Engenharia de Pesca (Sede)
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TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
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Item Análise do crescimento e determinação da idade em Diaphus brachycephalus e Diaphus perspicillatus (Myctophidae): comparação do ciclo de vida(2026-02-11) Morais, Maria Fernanda da Silva; Frédou, Thierry; Lima, Rayssa Rayanna Salvador de Siqueira; http://lattes.cnpq.br/2857272395428156; http://lattes.cnpq.br/8119220407894290; http://lattes.cnpq.br/7105911018918023Os peixes mesopelágicos desempenham papel importante na dinâmica dos ecossistemas marinhos, participando da migração vertical diária, do fluxo de carbono e da transferência de energia entre diferentes níveis tróficos. Apesar dessa relevância ecológica, o conhecimento sobre a história de vida dessas espécies ainda é limitado, especialmente na região da plataforma amazônica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo estimar e comparar a idade e o crescimento das espécies Diaphus brachycephalus e Diaphus perspicillatus (Myctophidae) na plataforma amazônica. Foram analisados 845 indivíduos, sendo 754 de D. brachycephalus (13-55 mm de comprimento padrão) coletados em oito estações e 91 de D. perspicillatus (19-73 mm) provenientes de cinco estações de amostragem. Os otólitos sagitta foram extraídos, fotografados, incorporados em resina epóxi, seccionados e lixados para a leitura dos incrementos diários. A contagem foi realizada do núcleo à borda dos otólitos. Os incrementos diários variaram de 80 a 278 em D. brachycephalus e de 64 a 294 em D. perspicillatus. O crescimento foi descrito pelo modelo de von Bertalanffy, resultando nas equações: SL = 56,12 [1 – exp{-0,0078 (t – 18,98)}] para D. brachycephalus e SL = 91,70 [1 – exp{-0,0035 (t – (-10,87))}] para D. perspicillatus. As datas de eclosão retrocalculadas para ambas as espécies variaram de janeiro a setembro. Os resultados indicam crescimento relativamente rápido e ciclo de vida curto para ambas as espécies, padrão frequentemente observado em peixes mesopelágicos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre os parâmetros de crescimento de Myctophidae na região da plataforma amazônica. Dessa forma, o estudo contribui para ampliar o conhecimento sobre os padrões de idade e crescimento de peixes mesopelágicos da família Myctophidae da região Norte do Brasil.Item Diversidade, distribuição e abundância da ictiofauna dermersal da Região Norte e Nordeste do Brasil(2026-02-11) Borba, Larysa Evellyn Bispo; Frédou, Thierry; http://lattes.cnpq.br/8119220407894290; http://lattes.cnpq.br/7787204812082853O crescimento contínuo do consumo de recursos pesqueiros tem ampliado a pressão sobre os ecossistemas marinhos, tornando essencial a realização de estudos que forneçam subsídios para o manejo sustentável e a conservação da biodiversidade. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar e comparar a diversidade, a distribuição e a abundância da ictiofauna demersal das regiões Norte e Nordeste do Brasil, visando ampliar o conhecimento ecológico desses ambientes. Foram utilizados dados provenientes de três cruzeiros oceanográficos de larga escala, sendo um na região Norte (AMAZOMIX) e dois na região Nordeste (ABRACOS 1 e 2), com amostragens realizadas por meio de redes de arrasto de meia-água em diferentes profundidades, associadas à coleta de variáveis ambientais, como temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido e fluorescência. A estrutura das assembleias foi avaliada por meio da frequência de ocorrência, captura por unidade de esforço e índices ecológicos de diversidade, incluindo riqueza de Margalef, equitabilidade de Pielou e índices de Hill, além da aplicação de análises multivariadas para identificar padrões espaciais e relações com o habitat. Na região Nordeste foram registradas 129 espécies de peixes demersais, com predominância de espécies raras e maior diversidade associada a ambientes com substratos recifais e mistos. Na região Norte foram identificadas 86 espécies, também com elevada proporção de espécies raras, porém com menor riqueza quando comparada à região Nordeste. Em ambas as regiões se observou alta variabilidade espacial da diversidade, sem padrões consistentes de correlação com profundidade e latitude, mas com influência significativa do tipo de substrato. Os resultados evidenciam a relevância ecológica das zonas costeiras e oceânicas das regiões Norte e Nordeste do Brasil como áreas de elevada biodiversidade, ressaltando a necessidade de estratégias de conservação e manejo sustentável para a manutenção dos ecossistemas marinhos e dos recursos pesqueiros.Item Índices de formas de otólitos de 10 espécies capturadas no litoral de Pernambuco (PE) e Paraíba (PB)(2019-12-12) Barboza, Mariana Gomes; Frédou, Thierry; http://lattes.cnpq.br/8119220407894290; http://lattes.cnpq.br/4109349532262660Os otólitos são estruturas formadas por carbonato de cálcio, localizada no ouvido interno dos peixes. Adicionalmente, são considerados importantes taxonomicamente, tornando-se nos últimos anos uma ferramenta útil para determinação de espécies de peixes. Os otólitos apresentam diferentes tamanhos e formas entre as espécies, isso se deve a deposição de cálcio, que por sua vez, trata-se de um processo extracelular que está diretamente ligado a um controle fisiológico. O objetivo deste trabalho foi caracterizar otólitos através de índices de formas, a fim de identificar padrões ontogenéticos e ecológicos de 10 espécies capturadas ao longo do litoral de Pernambuco e Paraíba. Foram analisadas 467 imagens entre as espécies da família Gerreidae e Gobiidae. Todas as métricas e índices de forma (proporção de forma, circularidade, retangularidade e o perímetro por área), foram medidos com auxílio do Software R (R Core Team (2018)). Os índices morfométricos foram analisados para definir os eventuais padrões de semelhança dentro de uma mesma família ou grupo funcional (guilda trófica ou guildas ambientais). Também como, se há alguma semelhança entre otólitos de famílias diferentes. Para verificar se há alguma diferença entre as espécies, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis e para saber quais dos fatores diferiram entre si, o teste de Nemenyi. Para os índices dimensionais, a Eugerres brasilianus diferiu das demais, pois obteve uma maior mediana. Sugere-se que seja devido às características particulares da espécie, como: seu peso e comprimento que são maiores que as demais, e, o único que possui o hábito alimentar onívoro e carnívoro. Não foi possível amostrar o L50, porque todos os indivíduos capturados são imaturos. Todos os indivíduos analisados são imaturos, demonstrando assim que a amostragem feita em Sirinhaém capturou só os juvenis dessas espécies. Contudo, não apresentam a forma final, e sim uma forma juvenil, e, portanto, tendem a apresentar uma mesma aparência de otólito nessa fase.
