Licenciatura em Letras (Sede)

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    Gênero cordel: historicidade, transmutação e proposição didática para o ensino da leitura na educação básica
    (2025-12-16) Cardoso, Mércia Alves; Gomes, Valéria Severina; https://lattes.cnpq.br/8181630115076630; https://lattes.cnpq.br/8181630115076630
    Neste estudo, o cordel é analisado como um gênero com função social educativa muito relevante. A língua(gem) é ação e produção sócio-histórica em constante mudança. O cordel acompanha os percursos das mudanças na sociedade e o avanço tecnológico, esteve presente nas feiras e atualmente está presente nas mídias digitais. A linguagem do cordel apresenta características como a musicalidade, o uso do regionalismo e das metáforas; suas temáticas são diversas, dentre elas estão as temáticas sociais. A análise do gênero consiste em três dimensões de tradição discursiva que constituem os cordéis: a dimensão composicional; a dimensão temática e a dimensão linguística. A partir dessa análise, propõe-se a transposição didática, por meio de uma sequência didática, que contemple a historicidade do cordel, considerando as dimensões analisadas. Adotou-se como fundamentação teórica o modelo de Tradições Discursivas (Kabatek, 2006; Longhin, 2014; Andrade e Gomes, 2018); para a abordagem sobre o gênero cordel (Curran, 1973; Marcuschi, 2008; Silva, 2023) e para a Proposição Didática (Schneuwly e Dolz, 1999; 2010; Ataíde e Gomes, 2024; Brandão, 2003). Os resultados apontam para o cordel como gênero de origem oral, de grande produção e circulação na região Nordeste do Brasil, mas presente também na região Sudeste do país. O gênero passou por transmutações, pois pode apresentar-se de forma oral, escrita e/ou digital, o que desperta o interesse por sua utilização como material didático em sala de aula e como uma tradição cultural no âmbito social. Com base nesses resultados, é pertinente pensar em proposições didáticas que abordem a historicidade e a transmutação dos gêneros tendo como objeto de estudo os cordéis.
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    “As mal traçadas linhas” do jovem casal pernambucano N. e Z. como fonte para a historicidade da língua e do subgênero carta de amor (1949-1950)
    (2021-07-07) Alves Filho, Stênio Bouças; Gomes, Valéria Severina; http://lattes.cnpq.br/8893406062883304; http://lattes.cnpq.br/8322263755431658
    Por uma investigação que não se detenha apenas à historicidade da língua, mas também do texto, este trabalho visa analisar um corpus constituído por 32 (trinta e duas) cartas pessoais do subgênero carta de amor, escritas entre 1949 e 1950, pelo casal pernambucano não ilustre N (a noiva) e Z (o noivo). Os principais pontos analisados neste estudo são: (i) os elementos composicionais do subgênero carta de amor; (ii) os aspectos que denotam os usos, as práticas e o grau de escrita dos missivistas, além do contexto sócio-histórico de produção das cartas; e (iii) os pontos de análises que estão relacionados com a representação do possessivo de segunda pessoa do singular, verificado no recorte espaço-tempo em questão. Dito isso, sob o aparato teórico-metodológico da Sociolinguística Histórica (CONDE SILVESTRE, 2007; HERNÁNDEZ-CAMPOY; SCHILLING, 2012); do Modelo de Tradições Discursivas (KABATEK, 2006); e da Paleografia (MARTÍNEZ, 1988; PETRUCCI, 2003; CASTILLO GÓMEZ; SÁEZ, 2016), foi possível observar que a missivista N (a noiva), mesmo apresentando um maior domínio sobre o escrito, encontra-se no mesmo polo que Z (o noivo), ambos estão em um continuum mais próximo de um nível elementar de base, no que se refere à habilidade escrita. Entretanto, apesar do baixo nível de escolaridade, ambos dominam a prática de escrita de cartas amorosas, o que se configura como uma aquisição cultural da tradição discursiva carta de amor. Quanto ao uso do possessivo, identificou-se o encaixamento da forma possessiva seu (31%) no emprego referente à segunda pessoa do singular, em duelo com o possessivo teu (69%).