TCC - Licenciatura em Pedagogia (Sede)
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Resultados da Pesquisa
Item Percepções sobre o corpo e o movimento na primeira infância: um estudo com docentes da Educação Infantil na cidade do Recife(2021-12-03) Souza, Alanna Marques Moraes Portela de; Souza, Ana Paula Abrahamian de; http://lattes.cnpq.br/5944309643014109; http://lattes.cnpq.br/2045504029736560As pesquisas acerca do corpo e o movimento infantil apresentaram diversos avanços nos últimos 25 anos, transitando no meio acadêmico e instâncias legais. Entretanto, na materialidade das instituições de Educação Infantil, é comum observarmos práticas cristalizadas do uso do corpo que, apesar de trabalharem com o movimento, o fazem de forma ainda disciplinadora. Neste sentido, esta pesquisa se debruçou nas escolas públicas da cidade do Recife, a fim de compreender quais as concepções que norteiam as práticas pedagógicas dos professores da Educação Infantil. A metodologia, de abordagem qualitativa, privilegiou o trabalho de campo por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas com professoras atuantes, bem como a análise de documentos oficiais. A análise de dados, referenciada na análise de conteúdos, foi realizada a partir das categorias: concepção de infância, concepção de corpo e movimento, concepção de práticas educativas de movimento e o espaço e seus usos. Os dados indicam que, apesar das educadoras serem capazes de demonstrar amplo entendimento sobre a importância do trabalho com o corpo e o movimento, possuem limitações para o exercícios de práticas efetivas, como o espaço físico, carência de materiais e formações que atendam suas realidades. Essa constatação aponta para a necessidade de um olhar atento dos sistemas educacionais em pautas como o corpo e o movimento, considerando-os como investimentos fundamentais numa educação integral para a primeira infância.Item A inclusão de crianças com Síndrome de Down em uma creche municipal do Recife: desafios e possibilidades(2021-12-10) Andrade, Vitória Hellen Tavares de; Silva, Emmanuelle Christine Chaves da; http://lattes.cnpq.br/4816027610768343; http://lattes.cnpq.br/7663879287317666As crianças com Síndrome de Down têm chegado em nossas creches e escolas e faz-se essencial que estejamos preparados para recebê-las e promover para elas um ambiente em que possam se desenvolver integralmente. O presente estudo aborda a inclusão de crianças com Síndrome de Down visando compreender como ocorre a inclusão dessas crianças em uma creche municipal de Recife na prática. Para tal, os objetivos específicos foram: 1) Identificar e descrever as atividades pedagógicas que são realizadas, pelos diferentes profissionais da creche (professora e estagiária), com as crianças com Síndrome de Down para promover a inclusão escolar das referidas crianças; 2) Descrever a rotina vivenciada pelas crianças com Síndrome de Down no espaço escolar e 3) Analisar os materiais didático-pedagógicos utilizados pelos profissionais da creche. Foram realizadas entrevistas com as profissionais da creche e observações do espaço escolar e da rotina vivenciada pelas crianças. Os dados obtidos foram analisados, transcritos e divididos em categorias utilizando o método da videografia e inspirado na análise de conteúdo de Bardin, e os resultados encontrados foram atrelados ao aporte teórico deste estudo. A partir dessas categorias, pôde-se retratar que as crianças com Síndrome de Down eram incluídas na rotina da escola e participavam do momento das atividades pedagógicas, com algumas adaptações. Portanto, conclui-se que ainda há muito a ser feito no tocante à inclusão de crianças com deficiência na Educação Infantil, no entanto, com o reconhecimento de suas potencialidades, materiais e formação aos profissionais adequada, poderemos favorecer ainda mais o desenvolvimento integral dessas crianças.Item Práticas pedagógicas e as representações de gênero em sala de aula: um estudo na educação infantil em escola pública(2021-07-14) Silva, Tânia Maria Rodrigues da; Duarte, Rebeca Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2892457731367709; http://lattes.cnpq.br/4105350999518782No contexto educacional brasileiro, apesar dos avanços legais acerca das discussões sobre gênero, muitos têm sido os entraves para a concretização desse tema nas escolas. Este trabalho foi pensado a partir da necessidade de se compreender como as práticas pedagógicas docentes, no âmbito da Educação infantil, reforçam estereótipos de gênero ou combate o sexismo a partir da atuação destas nos processos educacionais e na formação de identidade de gênero. Entende-se que a escola, enquanto espaço socializador de conceitos, concepções e práticas, contribui com essa construção, uma vez que é nela que se concretizam situações de desigualdades entre homens e mulheres, meninos e meninas, e estas, por sua vez, se materializam na relação com os (as) professores (as) por meio das práticas e são naturalizadas pelos discursos e influenciados por materiais didáticos, mídia etc. Em termos de metodologia, para a coleta dos dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas a duas docentes, duas gestoras e a coordenadora da Educação Infantil e observações sistemáticas e diretas das suas práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula e no recreio, cujos conteúdos foram analisados qualitativamente com base na Teoria das Representações Sociais (TRS) e pela análise dos documentos que orientam a prática pedagógica na EI com abordagem de gênero como o Referencial Curricular Nacional Educação Infantil – RCNEI e da Política de Ensino da Região Metropolitana de Recife – PE RMR. Os resultados demonstram que as professoras encontram dificuldades em abordar gênero em sala de aula e que há um processo de perpetuação de estereótipos do que que é ser homem e do que é ser mulher, além da resistência em falar de outras identidades. Embora haja rupturas em atividades nas diversas datas comemorativas como incentivo às crianças a perceberem a atuação da mulher nos espaços públicos, evidenciou-se a necessidade de formação que instigue, problematize e sensibilize as docentes para abordagem sistemática das questões de gênero em suas práticas pedagógicas.Item Contar histórias na Educação Infantil: um estudo de caso da prática de uma professora(2021-07-05) Lira, Mariana Santana de; Cabral, Ana Catarina dos Santos Pereira; http://lattes.cnpq.br/7731108870085614; http://lattes.cnpq.br/3042538389788129O presente trabalho teve como objetivo compreender como uma docente realiza o trabalho de contação de histórias em uma turma da educação infantil grupo 3 (crianças de 3 a 4 anos), mais especificamente, analisar a concepção da docente sobre o trabalho envolvendo a contação de histórias; analisar como planeja suas aulas; caracterizar o que faz e prioriza em sua rotina. Para isso, utilizamos de um estudo de caso, de natureza qualitativa. Para análise dos dados nos inspiramos na análise de conteúdo (cf. BARDIN, 2016). Utilizamos como instrumentos para coleta de dados: a observação total, o questionário (cf. GIL,1999) e a entrevista semiestruturada (cf. LUDKE E ANDRÉ, 1986). Os resultados apontaram que a contação de histórias faz parte da rotina deste grupo da educação infantil. A professora planejou os momentos envolvendo a contação de histórias; selecionava a história a ser trabalhada com as crianças; sistematizava as ações ao praticar as narrativas; organizava os espaços; preparava os recursos didáticos que seriam utilizados no momento da contação de histórias. Percebemos que a docente priorizou a atividade do reconto. Também realizou atividades relacionadas às histórias contadas, tais como: atividade de construção de texto coletivo, sendo a professora a escriba do texto; atividades de pinturas, para identificar personagens e cenários das histórias. O estudo demonstrou, uma prática pedagógica organizada por parte da professora, no que se refere ao planejamento para a realização da prática de contar histórias. O estudo ainda após revelou que a contação de histórias é um instrumento pedagógico que possibilita diversas aprendizagens cognitivas, sociais, afetivas, corroborando com os estudos de LACERDA (2015). Nosso estudo também evidenciou a relevância de formações continuadas aos professores da educação infantil, quanto à contação de histórias, percebendo-a como um instrumento pedagógico significativo e potente para o desenvolvimento das crianças. Em relação ao desenvolvimento da linguagem oral, a prática da contação de histórias parece ter influenciado de maneira positiva o desenvolvimento da oralidade, pois, assim como Carvalho et. al. (2019), percebemos que pode permitir às crianças ampliarem o vocabulário, aprender a explicar, opinar, bem como favorecer a interação social.Item A relação do cuidar e educar na prática pedagógica da auxiliar de desenvolvimento infantil na rede municipal de Recife - PE(2021-02-25) Barros, Maria Elaine de; Carvalho, Maria Jaqueline Paes de; http://lattes.cnpq.br/9755289492514554Esta monografia teve como objetivo compreender os aspectos pedagógicos do trabalho do Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) em uma instituição municipal de Recife – PE. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram Azevedo (2013), Carvalho (2019) e Souza (2012). O problema de pesquisa buscou compreender quais os aspectos pedagógicos inseridos na prática da ADI. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, cuja coleta de dados ocorreu mediante observação participante. A técnica empregada na análise dos dados foi a análise de conteúdo (BARDIN, 2011). Através da análise dos dados obtidos, constatou-se que o aspecto pedagógico do trabalho do ADI está relacionado à indissociabilidade entre cuidar e educar na educação infantil, demandando que as atividades de cuidado estejam sempre relacionadas com o ato educativo. Constatou-se também que a ADI e a professora da turma mantiveram uma relação de complementaridade do trabalho em sala, na qual as atividades de cuidado eram integradas às atividades educativas, demonstrando uma compreensão da concepção do princípio da indissociabilidade entre cuidar e educar na educação infantil.Item A contação de história na educação infantil como prática pedagógica: concepções de professores da Região Metropolitana do Recife(2021-12-01) Oliveira, Luziara do Nascimento; Santos, Carmi Ferraz; http://lattes.cnpq.br/2322696001671542; http://lattes.cnpq.br/9474931273440740A contação de histórias como prática educativa demonstra ser um importante instrumento nas mãos dos professores, que se transformam em contadores. Este trabalho traz o enfoque na perspectiva dos educadores sobre essa prática pedagógica, sendo o objetivo geral desta pesquisa compreender como os professores vêem a utilização da contação de histórias no processo de ensino aprendizagem na educação infantil, em específico professores da educação infantil da Região Metropolitana do Recife. O trabalho é de natureza qualitativa, com metodologia de análise descritiva analítica que teve como instrumento de coleta, devido à atual situação sanitária de pandemia, o questionário encaminhado remotamente, pelo Google Forms, que tratou das considerações e perspectivas de nove educadores sobre a temática. Sabendo que a utilização desse recurso pedagógico traz para as crianças inúmeros benefícios, foi possível perceber a importância dele para a prática dos professores.Item Atividades de atenção pessoal, movimento livre e brincar dos bebês: um estudo de caso na rede municipal do Recife sob a ótica da abordagem Pikler(2021-07-08) Monnerat, Karina Ismerio dos Santos; Silva, Emmanuelle Christine Chaves da; http://lattes.cnpq.br/4816027610768343; http://lattes.cnpq.br/6244037225442289O presente estudo teve como tema os cuidados pessoais e o movimento livre em bebês de 0 a 3 anos no contexto da creche. Assumimos como fundamento teórico a abordagem Pikler e os princípios de respeito, confiança e vínculo em trabalhos coletivos com bebês e crianças, contemplando as suas individualidades. A abordagem Pikler é direcionada para crianças e bebês de 0 a 3 anos, no seu dia a dia, na sua interação com o adulto e na sua autonomia. Foi proposta pela médica Emmi Pikler, a partir das suas primeiras experiências como pediatra, onde pôde perceber que a intimidade e a reciprocidade do adulto com o bebê tinham uma grande importância para o seu desenvolvimento e para proporcionar a autonomia da criança. Assim, este trabalho, caracteriza-se com uma pesquisa de campo de caráter qualitativo, que teve objetivo geral compreender como ocorrem as atividades de atenção cotidiana e de movimento livre em um berçário da rede municipal do Recife-PE. Além disso, buscou-se, como objetivos específicos, identificar como ocorrem as atividades de atenção pessoal e acolhimento dos bebês e de que maneira a individualidade dos bebês é considerada nessas atividades e também identificar se o espaço físico escolar e a rotina estabelecida pela professora proporcionam o movimento livre dos bebês. Realizou-se então um estudo de múltiplos casos (envolvendo cinco bebês com idades entre 10 e 11 meses e os profissionais de Educação que atuavam junto a eles) numa turma de berçário de uma creche municipal na Região Metropolitana de Recife. Os dados da pesquisa foram coletados através de entrevistas com as profissionais de educação (professoras, auxiliares de desenvolvimento infantil e estagiária) que atuavam com os bebês e também observações dos mesmos durante a rotina na creche a partir de registros em vídeos. Através da análise dos dados coletados, percebeu-se que as atividades de atenção cotidiana e o movimento livre acontecem de maneira rotineira e muitas das vezes mecanizada, sem dar o devido valor à realização dessas atividades e sem compreender a importância delas para o desenvolvimento infantil. Identificou-se que os cuidados de higiene, alimentação e a acolhida dos bebês ocorrem de maneira a favorecer o trabalho dos adultos e a cumprir com a rotina estabelecida pela creche e, por isso, não visam em primeiro lugar atender as necessidades dos bebês. Durante os momentos coletivos, o olhar atento às necessidades particulares não é considerado, prevalecendo o olhar coletivo e homogeneizador. Conclui-se, portanto, que a própria configuração de funcionamento das creches não é favorável para suprir as necessidades individuais das crianças, tendo em vista que nesses ambientes coletivos há um grande número de crianças para poucos adultos, especialmente quando levamos em consideração que esta faixa etária demanda muitos cuidados e dedicação exclusiva do adulto.Item A arte urbana como possibilidade de experiências estéticas na educação infantil(2021-03-03) Nascimento, Joyce Marcelle Guerra do; Souza, Ana Paula Abrahamian de; http://lattes.cnpq.br/5944309643014109; http://lattes.cnpq.br/1629631655958581A pesquisa em tela pretendeu analisar, a partir de experiências estético-pedagógicas com arte urbana, os desafios e possibilidades para a formação estética nos processos educativos escolarizados na educação infantil. tomamos enquanto objetivos específicos: (1) Identificar como as crianças percebem as manifestações de arte urbana nas diferentes produções artísticas; (2) Relacionar o cotidiano das crianças com a arte urbana; e (3) Analisar as contribuições estéticas a partir das práticas pedagógicas do ensino da arte urbana com crianças. Nesse sentido, procuramos observar a potencialidade da produção dos grafites nos muros da cidade a partir do olhar das crianças. A pesquisa-ação foi tomada como aporte metodológico por percebermos a necessidade de uma forma de ação planejada de caráter social e educacional, aspectos esses presentes na proposta desse trabalho de elaboração de uma ação interventiva na educação infantil com estudantes do grupo V. Desta maneira enfatizamos o trabalho de grafiteiros de Pernambuco, podendo assim colaborar com a formação do olhar sensível das infâncias acerca do aspecto estético do grafite em nossa cidade.Item A brincadeira na educação infantil: o ato de brincar na prática pedagógica de uma professora de crianças de 4 anos(2021-07-15) Almeida, Cybelle Medeiros de; Carvalho, Maria Jaqueline Paes de; http://lattes.cnpq.br/9755289492514554; http://lattes.cnpq.br/3313085571462084O referente estudo teve como objetivo geral compreender como a brincadeira está inserida na prática pedagógica de uma docente da Educação infantil, em uma turma do grupo IV de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) da Cidade do Recife-PE. Esta é uma pesquisa de cunho qualitativo. Baseamo-nos nos principais autores que tratam da brincadeira e sua relação com a ação pedagógica do professor: Kishimoto ( 2010), Horn (2018) e Maluf (2012). Os dados foram coletados no período de 04/02/2020 a 19/02/2020, registrados em diário de campo, a partir de observação participante. Em seguida, foram categorizados sob a perspectiva da análise temática, proposto por Bardin (1988). Este estudo veio confirmar que a brincadeira se faz presente na prática pedagógica da docente do grupo IV, organizada em seu planejamento cotidiano. A docente demonstrou entender que a ação da brincadeira dirigida por ela parece ser mais relevante do que a brincadeira livre proporcionada pelas crianças, uma vez que consta em seu planejamento e ela apresenta-a como sendo solicitada pelos documentos curriculares da Rede de Recife. Entretanto, nos momentos do intervalo, quando as brincadeiras livres aconteceram, ela foi participativa e respeitosa do espaço das crianças. Esse trabalho nos mostra que entender que a brincadeira faz parte da vida da criança. Além de ser um direito, um princípio, um eixo do trabalho na educação infantil, necessita ser bastante estudada nas formações inicial e continuada dos professores para que se torne uma prática legal, afetiva e efetiva.Item O uso das tecnologias digitais em tempos de pandemia: um estudo de caso em creche municipal da cidade do Recife - PE(2021-12-06) Silva, Cryslane Daiana Morais da; Luna, Ewerton Ávila dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/0502123155013190; http://lattes.cnpq.br/7919099173020418Esta pesquisa se propôs a identificar como as professoras de uma creche municipal da cidade do Recife enfrentaram a necessidade de uso de novas tecnologias, em contexto de pandemia, aplicados à prática pedagógica. As educadoras participantes cooperaram com o trabalho através do preenchimento de um questionário elaborado e disponibilizado no Google Formulários, e por meio de entrevistas individuais realizadas na plataforma do Google Meet. O estudo está fundamentado, dentre outros, nos trabalhos de Caiado et al. (2018), Coscarelli (2007) e Pereira (2007). A pesquisa possui a sua relevância na identificação dos meios e estratégias utilizados no uso das tecnologias digitais no contexto do ensino remoto emergencial. A análise dos dados foi realizada a partir da perspectiva da análise de conteúdo, alguns dos resultados principais indicaram que as professoras, na medida do possível, conseguiram se reinventar e adaptar algumas das práticas ao formato remoto, a necessidade da reformulação das metodologias, dificuldades no manuseio aplicados à prática pedagógica, bem como a mudança sentida na rotina da Educação Infantil. Outra situação relevante foi a falta de apoio tecnológico, por parte da rede de ensino, para os estudantes que não possuíam recursos digitais. Estes resultados apontam para uma necessidade de continuidade de formações continuadas para os profissionais da área de educação; a importância de olhares mais críticos, por parte dos órgãos públicos, para propor mudanças significativas na esfera social e econômica e na relevância da compreensão do digital para as nossas práticas sociais.
