TCC - Bacharelado em Ciências Biológicas (Sede)

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    Caracterização fitoquímica, bioquímica e físico-química de hidrogel à base do extrato de Chlorella vulgaris
    (2026-02-09) Santos, Thalya Natasha da Silva; Bezerra, Raquel Pedrosa; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/7445147781630717
    A microalga Chlorella vulgaris tem despertado grande interesse biotecnológico devido à sua ampla diversidade de compostos bioativos. Nesse contexto, avaliou-se a composição fitoquímica e bioquímica do extrato aquoso de C.vulgaris cultivada em condições mixotróficas, bem como a análise e a caracterização físico-química de um hidrogel à base da sua biomassa. Foram realizadas análises fitoquímicas qualitativas para fenóis, flavonóides, taninos, terpenos, alcalóides, saponinas, esteróis, quinonas, cumarinas, glicosídeos e polissacarídeos e bioquímicas quantitativas para, proteínas, lipídios, pigmentos, e avaliações físico-químicas envolvendo testes organolépticos e de pH, e análise microbiológica da formulação. Os resultados evidenciaram a presença de fenóis, flavonoides, taninos, terpenos, saponinas, glicosídeos e polissacarídeos, bem como 23,08% de lipídios e 217.2±3.13 de clorofila a e b. Ademais, o hidrogel desenvolvido não apresentou alterações de cor e odor ao longo do tempo analisado, entretanto, observou-se elevação do pH nas amostras controle e de bancada e refrigeração, com valores entre 6,5 a 7,5. Ainda, houve a detecção de Staphylococcus aureus, indicando a necessidade de ajustes na formulação para atender às exigências microbiológicas vigentes. Portanto, a biomassa de C. vulgaris apresenta potencial para aplicação em sistemas tópicos, sendo recomendados estudos adicionais para a otimização da formulação e a validação de sua segurança e eficácia.
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    Avaliação da atividade antioxidante e quelante de íons da fração de peptídeos extraídos da microalga Chlorella vulgaris
    (2026-02-10) Matoso, Tamires Laís Nascimento; Bezerra, Raquel Pedrosa; Silva, Sabrina Swan Souza da; http://lattes.cnpq.br/8504258200413633; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/3310316271685774
    As doenças neurodegenerativas representam um desafio crescente à saúde pública, tendo como marcos patológicos o estresse oxidativo e o acúmulo desregulado de íons metálicos. Diante desse cenário, a busca por compostos naturais com propriedades quelantes e antioxidantes torna-se essencial. Este trabalho investigou o potencial biotecnológico de frações peptídicas de baixo peso molecular (< 3 kDa) derivadas da microalga Chlorella vulgaris como agentes neuroprotetores. Após a obtenção da biomassa e ultrafiltração, as proteínas foram quantificadas pelo método BCA. A atividade biológica foi avaliada compreendendo a capacidade de quelação de Ferro e Cobre, além da neutralização dos radicais ABTS e DPPH. A estabilidade funcional das frações foi testada sob diferentes faixas de pH e variações térmicas (60°C, 80°C e 100°C) pelo tempo de 30, 60 e 90 minutos, aplicando-se uma metodologia de correção pelo branco dos tampões para isolar o efeito das frações peptídicas. Os resultados revelaram uma forte atividade antioxidante, com destaque para o ensaio DPPH, no qual a fração apresentou um IC50 < 31,25 µg/ml, sugerindo a predominância de fração peptídica hidrofóbica, característica favorável à permeabilidade em membranas biológicas. No ensaio ABTS, o processo de purificação elevou a eficácia de 14,9% para 77% em concentrações reduzidas. Quanto à quelação metálica, as frações demonstraram alta afinidade por ferro, ultrapassando a marca de 80% de inibição, mantendo a estabilidade estrutural e funcional em condições fisiológicas e de processamento térmico. A análise de pH revelou eficácia máxima em pH 7,0. Em meios moderadamente ácidos, especificamente na faixa de pH 4 a 6, a fração conseguiu preservar cerca de 35% da sua efetividade. A manutenção da atividade sob altas temperaturas comprova a viabilidade dessas moléculas. Portanto, a fração peptídica de C. vulgaris atua de forma preventiva e corretiva contra o dano oxidativo, consolidando-se como ingrediente nutracêutico sustentável e uma alternativa promissora aos quelantes sintéticos na prevenção de doenças neurodegenerativas.
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    Microrganismos fotossintetizantes como potencial fonte de moléculas bioativas contra Leishmania spp.: uma revisão
    (2023-08-14) Silva, Sabrina Swan Souza da; Bezerra, Raquel Pedrosa; Andrade, Alexsandra Frazão de; http://lattes.cnpq.br/8560904255362766; http://lattes.cnpq.br/1466206759539320; http://lattes.cnpq.br/8504258200413633
    As leishmanioses são doenças infecciosas causadas por parasitos protozoários do gênero Leishmania e representam um grave problema de saúde pública de impacto mundial, afetando milhares de pessoas todos os dias. As drogas atualmente disponíveis para tratamento são baseadas em antimoniais pentavalentes que possuem efeitos colaterais adversos com casos de resistência e ineficácia sendo relatados com frequência. Assim, os microrganismos fotossintéticos (microalgas e cianobactérias) são uma ampla fonte de compostos que podem ser utilizados no tratamento de diversas doenças, e que devido ao seu rápido crescimento aliado às suas mínimas exigências nutricionais, possuem custo reduzido na produção, tornando-os fortes candidatos como matéria-prima para o desenvolvimento de novos medicamentos. A pesquisa foi realizada em bases de dados como Google Scholar, ScienceDirect, National Center for Biotechnology Information (NCBI) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os termos isoladamente e em combinação para identificar os artigos: cyanobacteria, microalgae, photosynthetic microorganisms, bioactives, antileishmanial, antiprotozoal. Os critérios de inclusão para esta revisão foram artigos originais descrevendo a atividade antiparasitária de extratos ou compostos isolados de cianobactérias e microalgas frente à infecção por Leishmania. Além disso, as referências bibliográficas dos artigos incluídos foram checadas para identificar possíveis artigos elegíveis. No total, 11 artigos foram selecionados e analisados com base nas espécies de microrganismos, compostos bioativos e sua concentração mínima para reduzir 50% da população de parasitos (IC50). As cianobactérias foram o grupo mais estudado, com ênfase no gênero Lyngbya, enquanto houve apenas um estudo utilizando três gêneros de microalgas (Nannochloris spp., Picochlorum sp. e Desmochloris sp.). Os estudos in vitro encontrados relataram o uso de peptídeos como principal bioativo com atividade anti-Leishmania, sendo o peptídeo ticonamida A, o que apresentou menor valor de IC50 (1,14 μM), e os peptídeos almiramida B e almiramida C, os mais seletivos para o parasito, com valores de IS de 21.7 e 17.4, respectivamente. Diante disso, peptídeos de microrganismos fotossintéticos são uma fonte promissora para o desenvolvimento de futuros produtos farmacológicos contra a Leishmania.