Polícia, saúde mental e drogas: um olhar sociológico sobre o sofrimento psíquico em corpos fardados

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2026-02-11

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Busca-se investigar a relação entre polícia militar, saúde mental e uso de drogas, a partir de um olhar sociológico sobre o sofrimento psíquico produzido em corpos fardados no Brasil. Toma-se como premissa a compreensão de que o adoecimento mental de policiais militares não pode ser explicado exclusivamente por fatores individuais ou conjunturais, mas deve ser analisado à luz das estruturas sociais, institucionais e simbólicas que moldam a subjetividade policial. A pesquisa dialoga com a formação histórica da Polícia Militar brasileira enquanto aparato de controle do inimigo interno, com a construção de uma masculinidade hegemônica baseada na virilidade, no controle emocional e na negação da vulnerabilidade, e com os efeitos da militarização da segurança pública e da guerra às drogas. A partir de revisão bibliográfica, ancorada em autores da Sociologia e especificamente sobre teorias de gênero e saúde coletiva, discute-se como o sofrimento psíquico é produzido e administrado institucionalmente, bem como os modos pelos quais o uso de substâncias psicoativas emerge como estratégia informal de regulação emocional diante da ausência de políticas eficazes de cuidado. Compreende-se que o consumo de drogas entre policiais não constitui um desvio isolado, mas um sintoma de contradições estruturais que atravessam a instituição policial e a sociedade brasileira. Por fim, o trabalho aponta a necessidade de repensar as políticas de saúde mental no âmbito da segurança pública, deslocando o foco do indivíduo para as condições sociais e institucionais que produzem o adoecimento.

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This research aims to investigate the relationship between military police, mental health, and drug use, from a sociological perspective on the psychological suffering experienced by uniformed officers in Brazil. It starts from the understanding that the mental illness of military police officers cannot be explained solely by individual or circumstantial factors, but must be analyzed in light of the social, institutional, and symbolic structures that shape police subjectivity. The research engages with the historical formation of the Brazilian Military Police as an apparatus for controlling the internal enemy, with the construction of a hegemonic masculinity based on virility, emotional control, and the denial of vulnerability, and with the effects of the militarization of public security and the war on drugs. Based on a literature review anchored in authors from sociology, gender theory, and public health, this study discusses how psychological suffering is produced and managed institutionally, as well as the ways in which the use of psychoactive substances emerges as an informal strategy for emotional regulation in the absence of effective care policies. It understands that drug use among police officers is not an isolated deviation, but a symptom of structural contradictions that permeate the police institution and Brazilian society. Finally, the work points to the need to rethink mental health policies within the context of public security, shifting the focus from the individual to the social and institutional conditions that produce illness.

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Referência

COELHO, José Henrique Souza. Polícia, saúde mental e drogas: um olhar sociológico sobre o sofrimento psíquico em corpos fardados. 2026. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Sociais) - Departamento de Ciências Sociais, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2025.

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