Rural de Pernambuco, até a atual etapa, a de conclusão, apresentando considerações e reflexões pertinentes acerca destas proposições, bem como as projeções dos passos seguintes à obtenção do diploma.