TCC - Engenharia Agrícola e Ambiental (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Desenvolvimento de fotogrânulos aeróbios: avaliação da influência da taxa de troca volumétrica no tratamento de esgoto doméstico(2026-12-22) Lima Neto, Izaias Marcelino de; Barboza, Marianne de Lima; Campos, Henrique César Guedes; http://lattes.cnpq.br/6906171525383521; http://lattes.cnpq.br/8665242735385886; http://lattes.cnpq.br/6281372838958828A tecnologia de lodo granular aeróbio em consórcio com microalgas (LGA-AB), ou fotogrânulos, apresenta-se como uma alternativa sustentável para o tratamento de esgoto, mas sua estabilidade e eficiência dependem de parâmetros operacionais críticos. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência da taxa de troca volumétrica (TV) no desenvolvimento morfológico e no desempenho funcional de fotogrânulos em fotobiorreatores em bateladas sequenciais (FRBS). Dois reatores (FRBS1 e FRBS2) foram operados com esgoto sintético em ciclos de 6 horas. Na fase de maturação, aplicaram-se taxas de troca de 50% (TRH de 12 h) no FRBS1 e de 75% (TRH de 8 h) no FRBS2. Os resultados indicaram que a TV de 50% promoveu a formação de uma biomassa granular fisicamente estável, enquanto a TV de 75% gerou instabilidade estrutural, com episódios de desintegração dos grânulos. Ambos os sistemas apresentaram elevada eficiência de remoção de matéria orgânica (>87%). Contudo, a remoção de nitrogênio amoniacal foi limitada e instável, com eficiências médias de 22,4 ± 13,2% no FRBS1 e 25,4 ± 20,9% no FRBS2, falhando por mecanismos distintos: competição biológica no FRBS1 e arraste de biomassa no FRBS2. A remoção de fósforo também se mostrou instável em ambos os reatores. Conclui-se que a taxa de troca volumétrica governa um dilema operacional entre a estabilidade física e o equilíbrio biológico, indicando que a condição ótima para o tratamento completo de nutrientes reside em uma faixa intermediária às testadas.Item Análise geoespacial e modelagem da condutividade hidráulica de solo cultivado com repolho no Vale Aluvial do Mimoso(2025-12-22) Silva, Jeferson Antonio dos Santos da; Montenegro, Abelardo Antônio de Assunção; http://lattes.cnpq.br/7947714302950574; http://lattes.cnpq.br/0815590992380180O presente trabalho analisa a utilização de geotecnologias e modelagem da condutividade hidráulica em conjunto com soluções baseadas na natureza (SbN) para práticas de manejo agrícola sustentável no semiárido brasileiro, tendo como fatores característicos a escassez hídrica e solos com baixa retenção de água. O objetivo geral constitui-se em avaliar de maneira não destrutiva, a influência do biochar e da cobertura morta na condutividade hidráulica e no vigor vegetativo do repolho (Brassica oleracea), por meio de imagens capturadas por drone. A pesquisa foi realizada no Vale Aluvial do Mimoso, em Pesqueira, Pernambuco, Brasil, com delineamento em blocos casualizados associando ou não a cobertura morta a diferentes doses de biochar. O monitoramento utilizou drone equipado com sensores multiespectrais, RGB e infravermelho próximo, para avaliação dos índices de vegetação Normalized Difference Vegetation Index (NDVI) e Visible Atmospherically Resistant Index (VARI), além da utilização do algoritmo Beerkan Estimation of Soil Transfer (BEST) para modelagem de condutividade hidráulica. Os resultados indicaram que a utilização de biochar e cobertura morta auxiliou no vigor vegetativo, com resultados significativos nos índices espectrais e melhoria na estrutura porosa do solo. A cobertura morta apresentou-se eficiente para atenuar o efeito de fundo do solo exposto nas imagens com vegetação esparsa, possibilitando maior precisão nas interpretações dos índices sobre a saúde das plantas. Conclui-se que o uso de práticas conservacionistas associadas ao monitoramento com drones possibilita uma gestão estratégica para a agricultura, auxiliando na tomada de decisão e na resiliência frente às limitações climáticas da região.Item Análise comparativa das dinâmicas ambientais pós frequência de fogo nas mesorregiões Sertão e São Francisco pernambucano: análise geoespacial e estudo de caso dos municípios de Triunfo e Cabrobó (2000-2022)(2025-12-17) Silva, João Victor Estolano da; Nascimento, Cristina Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9289129949520610; http://lattes.cnpq.br/8057741532061155Este estudo analisou a dinâmica das queimadas e as mudanças no uso e cobertura do solo no bioma Caatinga entre 2000 e 2022, utilizando como referência dois municípios de mesorregiões distintas de Pernambuco, Triunfo na mesorregião Sertão de Pernambuco, e Cabrobó, no São Francisco pernambucano, selecionados por apresentarem áreas específicas com recorrência significativa de focos de calor. Em Triunfo, verificou-se uma região com aumento expressivo da frequência de fogo entre 2000–2005 e 2005–2010, atingindo classes elevadas de recorrência (4 e 5), o que contribuiu para uma drástica redução de 64,46% das áreas de formação florestal, acompanhada pela expansão de formações savânicas, campestres e pastagens. Apesar de, a partir de 2010 não terem sido registradas queimadas de alta frequência, o município continuou a apresentar eventos de fogo, porém em classes inferiores, refletindo um processo contínuo de pressão ambiental. Em contraste, o município de Cabrobó apresentou sinais evidentes de reorganização ecológica e regeneração da paisagem, com aumento de cobertura savânica, substituição de áreas degradadas por novos mosaicos de uso e, de forma marcante, uma expansão de aproximadamente 2684% da área de corpos hídricos. Essa recuperação hídrica e vegetativa está associada não apenas às mudanças no uso do solo, mas também à influência direta do Vale do São Francisco e da represa de Terra Nova, que funcionam como importantes moduladores da disponibilidade de água e da estabilidade ecológica local. Embora ambos os municípios pertençam ao mesmo bioma, os resultados evidenciam trajetórias contrastantes, determinadas pela intensidade da ação antrópica, pela estrutura do relevo e pelos recursos hídricos disponíveis, reforçando a necessidade de estratégias de manejo integradas e específicas para cada contexto ambiental dentro do semiárido pernambucano.Item Mapeamento e caracterização das áreas queimadas nas mesorregiões do Sertão e São Francisco Pernambucano (2010–2022) por meio de imagens MODIS e dados MapBiomas(2025-12-17) Silva, Hortência Cristina da; Nascimento, Cristina Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9289129949520610; http://lattes.cnpq.br/3329717909745521As mesorregiões do Sertão e do São Francisco Pernambucano têm como bioma predominante a Caatinga e apresentam clima semiárido, caracterizado por altas temperaturas, baixa umidade e regime pluviométrico irregular. Essas regiões vêm sofrendo pressões significativas decorrentes de ações antrópicas, como o desmatamento e a ocorrência recorrente de queimadas. O objetivo deste estudo foi mapear, caracterizar e quantificar a incidência de focos de calor, bem como analisar o uso e a cobertura do solo nessas mesorregiões. Adicionalmente, buscou-se avaliar a capacidade de recuperação ou regeneração natural da vegetação após eventos de queima, utilizando imagens de satélite, quantificação das áreas afetadas e a frequência das ocorrências de fogo. Para isso, foram utilizadas imagens do sensor MODIS, a bordo da plataforma orbital Terra, a fim de identificar as áreas atingidas, analisar o NDVI e desenvolver um código na plataforma Google Earth Engine (GEE) para detectar, de forma operacional, áreas com potencial de regeneração vegetal. As imagens do MapBiomas foram utilizadas para classificar o uso e a cobertura do solo nos dias de queima, além de avaliar a extensão e a frequência dos eventos de fogo. Os resultados indicam um aumento progressivo no número de focos de calor entre o período de 2010 e 2022, especialmente nos meses de agosto a novembro, com pico registrado em outubro de 2021 (662 focos). A maior área queimada ocorreu em 2022, totalizando 14.484,93 hectares. Os eventos de fogo concentraram-se majoritariamente em áreas de Formação Savânica (59,26%) e Pastagem (15,34%), que também apresentaram as maiores extensões de queima, com 46.156,20 ha e 8.347,82 ha, respectivamente. Assim, as informações obtidas por sensoriamento remoto demonstraram elevada relevância para a detecção de focos de calor, o monitoramento da regeneração da vegetação e a quantificação das áreas impactadas pelo fogo.Item Utilização de algoritmo para análise de sinal em sistema inteligente de baixo custo para caracterização da variabilidade espacial do solo e uso em agricultura de precisão(2025-12-17) Santos, Beatriz Regina da Silva; Sousa, Emanoel Di Tarso dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3682039140895268; http://lattes.cnpq.br/3380544029010076O mapeamento da condutividade elétrica aparente do solo apresenta potencial para caracterização da variabilidade espacial do solo, uma vez que pode se correlacionar com outros atributos do solo e reduzir o número de amostras necessárias, reduzindo assim os custos de análise. Entretanto, falhas de contato entre os eletrodos do sensor que mede a Condutividade elétrica aparente (CEa) e o solo podem comprometer a qualidade das medições. Dessa forma, este trabalho buscou avaliar um multisensor de baixo custo e verificar se o algoritmo desenvolvido para análise de sinal empregado nele interfere na qualidade dos dados obtidos. Inicialmente, realizou-se um teste de bancada em condições controladas para verificar a resposta do algoritmo. Utilizaram-se três resistores (8Ω, 47Ω e 470Ω), sendo a primeira leitura realizada com todos os eletrodos em contato com os resistores, e nas leituras seguintes, procedeu-se à desconexão gradual de cada eletrodo. Para cada condição testada foram realizadas 15 leituras. Tendo em vista que o coeficiente de variação (CV) das leituras variou de 2% para 20% quando houve perda de contato com o primeiro eletrodo, e de 2% a 6% quando foi retirada a conexão com os outros eletrodos de forma alternada, isso sugere que a interrupção ou alteração do contato entre os eletrodos afeta a estabilidade da leitura de CEa para todos os resistores avaliados. Posteriormente, foi realizada a avaliação em campo no talhão 5 da Estação experimental de cana-de-açúcar da UFRPE, onde 60 pontos foram coletados com informações de temperatura, CEa e umidade. Como resultado, tivemos que a CEa não apresentou correlação significativa a 5% de significância para maioria dos atributos analisados, com exceção da temperatura, que apresentou correlação médio negativa tanto com a CEa obtida incluindo as leituras sem contato (CEa_c) quanto com a CEa obtida apenas com leituras com contato adequado (CEa_s). Além disso, o nível de concordância entre as zonas de manejo testadas, variou de ruim a muito ruim para a maioria das variáveis consideradas.Item Desenvolvimento de um sistema automatizado para monitoramento do consumo hídrico em bezerras leiteiras(2025-12-12) Aguiar, Ana Carolina Silva Vaz Curado de; Almeida, Gledson Luiz Pontes de; http://lattes.cnpq.br/2328849810614673; http://lattes.cnpq.br/1445676612545541O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, mas ainda depende de importações, registrando em 2023 um déficit superior a 1 bilhão de dólares. Nesse cenário, o Agreste Pernambucano destaca-se como um polo leiteiro em ascensão, impulsionado pelo avanço tecnológico e pelo aumento da produtividade nacional, que mais que triplicou nas últimas décadas, mesmo com menos vacas ordenhadas. A incorporação de tecnologias também fortalece a pecuária de precisão, permitindo o monitoramento individual das bezerras, sendo o controle do consumo de água essencial por melhorar a digestibilidade e o desenvolvimento inicial. Entretanto, a confiabilidade limitada dos sensores em condições reais evidencia a necessidade de sistemas mais robustos e calibrados para um monitoramento hídrico eficaz. Desta forma, objetivou-se desenvolver, calibrar e validar um sistema de monitoramento automatizado do consumo hídrico para bezerras leiteiras na fase de aleitamento. A pesquisa foi conduzida em duas etapas complementares: a fase laboratorial, realizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), destinada à calibração, validação e desenvolvimento do sistema; e a fase em campo, realizada no Bezerreiro Tropical da Fazenda Almeida, em Capoeiras - PE, onde o sistema foi instalado e avaliado em condições reais de operação. Foram selecionados quatro sensores de fluxo (YF-S201, YF-S401, YF-B1 e YF-B4) e calibrados em ambiente controlado por meio de um protótipo integrado a um microcontrolador ESP32, no qual foram registradas 60 leituras por sensor (30 contínuas e 30 intermitentes). O sensor com melhor desempenho foi instalado no bezerreiro e incorporado a um sistema IoT, responsável pela aquisição, processamento e transmissão Wi-Fi dos dados para um dashboard de monitoramento. A calibração em campo foi implementada no próprio firmware, permitindo o envio dos pulsos ao servidor e o retorno automático dos parâmetros ajustados. Após quatro meses de operação, a estabilidade do sensor foi reavaliada com a passagem de 1 L de água, no qual foram registradas 24 leituras (12 contínuas e 12 intermitentes) e todas as etapas, laboratoriais e de campo, foram analisadas por estatística descritiva e representadas por boxplots. Os quatro sensores analisados apresentaram média igual a 1 nos regimes contínuo e intermitente, indicando calibração centralizada. A análise estatística mostrou que o fluxo contínuo gera menor variabilidade. Considerando variabilidade, estabilidade da mediana, controle dos valores extremos e presença reduzida de outliers, o sensor YF-B4 foi o mais adequado ao monitoramento hídrico em condições reais. Em campo, o sistema IoT com ESP32 e ThingsBoard operou de forma contínua, registrando e transmitindo dados em tempo real. O modo de calibração em campo permitiu ajustes diretos, com passagem de 1 L e leitura imediata dos pulsos, garantindo precisão sem necessidade de laboratório. Após quatro meses, a primeira calibração apresentou grande variação, atribuída ao longo período sem manutenção, mas os valores se estabilizaram nos dias seguintes, evidenciando que calibrações periódicas são essenciais para manter a acurácia. Conclui-se que o YF-B4 apresentou o melhor desempenho geral, que o sistema automatizado foi eficiente para monitorar o consumo hídrico e que a calibração recorrente é indispensável para assegurar confiabilidade dos dados em ambientes reais de produção.Item Trocas gasosas em coentro hidropônico cultivado com água salobra: perspectivas no semiárido pernambucano(2025-12-16) Lucena, Alexandre Emanuel Andrade de; Silva, Ênio Farias de França e; http://lattes.cnpq.br/1144266495720148; http://lattes.cnpq.br/1557504314408700A hidroponia destaca-se como alternativa para o uso racional de águas salobras no Semiárido, mitigando riscos de degradação do solo. Todavia, o estresse salino impõe limitações fisiológicas severas às culturas, como a redução da absorção de nutrientes e do metabolismo oxidativo. Nesse contexto, há uma carência de informações sobre como o manejo dinâmico da solução nutritiva pode atenuar tais efeitos. Assim, o estudo de diferentes vazões justifica-se por sua capacidade de otimizar a oxigenação e a disponibilidade iônica no sistema radicular, fatores críticos para a resiliência das plantas sob condições de salinidade. O presente estudo avaliou o efeito da salinidade e das vazões da solução nutritiva sobre o desempenho fisiológico do coentro (Coriandrum sativum L.) em sistema NFT (Técnica do Filme Nutriente). O experimento foi conduzido na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em delineamento fatorial 4 x 4, com quatro níveis de condutividade elétrica: 1,7 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 3 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 4,5 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 6,0 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1) e quatro vazões (1,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 2,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 3,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 4,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1) , estados em três composições iônicas distintas: sódica (predominância de 𝑁𝑎+), cálcica (predominância de 𝐶𝑎2+) e mista (equilíbrio entre múltiplos íons como 𝑁𝑎+, 𝐶𝑎2+e 𝑀𝑔2+), visando simular o perfil real das águas subterrâneas da região semiárida do Estado de Pernambuco. As variáveis analisadas foram as trocas gasosas – Taxa de assimilação líquida de 𝐶𝑂2 (A), Condutância estomática (gs), Transpiração (E) e Concentração interna de CO2 (Ci) – medidas com IRGA aos 30 dias após a semeadura revelaram que o coentro tolera salinidade de até 3,0 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1. Acima desse limite, a salinidade reduziu a gs e a A. Notavelmente, vazões intermediárias ( 1,0 − 2,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1) otimizaram a assimilação de CO2, e a solução mista causou os maiores prejuízos fisiológicos, evidenciados pela maior redução na condutância estomática (gs). Tais resultados reforçam a importância de se considerar a natureza catiônica da água, e não apenas a condutividade elétrica, no manejo da cultura. Portanto o manejo eficiente da composição iônica e da dinâmica de circulação da solução é fundamental para a viabilidade do cultivo hidropônico do coentro com águas salobras no semiárido.Item Perfil dos egressos do Bacharelado em Engenharia Agricola e Ambiental da UFRPE/Sede (2014.2 a 2023.1)(2025-03-21) Silva, Gabrielli Renata Barbosa da; Santos Júnior, José Amilton; Laurenti, Renato; http://lattes.cnpq.br/8853216777317634; http://lattes.cnpq.br/2839547928353699; http://lattes.cnpq.br/7391096703425088A Engenharia Agrícola e Ambiental integra conhecimentos da engenharia e das ciências agrárias com foco em soluções sustentáveis para a produção agropecuária e a gestão ambiental. No Brasil, essa formação teve início na década de 1970, com a Universidade Federal de Viçosa introduzindo o curso com enfoque ambiental em 2000. Na UFRPE, o curso foi implantado em 2002, inicialmente como Engenharia Agrícola, sendo renomeado em 2003. Apesar de sua importância, a área apresenta alta taxa de evasão, com taxa de sucesso em torno de 35% na UFRPE, reflexo de dificuldades acadêmicas, financeiras e de inserção no mercado. Este trabalho tem como objetivo analisar a formação e a trajetória profissional dos egressos da UFRPE, com base em dados institucionais e plataformas digitais, visando propor melhorias que fortaleçam o curso e contribuam para o desenvolvimento sustentável regional e nacional.Item Avaliação de sistema inteligente de baixo custo para caracterização da variabilidade espacial do solo e uso em agricultura de precisão(2025-02-17) Luiz, Maria Eloyse Gonçalves; Sousa, Emanoel Di Tarso dos Santos; Nascimento, Amélia Laisy; http://lattes.cnpq.br/6769009933620093; http://lattes.cnpq.br/3682039140895268; http://lattes.cnpq.br/9000206461335481O sistema inteligente de baixo custo desenvolvido para caracterização da variabilidade espacial do solo por meio da estimativa da condutividade elétrica aparente do solo foi avaliado para verificar a acurácia do sensor que visa reduzir a quantidade de amostras e os custos de amostragem por meio da correlação da CEa com temperatura e umidade. O sistema inteligente utiliza o princípio da resistividade elétrica para determinar a condutividade elétrica aparente (CEa), aplicando o método da Matriz de Wenner. No presente trabalho, o sistema inteligente foi testado em bancada e em campo. No teste de bancada, foram realizadas leituras de CEa utilizando resistores de filme metálico com resistências de 4,7 Ω a 680 Ω. O erro máximo das leituras foi de 6,69% e o coeficiente de variação foi inferior a 4%. No teste em campo, realizado no campo da UFRPE, foram coletados pontos amostrais com dados de CEa, umidade e temperatura do solo para duas condições de umidade: seco e úmido. Como resultado, as regiões com menor CEa apresentaram temperatura mais elevada e menor umidade, assim como, as regiões de maior CEa coincidiram com as de maior umidade e menor temperatura para ambas condições de solo. Além disso, as variáveis de CEa, temperatura e umidade do solo seco apresentaram dependência espacial de 28,42%, 14,84% e 64,57%, indicando dependência espacial moderada, fraca e moderada, respectivamente. Na condição de solo úmido, as variáveis de CEa, temperatura e umidade apresentaram IDE moderado, com 49,65%, 41,67% e 48,36%, respectivamente. A correlação linear, medida pelo coeficiente de Pearson, revelou que no solo seco, a correlação entre CEa e temperatura foi fraca negativa, enquanto a relação entre CEa e umidade foi fraca positiva. No solo úmido, a correlação entre CEa e temperatura foi moderada negativa, e entre CEa e umidade, fraca positiva. A correlação entre umidade e temperatura foi fraca negativa em ambas as condições de umidade. A análise de regressão indicou que, para o solo seco, não houve influência significativa da temperatura sobre a CEa, enquanto a umidade do solo apresentou impacto significativo nos valores de CEa, com nível de significância de 5%. Para o solo úmido, tanto a temperatura quanto a umidade apresentaram influência estatisticamente significativa sobre a CEa, com níveis de significância de 0,1% para a temperatura e 5% para a umidade.Item Avaliação dos impactos ambientais negativos da disposição da vinhaça da cana-de-açúcar em solos agrícolas no Brasil: uma revisão bibliográfica sobre os efeitos no solo e nos recursos hídricos(2025-08-07) Santana, Patrícia Kelly Sousa; Barboza, Marianne de Lima; http://lattes.cnpq.br/8665242735385886; http://lattes.cnpq.br/5632774803304365Este trabalho tem como objetivo avaliar, por meio de revisão bibliográfica, os principais impactos ambientais decorrentes da disposição da vinhaça da cana-de-açúcar em solos agrícolas no Brasil, com ênfase nos efeitos negativos sobre a qualidade do solo e dos recursos hídricos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com abordagem exploratória. Foram priorizadas fontes publicadas nos últimos dez anos, com destaque para pesquisas mais recentes que abordam os impactos da vinhaça no solo e nos recursos hídricos. No entanto, para o levantamento dos marcos legais e normativos aplicáveis, foi necessário ampliar o recorte temporal da pesquisa, em razão da escassez de legislações atualizadas e específicas sobre a temática. Essa limitação evidencia lacunas no arcabouço legal e reforça a importância de revisões periódicas nas normas vigentes. Os resultados indicam que, embora a vinhaça seja um subproduto rico em nutrientes e amplamente utilizado na fertirrigação, sua aplicação sem critérios técnicos pode provocar salinização, compactação, alteração do pH, desequilíbrios microbiológicos, além da contaminação de corpos hídricos por nutrientes e matéria orgânica. Os riscos ambientais incluem a lixiviação de nitratos e fosfatos, a eutrofização de cursos d’água e a perda da biodiversidade. No entanto, diversas alternativas sustentáveis têm sido adotadas, como a digestão anaeróbia para produção de biogás e o uso da vinhaça como substrato para a obtenção de compostos de alto valor agregado, a exemplo da produção do ácido capróico. Conclui-se que o uso da vinhaça deve estar atrelado ao cumprimento de diretrizes técnicas, fortalecimento da fiscalização, monitoramento ambiental constante, inovação tecnológica e atualização das normas ambientais, visando compatibilizar produtividade agrícola e conservação ambiental.
