TCC - Bacharelado em Ciências Biológicas (Sede)

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    Análise da diversidade viral em dados de (meta)transcriptomas de amostras de mangue-vermelho (Rhizophora mangle)
    (2026-02-10) Serpa, Bruna Caitano; Blawid, Rosana; http://lattes.cnpq.br/5904522485457534; http://lattes.cnpq.br/0370020999914399
    Os manguezais são ecossistemas costeiros altamente produtivos, caracterizados por intensa ciclagem de nutrientes e elevada diversidade microbiana, incluindo comunidades virais ainda pouco compreendidas. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a diversidade e a ocorrência de vírus em dados (meta)transcriptômicos de diferentes tecidos de Rhizophora mangle. Foram analisadas 20 das 48 amostras provenientes de raízes, caule, folha e meristema. As amostras foram submetidas à montagem de genomas por meio da metodologia do de novo assembly, bem como à aplicação de ferramentas de alinhamento de sequências. Os resultados indicaram uma predominância de vírus pertencentes à classe Megaviricetes, cujos membros têm como hospedeiros principalmente algas e protistas aquáticos. Não foram detectados fitovírus, ou seja, vírus que infectam plantas, indicando que a comunidade viral identificada não está relacionada à infecção direta dos tecidos vegetais, mas provavelmente reflete a dinâmica ecológica do ecossistema de manguezal. A presença desses vírus é interpretada como uma associação indireta com R. mangle, possivelmente mediada pela presença de microalgas aderidas às superfícies vegetais e aos microambientes associados. Dessa forma, o estudo contribui para o conhecimento sobre a diversidade viral em manguezais e reforça a importância ecológica dos vírus eucarióticos na dinâmica de ecossistemas costeiros.
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    Estrutura e percentual de carcaças do microzooplâncton do canal do Santa Cruz (PE, Brasil)
    (2025-03-11) Nóbrega, Rafael Fidélis Brilhante da; Melo Júnior, Mauro de; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/6413368519656579
    Os estuários são ecossistemas de transição entre as águas continentais e marinhas e são caracterizados pela alta variação de seus fatores abióticos como salinidade, pH, temperatura e condutividade elétrica, afetando diretamente as características das comunidades biológicas que usufruem de seus recursos. A comunidade zooplanctônica é composta, principalmente, por copépodes, e desempenha um papel crucial na dinâmica ecológica do estuário, atuando como elo trófico entre os produtores primários e os demais níveis tróficos, além de contribuir para a ciclagem de nutrientes. O presente estudo teve como objetivo caracterizar a comunidade zooplanctônica do Canal de Santa Cruz, PE e estimar o percentual de carcaças derivadas da mortalidade não-predatória. Para isto, foram realizadas coletas ao longo do complexo estuarino do Canal de Santa Cruz, foram identificadas 33 táxons, incluindo 17 espécies, com destaque para os copépodes Euterpina acutifrons, Parvocalanus crassirostris e Apocyclops procerus, que apresentaram alta frequência de ocorrência e densidade, reforçando sua importância como bioindicadores da saúde ambiental. A temperatura estável e com média de 29°C e o pH com média de 7.50 mostraram que esses fatores não foram limitantes para a diversidade zooplanctônica. A taxa de mortalidade não-predatória observada, especialmente entre as formas naupliares, sugere que esses organismos são mais suscetíveis a estresses ambientais, como a presença de sedimentos em suspensão e a poluição. A técnica de coloração com vermelho neutro mostrou-se eficaz para a avaliação da mortalidade zooplanctônica, fornecendo dados importantes para a compreensão dos impactos antrópicos no ecossistema. Concluiu-se que a comunidade zooplanctônica é um indicador valioso da qualidade ambiental, destacando a necessidade de políticas de manejo e conservação para mitigar os efeitos da poluição e da urbanização sobre esses ecossistemas. A continuidade de estudos sobre a interação entre microplásticos e a biota aquática, bem como o desenvolvimento de métodos mais eficientes de monitoramento, são essenciais para a preservação dos serviços ecossistêmicos fornecidos pelos estuários.
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    Variabilidade temporal dos atributos da comunidade zooplanctônica na baía de Tamandaré: padrões sazonais em um ecossistema costeiro tropical
    (2025-03-21) Silva, Maria Clara Eugênio de Amorim e; Melo Júnior, Mauro de; http://lattes.cnpq.br/6735233221650148; http://lattes.cnpq.br/7737694557705516
    O monitoramento ecológico a longo prazo é uma alternativa essencial para acompanhar e compreender os padrões do local, assim como das comunidades que nele habitam. Avaliar a dinâmica do ecossistema, assim como suas variações, traz respostas a diversos possíveis problemas. A baía de Tamandaré, local com uma vastidão de ambientes e rico em diversidade biológica, é um dos sítios que possui programas de monitoramento, como o denominado PELD TAMS, que visa avaliar a longo prazo as variações do ambiente e comunidades. Um dos monitoramentos realizados pelo projeto é voltado a comunidade zooplanctônica, composta por indivíduos heterotróficos, pertencentes a base da cadeia alimentar e considerados bioindicadores naturais do ambiente. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é investigar a variabilidade temporal da comunidade zooplanctônica na baía de Tamandaré (Pernambuco, Brasil), ao longo de sete anos. As amostras foram coletadas em campanhas bianuais, durante os períodos seco e chuvoso dos anos pares do período entre 2018 a 2024, fixadas em formol, analisadas sob microscópio óptico, a partir de três subamostras a serem obtidas da amostra diluída em um volume conhecido, em câmera de Sedgwick-Rafter adaptada para 2 ml. Através do tratamento de dados, 58 táxons foram identificados, incluindo os Copepoda adultos e Nauplius, sendo destaque na frequência de ocorrência (100%). A abundancia relativa também levou destaque a classe dos copépodes, uma vez que os Nauplius da família Longipediidae apresentaram maior abundância relativa (60,7%). O maior valor de densidade média e geral das espécies de Copepoda foi a espécie Oithona oswaldocruzi, com 1366,30 ind.m³ e 21975,27 ind.m3, respectivamente. O índice de diversidade de Shannon, indicou um padrão de maior diversidade no período seco em todos os anos do estudo. A equitabilidade de Pielou apontou que a menor equitabilidade foi apresentada na mesma campanha em que houve a menor diversidade, que foi a estação Baía do período chuvoso de 2020.
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    Avaliação da abundância de drosofilídeos neotropicais e invasores em um fragmento conservado de Mata Atlântica do Rio de Janeiro
    (2025-03-21) Oliveira, Camila Rosa de; Montes, Martín Alejandro; http://lattes.cnpq.br/0349635170206363; http://lattes.cnpq.br/2276681515685156
    As invasões biológicas representam uma séria ameaça à biodiversidade global, e a família Drosophilidae já demonstrou seu potencial invasivo. Este estudo teve como objetivo avaliar a abundância de drosofilídeos nativos e invasores na Mata Atlântica do Rio de Janeiro, além de analisar seus padrões sazonais. Foram realizadas quatro coletas de drosofilídeos, sendo duas durante o período de menor pluviosidade e duas no período de maior pluviosidade. Para cada coleta, foram utilizadas 10 armadilhas com iscas de banana para atrair os drosofilídeos. No total, foram coletados 9.028 indivíduos da família Drosophilidae, distribuídos em 37 espécies de quatro gêneros. A análise revelou que 78,16% das espécies eram exóticas invasoras, sem variação significativa em sua abundância ao longo das estações do ano. Em contrapartida, as espécies nativas da região neotropical mostraram maior abundância durante os períodos de maior precipitação. Ao comparar os dados deste estudo com pesquisas anteriores na ecorregião da Serra do Mar, observa-se o aumento significativo na abundância de drosofilídeos invasores nas últimas décadas. A elevada abundância de drosofilídeos invasores sugere um potencial impacto cumulativo sobre a fauna nativa, podendo comprometer ainda mais a dinâmica de espécies nativas em áreas de alta importância ecológica.