Bacharelado em Ciências Sociais (Sede)
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Item A ciência é masculina? Considerações sobre a produção docente do curso de Agronomia da UFRPE(2022-05-24) Lima, Julia Cavalcante de; Leitão, Maria do Rosário de Fátima Andrade; http://lattes.cnpq.br/8086721690207482; http://lattes.cnpq.br/9448465974797780Este artigo científico analisa, a partir da conceitualização de gênero como uma forma de compreender os relacionamentos e comportamento dos indivíduos, como se dá a produção docente do Departamento de Agronomia (DEPA) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Para tanto, primeiramente houve uma revisão bibliográfica sobre a desigualdade de gênero no campo científico, fomentando a base teórica. Durante a pesquisa, foi feita uma coleta de dados através de observações nos Currículos Lattes dos professores. A partir disso, foi possível compreender que algumas áreas ainda são domínios masculinos, além disso, as mulheres continuam sendo minoria em cargos mais altos. Apesar do aumento da presença feminina na ciência com o passar dos anos, ainda estamos longe de podermos considerar os campos acadêmicos como igualitários para homens e mulheres.Item Poeticamente cultiva a mulher o mundo: gênero e agroecologia construindo saberes, sujeitos e autonomia(2020-11-08) Oliveira, Jannah Bruna Miranda de; Jalil, Laeticia Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3792267648624578; http://lattes.cnpq.br/6393940895948072As desigualdades de gênero no mundo rural produzem a invisibilidade das mulheres rurais no que concerne às suas atividades produtivas e reprodutivas na agricultura familiar, afetando também as representações sociais e o seu próprio reconhecimento enquanto trabalhadoras e sujeitos políticos e sociais. Assim, através de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório e bibliográfico, e utilizando os conceitos de gênero e patriarcado, este estudo pretende refletir sobre a construção do conhecimento das mulheres agricultoras agroecológicas a partir da pesquisa das Cadernetas Agroecológicas como uma ferramenta político-pedagógica de reconhecimento de sua atividade produtiva e de transformação social. O estudo revelou que, ao ressignificarem o conceito de saber estreitamente relacionado à experiência coletiva de construção desse saber sobre suas capacidades produtivas, mas também sobre suas subjetividades e formas ancestrais de cuidado da vida humana e não humana, as mulheres ressignificam o seu próprio ser no mundo, reivindicando um status de sujeitos sociais e políticos constituídos a partir de seus corpos, vivências e territórios.Item Cinedebate e questões de gênero: o neoconservadorismo na escola(2021-07-21) Mello, Fernanda de Carvalho Azevedo; Silva, Maria Auxiliadora Gonçalves da; http://lattes.cnpq.br/1540473468896261; http://lattes.cnpq.br/6482348204704983A retração na oferta de serviços oferecidos pelo Estado à população, fenômeno observado a partir do Governo Temer e que persiste durante o Governo Bolsonaro, tem como circunstância o avanço neoconservador em defesa de um modelo específico de família e contra o ensino de conhecimento situado dentro das escolas, em especial contra o assunto ‘gênero’. Dentro desse contexto nacional, o projeto de extensão CineDebate: Raça e Gênero na Escola (UFRPE), na Escola de Referência em Ensino Médio Cândido Duarte (Recife/PE), abordou curtas-metragens de temas e recortes variados entre os anos de 2016 e 2017, oferecendo em atividade extraclasse a possibilidade de problematizar realidades sociais. Após cada exibição, eram aplicados questionários que buscavam avaliar o entendimento por parte das/os estudantes dos temas e das obras apresentadas. O presente artigo tem como objetivo comentar a variação entre recepções a partir de seus recortes temáticos. Fundamentada na análise do conjunto de questionários foi possível concluir que houve antagonismo apenas na recepção aos curtas com temática de gênero e que essa objeção está em confluência com o discurso neoconservador que ganha espaço na política nacional e na sociedade brasileira. Tal discurso prega a censura de conhecimentos e o restabelecimento de um modelo patriarcal de família por meio de projetos como o Escola Sem Partido. Em conclusão, argumento que, mesmo após quatro anos de seu término, os resultados do projeto de extensão continuam relevantes para refletir sobre o alcance, ramificações, trajetórias e consequências do discurso anti-gênero para a educação.
