Bacharelado em Ciências Biológicas (Sede)

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    Estrutura e percentual de carcaças do microzooplâncton do canal do Santa Cruz (PE, Brasil)
    (2025-03-11) Nóbrega, Rafael Fidélis Brilhante da; Melo Júnior, Mauro de; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/6413368519656579
    Os estuários são ecossistemas de transição entre as águas continentais e marinhas e são caracterizados pela alta variação de seus fatores abióticos como salinidade, pH, temperatura e condutividade elétrica, afetando diretamente as características das comunidades biológicas que usufruem de seus recursos. A comunidade zooplanctônica é composta, principalmente, por copépodes, e desempenha um papel crucial na dinâmica ecológica do estuário, atuando como elo trófico entre os produtores primários e os demais níveis tróficos, além de contribuir para a ciclagem de nutrientes. O presente estudo teve como objetivo caracterizar a comunidade zooplanctônica do Canal de Santa Cruz, PE e estimar o percentual de carcaças derivadas da mortalidade não-predatória. Para isto, foram realizadas coletas ao longo do complexo estuarino do Canal de Santa Cruz, foram identificadas 33 táxons, incluindo 17 espécies, com destaque para os copépodes Euterpina acutifrons, Parvocalanus crassirostris e Apocyclops procerus, que apresentaram alta frequência de ocorrência e densidade, reforçando sua importância como bioindicadores da saúde ambiental. A temperatura estável e com média de 29°C e o pH com média de 7.50 mostraram que esses fatores não foram limitantes para a diversidade zooplanctônica. A taxa de mortalidade não-predatória observada, especialmente entre as formas naupliares, sugere que esses organismos são mais suscetíveis a estresses ambientais, como a presença de sedimentos em suspensão e a poluição. A técnica de coloração com vermelho neutro mostrou-se eficaz para a avaliação da mortalidade zooplanctônica, fornecendo dados importantes para a compreensão dos impactos antrópicos no ecossistema. Concluiu-se que a comunidade zooplanctônica é um indicador valioso da qualidade ambiental, destacando a necessidade de políticas de manejo e conservação para mitigar os efeitos da poluição e da urbanização sobre esses ecossistemas. A continuidade de estudos sobre a interação entre microplásticos e a biota aquática, bem como o desenvolvimento de métodos mais eficientes de monitoramento, são essenciais para a preservação dos serviços ecossistêmicos fornecidos pelos estuários.
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    Avaliando a diversidade funcional do zooplâncton em um estuário hipersalino do semiárido brasileiro
    (2025-02-21) Lima, Mariana Sena de Meira; Melo Júnior, Mauro de; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/3192640222755169
    A diversidade funcional é uma abordagem que integra as funções ecológicas que as espécies podem exercer sendo essencial na compreensão da dinâmica dos ecossistemas. O objetivo do trabalho foi investigar a diversidade funcional do zooplâncton ao longo de um estuário hipersalino localizado no Ceará. As coletas foram feitas em três regimes pluviométricos distintos no ano de 2022. Os organismos foram identificados e classificados de acordo com o seu grupo trófico, método de alimentação, se retém ovos e método de reprodução. Os indivíduos foram separados em 6 grupos funcionais através da medida de dissimilaridade de Gowen. A abundância zooplanctônica respondeu negativamente à diminuição da profundidade local. Por outro lado, foi observada correlação positiva entre dispersão funcional, oxigênio dissolvido e pH. O modelo GLM evidenciou um efeito negativo entre a riqueza funcional e a salinidade. Esses achados destacam a relevância da diversidade funcional na resiliência do ecossistema estuarino e reforçam a importância do monitoramento para a conservação da biodiversidade nesses ecossistemas.
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    Composição e estrutura do zooplâncton, exceto copepoda, de dois sistemas estuarinos do nordeste do Brasil
    (2025-03-14) Melo, José Sandriel da Costa; Melo Júnior, Mauro de; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/9981133306384396
    O presente estudo investigou o zooplâncton como bioindicador da qualidade da água de dois sistemas estuarinos do Nordeste do Brasil, comparando os resultados com amostras coletadas em Itamaracá - PE e Baia de Todos os Santos - BA. Foram analisadas diferenças na composição e abundância dos organismos, identificando grupos indicadores das condições ambientais. O meroplâncton foi representado por 5 grupos, com destaque para Hydrozoa e Polychaeta, correspondendo a 84% da abundância total. A abundância absoluta média foi de 92,4 ind. m-3, variando de 6,5 a 82.3 ind. m-3. Na Bahia, a elevada presença de Hydrozoa, representante do meroplâncton, e Chaetognatha, que faz parte do holoplâncton, sugeriu uma melhor qualidade da água, enquanto em Pernambuco, a predominância de Polychaeta e Cirripedia indicou impactos ambientais mais acentuados. A estabilidade dos parâmetros abióticos na Bahia sugere que interações bióticas podem modular a comunidade planctônica, enquanto em Pernambuco, a influência de fatores ambientais parece ter sido mais evidente. Essas diferenças podem estar associadas a variações na salinidade, temperatura e disponibilidade de matéria orgânica, além de impactos antrópicos. O estudo reforça a importância do zooplâncton como ferramenta de monitoramento ecológico, evidenciando sua sensibilidade a alterações ambientais. A detecção de grupos bioindicadores pode contribuir para estratégias de conservação e manejo sustentável dos estuários, auxiliando na preservação da biodiversidade e mitigação dos impactos antrópicos. A partir dos resultados obtidos o presente trabalho traz contribuições significativas para o estudo do zooplâncton e sua utilização como indicador ambiental das regiões estudadas.
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    Impacto da predação do coral-sol (Tubastraea spp.) sobre grupos de zooplâncton, utilizando organismos-modelo e nativos: um estudo comparativo
    (2024-10-03) Silva, Kerollayne Karen de Lima; Cordeiro, Ralf Tarciso Silva; Correia, José Renato Mendes de Barros; http://lattes.cnpq.br/9493438582525601; http://lattes.cnpq.br/7228145091477218; http://lattes.cnpq.br/6651430356334281
    Os corais (Cnidaria, Anthozoa) são organismos heterotróficos que se alimentam principalmente pela captura de partículas suspensas, como matéria orgânica e zooplâncton. Duas espécies do gênero Tubastraea (T. coccinea e T. tagusensis), conhecidas como “coral-sol”, invadiram com sucesso o Atlântico Ocidental Tropical e Subtropical nas últimas décadas. Sua proliferação rápida e abundante representa um desafio ecológico, sendo fundamental entender seus impactos. O presente estudo buscou entender se o consumo de zooplâncton por esses corais aumenta conforme a oferta e se há preferência por algum(ns) grupo(s) específico. Para explorar esses pontos, foram realizados três experimentos: (i) Um estudo piloto com alimentos-modelo de zooplâncton (copépodes adultos, ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis) e Artemia salina adultas). Os resultados, analisados via Kruskal-Wallis (H=89,005, p<0,001) e pós-teste de Dunn (p<0,005), indicaram uma preferência por crustáceos. (ii) Outro estudo piloto, com artêmias recém-eclodidas, demonstrou que o coral-sol pode predar mais de 80% do ofertado, independente da quantidade disponível. (iii) Um terceiro experimento com zooplâncton nativo vivo buscou verificar se a seletividade observada no uso de alimentos em conserva também se aplica a organismos nativos. Segundo os índices de Chesson, houve uma preferência pelo grupo copepoda, embora fatores abióticos e abundância de cada grupo também tenham influenciado. Apesar disso, a velocidade do movimento da água afeta a distribuição do plâncton no ambiente natural, o que pode impactar a capacidade de predação dos corais e moderar seu impacto ecológico. Conclui-se que quanto maior a disponibilidade de alimento, maior será o consumo pelo coral-sol, o que pode explicar seu avanço nas águas brasileiras, dada a grande oferta de zooplâncton e matéria orgânica.
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    Distribuição dos copépodes planctônicos não nativos nos estuários de Pernambuco: uma revisão bibliográfica
    (2025-08-08) Esteves, Maxuel Barreto; Melo Júnior, Mauro de; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/9079607690184824
    Espécies introduzidas, não nativas, apresentam ocorrência em ambientes naturais de forma acidental, intencional ou não intencional por ação antrópica, trazendo consequências danosas para o ambiente nativo e seu ecossistema. Como exemplo de espécies não nativas ou invasoras que ocuparam espaço ambiental brasileiro, temos as espécies do clado Copepoda, a exemplo do Pseudodiaptomus trihamatus, introduzida acidentalmente junto com um lote do camarão Penaeus monodon, trazida das Filipinas no final da década de 1970. Foi constatada pela primeira vez no Brasil em um viveiro de camarão no Rio Grande do Norte. Por ocasião da despesca, o copépode foi liberado para as águas costeiras. Já a espécie Temora turbinata, teve seu primeiro registro no Brasil no estuário do Rio Vaza-Barris, em Sergipe, na década de 1990. Pode ter chegado ao Brasil via água de lastro. Atualmente, domina várias áreas costeiras e estuarinas do Brasil. Neste sentido, O objetivo deste trabalho foi descrever a distribuição de ambas as espécies no litoral de Pernambuco, procurando detalhar a amplitude da densidade média e frequência de ocorrência das espécies nos ecossistemas nos quais ocorre.
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    Distribuição espaço-temporal da fauna ictioplanctônica e de Chaetognatha e sua interação no litoral norte de Pernambuco
    (2020-01-27) Silva, Jade Beatriz Alves da; El-Deir, Ana Carla Asfora; http://lattes.cnpq.br/4822569793807941; http://lattes.cnpq.br/7346027083165974
    O sucesso dos estágios iniciais de vida nos peixes influência no recrutamento e determina a estrutura das populações adultas. No período de larva, esses indivíduos estão mais vulneráveis a predação e outros fatores que afetam sua sobrevivência e/ou mortalidade. Chaetognathas são descritos como predadores vorazes, podendo se alimentar de larvas de peixes, afetando assim, a distribuição e o sucesso do ictioplâncton. Nesse contexto, o estudo teve como objetivo analisar a distribuição espacial do ictioplâncton no estuário do rio Jaguaribe e na praia de Jaguaribe, correlacionando com a ocorrência de Chaetognatha. As coletas foram realizadas nos meses de agosto, setembro, outubro e dezembro de 2017 em três pontos, estes, foram distribuídos na foz do rio Jaguaribe, arrebentação da praia de Jaguaribe e curral. Os indivíduos coletados foram fixados in situ em formol salino a 4% e posteriormente triados em laboratório e conservado em etanol 70%. Foram coletadas 88 larvas, identificadas em três ordens e seis famílias, sendo elas: Achiridae, Engraulidae, Carangidae, Clupeidae, Gerreidae e Gobiidae. A família mais abundante foi Engraulidae, estando presente em todos os meses e pontos amostrados. A zona de arrebentação foi o local com maior abundância de larvas. 574 Chaetognathas foram coletados e identificados em uma ordem, duas famílias e três espécies. Estes, estiveram presentes em todos os pontos amostrados, porém, apresentaram maior abundância na região do curral. Foram coletados 5305 ovos, destes 4161 foram ovos de Engraulidae. O mês de setembro apresentou a maior abundância de ovos, com 78,4% do total coletado. Ao comparar a distribuição do ictioplâncton e Chaetognathas, foi observado uma sobreposição na ocorrência destes. A distribuição espacial do ictioplâncton é altamente influenciada pela ocorrência de Chaetognathas, uma vez que estes, são grandes predadores. Com um declínio na abundância de Chaetognathas ocorre um aumento do ictioplâncton, comprovando a existência de uma relação inversamente proporcional.
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    Variação espaço-temporal na estrutura de tamanho de jovens de agulhinha-branca, Hyporhamphus unifasciatus (RanzanI, 1841) em Itamaracá - PE
    (2021-12-17) Barros, Ilana Amaral de; El-Deir, Ana Carla Asfora; Silva, Francisco Marcante Santana da; http://lattes.cnpq.br/4286692304867555; http://lattes.cnpq.br/4822569793807941; http://lattes.cnpq.br/3609235735445666
    Diversas espécies utilizam os ambientes estuarinos para sua reprodução, alimentação e proteção, entretanto essas áreas são suscetíveis a diversos impactos antrópicos. A Hyporhamphus unifasciatus utiliza esses ambientes e em função do grande desembarque nos últimos 20 anos no estado de Pernambuco a espécie vem sofrendo impacto com a ação humana. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a variação espaço-temporal da estrutura de tamanho e peso de jovens de Hyporhamphus unifasciatus, através da variação de comprimento padrão (CP) e peso total (PT) dos indivíduos entre três períodos, e em diferentes locais de coleta. As amostragem foram realizadas em réplicas em dois pontos (estuário e arrebentação) durante 12 meses entre os períodos de 2001-2002 (ano 1), 2018-2019 (ano 2) e 2020-2021 (ano 3). Os indivíduos foram medidos o CP e o PT e espécimes testemunhos depositados na Coleção de Ictiologia da UFRPE. A partir destas medidas, estimativas de frequência, relação peso-comprimento e fator de condição para a população da espécie foram calculadas. Ao todo obteve-se 436 indivíduos da espécie, sendo 147 no ano 1, 134 no ano 2 e 155 no ano 3. Foi observada a partir destes dados uma diferença entre o CP e o PT entre o estuário e a arrebentação para dois dos três períodos. Através da relação PT- CP observou-se também uma alometria positiva para os três períodos analisados e por fim, diferenças significativas foram encontradas entre o padrão de crescimento entre os períodos. Estes resultados podem indicar que através dos parâmetros da população analisados, aparentemente não está em sobrepesca, entretanto, esta definição depende de que mais pesquisas sejam realizadas na área, para obtenção do estado do estoque pesqueiro desta espécie.