Licenciatura em Letras (Sede)

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    Preconceito linguístico e a formação de professores de língua portuguesa: uma análise sociolinguística das práticas pedagógicas
    (2025-12-18) Oliveira, Lauciene Souza da Costa; Fernandes, Marcela Moura Torres Paim; https://lattes.cnpq.br/7491110175871163; https://lattes.cnpq.br/5684390784484808
    O presente artigo analisa como a literatura acadêmica sobre o preconceito linguístico tem contribuído para a formação dos professores de língua portuguesa no que se refere às suas práticas pedagógicas. Utilizou-se como metodologia a revisão bibliográfica e um mapeamento sistemático de teses e dissertações (BDTD) defendidas entre os anos de 2021 e 2025. O panorama revela que os conhecimentos teóricos sobre variação e preconceito linguístico estão presentes nas formações iniciais e continuadas (Bagno, 2007; Bortoni-Ricardo, 2017), porém existe uma discrepância entre o conhecimento teórico e a efetivação nas práticas pedagógicas, sendo possivelmente motivado pela ideologia e crenças dos professores de uma língua única, e pela insuficiência dos respaldos interventivos contidos nos documentos oficiais (BNCC/PCN) e materiais didáticos. Todavia, os dados evidenciam que o Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) é um forte aliado para desenvolver propostas didáticas de intervenção que contemplem a análise linguística e combatam o preconceito linguístico. Adicionalmente, os estudos apontam a necessidade de focar na formação continuada de natureza reflexiva e interventiva como caminho essencial para transformar a prática docente. Conclui-se que o mero conhecimento da literatura acadêmica não é suficiente, mas exige uma transformação de crenças, valores, além da responsabilidade social em relação às variedades linguísticas.
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    Fraseologismos dos ciclos da vida nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil: uma análise dialetológica e semântico-lexical de raspa de tacho
    (2024-10-01) Alves, Lígia Sotero; Paim, Marcela Moura Torres; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/9945809150167482
    O presente estudo tem como objetivo descrever e analisar o fraseologismo raspa do tacho, e suas variações, numa perspectiva dialetal, fraseológica e semântico - lexical, tendo em vista uma abordagem semântico - lexical, sob um viés cognitivo. Para tanto, lançamos mão dos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil - ALiB, fazendo uso dos seus pressupostos teórico - metodológicos, descritos por Cardoso (2010) e Paim (2019), assim como da sua rede de pontos, para constituição do corpus utilizado. No recorte feito, foram considerados 38 municípios, que constituem os pontos localizados no estado de São Paulo. Nessas localidades, foram recolhidas, in loco, a fala de 152 informantes, que estavam divididos em duas faixas - etárias, 18 a 30 anos e 50 a 65 anos, e entre homens e mulheres. Esses informantes possuíam nível de escolaridade fundamental, com exceção da capital do estado, na qual foram considerados, também, informantes do nível de escolaridade universitário. A partir dos dados coletados, foram identificadas 186 lexias, entre as quais destacamos sua produtividade e a ocorrência das estruturas fraseológicas raspa, resto e fundo do tacho. A difusão dos fraseologismos identificados no espaço geográfico permitiu a formação de uma possível subárea dialetal. Além disso, foi possível analisar a construção dessas estruturas, tendo em vista o seu caráter polilexical, sua idiomaticidade, congruência e relativa fixidez, de acordo com as proposições da vertente francesa dos estudos fraseológicos (Mejri, 2002), (Paim; Sfar; Mjeri, 2018) e (Paim, 2020). Por fim, discutimos a construção dessa expressão numa perspectiva do processo de formação de metáforas, que se fazem presentes na linguagem cotidiana dos indivíduos, tomando como base os pressupostos teóricos da semântica cognitiva (Lakoff; Johnson, 2009 [1986]), ( Hilferty, 1993) e (Ferrari, 2022).
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    O Projeto Atlas Linguístico do Brasil e a variação lexical em sala de de aula: uma proposta didática
    (2024-10-03) Cardoso, Natália Rocha; Paim, Marcela Moura Torres; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/0273906462701995
    O presente artigo tem como objetivo apresentar uma proposta didática de variação linguística para alunos dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio com base nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), ampliando, assim, a quantidade de materiais didáticos disponíveis para auxiliar o professor em sua prática. Para tanto, foi dado o enfoque nas variações diatópica, diageracional e diassexual, a partir das questões 131, 135,188 e 191 do questionário semântico-lexical do ALiB: o filho mais moço, finado, sutiã e ruge. Como arcabouço teórico para apoiar as discussões referentes aos conceitos de variação e ensino, à história da Dialetologia, assim como para auxiliar no planejamento da sequência didática, foram utilizadas as obras de Possenti (1996), Mota e Cardoso (2006), Cardoso (2010), Oliveira (2017), Paim (2019), Almeida e Bortoni-Ricardo (2023). Outrossim, também foi feita a consulta a dicionários online como Michaelis (2024), assim como a documentos oficiais como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018). Dessa forma, foi possível pensar, a partir de gêneros textuais multimodais, uma sala de aula onde se destaca a importância da diversidade do português brasileiro de modo a desmistificar o conceito de língua homogênea, assim como promover debates sobre o preconceito linguístico. Espera-se, portanto, que os alunos possam compreender os conceitos e eliminar estigmas sobre o uso da língua.
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    Estratégias de preenchimento da posição acusativa: uma análise contrastiva entre gramáticas descritivas, prescritivas e livros didáticos de Língua Portuguesa adotados em Pernambuco
    (2023-09-19) Bezerra, Gleisy Patrícia de Souza; Silva, Cláudia Roberta Tavares; http://lattes.cnpq.br/0948124881794535
    Neste artigo, apresenta-­se uma análise contrastiva sobre as estratégias de preenchimento da posição acusativa, com foco no que é contemplado: (i) pelas gramáticas descritivas do PB, tendo em mente os contextos linguísticos e sociais de sua ocorrência, (ii) pela abordagem prescritiva das gramáticas sobre o tipos de estratégia selecionada e (iii) pela abordagem dos livros didáticos de Língua Portuguesa (LP) adotados em Pernambuco destinados a alunos do 7º ano, levando em conta se contemplam uma reflexão sobre diferentes estratégias, atendendo, assim ao que está previsto na BNCC. Ancorada na Sociolinguística Variacionista (LABOV [1972] 2008); WEINREICH; LABOV; HERZOG, [1968] 2006), será levado em conta o uso variável de quatro variantes que preenchem a posição acusativa (a saber: o clítico, o objeto nulo, o pronome lexical e o sintagma nominal) que são condicionadas por fatores linguísticos e sociais (TARALLO E DUARTE (1988), MATTOS E SILVA (2003)). Tomando por base que, na BNCC (BRASIL, 2018), está previsto o trabalho com a variação linguística, esta investigação inscreve­se na interface teoria e prática, a fim de verificar se as propostas de atividades dos livros didáticos contemplam todas as variantes. Ademais, essa proposta ganha relevância porque, até onde temos verificado, são ainda escassas pesquisas no âmbito da Sociolinguística no estado de Pernambuco que se voltem ao tratamento da variação linguística em livros didáticos no âmbito morfossintático. A investigação ora desenvolvida busca contribuir com o processo ensino-­aprendizagem da variação a partir de discussões que podem servir como pontos de partida para novas reflexões por parte de professores de LP.
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    Vocalização da lateral /l/: um estudo acerca do fenômeno na escrita escolar bonitense
    (2023-04-04) Andrade, Janaína Maria de; Paim, Marcela Moura Torres; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/5201552814634619
    O presente estudo é o resultado de reflexões teóricas e metodológicas acerca do processo de vocalização da lateral /l/ em posição de coda silábica na escrita de estudantes do Ensino Fundamental II da cidade de Bonito-PE. Aqui objetivamos analisar esse desvio fonológico na escrita e investigar a ocorrência de processos fonológicos relacionados à vocalização em posição de coda silábica que intervenham na escrita ortográfica, verificando, assim, os possíveis motivos que engatilham a vocalização da lateral nessa posição. Apoiamo-nos na Teoria da Linguística e da Variação Linguística, utilizando o arcabouço de Câmara Jr (1998), Faraco (2012), Hora (2006), Hora, Pedrosa e Cardoso (2010), Mollica (2003), Morais (2003 e 2007), Pedrosa (2012) e Zilles & Faraco (2015). O corpus dessa pesquisa se constituiu de treinos ortográficos e ditados realizados no ambiente já mencionado, tomando por base o método indutivo e consecutiva análise quantitativa desses dados. Os resultados apontam que esses processos de vocalização são, na maioria, advindos do fato de que há espelhamentos de processos do campo fonológico para o campo da escrita. Além disso, os desvios ortográficos tendem a diminuir com o avançar do nível de escolaridade, visto que, dentre as 1600 palavras analisadas, ocorreu vocalização da lateral 200 vezes no 6° ano e apenas 96 casos no 9° ano. Cabe ressaltar ainda que ambas as turmas variaram mais as palavras em que a lateral estava em posição de coda medial. Debruçamo-nos, neste trabalho, numa observação dos dados obtidos nesta pesquisa e da sua significância no contexto escolar.
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    Metaplasmos mais comuns na oralidade recifense
    (2020) Lima, Ângelo Junior Lourenço de; Luna, Ewerton Ávila dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/0502123155013190; http://lattes.cnpq.br/5839256010603345
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    A retórica gramatical normativa nos jornais da primeira metade do século XX
    (2021-07-07) Pessoa, Elton Gomes; Gomes, Valéria Severina; http://lattes.cnpq.br/8893406062883304; http://lattes.cnpq.br/1554562095587062
    Neste artigo, tomamos como objeto de estudo a exploração midiática que os jornais de três grandes capitais, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, fazem dos desvios gramaticais e ortográficos em textos das classes populares na primeira metade do século XX. A análise é resultado da coleta de diferentes gêneros textuais jornalísticos (notícias, colunas, carta do leitor etc.) encontrados em jornais do período que compreende a Primeira República (1889-1930) e o Estado Novo (1937-1946), período este caracterizado pelo purismo do idioma e pela ideologia nacional. Após empreendermos a análise do corpus, observamos que a denúncia pública dos desvios da norma era generalizada e contava com a vigilância exercida pelos jornais, pelas autoridades gramaticais e pelo Estado em relação às formas de expressão escrita menos valorizadas encontradas nos porta-textos, placas, anúncios, letreiros e demais expressões escritas fixadas em locais públicos (BLINKSTEIN, 1995, p.54 apud VALE, 1999, p. 8). Essa denúncia era embasada na concepção de língua homogênea da gramática tradicional e funcionava como força de coerção sobre as demais variedades linguísticas (GOMES, 2016, p. 20).