Perspectivas sobre saúde e agroecologia: as plantas medicinais como construtoras de autonomia
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2026-02-10
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Resumo
Neste memorial apresento e reflito sobre minha trajetória acadêmica e pessoal no Bacharelado em Agroecologia, Campesinato e Educação Popular da UFRPE, com o objetivo de analisar as interseções entre a saúde e a prática agroecológica. Utilizo como método a narrativa reflexiva e autobiográfica, estruturando o texto em capítulos guiados por elementos botânicos que simbolizam as etapas da minha formação e as bases da minha identidade. Inicio situando meu processo de chegada à área e as raízes territoriais que sustentam meu caminhar. Em seguida, discuto a dimensão política do cuidado a partir de vivências comunitárias, onde exploro a práxis entre os saberes acadêmicos e populares para promover a descolonização dos processos de cura. A discussão central foca na Maconha (Cannabis sativa L.), abordando-a como uma ferramenta epistemológica de resistência diante do sistema farmacológico hegemônico. Analiso a relevância das associações de pacientes e as propriedades fitorremediadoras da planta, integrando a recuperação das corpas à regeneração ambiental dos solos contaminados. Como resultado desta jornada, compreendo minha atuação profissional como parte de uma rede de saberes emancipatórios e coletivos. Concluo que a soberania nos processos de cuidado é um movimento contínuo e indissociável da defesa da vida, consolidando o papel do profissional da agroecologia como um agente de transformação social e equilíbrio integral entre o ser e o território.
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In this memorial, I present and reflect on my academic and personal journey in the Bachelor's Degree in Agroecology, Peasantry, and Popular Education, aiming to analyze the intersections between health and agroecological practice. I use a reflective and autobiographical narrative as a method, structuring the text into chapters guided by botanical elements that symbolize the stages of my training and the foundations of my identity. I begin by situating my arrival in the field and the territorial roots that sustain my path. Next, I discuss the political dimension of care based on community experiences, where I apply the praxis between academic and popular knowledge to promote the decolonization of healing processes. The central discussion focuses on Marijuana (Cannabis sativa L.), addressing it as an epistemological tool of resistance against the hegemonic pharmacological system. I analyze the relevance of patient associations and the plant's phytoremediative properties, integrating body recovery with the environmental regeneration of contaminated soils. As a result of this journey, I understand my professional practice as part of a network of emancipatory and collective knowledge. I conclude that sovereignty in care processes is a continuous and inseparable movement from the defense of life, consolidating the role of the agroecology professional as an agent of social transformation and integral balance between the self and the territory.
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LEMOS, Raissa Andrade. Perspectivas sobre saúde e agroecologia: as plantas medicinais como construtoras de autonomia. 2026. 48 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agroecologia) – Departamento de Educação, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
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