Informalidade e escolaridade no Nordeste brasileiro
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2026-06-12
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Resumo
Este estudo estima o efeito do nível de escolaridade sobre a probabilidade de inserção no mercado de trabalho informal no Nordeste brasileiro no período de 2019 a 2023. Utilizam-se os microdados de todos os trimestres da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua/IBGE), com amostra de 1.005.969 trabalhadores ocupados entre 14 e 65 anos residentes nos nove estados nordestinos. O método empregado é o modelo probit, com erros-padrão clusterizados por unidade da federação, e os resultados são reportados como efeitos marginais médios (APE). A variável dependente identifica como informal o empregado privado sem carteira assinada, o trabalhador doméstico sem carteira, o conta-própria sem CNPJ e o trabalhador não remunerado. As variáveis explicativas incluem quatro categorias de escolaridade — referência: sem instrução ou fundamental incompleto —, além de controles por sexo, idade, raça/cor, área de residência, estado e período. Os resultados indicam que a escolaridade reduz significativamente a probabilidade de informalidade: −6,1 p.p. para fundamental incompleto ou médio incompleto; −20,7 p.p. para médio completo ou superior incompleto; e −46,5 p.p. para superior completo — todos significativos a 1%. A análise estadual confirma heterogeneidade de 8,4 p.p. entre Maranhão e Alagoas em relação a Pernambuco. Os anos pandêmicos (2020–2021) não alteraram significativamente o padrão de informalidade; 2022 e 2023 registraram leve redução na fase de retomada. O pseudo-R² de McFadden é de 0,1155. Os achados corroboram a teoria do capital humano e são consistentes com Cunha et al. (2011) e Mello e Santos (2008), confirmando que o retorno educacional à formalização é
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This study estimates the effect of education level on the probability of informal labor market insertion in northeastern Brazil from 2019 to 2023. Microdata from all quarters of the Continuous National Household Sample Survey (PNAD Contínua/IBGE) are used, with a sample of 1,005,969 employed workers aged 14 to 65 residing in the nine northeastern states. A probit model is estimated with standard errors clustered by state, and results are reported as Average Partial Effects (APE). The dependent variable identifies as informal: private employees without a signed work card, domestic workers without a signed work card, own-account workers without CNPJ registration, and unpaid workers. Explanatory variables include four education categories — reference: no schooling or incomplete primary education — plus controls for sex, age, race/color, area of residence, state, and time period. Results show that education significantly reduces informality probability: −6.1 p.p. for incomplete primary or incomplete secondary; −20.7 p.p. for complete secondary or incomplete higher; and −46.5 p.p. for complete higher education — all significant at 1%. State effects confirm heterogeneity of 8.4 p.p. between Maranhão and Alagoas relative to Pernambuco. Pandemic years (2020–2021) showed no significant change in informality patterns; 2022 and 2023 registered a slight reduction during the economic recovery. McFadden pseudo-R² is 0.1155. Findings corroborate human capital theory and are consistent with Cunha et al. (2011) and Mello e Santos (2008), confirming that the educational return to formalization is especially pronounced in northeastern Brazil.
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ARAÚJO, Flávio Adriano Jesus de. Informalidade e escolaridade no Nordeste brasileiro. 2026. 39 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Econômicas) - Departamento de Economia, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
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