A representação e a resistência negra na literatura brasileira: uma análise de Um Exu em Nova York, de Cidinha da Silva
Data
2025-12-01
Autores
Oliveira, Thiago Henrique Fernandes de
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Resumo
A obra Um Exu em Nova York (2018), da escritora afro-brasileira Cidinha da Silva, é analisada como um marco na literatura negra contemporânea, por articular estética, política e ancestralidade. O livro, composto por dezenove contos e crônicas, utiliza a figura de Exu, Orixá das encruzilhadas e da comunicação, como símbolo de resistência, reeducação e descolonização cultural. Exu, aqui, deixa de ser visto como entidade demonizada pelo imaginário cristão-colonial e assume uma função narrativa, simbólica e pedagógica de ruptura com os paradigmas eurocêntricos. A análise aponta como a autora resgata saberes afro-diaspóricos e confronta o racismo estrutural, a intolerância religiosa e o epistemicídio, promovendo uma literatura engajada, decolonial e interseccional. Nesse sentido, Cidinha da Silva propõe uma escrita marcada pela oralidade, pelo humor crítico e pela afirmação das tradições afro-brasileiras em espaços urbanos, inclusive em uma cidade do "norte global", como Nova York, subvertendo as geografias simbólicas do poder. A partir de teorias como a escrevivência (Conceição Evaristo, 2016), Pedagogia das encruzilhadas (Luiz Rufino, 2019) e o pensamento de intelectuais como Sueli Carneiro (2011) e Djamila Ribeiro (2017), o trabalho destaca como a obra promove uma reeducação do olhar, centrada em outras cosmologias e formas de saber. Portanto, ao valorizar a presença negra na literatura e na cidade, Um Exu em Nova York torna-se um gesto de (re)existência, oferecendo novas narrativas sobre o ser negro no Brasil e no mundo.
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La obra Um Exu em Nova York (2018), de la escritora afrobrasileña Cidinha da Silva, se analiza como un hito en la literatura negra contemporánea, por articular estética, política y ancestralidad. El libro, compuesto por diecinueve cuentos y crónicas, utiliza la figura de Exu, orixá de las encrucijadas y de la comunicación, como símbolo de resistencia, reeducación y descolonización cultural. Exu, aquí, deja de ser visto como una entidad demonizada por el imaginario cristiano-colonial y asume una función narrativa, simbólica y pedagógica de ruptura con los paradigmas eurocéntricos. El análisis señala cómo la autora rescata saberes afro-diaspóricos y confronta el racismo estructural, la intolerancia religiosa y el epistemicidio, promoviendo una literatura comprometida, decolonial e interseccional. En este sentido, Cidinha da Silva propone una escritura marcada por la oralidad, el humor crítico y la afirmación de las tradicione safrobrasileñas en espacios urbanos, incluso en una ciudad del “norte global”, como Nueva York, subvirtiendo las geografías simbólicas del poder. A partir de teorías como la escrevivência (Conceição Evaristo, 2016), Pedagogía de las encrucijadas (Luiz Rufino, 2019) y el pensamiento de intelectuales como Sueli Carneiro (2011) y Djamila Ribeiro (2017), el trabajo destaca cómo la obra promueve una reeducación de la mirada, centrada en otras cosmologías y formas de conocimiento. Por lo tanto, al valorar la presencia negra en la literatura y en la ciudad, Um Exu em Nova York se convierte en un gesto de (re)existencia, ofreciendo nuevas narrativas sobre el ser negro en Brasil y en el mundo.
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Referência
OLIVEIRA, Thiago Henrique Fernandes de. A representação e a resistência negra na literatura brasileira: uma análise de Um Exu em Nova York, de Cidinha da Silva. 2025. 23 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) - Departamento de Letras, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
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