Licenciatura em Letras (Sede)

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    Memes e ensino de língua portuguesa: um relato de experiência entre cultura digital e práticas escolares
    (2026-02-05) Santana, Leticia da Luz de; Ranieri, Thaís Ludmila da Silva; http://lattes.cnpq.br/9800015399149501; http://lattes.cnpq.br/9564921605341397
    Este trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Estágio Supervisionado em Língua Portuguesa do Curso de Licenciatura em Letras – Português e Espanhol da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A experiência foi realizada em uma escola municipal localizada em bairro periférico de Jaboatão dos Guararapes/PE, com uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental II, e teve como foco o trabalho com o gênero digital meme. A proposta surgiu da necessidade de aproximar o ensino de Língua Portuguesa das práticas sociais de linguagem vivenciadas pelos estudantes, especialmente aquelas relacionadas à cultura digital. A atividade, desenvolvida em um único encontro, envolveu momentos de leitura, análise, discussão coletiva e produção de memes, buscando promover a leitura crítica e a compreensão de textos multimodais. A fundamentação teórica apoia-se na concepção de texto como prática social (Geraldi, 1997), nos gêneros discursivos e no dialogismo (Bakhtin, 1997), na aprendizagem mediada (Vygotsky, 1991), no trabalho com gêneros textuais no ensino (Dolz, Schneuwly e Noverraz, 2004) e nas discussões sobre multiletramentos e multimodalidade (Rojo, 2012). Os resultados evidenciam que os estudantes apresentaram engajamento e facilidade em reconhecer temas e intenções comunicativas dos memes, embora tenham demonstrado dificuldades na explicitação da relação entre elementos verbais e visuais, o que reforça a importância da mediação docente. A experiência contribuiu tanto para o desenvolvimento do letramento multimodal dos alunos quanto para a formação docente, ao possibilitar a reflexão sobre práticas pedagógicas que dialogam com os contextos socioculturais contemporâneos.
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    O Projeto Atlas Linguístico do Brasil e a variação lexical em sala de de aula: uma proposta didática
    (2024-10-03) Cardoso, Natália Rocha; Paim, Marcela Moura Torres; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/0273906462701995
    O presente artigo tem como objetivo apresentar uma proposta didática de variação linguística para alunos dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio com base nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), ampliando, assim, a quantidade de materiais didáticos disponíveis para auxiliar o professor em sua prática. Para tanto, foi dado o enfoque nas variações diatópica, diageracional e diassexual, a partir das questões 131, 135,188 e 191 do questionário semântico-lexical do ALiB: o filho mais moço, finado, sutiã e ruge. Como arcabouço teórico para apoiar as discussões referentes aos conceitos de variação e ensino, à história da Dialetologia, assim como para auxiliar no planejamento da sequência didática, foram utilizadas as obras de Possenti (1996), Mota e Cardoso (2006), Cardoso (2010), Oliveira (2017), Paim (2019), Almeida e Bortoni-Ricardo (2023). Outrossim, também foi feita a consulta a dicionários online como Michaelis (2024), assim como a documentos oficiais como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018). Dessa forma, foi possível pensar, a partir de gêneros textuais multimodais, uma sala de aula onde se destaca a importância da diversidade do português brasileiro de modo a desmistificar o conceito de língua homogênea, assim como promover debates sobre o preconceito linguístico. Espera-se, portanto, que os alunos possam compreender os conceitos e eliminar estigmas sobre o uso da língua.