Engenharia de Pesca (Sede)
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APP - Artigo Publicado em Periódico
TAE - Trabalho Apresentado em Evento
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
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Item Aproveitamento dos resíduos da mariscagem como alternativa ao uso de carbonatos na aquicultura(2026-02-10) Oliveira Neto, Salomão Ribeiro de; Dantas, Danielli Matias de Macêdo; http://lattes.cnpq.br/3422902414863662; http://lattes.cnpq.br/0785509901273321O presente estudo avalia a utilização do pó de concha do marisco Anomalocardia flexuosa como alternativa ecológica e econômica aos produtos convencionais utilizados na aquicultura para correção de pH, alcalinidade e dureza da água. A mariscagem é uma prática tradicional em municípios como Igarassu - PE, desempenhada principalmente por mulheres, e gera como resíduo uma grande quantidade de conchas descartadas de forma inadequada, acarretando problemas ambientais. Por tanto, a fim de reutilizar este descarte, considerando o alto teor de carbonato de cálcio presente nas conchas (cerca de 44,48 de Ca e Mg), investigou-se o potencial do pó de concha como corretivo ambiental. A princípio, o estudo visou identificar a granulometria ideal do pó de concha para uso em sistemas aquícolas. Foram avaliadas diferentes tamanho de partículas (300, 425 e 850 µm) em unidades experimentais com água em aeração constante, medindo-se parâmetros de pH, alcalinidade e dureza em intervalos de 24, 48 e 72 horas. Os resultados indicaram que a granulometria mais fina (300 µm) proporcionou maiores elevações nos níveis de alcalinidade e dureza, com pouca variação no pH, demonstrando maior eficiência. Apesar disso, granulometrias menores exigem maior esforço e custo de processamento. O pó de concha é um eficiente alcalinizante e regulador de dureza, sem causar alterações drásticas no pH (<1,0), a concentração ideal de aplicação foi de 325 g/m³. Além disso, quando comparado com bicarbonato de sódio, o pó de concha é mais eficiente para elevar a dureza, e eleva mais a alcalinidade do que a cal sem alterar o pH da água. A validação tecnológica do pó de concha em água de piscicultura e aquaponia, confirma o potencial do uso de pó de concha para elevar a alcalinidade e dureza do sistema.Item Aquicultura multitrófica: crescimento das macroalgas Kappaphycus alvarezii e Hypnea musciformis no cultivo do camarão marinho Litopenaeus vannamei(2021-12-21) Oliveira, Artur Ludermir de; Dantas, Danielli Matias de Macêdo; http://lattes.cnpq.br/3422902414863662; http://lattes.cnpq.br/1810381478994494O Estágio supervisionado obrigatório (ESO) tem como objetivo preparar o acadêmico para atuar no mercado de trabalho, permitindo aplicar na prática, conceitos teóricos adquiridos durante a graduação, assim como fazer o aluno vivenciar e conhecer as dificuldades enfrentadas em unidades aquícolas de produção. Este relatório refere-se à realização do ESO na fazenda Santa Helena, pertencente a Camares-Camarões Marinhos Ltda, localizada na zona costeira do estado do Rio Grande do Norte, mais especificamente no município de Caiçara do Norte, durante o período de outubro a dezembro de 2021. Durante o estágio foram realizadas atividades relacionadas ao cultivo e manejo de macroalgas marinhas, de forma experimental, com o intuito de aferir o crescimento e realizar o manejo destas nos viveiros de cultivo do camarão marinho. O projeto desenvolvido no estágio teve como objetivo principal aferir o crescimento da Kappaphycus alvarezii e Hypnea musciformis em três diferentes estruturas de cultivos (Rede Tubular, Corda e Travesseiro) em torno das instalações da propriedade, durante 4 semanas. Foram avaliados os parâmetros de Ganho Total de Biomassa em grama (GTB), Crescimento Total (CT) e a Taxa de Crescimento Relativo diário e semanal (TCR). No período de estágio também foi possível auxiliar e acompanhar as mais diversas atividades que ocorrem em uma fazenda de camarão marinho, como por exemplo: aplicação do bokashi, calagem dos viveiros, recebimento de pós larvas, manutenção do canal de abastecimento, povoamento do viveiro, assim como as demais atividades rotineiras. Os melhores resultados para a espécie K. alvarezii foram: 2850 g de GTB, 475% de CT, 6,25 % de TCR diária de 43,73% de TCR semanal, cultivada em estrutura de corda na lagoa de captação. Para a espécie H. musciformis foram observados os resultados de 1600 g de GTB, 266,67% de CT, 4,64% de TCR diária e 32,48% de TCR semanal cultivada em estrutura de travesseiro na lagoa de captação. Desse modo, foi possível confirmar o quanto uma gestão sustentável aplicada em uma fazenda de carcinicultura é importante, pois com a biorremediação das algas, além de diminuir os impactos ambientais para os agroecossistemas, também se mostrou possível manter uma boa produtividade de camarão nos viveiros. Devido ao crescimento encontrado das macroalgas em questão, também vale a pena considerar a possibilidade, de que no futuro, o cultivo de algumas dessas espécies de algas tenha resultados promissores região Nordeste, possibilitando assim um surgimento de uma atividade economicamente promissora.
