TCC - Zootecnia (Sede)

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    Tempo de trânsito digestivo de dietas com coprodutos das Larvas de Tenébrio Molitor em codornas europeias (Coturnix coturnix)
    (2026-07-02) Reis, Karina Ribeiro Soares dos; Ludke, Maria do Carmo Mohaupt Marques; Vasconcelos, Wedja Kelly de Melo; http://lattes.cnpq.br/3952956262907432; http://lattes.cnpq.br/4629657233206289
    O presente trabalho teve como objetivo avaliar a composição nutricional e o tempo de trânsito digestivo em codornas europeias (Coturnix coturnix) alimentadas com dietas contendo coprodutos da larva de Tenébrio Molitor. Na pesquisa foram utilizadas 160 codornas, alojadas em gaiolas metabólicas, distribuídas em um delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos: uma ração referência (T1) e três rações testes que foram a substituição da T1 pelos coprodutos de larvas de Tenébrio: T2 = mistura de 80% T1 e 20% de farinha de larvas de Tenébrio integral; T3 = mistura de 80% T1 e 20% de farinha de larvas de Tenébrio desengordurada, e T4 = mistura de 94% T1 e 6% de óleo de larvas de Tenébrio, onde a ração ficou desbalanceada. A avaliação do trânsito digestivo foi realizada por meio da marcação da ração com óxido férrico (1%) nas idades de 24 e 30 dias das aves. O valor nutricional da farinha integral e desengordurada analisados foram, respectivamente: 57,9% e 56,1% de PB, 35,5% e 27,3% de EE, 17,4% e 16,5% de FB, e 17,5% e 17,7% de quitina. A energia bruta encontrada foi de 6226,3 kcal/kg; 6177,2 kcal/kg, e de 9455,4 kcal/kg da farinha integral, desengordurada e do óleo, respectivamente. Nos resultados o consumo médio nas idades 24 a 30 dias para os tratamentos foram: T1 = 5,83±0,36 g/d, T2 = 5,55±0,29 g/d, T3 6,02±0,33 g/d e T4 5,91±0,17 g/d, O tempo de trânsito médio entre os tratamentos foi de T1 =100,2±2,85 minutos, T2 = 101,1±2,30 minutos, T3 = 101,7±1,18 minutos e T4 = 104,2±2,00 minutos. Com isso, indicaram que não houve efeito significativo (P>0,05) dos tratamentos sobre o tempo de trânsito digestivo e sobre o consumo das aves, demonstrando que a inclusão dos coprodutos de Tenébrio Molitor não alterou a dinâmica de esvaziamento gastrointestinal. Observou-se, contudo, uma influência significativa da idade (P<0,05), sendo o tempo de trânsito mais lento aos 24 dias e mais rápido aos 30 dias de idade. Conclui-se que os subprodutos de Tenébrio Molitor podem ser utilizados na dieta de codornas europeias, sem prejuízos à dinâmica digestiva.
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    Resíduo da indústria de doces em associação à Protenose® na alimentação de pequenos ruminantes fistulados: consumo e digestibilidade
    (2019-01-18) Silva, Dijaina Ferreira da; Véras, Antonia Sherlânea Chaves; Almeida, Marina de Paula; http://lattes.cnpq.br/7584834665120683; http://lattes.cnpq.br/0074248045711399; http://lattes.cnpq.br/7458404797378748
    Objetivou-se avaliar o efeito de diferentes níveis de resíduos da indústria de doces em substituição ao milho na alimentação de pequenos ruminantes, sobre consumo e digestibilidade aparente da matéria seca e seus componentes. O experimento foi conduzido na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Foram utilizados quatro ovinos e quatro caprinos machos, castrados e fistulados no rúmen, com peso corporal médio iniciais de 71,9 kg e 64,85 kg, respectivamente, distribuídos em quadrado latino duplo. O experimento teve duração de 76 dias, sendo quatro períodos de 19 dias cada, sendo 12 dias destinados a adaptações às condições experimentais e sete dias para coleta de dados e amostras. As dietas experimentais foram compostas por feno de capim Tifton 85, como volumoso; milho moído, farelo de soja, resíduos da indústria de balas, gomas, sucos em pó e derivados em associação ao glúten de milho (Protenose®) e mistura mineral, como concentrado. Os tratamentos consistiram de inclusão de resíduos da indústria de doces nos níveis de 0; 33; 66 e 100%. As variáveis foram avaliadas por meio de análises de variância e de regressão, usando o PROC MIXED e PROC REG do SAS, 2008. Os consumos de matéria seca (MS), matéria mineral (MM), matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), carboidratos totais (CHOT) e nutrientes digestíveis totais (NDT) não foram influenciados (P>0,05) pelos níveis de inclusão de resíduos da fábrica de doces na dieta, apresentando médias de 874,89; 59,280; 815,61; 113,49; 345,20; 685,21 e 660,51g/dia, respectivamente. Em contrapartida, houve efeito significativo na ingestão de extrato etéreo (EE) e carboidratos não fibrosos (CNF). A ingestão de EE diminuiu de forma linear (P<0,05) à medida que o teor de resíduo de doce aumentou. Houve efeito quadrático na ingestão de CNF na medida em que foi realizada a substituição do milho. O fornecimento de níveis crescentes de resíduos de doces nas dietas de pequenos ruminantes não surtiu efeito sobre a digestibilidade aparente de MS, MO, FDN e CHOT, com valores médios de 782,8; 792,2; 650,9 e 795,3g/kg, respectivamente. Porém, propiciou efeito linear crescente sobre a digestibilidade aparente de PB e CNF e efeito linear decrescente na digestibilidade aparente do EE. Os resíduos da indústria de doces em associação com a Protenose® podem substituir em até 100% com base na matéria seca da dieta de pequenos ruminantes, sem afetar de forma negativa o consumo e digestibilidade aparente dos nutrientes.
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    Digestibilidade dos nutrientes em ovinos Santa Inês recebendo dietas com diferentes fontes de carboidratos associadas à ureia
    (2019-01-15) Silva, Letycia Cristine Fernandes Lira da; Carvalho, Francisco Fernando Ramos de; http://lattes.cnpq.br/8552194153767195; http://lattes.cnpq.br/3420693856221234
    Objetivou-se avaliar a digestibilidade de dietas baseadas em diferentes fontes de carboidratos associadas a alto nível de ureia em substituição ao farelo de soja para ovinos destinado a corte. Quatro dietas foram testadas com feno de Tifton-85 (580 g/kg de matéria seca) como forragem e milho+farelo de soja; milho+ureia; raspa de mandioca+ureia e palma forrageira+ureia como ingredientes concentrados. O experimento foi realizado no Departamento de Zootecnia da UFRPE. Foram utilizados 40 ovinos machos não castrados, distribuídos em blocos ao acaso, com quatro tratamentos e dez repetições, alojados em baias individuais de madeira, providas de comedouro e bebedouro. A duração do experimento foi de 76 dias, sendo 20 de adaptação e 56 para coleta de dados. O ensaio de digestibilidade aparente (DA) foi realizado pelo método de coleta total de fezes. Durante o período do ensaio de digestibilidade as fezes foram coletadas diariamente, para determinação dos coeficientes de digestibilidade de matéria seca, matéria orgânica, proteína bruta, extrato etéreo, fibra em detergente neutro, carboidratos totais e carboidratos não fibrosos. Os coeficientes de digestibilidade aparente (CDA) foram obtidos pela relação entre a quantidade de nutriente ingerido e o excretado. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo Teste de Tukey (P<0,05) utilizando-se o procedimento General Linear Models (GLM) do programa Statistical Analysis System (SAS). Os coeficientes de digestibilidade da matéria seca não variaram entre os tratamentos (68,2), exceto para os animais que foram alimentados com palma+ureia (59,66). A dieta que continha palma em sua composição também proporcionou menor digestibilidade da matéria orgânica (62,92) e dos carboidratos totais (63,75), comparada as dietas milho+ureia (69,50; 69,97) ou raspa+ureia (70,47; 71,91). Os coeficientes de digestibilidade da proteína bruta foram semelhantes para as dietas milho+ureia, raspa+ureia e palma+ureia (78,54), sendo maiores que a dieta controle (74,46). Os coeficientes de digestibilidade do extrato etéreo foram semelhantes entre si nos tratamentos milho+farelo de soja e milho+ureia (72,21) e semelhantes entre si nos tratamentos raspa+ureia e palma+ureia (60,68). O coeficiente de digestibilidade dos carboidratos não fibrosos foi superior para a dieta raspa+ureia (86,26). É possível a substituição total do farelo de soja pela ureia nas dietas experimentais, sobretudo na dieta composta pela associação de raspa de mandioca e ureia, que apresentou melhor resposta geral nas variáveis avaliadas com relação a digestibilidade aparente.